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Sem chuva e sem brilho

Dizem que a tempestade anunciada para a noite de ontem contratou ps advogados do Fluzim e por isso não caiu. Seria mais um motivo para o Vasco ter uma boa atuação, mas o futebol do time, assim como a chuva, não deu as caras por São Januário. Diferentemente da estreia contra a Cabofriense, tivemos muito trabalho com o Madureira. Tanto que o placar de 2 a 0 não parece ter sido inteiramente justo.

Com Bernardo abrindo o placar logo aos quatro minutos do primeiro tempo, a torcida se preparou para ver uma goleada. Em desvantagem desde o começo, o Madura não poderia ficar apenas ma retranca e acabaria cedendo mais espaços para nós. Isso até aconteceu. O que não estava no script era o Vasco se acomodar com a vitória parcial tão cedo. Lento e displicente, o time não apenas não conseguia criar como ainda fez nosso adversário crescer na partida. Não por acaso, o tricolor do subúrbio terminou o primeiro tempo com mais finalizações e, tivesse um pouco mais de sorte ou atacantes mais competentes, poderia ter empatado antes do intervalo.

Doriva não mexeu na equipe no intervalo e, como não poderia deixar de ser, o panorama do jogo não mudou. Quando tínhamos a posse de bola, éramos incapazes de furar a marcação do Madura; com o meio congestionado, as laterais seriam a melhor opção, mas por ali as jogadas morriam nos cruzamentos falhos. Nem quando o Madureira avançava e cedia espaços para o contragolpe nos dávamos bem, já que sua defesa era mais rápida na recomposição que nossos meias e atacantes.

O Madureira vinha na boa, levava perigo ao nosso gol até que, numa falha de posicionamento da sua zaga em um escanteio, Marcinho ampliou para o Vasco, marcando livre, de cabeça. Sofrer o segundo gol desanimou nosso adversário, que pouco conseguiu nos ameaçar depois disso. As mexidas do Doriva, trocando Bernardo, Marcinho e Rafael Silva por Marquinhos, Julio dos Santos e Yago, respectivamente, renovou o gás vascaíno. E como o Madureira já estava praticamente prostrado, tivemos aí o momento mais tranquilo da partida.

Os dois gols de diferença não foram o bastante para recuperarmos a liderança na tabela, mas o importante agora é continuar vencendo e não perder pontos para os considerados pequenos de maneira nenhuma. Mas apesar da vitória, foi preocupante ver a apatia da equipe vascaína durante grande parte do jogo, ainda mais se lembrarmos que um dos poucos elogios que até agora podemos fazer a esse time é que mostra disposição. Ganhamos a partida, mas não será sempre que poderemos contar com falhas dos goleiros adversários. Muito bom vencer nas duas primeiras rodadas, mas temos ainda muito o que melhorar.

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As atuações…

Martin Silva – de mais complicado, apenas uma boa saída do gol no segundo tempo. Mas ao longo de todo o jogo fez defesas seguras, importantes em um jogo no qual o adversário finalizou mais.

Madson – as melhores jogadas de ataque surgiram quando o garoto teve liberdade para apoiar. O problema é que dos vários cruzamentos que fez, apenas um levou algum perigo. E como sobe muito, volta e meia deixa um buraco pela direita.

Luan – jogou com seriedade e foi bem na maioria do tempo, mas se viu algumas vezes envolvido pelo adversário, principalmente porque os volantes foram mal ontem.

Rodrigo – no mesmo nível do seu dupla de zaga. E teve um ponto positivo: como não cobrou faltas, não isolou nenhuma bola.

Christiano – como contra a Cabofriense, foi novamente o mais fraco do time. Apoia, mas é incapaz de acertar um cruzamento; é defensor, mas deixa sempre uma avenida às suas costas. De dar saudades do Marlon.

Serginho – bem na estreia, não manteve o nível ontem. Errou passes demais, entrou na roda pra o meio campo do Madura e não fez uma cobertura na lateral.

Lucas – um pouco melhor que o Serginho, mas também se enrolou para fechar os espaços no meio e cobrir a sua lateral. Quase marcou um belo gol em chute de fora da área.

Montoya – na primeira rodada, só apareceu no segundo tempo, quando deu o passe para Bernardo marcar seu gol. Ontem fez o mesmo: seu único momento digno de nota foi o passe para o pai do ano abrir o placar. O problema é que isso aconteceu aos 4 minutos do primeiro tempo. Depois desse lance, o colombiano tentou muito e acertou muito pouco.

Marcinho – não encontrou o posicionamento ideal no jogo e, se embolando entre Montoya e Bernardo, pouco apareceu. Por ironia, quando se posicionou bem dentro da área, marcou o seu, de cabeça. Julio dos Santos entrou em seu lugar e teve cerca de 15 minutos para mostrar que merece ser titular. Não foi dessa vez.

Bernardo – acertou uma bomba logo no começo da partida e, contando com uma ajudinha do goleiro, abriu o placar. Depois disso não conseguiu se dar bem sobre a marcação adversária e pouco fez de efetivo. Saiu para a entrada de Marquinhos, que trouxe uma nova dinâmica ao meio, efetivamente caindo pelas pontas com velocidade.

Rafael Silva – pelo visto, nem  sob o comando do Doriva cai deslanchar. Ainda que ser a referência na área não seja a dele, faz muito pouco para ser titular, mesmo com Thalles fora. Seu substituto Yago, por exemplo, fez muito mais no pouco tempo que esteve em campo, atazanando a defesa do Madura com sua habilidade.

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A luta é pela vaga

Cada vez mais difícil escrever sobre as partidas do Vasco. Esse é o motivo pelo qual os posts têm demorado a sair por aqui. Difícil não protelar uma tarefa repetitiva e irritante como tentar analisar os mesmos erros de sempre. Ou será que a culpa é minha? Será que alguém conseguiu ver algo no empate com a Ponte Preta que seja diferente do que vem acontecendo há séculos com o time?

Talvez a escalação do Joel possa ser considerada uma diferença, já que o notório retranqueiro optou por uma armação mais ofensiva e até moderninha, com dois volantes apenas (e um deles NÃO era o Fabrício) e três meias, com dois jogando mais pelas pontas e apenas um atacante centralizado. Com essa formação, Natalino pode colocar não apenas o Maxi Rodriguez como titular, mas também o Crispim e o Dakson. Dessa vez, gente pra armar jogadas não ia faltar.

Mas faltou. Vale lembrar que dos três meias em campo, apenas Maxi poderia cumprir a função do suspenso Douglas. Tanto Dakson como Crispim são meias-atacantes, sem as características necessárias para armar jogadas ou dar aquele passe que deixa os companheiros na cara do gol. A questão é que Maxi não jogou nada e Dakson errou quase tudo o que tentou. Crispim foi o que se saiu melhor, mas não o bastante para fazer com que o Vasco fizesse diferente do que tem feito por todo o campeonato: ter posse de bola, não saber o que fazer com ela, perder gols feitos quando conseguimos criar alguma coisa e sofrer com contra-ataques.

O começo do segundo tempo nos deu esperança apenas para nos tirar minutos depois. Fizemos um gol logo aos dois minutos, na única cochilada que a defesa da Macaca cometeu. Mas devolvemos o favor quatro minutos depois, vacilando na marcação e permitindo o empate. E o tempo passou, sem que o time mostrasse capacidade criativa para fazer outro gol, não fazendo qualquer diferença as alterações que Joel tivesse tentado. A Ponte, com méritos, foi o único dos líderes a não perder para o Vasco em São Januário. Isso porque sabia exatamente como parar o time: jogou fechadinha, esperando os contragolpes. Bastou não nos deixar jogar, como fez o Ceará e o Joinville.

O fato é que agora, faltando apenas seis jogos e com seis pontos de diferença para o líder, o que deve interessar ao Vasco é conseguir logo sua classificação para a Série A. O título, que deveria ser uma obrigação para o único dos grandes na competição, foi perdido não apenas no sábado, mas ao longo de todo o campeonato, com as apresentações ridículas que tivemos e com os absurdos 13 empates que deixamos acontecer. O que deixa claro algo que muitos já perceberam há tempos: vamos subir sim, mas muito por conta da incapacidade dos nossos concorrentes. Se Avaí e Ceará não estivessem brigando pra ver quem permanece na segundona ano que vem, estaríamos com muito mais problemas do que temos hoje.

As atuações….

Martin Silva – praticamente não trabalhou e não teve responsabilidade no gol sofrido.

Diego Renan – no primeiro tempo não comprometeu defensivamente, mas não foi visto no apoio. No segundo, a jogada do gol de empate da Ponte saiu pelo seu lado. Depois disso, até foi visto mais vezes no ataque, mas não conseguiu acertar um cruzamento sequer.

Rodrigo – não teve muito trabalho com o ataque da Ponte, mas teve sua atuação comprometida por dar um carrinho precipitado no lance do gol deles.

Douglas Silva – vinha jogado com seriedade e ganhando a maioria dos lances contra os atacantes adversários. Quando poderia ter marcado o segundo gol, numa bola alçada à área da Ponte, acabou se machucando e cedeu lugar ao Luan, que manteve o nível da atuação da zaga.

Lorran – Joel apostou no momento errado: depois de duas derrotas e precisando vencer o líder diante da torcida, estava claro que a partida teria pressão demais para alguém tão novo. O resultado? Procurando mostrar serviço, acabou cometendo muitas faltas e só não foi expulso por conta da quebrada de galho do juiz. Com isso, Natalino se viu obrigado a queimar uma substituição ainda no primeiro tempo, colocando Marlon no lugar do garoto. Esse, fez o que faz quase sempre: tenta apoiar, mas não consegue dar prosseguimento às jogadas.

Guiñazu – não dá pra falar mal do único jogador que parece estar atento e que mostra disposição para cumprir sua função por todos os 90 minutos. Mesmo que para isso tenha que fazer uma penca de faltas e passar boa parte do jogo dando carrinhos.

Aranda – uma daquelas atuações que não enchem os olhos da torcida, mas foi por conta do paraguaio que o Renato Cajá fez muito pouco pela Ponte. Marcou bem o meia adversário e cumpriu importante função tática.

Dakson – tentou muito, não acertou nada. Foi quem mais finalizou, mas nenhuma levou perigo; arriscou várias bolas enfiadas para os companheiros, mas errou todos os passes. Só valeu pela sua participação na jogada do gol vascaíno.

Maxi Rodríguez – uma participação que poderia ser uma explicação do porque Joel não lhe dá mais chances como titular. Não conseguiu ser o articulador que o time precisava e abusou das jogadas individuais, volta e meia tentando passar por dois, as vezes três marcadores. Finalizou uma vez com perigo.

Lucas Crispim – o melhor jogador de frente do time, não apenas por ter marcado o gol, mas também por sua movimentação. Em alguns momentos também pecou pelo individualismo, mas se saiu melhor que o Maxi nessas horas. Pediu para sair e deu lugar ao Montoya, que entrou quando o Vasco já estava no tudo ou nada e não conseguiu se sobressair no meio da bagunça que imperava no time.

Kléber – justificou sua presença em campo ao dar o passe para Crispim abrir o placar. Fora isso, correria e disposição, mas pouca efetividade. Perdeu o gol mais feito do Vasco, ainda no primeiro tempo, cabeceando uma bola relativamente fácil para fora.

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Lobotomia

Segundo Joel Santana, a partida contra a Portuguesa ontem “Foi uma vitória que não deixou dúvida. Fomos superiores o tempo todo do jogo“. Para quem viu o que aconteceu ontem no Canindé, uma declaração dessas só pode significar que, além da vesícula, os médicos que o operaram retiraram também alguns pedaços do cérebro do Natalino.

A operação não foi responsável pela perda de visão do nosso treinador. Pelo contrário, para enxergar uma superioridade completa do Vasco no jogo é preciso ter uma visão além do alcance, no estilo olho de Thudera. Talvez o caso do Joel seja de alucinações intermitentes, que aparecem principalmente nos 45 minutos finais.

Esse diagnóstico ganha força se lembrarmos que, se o Vasco teve algum domínio em todo o jogo, ele só aconteceu no primeiro tempo. Ainda que não tivéssemos criado muitas chances de gol, o time controlou a partida, não sofreu riscos e teve a posse de bola na maior parte do tempo. Ainda que meio capenga, avançando apenas pela esquerda, chegamos ao gol quase no fim da etapa inicial, após algo totalmente inesperado acontecer: Marlon acertar um belo cruzamento e Douglas aparecer para cabecear e balançar a rede em um lance de bola rolando.

Mas no segundo, longe de termos sido superiores, simplesmente deixamos de jogar e chegamos ao ponto de tomar calor da fraquíssima equipe verde-rubra. A Lusa tomou a iniciativa desde o princípio e o que era maior posse de bola se tornou pressão na prática quando nosso meio de campo velhusco cansou de vez. Joel, no meio dos seus delírios de superioridade, demorou a ver que Fabrício e Douglas se arrastavam em campo. Com isso, não conseguíamos marcar, nem criar. E tome a Portuguesa, aos trancos e barrancos, chegando à nossa área. Nem a primeira alteração do Joel, Maxi no lugar de Crispim, mudou o panorama deprimente do jogo.

As alucinações do técnico vascaíno só pareceram terminar nos cinco minutos finais, quando Joel finalmente substituiu os rastejantes Fabrício e Douglas para as entradas de Dakson e Jhon Clay. Mas aí, não haveria muito mais coisa a se fazer. A Lusa, já combalida e prostrada, não tinha forças para reagir e o Vasco, satisfeitíssimo com os três pontos, não tinha vontade para nada além de dar bicões para afastar a bola do nosso campo.

Não vou bancar o chato e ficar apenas reclamando, já que a vitória e os resultados da rodada – tirando a vitória ganha de presente da Macaca – foram bons para o Vasco e na maciota vamos chegando ao topo da tabela. E, na realidade, a torcida já sofreu muito nessa série B pra se preocupar com exibições de gala. Vencer já está mais que de bom tamanho. Sendo fora de casa, melhor ainda.

Mas, na boa…jogar mal, até vai. Já dizer que o time foi bem, mesmo quando foi muito mal, não rola. A torcida ainda não foi lobotomizada para aceitar qualquer insanidade que nos falem.

As atuações…

Jordi – tirando algumas saídas estabanadas – e uma defesa meio no susto à la Diogo Silva – mostrou segurança e alguma sorte.

Diego Renan – pavoroso: nem apoiou, nem deu a segurança necessária na defesa. Ontem parecia mirar nos adversários antes de dar um passe.

Rodrigo – procurou orientar a defesa, passando segurança ao time no primeiro tempo; no segundo, quando tomamos calor da Lusa, fez o que devia ser feito e virou zagueiro-zagueiro. Cobrou uma falta com relativo perigo.

Douglas Silva – no nível do companheiro de zaga, mas perdeu alguns lances de velocidade que poderiam nos dar problemas. Marcou um golaço, infelizmente em posição irregular, no primeiro tempo e quase fez outro de cabeça no segundo.

Marlon – apoiou bastante, sendo boa opção ofensiva no primeiro tempo. Seria mais útil se conseguisse acertar mais passes, tanto que seu único cruzamento certo resultou no gol da vitória. Podia depender menos da cobertura dos volantes para proteger sua lateral.

Guiñazu – ontem foi um Guiña “de raiz“: ateve-se ao combate e distribuiu mais carrinhos que candidato a deputado em dia das crianças.

Fabrício – talvez uma das piores atuações individuais de um jogador vascaíno no ano. Não acertou nada que tentou. Até ao ser substituído deu uma vacilada ironizando as mais que justas vaias da torcida. Dakson entrou em seu lugar e apenas ocupou os espaços no meio de campo.

Pedro Ken – boa movimentação e alguma habilidade em alguns lances, apesar de não ter conseguido efetividade na criação. Faltou atenção à cobertura ao Marlon em alguns lances.

Douglas – vinha tendo uma atuação discreta e com mais passes errados do que se espera de um camisa 10, até garantir a vitória com um gol que mostrou precisão no arremate e bom posicionamento. No segundo tempo cadenciou demais o jogo quando precisávamos de velocidade. Saiu no final para a entrada de Jhon Cley, que só teve tempo de isolar a bola numa finalização equivocadíssima.

Lucas Crispim – procurou levar maior movimentação ao ataque e acabou sendo o jogador mais agudo do time. Se errasse menos passes teria sido mais efetivo. Maxi Rodriguez, entrou em seu lugar e dessa vez não conseguiu fazer nada de útil.

Kleber – seu estilo brigador errou o alvo e o atacante se digladiou principalmente com a bola. Quando não errava os passes, as jogadas morriam com a bola batendo nele e indo para os marcadores. Finalizou apenas uma vez, em chute fraco de fora da área no segundo tempo.

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Qual é o problema com o Maxi?

Até os 48 mintuos do segundo tempo do empate entre Vasco e Bragantino, eu sabia exatamente o que escreveria no post de hoje: faria uma brincadeira com a Umbro, perguntando se as novas camisas eram confeccionadas com ferro. Isso explicaria o peso da nossa armadura, que fez com que os jogadores que a vestem esquecessem das suas – nem tão grandes – qualidades e de tudo o que é treinado e conversado com o técnico.

Claro que isso não explicaria as diversas atuações abaixo da crítica que tivemos nessa Série B, o que nos levaria à conclusão de que não é a vestimenta que atrapalha nosso elenco, e sim a responsabilidade de atuar em um clube como o Vasco. Podem ter certeza de que se fossem em clubes menores, Marlons, Douglas Silvas, Diegos Renans e outros ainda menos cotados estariam todos jogando bem e sendo pretendidos pelas grandes equipes do país. Para, assim que fossem contratados, voltarem a amarelar e jogar mal.

Essa amarelância explicaria a irregularidade dos sujeitos que atualmente usam a cruz de malta no peito. Depois de uma boa partida contra o Joinville, a maioria voltou a jogar mal contra o Bragantino, errando passes em demasia e se deixando anular pela marcação do Bragantino. A vacilada da defesa no primeiro gol adversário numa bola área – lance que nem tem nos dado tanto problema ultimamente – facilitou as coisas para o time paulista, que se fechou ainda mais enquanto esperava uma chance no contra-ataque. O que demorou um pouco, mas acabou acontecendo no segundo tempo, com o Braga abrindo 2 a 0 e praticamente garantindo a vitória.

Mas foi justamente o segundo gol sofrido pelo Vasco que motivou a mudança no jogo. Quando Douglas se contundiu ainda no primeiro tempo, Montya entrou no time; No intervalo, quem entrou no lugar do Dakson foi Lucas Crispim; Foi preciso que o Bragantino abrisse dois gols de diferença para Marcelo Salles (provavelmente por ordem do Joel, que estava na sala da presidência assistindo o jogo) colocar Maxi Rodriguez em campo. E depois de um começo onde pecou pelo individualismo, o uruguaio acabou sendo responsável direto pelo empate vascaíno no apagar das luzes. Vieram dos seus pés, já nos acréscimos, os passes que resultaram nos gols que evitaram mais um vexame completo em São Januário.

O inexplicável não aproveitamento do Maxi entre os titulares é o que me fez mudar o tema dessa resenha. Nas poucas vezes em que foi titular, Maxi sempre foi substituido, algumas vezes sendo o melhor em campo. Quando está no banco, raramente é a primeira opção numa substituição. O uruguaio é, no mínimo, tão lutador quanto qualquer um dos nosso jogadores ofensivos. E nos seus melhores dias, sempre faz a diferença positivamente, exatamente como ontem. Ainda assim é preterido pelo Joel.

Depois dessa partida, ficou claro que Maxi Rodriguez tem algum problema. Agora a torcida precisa saber se o problema é DO jogador ou COM O jogador. E quem precisa explicar os motivos pelos quais Daksons, Crispins e até Jhon Clays da vida tenham mais chances que o uruguaio é o Natalino.

As atuações…

Martin Silva – pode parecer uma opinião meio rigorosa da minha parte, mas achei que Martin poderia estar melhor colocado no lance do primeiro gol. No segundo, o goleiro não podia fazer nada. No mais, não teve muito trabalho.

Diego Renan – depois da boa partida na última rodada, voltou a dar muitos espaços na sua lateral (vaciloi no lance do segundo gol, que saiu pela direita) e não conseguiui ser efetivo no apoio.

Rodrigo – não era ele quem estava marcando o atacante que marcou o primeiro gol e no segundo não pode fazer muita coisa. Quando pôde trabalhar, foi bem.

Douglas Silva – permitiu a antecipação do atacante que marcou o segundo gol, mas compensou marcando o gol de empate aos 48 do segundo tempo.

Marlon – até tentou apoiar, mas acertando dois cruzamentos na partida anterior, era óbvio que nessa não acertaria nenhum. Defensivamente também deixou muitos espaços pela esquerda.

Guiñazu – o melhor do time, chegou a ser em alguns momentos o jogador a iniciar as jogadas de ataque. Nos acertos de passe, fez inveja a todos os armadores que passaram pelo time ontem.

Pedro Ken – procurou se movimentar muito, dando opções para receber passes. Mesmo não deixando de lado o combate, ajudou na criação de jogadas.

Dakson – vagalumeou, como sempre: se foi bem na partida passada, nessa foi uma nulidade. Saiu no intervalo para a entrada do Lucas Crispim, que deu outra dinâmica ao meio de campo, ajudando o Vasco a pressionar durante todo o segundo tempo. Acreditou até o fim, tanto que marcou seu gol aos 46 do segundo tempo.

Douglas – se machucou ainda no primeiro tempo e foi substituído. Mas pelo que chegou a fazer em campo, se não entrasse ninguém em seu lugar talvez não fizesse diferença. Montoya o substituiu e pouco conseguiu fazer além de correr. Mas como são raras as chances que o colombiano tem para jogar, sempre terá a falta de ritmo como desculpa para as jogadas que não consegue concluir. No lance do segundo gol tomou uma caneta desmoralizante.

Thalles – tentou ajudar o time, alternando jogadas pelos lados do campo e penetrações pelo meio. Mas sua atuação só ficou marcada pela subida fora de tempo que permitiu o cabeceio do adversário que marcou o primeiro gol do Bragantino.

Edmilson – foi completamente anulado pela marcação adversária, não mostrando mobilidade para ser útil no ataque. Demorou a ser substituído por Maxi Rodriguez, que demorou para engrenar na partida, mas quando o fez, foi decisivo: colocou Crispim na cara do gol para marcar o primeiro e acertou o lançamento para Douglas Silva empatar a partida. Não há nada que justifique as poucas chances que tem no time.

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Por que não é sempre assim?

O que mais impressionou na vitória do Vasco sobre o – até o momento – líder Joinville foi a facilidade com que conquistamos o resultado. Ainda que Joel tenha colocado em campo uma equipe mais ofensiva do que lhe é costumeiro e que nosso adversário tenha tido lá os seus desfalques, poucos esperavam uma partida tão tranquila quanto a que vimos ontem na Colina.

Se não foi um jogo em ritmo de treino foi quase isso, dada a superioridade vascaína durante os 90 minutos. E quando falo em ritmo de treino, não falo como uma vantagem: em alguns momentos, parecia evidente que o se o Vasco pressionasse um pouco mais, poderia ter feito um placar mais amplo. Ou se prestasse mais atenção, teria ainda menos problemas com o ataque catarinense do que teve.

Pelo que vi, a partida de ontem entra na lista da melhores apresentações do Vasco nesse Brasileiro, e não por acaso, guarda semelhanças com os outros dois bons jogos que me vem a mente: como nas vitórias sobre Ceará e Náutico, jogamos em casa, contra adversários da parte de cima da tabela, que não se preocupavam unicamente em se defender, entramos em campo com armações mais ofensivas e em todas poderíamos ter vencido com placares mais dilatados.

Os pontos em comum que nossas melhores partidas têm reforçam a minha tese de que, por maiores que sejam os problemas do Vasco, não voltar à elite é quase uma impossibilidade. Se não for pelo que apresentamos em campo, será pelo que nossos concorrentes diretos ao acesso deixam de apresentar. A facilidade com que passamos pelos times que realmente vão brigar por uma vaga na Série A mostra o quão baixo é o nível da competição.

Se isso pode servir para tranquilizar um pouco a torcida, também é uma ótima justificativa para a irritação dos vascaínos. Estar em quarto lugar na competição – posição em que fatalmente ficaremos ao final da rodada – e nunca ter chegado à liderança de uma competição como essa, com o elenco que temos, é motivo de sobra para todo protesto que resolvamos fazer. Vencemos ontem, mas essa vitória só será importante mesmo se for o início de uma arrancada definitiva rumo não apenas à vaga na elite, mas à liderança e ao título. Com o elenco que temos e os salários que – eventualmente – são pagos aos jogadores, esse deve ser um compromisso do Vasco com seus torcedores.

 As atuações….

Martin Silva – pelo que teve de trabalho ontem, poderia utilizar suas luvas como um prato de comida após o jogo. Não precisou fazer nada além de repor a bola em jogo.

Diego Renan – sua melhor atuação desde a volta de contusão, quando passou a atuar pela lateral direita. Foi bem tanto no apoio – deu o passe para Dakson marcar o primeiro e quase marcou outro de cabeça – quanto na marcação.

Rodrigo – não tomou conhecimento dos atacantes catarinenses, se dando bem em todos os lances. Nas cobranças de falta, precisa rapidamente rever sua relação com a direção do gol.

Douglas Silva – outro que não teve problemas, indo muito bem nas bolas altas e nas antecipações de jogadas.

Marlon – errou alguns passes, mas nem dá pra falar mal dele em um jogo no qual acertou dois (!!!!!) cruzamentos na medida: o primeiro acabou no fundo das redes em cabeçada de Thalles; outro quase virou nosso terceiro gol, mas Diego Renan cabeceou pra fora.

Guiñazu – nem precisou de um volante mais fixo ao seu lado para proteger a zaga. O Joinville foi tão inofensivo que nem muitas faltas o gringo precisou fazer.

Pedro Ken – mesmo com uma função que não chama tanta a atenção do torcedor, foi muito bem. Deu boa cobertura ao Marlon, fechou bem os espaços pelo meio, teve boa movimentação e ajudou a iniciar algumas jogadas.

Dakson – sua entrada no time pode ser um sinal de que o Natalino não é mesmo muito fã do Maxi Rodriguez. Por sorte o filho de Dak foi bem, mostrando boa movimentação e sempre dando opções para jogadas. Chegando de traz para finalizar, marcou o primeiro gol, mas precisa calibrar a força dos chutes, que andam fracos demais há algum tempo. Saiu com o jogo já resolvido, para a entrada de Jhon Cley, nos minutos finais. E pelo pouco que apresentou, Joel deve estar mesmo preparando o garoto para ter mais funções defensivas (o que definitivamente não é ruim).

Douglas – sumido no primeiro tempo, parecia desligado e errou alguns passes aparentemente com displicência. Melhorou no segundo tempo, organizando melhor as jogadas do time. Iniciou a jogada do segundo gol dando um belo passe para Marlon. Saiu no fim para entrada do Lucas Crispim, que não deve ter sequer suado a camisa.

Thalles – mais uma vez foi decisivo: no primeiro gol, iniciou a jogada mostrando habilidade e força para sair de dois marcadores e visão para dar um passe preciso para Diego Renan; e ainda marcou o segundo mostrando um excelente posicionamento na área. Saiu nos minutos finais para a volta de Montoya ao time depois de contusão. O colombiano não chegou a encostar na bola.

Kléber – luta, corre, briga com os marcadores e com a bola, mas efetividade que é bom, nada.

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Ao “corajoso” Joel

Após a vitória do Vasco sobre o Náutico, um dos comentários que vi nas redes sociais sobre o Joel foi que “ele pode ser retranqueiro e ultrapassado, mas é corajoso“, aludindo ao fato do time ter terminado a partida com três atacantes e apenas um volante. Quando as loucuras do Natalino dão certo (e o maior exemplo disso é a final da Mercosul contra o Palmeiras), os mais distraídos – digamos assim – exaltam sua coragem. Quando dá errado, como no empate de ontem com o Sampaio Corrêa, podemos ver com mais clareza a visão estratégica do nosso treinador. E ela é tosca e rudimentar como a de um garoto de 8 anos comandando um time do Fifa Soccer pela primeira vez.

Parece que para o Joel, futebol é a coisa mais simples do mundo. Jogamos fora de casa? Então vamos com um volante a mais. Precisamos de gols? Vamos colocando atacantes no time. É pra segurar o resultado? Basta substituir alguém da frente por um marcador. Joel sempre foi assim e não será agora, às portas da aposentadoria, que ele irá mudar.

Na escalação, nosso “corajoso” treinador mostrou o máximo de ousadia que o veremos ter no comando do time: para não colocar três volantes, Joel inventou o Jhon Clay no meio. Para compensar, mandou o garoto marcar, o que acabou de vez com sua já discutível capacidade em ajudar na criação. Ou seja, Natalino quis criar, da noite pro dia, um novo Pedro Ken, ignorando que ele poderia ter escalado o próprio. A invenção só serviu como mais um episódio na saga de queimação de filme do garoto, que acabou não sendo útil no combate e nem na armação de jogadas.

Ao longo da partida, Joel mostrou sua falta de jogo de cintura: acreditar que o Marlon poderia fazer seu trabalho com um mínimo de qualidade é sandice, mas passa. Deixar o cara sendo constantemente esculachado pelo Pimentinha e não fazer nada para resolver a situação foi simplesmente burrice. Burrice essa que se repetiu nas substituições, todas no mais cristalino “estilo Joel“: com o jogo empatado e precisando vencer, Joel tirou um meia e colocou um atacante; o problema foi ter tirado Maxi Rodriguez – que deve ter alguma exigência contratual para atuar apenas 45 minutos – e deixar o Jhon Clay. A alteração deixou o time ainda menos capaz de organizar jogadas e, curiosamente, ainda mais exposto. Só mesmo um time comandado pelo Natalino para sofrer com contra-ataques sem conseguir atacar.

Mas aos trancos e barrancos conseguimos virar a partida. Então era o momento ideal para outra substituição com a cara do Joel. Como antes do nosso segundo gol o treinador vascaíno tinha feito uma alteração aceitável (finalmente Clay por Lucas Crispim), estando a frente do placar e com poucos minutos para o fim do jogo, a lógica joelsantaniana exigia uma retrancada esperta, o que ele fez tirando o Kleber e colocando o Rafael Vaz, decretando de vez que o Vasco apenas tentaria segurar o resultado. E para fazer justiça ao futebol apresentado pelas duas equipes, não conseguiu.

O que vimos ontem foi o seguinte: vamos voltar à elite, talvez até como campeões (a dificuldade de tirarem o Vasco do G4, mesmo com o futebol indigente que mostramos na maioria dos jogos é um sinal disso), mas se depender do nosso “bravo” treinador, será com muito sacrifício.

As atuações..

Martin Silva – deu azar nos dois gols que sofremos: fez defesas incríveis nos lances, mas os rebotes sobraram para jogadores do Sampaio. Além disso, fez pelo menos uma grande defesa no segundo tempo, se antecipando com precisão aos pés de um atacante adversário.

Diego Renan – tentou ajudar no apoio – e em duas oportunidades foi atrapalhado com falta dentro da área, não marcadas pelo juizão – e foi bem na marcação. Aliás, o Pimentinha só não fez a festa quando seu técnico inverteu o lado por onde jogava e Diego passou a marca-lo. Se o Joel ao menos tivesse pensado em coloca-lo na esquerda (como eu sugeri ontem)…

Luan – se enrolou em alguns lances e distribuiu chutões sempre que preciso (e as vezes que não era também). De positivo, um belo passe para Douglas ainda no primeiro tempo. De negativo, deixou o atacante livre para pegar o rebote que terminou no gol de empate dos nossos anfitriões.

Douglas Silva – o vice-artilheiro do time deixou o dele e garantiu o pontinho que nos manteve no G4. Mas cumprindo sua função passou momentos terríveis com o Pimentinha, jogando como sobra do Marlon.

Marlon – apoiou pouco – e quando o fez, não acertou nada – e foi cruelmente doutrinado pelo Pimentinha. E tem gente que ainda reclama do Lorran.

Guiñazu – mesmo mostrando a disposição de sempre, não conseguiu parar o veloz ataque do Sampaio Corrêa. E ainda acabou participando involuntariamente do gol de empate dos donos da casa, desviando a bola e atrapalhando San Martín.

Fabrício – foi posto na roda várias vezes nos contra-ataques adversários e não fez um papel muito bom fechando os espaços. Na frente acabou sendo mais efetivo, fazendo o cruzamento para nosso segundo gol e quase marcando um em um dos raros contragolpes velozes que tivemos.

Jhon Cley – o garoto foi para a berlinda na partida, mas muito por culpa do Joel, que o obrigou a cumprir uma função que não é muito a dele. Acabou ajudando mais na marcação que ajudando o Douglas, mas nada que merecesse destaque. Quem sabe, no futuro, ele até possa se encontrar no futebol como segundo homem de meio de campo. Saiu para a entrada do Lucas Crispim, que por mais que eu me esforce, não consigo lembrar ter feito algo digno de nota.

Douglas – no primeiro tempo, duas boas participações: deixou Maxi Rodriguez na cara do gol e marcou seu sexto gol no campeonato em mais um pênalti. No segundo tempo se deixou levar pelo marasmo criativo do time e não fez muita coisa.

Maxi Rodríguez – corria, se movimentava com eficiência, criando espaços para jogadas, arriscava arremates, quase marcou um belo gol e era o melhor do time no primeiro tempo. Como não podia deixar de ser, a paga por ter ido bem foi ser substituído pelo Joel no intervalo para a entrada do Rafael Silva, que não conseguiu dar um chutinho pro gol sequer.

Kleber – corre o tempo todo, mas fazer algo que preste é raro. Parece mirar a zaga adversária quando tenta suas finalizações. Nos minutos finais foi substituído por Rafael Vaz, para fechar de vez a defesa. E pelo placar do jogo, todos podemos conferir sua eficiência nisso.

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Vale um comentário sobre a arbitragem da partida: terrível, como têm sido várias ao longo desse ano para nós. Não que o Sr. Gilberto Rodrigues Castro Junior tenha errado apenas contra o Vasco, mas se ele tivesse sido homem o bastante para marcar o pênalti claro sofrido pelo Diego Renan ainda no primeiro tempo e com o placar zerado, a história do jogo certamente seria outra.

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Desequilíbrio e vitória

O Vasco venceu, se manteve no G4, mas penou para passar pelo Náutico com um 2 a 1 bastante suado. Apesar disso, foi talvez a melhor apresentação do time na competição e certamente o melhor jogo sob o comando do Natalino. O grande problema da equipe foi o desequilíbrio apresentado ao longo do jogo: merecíamos ter goleado o Timbu, mas corremos riscos demais, que poderiam inclusive ter resultado numa derrota.

Ofensivamente, o time mostrou uma melhora significativa, com muito mais jogadas criadas e finalizações (mais de 25 arremates durante o jogo), mas com mesma imprecisão de sempre. Como no primeiro turno, o destaque do time pernambucano foi o goleiro Julio Cesar, que mais uma vez teve muito trabalho e salvou o alvirrubro diversas vezes.

Isso foi um óbvio reflexo da armação mais ofensiva escalada pelo Joel, que fez o que parecia ser o correto: trocou um volante por mais um atacante e manteve Maxi Rodriguez no time. Mas a pressão que exercemos durante quase toda partida também deixou mais espaços e os contra-ataques do Náutico, ainda que poucos, foram quase sempre perigosos, evidenciando o lado ruim da mexida no time.

O Vasco martelava o Timbu, mas nada do gol sair. Passamos o primeiro tempo em branco e no segundo tempo o Náutico, mesmo pressionado, continuava perigoso. E entrada do Edmilson no lugar do Maxi nos deixou com um jogador a menos no meio de campo, facilitando os contragolpes do adversário. E faltando 25 minutos para acabar a partida, o Náutico conseguiu o que queria. Abriu o placar depois de um contra-ataque que terminou com Martin Silva cometendo um penal.

Aí, mais uma vez, Natalino fez uma substituição à la Joel Santana: deixou o time com apenas um volante, jogando o time de vez para frente, a despeito dos riscos maiores que correríamos. Com a entrada do Dakson no lugar do Fabrício, o Vasco ficou mais exposto e o treinador do Náutico, vendo a situação, também colocou seu time mais à frente.

Mas a estrela do veterano treinador acabou aparecendo. Após boa jogada de Thalles, Dakson marcou o gol de empate aos 31, diminuindo a impressão de mais um vexame em casa. Mas sem outras alterações a fazer, continuávamos correndo riscos, no que parecia ser o melhor momento do Náutico na partida. Enquanto nosso adversário conseguia se segurar, aproveitava o desespero vascaíno para criar suas chances.

E quando todos pareciam satisfeitos com o empate, Thalles mais uma vez iniciou uma jogada que terminou em gol, dessa vez de Kleber, aproveitando a furada da zaga do Náutico. A virada devolveu a justiça ao placar, naquela que deve ter sido a partida na qual o Vasco mais merecia a vitória.

Os três pontos evitou que saíssemos da quarta colocação e nos manteve na cola do líder. Mas o melhor foi ver um time que se impôs diante do adversário, fazendo o que deve sempre fazer jogando em casa. Esse aspecto deve ser mantido diante de qualquer oponente, dentro ou fora da Colina. Agora, ironicamente para um time comandado pelo Joel, é preciso acertar o sistema defensivo da equipe. O desequilíbrio entre o ataque e a defesa ontem foi gritante. E enquanto o técnico não resolver essa questão, continuaremos a ver o Vasco correr riscos mesmo quando domina amplamente as partidas.

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As atuações…

Martín Silva – o único senão da sua bela atuação – na qual fez pelo menos três grandes defesas – foi o pênalti cometido. Mas ainda que o Vasco perdesse a partida, seria difícil responsabilizá-lo com o ataque perdendo tantos gols.

Diego Renan – ainda está longe dos seus melhores momentos pelo Vasco, mas ao poucos vem subindo de produção jogando pela direita. Mas dada a pressão que o Vasco exerceu ao longo da partida, poderia ter sido mais presente no apoio.

Rodrigo – foi bem em grande parte do jogo, atuando com segurança. Na segunda metade do segundo tempo cansou e teve problemas com o ataque alvirrubro.

Douglas Silva – quase marcou de cabeça e não teve maiores problemas no primeiro tempo. Quando o Náutico tentou atacar mais no segundo tempo, se enrolou em alguns lances.

Lorran – apoiou constantemente, mas precisa caprichar nos cruzamentos e ter mais atenção à marcação. Saiu contundido para a entrada de Marlon, que mesmo entrando descansado, não conseguiu fazer da sua lateral uma boa opção para o ataque.

Guiñazu – a vontade de sempre, mas não conseguiu conter os contragolpes do Náutico, principalmente quando ficou como último volante em campo. Quase marcou o gol da sua vida, fazendo fila com a zaga adversária, mas chutou para fora.

Fabrício – mesmo tendo dois meias ofensivos no time, não deixou de tentar ajudar na criação, fazendo bem a distribuição das jogadas. Foi sacado quando o time já perdia por 1 a 0 e Joel se desesperou. Dakson entrou em seu lugar não demorou muito para mostrar resultado, empatando a partida após jogada de Thalles.

Douglas – fez boas jogadas e não ficou de migué como em outras partidas. Se não fosse pela boa atuação do goleiro Julio Cesar, poderia ter deixado o dele em cobrança de falta no primeiro tempo. Cansou no segundo tempo e poderia ter sido substituído no lugar do Maxi.

Maxi Rodríguez – no primeiro tempo foi o mais participativo do Vasco, criando jogadas, se movimentando e até ajudando na marcação. No segundo tempo, exagerou nas jogadas individuais e acabou com a paciência de Joel, que o substituiu por Edmilson, que não conseguiu finalizar muitas vezes, mas deu novo gás ao ataque e com sua movimentação mais opções de jogadas pelos lados do campo.

Kleber – fez valer seu apelido jogando com uma disposição impressionante. Como um Gladiador, lutou do começo ao fim do jogo, arriscando jogadas e finalizando diversas vezes, tendo sua raça recompensada com o gol da virada no final do jogo.

Thalles – dessa vez foi decisivo, sendo o responsável pela criação das jogadas que nos renderam os dois gols.

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