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Brincadeira de mau gosto

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A estréia do Vasco na Copa do Brasil acabou se transformando em uma bela pegadinha de 1º de abril para a torcida. Depois de um começo que prometia uma classificação antecipada com uma facilidade enorme, o time se acomodou, cedeu espaços para o modestíssimo Rio Branco e não conseguiu o placar que precisava para evitar o jogo da volta com o time acreano, vencendo por apenas 2 x 1.

A pegadinha começou logo no início do primeiro tempo. Antes de completar dois minutos de bola rolando, já abrimos o placar, com um lindo gol de Thalles. Não que o lance não tivesse dado pistas de que poderíamos ter dificuldades: a jogada se iniciou com uma cobrança de tiro de meta, com a bola indo direto de Martín Silva para Bernardo e depois para Thalles dominar com categoria e estufar as redes. O gol nascido de uma ligação direta acabou sendo a tônica do jogo, com nossa equipe mais uma vez tendo enormes dificuldades de chegar o ataque sem apelar para os chutões da defesa. Até conseguimos fazer algumas jogadas pelos lados do campo, mas Lorran e Yago, os responsáveis por essa função, parecem ser incapazes de concluir uma jogada de forma correta.

A impressão de goleada já se mostrava uma brincadeira para o dia da mentira na etapa inicial, tanto que o goleiro do Rio Branco não chegou a fazer qualquer defesa. E depois do primeiro minuto do jogo, só voltamos a criar um lance digno de nota no último minuto antes do intervalo, com o segundo gol, esse com a cara do atual time do Vasco: nascido em bola parada, com um zagueiro marcando. Após cobrança de escanteio do Bernardo, Douglas Silva escorou e ampliou a vantagem.

No segundo tempo, as coisas ficaram ainda mais monótonas. Com a vantagem necessária para evitar o segundo jogo, o Vasco passou a cozinhar o jogo, valorizando a posse de bola de forma equivocada, trocando passes laterais nas intermediárias do campo. As tentativas de ataque foram poucas e as que levaram algum perigo em menor quantidade ainda.

Com o time aparentando uma satisfação injustificada pela vantagem que tínhamos, Doriva tentou dar um gás à equipe com substituições. O problema é que nenhuma delas trouxe o efeito esperado. Pelo contrário, quem entrou conseguiu ser mais ineficiente que quem saiu: Montoya, Mosquito e Romarinho mal encostaram na bola, e quando conseguiram, nada fizeram de produtivo.

O banho-maria que o Vasco imprimiu ao seu ritmo teve suas consequências. Num dos poucos ataques do Rio Branco, a marcação frouxa do time permitiu que o adversário diminuísse a diferença. O gol motivou nosso adversário e com menos de 10 minutos para o fim da partida, não tivemos força para marcar o terceiro. Com isso, o time do Acre realizou um feito que não conseguia desde 2012: obrigar a realização do jogo da volta na primeira fase da Copa do Brasil.

O fato de termos jogado com um time reserva, sem entrosamento, explica a falta de entrosamento. E, para não tirar completamente os méritos do adversário, o Rio Branco mostrou um futebol e uma disposição maiores que alguns oponentes que tivemos no Carioca que nem o time titular conseguiu vencer, como o Barra Mansa, por exemplo. Mas a aparente falta de determinação em ampliar o placar não tem justificativa, ainda mais se analisarmos que tivermos pela frente uma equipe semiprofissional, com jogadores que precisam ter outras funções além de se dedicar ao futebol. Vencemos e só uma hecatombe nos fará perder a vaga em São Januário. Mas nos vermos obrigados a fazer esse segundo jogo já foi uma tremenda brincadeira de mau gosto.

As atuações…

Martín Silva – se acompanhasse os gritos da torcida nas arquibancadas feito mais no jogo. No gol não podia fazer nada.

Nei – bateu tanto que bem poderia ser expulso, mesmo contra um adversário contra o qual não deveria ter problemas com a marcação. E tendo facilidade, chegou a apoiar em alguns momentos. Mas como estamos falando do Nei, obviamente não acertou nada.

Douglas Silva – fez o gol que acabou nos livrando de um vexame.

Anderson Salles – não teve complicações com o adversário.

Lorran – não conseguiu se destacar ofensivamente contra um time muito limitado. E o gol saiu pela sua lateral.

Guiñazu – a se destacar, apenas o fato raríssimo de ser o segundo jogo seguido em que não leva cartão por cometer faltas violentas.

Victor Bolt – segue não justificando minimamente sua contratação. Erra passes como poucos, não consegue ajudar em nada a criação e nem faz uma cobertura muito eficiente das laterais. Como no lance do gol, por exemplo.

Matheus Índio – a juventude explica e justifica uma atuação em que, aparentemente, tentou mostrar serviço fazendo firulas ao invés de ser efetivo na criação. Foi substituído depois de presepar em excesso por Montoya, que nem aparecer em campo conseguiu.

Bernardo – foi decisivo nos primeiros e últimos minutos do primeiro tempo, dando o passe para o gol do Thalles e cobrando o escanteio para o de Douglas Silva. Entre esses momentos, nada fez. Mas sua contribuição foi infinitamente superior a do Mosquito, que o substituiu e não fez rigorosamente nada, inclusive deixando o autor do gol acreano passar por ele sem esboçar qualquer reação;

Yago – fez 750 jogadas pelas laterais do campo para desperdiçá-las com passes errados e chutes bisonhos.

Thalles – recebeu um bom passe e marcou um belo gol. Depois, a bola raramente chegou e não fez mais nada. Romarinho entrou em seu lugar, fazendo sua estreia como profissional do Vasco. Mas foi como se não fizesse.

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Há quem encontre um consolo na manutenção da escrita de nunca termos perdido em estreias da Copa do Brasil. Os adeptos desse pensamento ficam ainda mais satisfeitos quando se sabe que o Vasco é o único a manter essa marca entre os grandes clubes do país.

Eu só não consigo ver muita vantagem nisso quando vemos que, entre os 12 maiores clubes do Brasil, nós só temos mais títulos na competição que o Botafogo, que não tem nenhum título, e São Paulo, que tem 10 participações a menos que nós.

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Parece mentira, mas esse 1º de abril também trouxe uma ótima notícia para o clube: a diretoria fechou um patrocínio com a Viton 44, que exibirá sua marca nas mangas da nossa camisa. Os valores divulgados pela imprensa são discrepantes, uns falando que “gira em torno de R$ 13 milhões“, outros falando em “pouco mais de R$ 17 milhões” por 1 ano e nove meses de contrato. Oficialmente não há uma confirmação das cifras, que ainda podem aumentar em 2016, caso a empresa estampe seu logo nas costas da camisa.

Seja o valor que “gira em torno” (que me parece pouco), seja o “pouco mais“, a diretoria marca um belo gol com o acordo. Se lembrarmos que qualquer uma das opções é bem maior que todos os patrocínios conseguidos pelos mesmos gestores na sua primeira passagem no comando do Vasco, podemos sim ficar esperançosos de que as coisas, pelo menos em parte, não serão como antigamente.

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Na dependência

Poderíamos ter terminado a rodada com a mão na Taça Guanabara, tendo pela frente dois adversários que já têm mais pelo que lutar na competição enquanto os outros quatro concorrentes têm confrontos diretos e jogos mais complicados. Mas como não passamos de um empate com o Botafogo, o cenário mudou completamente: mantivemos a quarta colocação na tabela e não dependemos apenas das nossas forças para terminar a primeira fase do Estadual na liderança.

E o que é mais frustrante foi ver que poderíamos ter vencido a partida. Com ambas as equipes mostrando mais nervosismo que técnica, mais uma vez vimos o resultado que precisávamos ir por água abaixo por conta de detalhes. Foi um jogo parecido com tantos outros do Vasco: maior posse de bola para o nosso lado, poucas chances reais de gol criadas. No começo do jogo o Botafogo levou mais perigo, mesmo com menos tempo com a bola nos pés, colocando inclusive uma bola no travessão no primeiro tempo. Mas na primeira grande jogada do Vasco, abrimos o placar, com Madson acertando um passe milimétrico para Gilberto driblar o goleiro e balançar as redes.

Poderíamos ter ido para o intervalo com uma vantagem ainda maior, mas o primeiro detalhe a nos atrapalhar aconteceu quando Gilberto perdeu um gol que alguém com sua qualidade não deveria perder, após receber belo passe de Jhon Cley, e chutar para fora estando de frente para o gol.

E o segundo detalhe a nos prejudicar aconteceu logo no início da segunda etapa: Julio dos Santos perdeu uma bola boba no meio de campo e o Botafogo partiu para o ataque. O lance terminou em um escanteio que, ao ser cobrado, se converteu em um gol no qual o Botafogo contou não apenas com a sorte – o alvinegro Roger Carvalho nem chegou a cabecear, apenas escorou a bola – como também com a desatenção da nossa defesa. Uma desatenção inaceitável para um time que fez da bola parada sua maior arma no campeonato.

O restante da partida ficou marcado muito mais pela transpiração que pela inspiração dos times. Poucas foram as jogadas criadas pelas equipes e o empate manteve-se até o apito final.

Mesmo que o resultado não tenha sido o que precisávamos, ainda temos condições de conquistar a Taça Guanabara. Mas temos dois problemas aí: o primeiro é depender dos esforços de outras equipes, principalmente do time do laranjal contra a mulambada. E o segundo é, que além de precisarmos vencer nossos dois próximos jogos, também temos a necessidade de fazer mais gols, já que agora a possibilidade do turno ser resolvido no saldo é enorme.

 As atuações…

Jordi – antes mesmo do jogo confessou estar nervoso com seu primeiro clássico, o que ficou evidente em algumas saídas equivocadíssimas do gol. O gol de empate que sofremos, em uma cabeçada sem força, seria facilmente defensável ser Jordi estivesse melhor posicionado. Para compensar, fez duas grandes defesas no primeiro tempo.

Madson – ainda não acerta muitos cruzamentos, mas sua importância para o time já é evidente. Ontem, além de ser de novo uma das mais importantes opções ofensivas, acertou um belíssimo passe em profundidade para Gilberto marcar o nosso gol. E defensivamente se saiu melhor no duelo com Jobson.

Rodrigo – bem no combate direto, falho em alguns cruzamentos na nossa área. E se vai continuar a tentar cobranças de falta, precisa treinar mais.

Anderson Salles – sem marcar gols, mesmo não cometendo falhar claríssimas, nos deixa com muitas saudades do Luan.

Christianno – descobriu uma nova forma de irritar a torcida: chutes de fora da área que passam a quilômetros do gol adversário. Fora isso, se mostrou a mesma nulidade de sempre no apoio, pelo menos não comprometeu defensivamente.  Guiñazu – mais destemperado que violento, acabou tomando um amarelo por reclamação, ainda no primeiro tempo.

Serginho – em um meio de campo com tão pouca capacidade criativa, não podemos nos dar ao luxo de ter um volante que só sabe marcar. Lucas entrou em seu lugar e pelo menos tenta ajudar um pouco na criação, além de ter mais qualidade no passe.

Julio dos Santos – o escanteio que gerou o empate alvinegro aconteceu após uma cochilada inaceitável do paraguaio, que ficou esperando uma bola chegar na linha do meio de campo e a viu ser roubada por um adversário. Além disso, Julio acabou sendo mais efetivo no combate que na criação.

Jhon Cley – de bom, apenas uma escapada pela esquerda seguida de um excelente passe para o Gilberto. No restante do tempo, foi anulado pela marcação botafoguense. Ainda assim sua substituição por Thalles não se justificou, já que o atacante não conseguiu produzir nada digno de nota.

Yago – no primeiro tempo, foi sempre a mesma coisa: corrida desenfreada pela esquerda e, antes de chegar à linha de fundo, corte pro meio da área para a) errar o passe ou b) chutar mal. Nas quatro ou cinco vezes que Yago fez isso, conseguiu apenas um chute com relativo perigo, mas que passou por cima. Também tentou ajudar na cobertura, mas como estava na lateral menos desprotegida da equipe, não teve muito trabalho com isso. Foi substituído no segundo tempo pelo Lorran, que atuando como ala teve uma atuação idêntica a do Yago: inexpressivo no ataque, voluntarioso na cobertura.

Gilberto – com o faro de gol de sempre, mostrou bom posicionamento e grande poder de finalização no lance do gol, seu quinto na competição. Poderia ainda ter ampliado a vantagem no lance seguinte, mas desperdiçou excelente passe de Cley, chutando para fora. Merece ter um meio de campo que produza mais oportunidades de gol.

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Na prática não vale de muita coisa e talvez por isso tenha passado batido: com o empate de ontem, não temos mais chances de vencer o Torneio Super Clássicos. O tal torneio não vale muito, mas é indicação de algo muito claro: mais uma vez não conseguimos ser o melhor dos grandes na Taça Guanabara. Foi assim antes é assim agora.

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Tem coluna nova também no Vasco Expresso. Clica aí e dá uma conferida.

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Fraco como sempre

O time sem oito titulares penou, mas conseguiu vencer o Boavista e atingir o mesmo número de pontos do líder Botafogo (ficando em terceiro pelo saldo de gols). Mas mesmo com as ausências, o calor e um campo inclassificável, o perrengue que passamos não se justifica, já que certamente tivemos diante de nós um dos times mais fracos do campeonato.

Mas o maior problema é que, na realidade, o time reserva sequer fez uma partida tão diferente da que nossos titulares fariam. Mais uma vez tivemos um grande volume de jogo não convertido em chances de gol, pelos motivos de sempre: um meio de campo que não cria, laterais que não acertam jogadas de linha de fundo e um ataque ineficiente. E, como também já estamos tão acostumados, dependemos das bolas paradas para marcar gols.

Ou seja; o futebol apresentado pelos reservas, se não foi idêntico, foi muito parecido com o apresentado pelos titulares ao longo do campeonato.

É claro que alguns titulares poderiam fazer alguma diferença, principalmente os que trouxeram alguma melhora para o time nas últimas rodadas. Madson e Gilberto, por exemplo, trariam maior efetividade ofensiva para o time, o primeiro, com suas subidas ao ataque e jogadas com Julio dos Santos e o segundo com uma presença de área mais efetiva. Mas mesmo com eles em campo, temos apresentado os mesmo problemas de ontem.

Isso é preocupante, já que ter um elenco homogêneo só é interessante quando os reservas conseguem reproduzir as qualidades, não os defeitos dos titulares. E ontem, além de repetir os erros que já vimos diversas vezes, Doriva não conseguiu implantar qualquer mudança na forma do time jogar, mesmo com uma formação tão diferente.

Hoje podemos falar o que já foi dito aqui muitas vezes esse ano; valeu pelos três pontos. Mas não podemos ignorar que a vitória só veio por conta de um pênalti nos acréscimos e, não fosse por isso, nossos suplentes não teriam conseguido vencer o lanterna da competição que, aliás, sequer jogou numa retranca das mais brabas. Temos plenas chances de conquistar a Taça Guanabara e ir para as semifinais com vantagem, mas ficam as perguntas: estando na reta final da fase classificação, já não era para termos um futebol mais consistente? E se precisarmos dos reservas, Doriva conseguirá fazer que eles tragam alguma mudança na cara da equipe?

As atuações…

Jordi – não foi muito exigido e nada poderia fazer no gol do Boavista.

Nei – não foi visto no apoio. No lance do gol, enquanto se preocupava em cercar o atacante e colocar os braços para trás, permitiu que o chute indefensável fosse dado. Seu melhor lance acabou sendo uma falta, na qual parou um contra-ataque que poderia ser mortal.

Rodrigo – Se enrolou em alguns momentos, principalmente quando os volantes não davam conta do recado em proteger a zaga. Perdeu pelo menos um gol em cabeçada livre de marcação e desperdiçou um punhado de cobranças de falta.

Anderson Salles – também foi envolvido em alguns lances, mas ainda assim foi o nome – e salvador – do jogo, marcando os dois gols do time.

Lorran – um primeiro tempo muito irritante, errando tudo o que tentou no apoio e não sendo eficiente na defesa. No segundo tempo melhorou, criando algumas boas jogadas ofensivas. O que significa que irritou menos, mas ainda assim irritou (principalmente pela sua incapacidade de completar as jogadas)

Victor Bolt – sua segunda partida com a camisa do Vasco pode muito bem ser a última. Errou uma penca de passes e não fechou os espaços pelo meio como deveria. Saiu para a entrada do Montoya, que teve provavelmente sua pior atuação pelo Vasco: nos 32 minutos que ficou em campo não chegou a fazer muita coisa pra ajudar o ataque e ainda conseguiu levar dois amarelos em menos de um minuto entre o primeiro e o segundo.

Lucas – foi bem na primeira etapa, roubando bolas e chegando bem ao ataque (foi quem mais concluiu no primeiro tempo). No segundo tempo, com a saída do Bolt se ateve mais a marcação e foi mais discreto.

Julio dos Santos – sentiu a falta de alguém para jogar pela direita – como sabemos, Nei não conta – e acabou participando menos do jogo do que poderia.

Jhon Cley – não foi seu dia. Não conseguiu municiar os atacantes e acertou poucas jogadas. Saiu para a entrada de Rafael Silva que não conseguiu converter a disposição apresentada em jogadas efetivas no ataque.

Mosquito – mesmo estreando entre os profissionais do Vasco, não tem a desculpa de ter acabado de sair da base. E sua atuação foi recheada de boas intenções, dessas que enchem o inferno: se movimentou bastante, não fugiu do jogo e procurou ser útil na frente. Porém pouco – quase nada, na realidade – acertou e foi substituído pelo Yago, que precisou de poucos minutos e algumas jogadas equivocadíssimas para se tornar o jogador mais irritante do time.

Thalles ­– também procurou as jogadas, mas nas poucas bolas que recebeu do ineficiente meio campo de ontem, nada conseguiu de prático. Acabou sendo decisivo apenas nos minutos finais, sofrendo o pênalti que garantiu nossa vitória.

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Festa de gols

No post de ontem falei que a partida contra o Nova Iguaçu teria um clima festivo e que cabia ao próprio Vasco evitar que a comemoração fosse frustrada. O jogo acabou comprovando tudo isso: nosso adversário deixou claro que não teria capacidade para estragar a festa e nosso time resolveu descontar a falta de gols ao longo do Estadual em apenas um dia. Resultado: Vasco 5 x 1, nossa primeira goleada na competição.

E a vitória não demorou muito para começar a se desenhar. Iniciamos a partida pressionando e com 10 minutos de bola rolando, Gilberto sofreu um pênalti, convertido pelo próprio. Nem tudo merece confete, claro. Goleamos, mas o sistema defensivo voltou a vacilar em alguns momentos, mesmo diante do lanterna da competição. Claro que a fragilidade do Nova Iguaçu não permitiria que os riscos fossem muitos, ainda assim nosso adversário teve uma chance clara para empatar a partida, após vacilada de Julio dos Santos no meio de campo. Martín Silva fez grande defesa e impediu o gol.

Depois disso, a porteira se abriu. Assim como o primeiro gol, os dois seguintes nasceram em lances de bola parada: aos 19 Luan marcou aproveitando o rebote em um escanteio e Dagoberto, aos 31, marcou um belo gol após Madson mandar a bola para área numa cobrança de lateral. O único gol feito com uma jogada de bola rolando começou com mais um belo passe de Jhon Cley, que encontrou Gilberto invadindo a área. A marcação fechou no centroavante e ele passou para Serginho, que entrou livre e só precisou empurrar a bola para o fundo da rede, aos 37. Com o primeiro tempo acabando e uma vantagem enorme no placar, acabamos relaxando e o Nova Iguaçu conseguiu marcar seu gol de honra, aos 41.

Um golzinho de honra não seria o bastante para que o New Iguaçu crescesse na partida. E isso de fato não aconteceu. Na etapa final Doriva começou a poupar jogadores para o clássico contra a mulambada na próxima rodada e as entradas de Lucas (no lugar do Serginho), Douglas Silva (Luan) e Thalles (Gilberto) não mudaram em nada o panorama da partida, que no segundo tempo passou a ser bem menos intensa por nossa parte. Mas mesmo visivelmente cozinhando o jogo, conseguimos marcar mais um, em um bate-rebate pra lá de confuso na área iguaçuana, tão confuso que, apesar do gol ter sido contra, acabou sendo creditado ao Thalles pela arbitragem.

Foi ótimo ver o time finalmente conseguir uma vitória elástica e também ver a boa estreia do Dagol, que certamente está mais motivado marcando logo no seu primeiro jogo. Mas ainda falta muita coisa pra acontecer no campeonato, e mesmo nessa primeira fase, o time não pode se acomodar com a boa atuação de ontem e a liderança momentânea na tabela. Contra a urubulândia teremos um adversário muito mais complicado, não apenas pela qualidade do time, mas também pela rivalidade que todo clássico tem. A goleada foi o toque especial para a festa de ontem na Colina. Mas agora, Doriva e seus comandados precisam esquecer as comemorações e trabalhar ainda mais forte.

As atuações….

Martín Silva – o uruguaio, que deve até ter se esquecido da sensação de buscar uma bola nas redes, não tinha o que fazer no gol do Nova Iguaçu. E se não tivesse feito mais um dos seus milagres, San Martín poderia ter sofrido outro.

Madson – mais uma vez foi uma das boas armas ofensivas do time. E se com os pés ele não consegue acertar os cruzamentos, com as mãos fez a diferença: o gol do Dagoberto nasceu de uma cobrança de lateral que teve como destino a área adversária.

Anderson Salles – não teve muitos problemas com o ataque do Nova Iguaçu, exceto em alguns momentos quando o time não fez a recomposição com a velocidade necessária.

Luan ­– comprovou a fase artilheira marcando seu terceiro gol na competição, mas no gol do Nova Iguaçu mostrou alguma desatenção. Sentiu uma fisgada no pé e Douglas Silva entrou em seu lugar. Sem muito trabalho na zaga, quase marcou o quinto, o que não aconteceu por conta do pé do Thalles no meio do caminho pro gol.

Christianno – depois da ridícula atuação do Lorran na rodada anterior, dificilmente Christianno conseguiria fazer pior. E não fez. Mesmo sem muita efetividade no apoio – o que faz bastante – e diante de um adversário que não explorou muito sua lateral para ir ao ataque, não chegou a irritar em demasia a torcida.

Serginho ­– o jogo estava tão fácil que até o Serginho conseguiu marcar o dele, praticamente resolvendo o jogo ao marcar o quarto gol do Vasco, ainda no primeiro tempo. Não foi visto no gol adversário, quando um atacante iguaçuano teve toda a liberdade para aproveitar o rebote. Saiu no intervalo para a entrada de Lucas, que diante de um adversário fraco e já goleado não chegou a ter muito trabalho.

Guiñazu – o adversário deu tão pouco trabalho que Guiñabull sequer precisou levar um amarelo.

Julio dos Santos – ainda que não seja dos jogadores mais rápidos, parece ter garantido sua titularidade no meio de campo com sua boa movimentação e visão de jogo. Deu apenas uma vacilada no primeiro tempo, quando prendeu demais a bola e a perdeu, originando o contra-ataque que, se não fosse pela participação de Martín, teria dado o empate ao Nova Iguaçu.

Jhon Cley – outro que não deve perder a vaga no time, exibiu mais uma vez categoria nos passes, principalmente na bola em profundidade que originou o gol do Serginho.

Dagoberto – mesmo tendo uma atuação discreta e mostrando cansaço no fim da partida (natural para uma estreia depois de um longo tempo inativo), Dagol justificou seu apelido marcando um gol de muita categoria.

Gilberto – terceira partida seguida deixando sua marca – mais uma vez de pênalti – ainda pode ser considerado autor de metade do gol do Serginho, ao deixar o volante na cara do gol. Pendurado, acabou sendo substituído por Thalles, que se esforça mais do que produz, mas acabou dando sorte no lance do quinto gol: no primeiro momento, perdeu um gol feito cabeceando errado, na continuação acabou evitando que o chute de Douglas Silva entrasse, mas o rebote acabou batendo em dois jogadores do Nova Iguaçu e entrando.

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Segunda-feira é dia da minha coluna no site Vasco Expresso. Clica aí no link e dá uma conferida no artigo de hoje.

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Segue a busca pela formação ideal

As alterações feitas pelo Doriva para a partida contra o Resende tiveram dois pontos positivos: voltamos a marcar um gol com bola rolando e fizemos o dever de casa, vencendo o jogo por 1 a 0 e mantendo a liderança isolada do Estadual. Mas infelizmente não vimos muito além disso de positivo. Pelo apresentado ontem Doriva ainda terá algum trabalho para fazer valer de alguma coisa a boa posição na tabela na hora que tivermos jogos decisivos pela frente.

Podemos afirmar isso porque, apesar de termos mantido o padrão de posse de bola, o jogo de ontem foi o que provavelmente tivemos o pior rendimento defensivo em todo campeonato. Com os dois laterais atuando muito ofensivamente e recompondo o meio campo de forma lenta, o Resende nos deu trabalho fazendo uma marcação forte na sua intermediária e partindo rápido para o contra-ataque quando nos roubava a bola. Nosso sistema defensivo estava tão caótico que mesmo as insistentes ligações diretas do adversário estavam funcionando.

A intenção do Doriva com a entrada de Jhon Cley era sacrificar um pouco a velocidade do time para um ganho de técnica. Mas nosso gol acabou saindo em uma jogada rápida, começando com uma bola roubada pelo Guiña na nossa intermediária, toque de Marcinho para Cley, que viu a subida de Madson e acertou belo passe em profundidade. O lateral avançou para a linha de fundo e tocou na medida para Gilberto apenas empurrar para a rede.

Mesmo com a vantagem no placar, continuávamos fraquejando na marcação e se os atacantes do Resende não fossem tão fracos, poderíamos ter nos complicado ainda no primeiro tempo. Durante o intervalo, seria preciso fazer alguma coisa.

Mas se Doriva fez algo, deve ter sido um pedido para o Vasco cozinhar o jogo. Madson já não subia tanto, o que ajudou a diminuir os espaços para o Resende. Por outro lado, literalmente, Lorran errava em sequência, dando oportunidades para os contragolpes adversários. No geral, o jogo ficou mais lento e as alterações dos dois times – no Vasco, as saídas de Rodrigo para a entrada de Douglas Silva, do inoperante Marcinho para a entrada de Yago e substituição de Cley pelo Bernardo – não chegaram a mudar o panorama da partida. Chegamos a ter três boas chances, com Rodrigo (marcando de cabeça, em impedimento), Gilberto (em chute de fora da área) e Bernardo (desperdiçando chance na cara do gol) e o Resende só não empatou a partida por uma boa defesa de San Martin. Mas o placar seguiu inalterado até o fim.

A vitória nos manteve na liderança por mais uma rodada e nos deixa cada vez mais perto da classificação. Mas a Taça Guanabara vai chegando ao seu fim e para conquistá-la, é certo que vamos ter que apresentar um futebol mais consistente. O teste realizado pelo Doriva ontem deixou algo muito claro para a torcida: que ainda é preciso pensar um pouco mais na formação ideal para o Vasco.

As atuações…

Martín Silva – dessa vez chegou a ter trabalho, fazendo pelo menos uma grande defesa no segundo tempo, em chute cruzado do adversário.

Madson – boa atuação do garoto, que foi uma das melhores opções ofensivas do time, principalmente no primeiro tempo, quando fez a assistência para Gilberto marcar o gol da vitória. Por outro lado, atuar praticamente como um ponta foi um verdadeiro convite para o Resende atacar pela direita.

Luan – teve problemas com a marcação frouxa feita pelo meio de campo e laterais, ficando várias vezes no mano a mano com os atacantes adversários. Poderia caprichar um pouco mais na hora dos passes longos.

Rodrigo – teve as mesmas dificuldades que o Luan. Além disso, marcou um gol de cabeça em posição irregular e claramente forçou seu terceiro amarelo, para não correr riscos e desfalcar o time contra a mulambada. Douglas Silva voltou ao time depois de meses entrando no lugar do Rodrigo e, com a partida já controlada, não teve tanto trabalho.

Lorran – ter nos feito sentir saudades do Christiano é o que basta para definir o quão bizarra foi a atuação do garoto. Inoperância no apoio e na defesa, erros de passes infantis e, em alguns momentos, simplesmente apanhou da bola. Lorran tem que torcer para a comissão técnica da seleção sub-20 não veja um VT da partida.

Guiñazu – no padrão de sempre: muito fôlego e disposição no combate e, em alguns momentos, tentativas de ajudar a distribuir a bola na frente.

Serginho – teve trabalho dobrado na marcação com as subidas do Madson, e nessa, acabou deixando espaços pelo meio.

Julio dos Santos – boa partida na parte da criação, com bons passes e uma interessante parceria com o Madson. Mas poderia ser mais participativo na marcação, tentando ser um pouco mais veloz na recomposição.

Marcinho – pra não dizermos que não fez nada, fez uma boa jogada no primeiro tempo que terminou em uma finalização relativamente perigosa. Tirado isso, só fez irritar a torcida com sua lentidão, erros de passe e jogadas equivocadas. Saiu depois de isolar uma bola numa cobrança de falta. Yago o substituiu e deu trabalho com suas subidas em velocidade pela esquerda. Mas poderia presepar menos e ser um pouco mais humilde: o garoto pensa sempre que conseguirá passar pelos marcadores, não interessando quantos estejam o cercando.

Jhon Cley – o passe em profundidade que iniciou a jogada do gol do Gilberto já teria feito valer a pena sua escalação. Mas Cley fez mais, mostrando visão de jogo com bons passes e boa movimentação. Pediu para sair no segundo tempo e Bernardo entrou em seu lugar e só apareceu ao perder uma grande chance por não conseguir dominar a bola na área.

Gilberto – fez o que todo centroavante tem que fazer: estar bem colocado para empurrar a bola para a rede. Quase marcou outro em bom chute de fora da área.

***

Há outra coisa que podemos afirmar depois da vitória sobre o Resende: com a chegada do Dagoberto, que já está liberado para enfrentar o Nova Iguaçu, não há mais qualquer justificativa plausível para se manter Marcinho como titular da equipe. Caso sua titularidade seja confirmada no próximo jogo, será complicado para qualquer um acredita que essa decisão segue critérios técnicos.

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Quarta-feira de cinzas

Esperto foi o torcedor vascaíno que aproveitou o carnaval para esquecer um pouco do futebol e caiu na gandaia. Os que não fizeram isso nem a compensação de ter se divertido um pouco tiveram antes de mais um choque de realidade sobre nosso time: poucos dias poderiam ser mais apropriados para o empate entre Vasco e Barra Mansa que uma quarta-feira de cinzas.

Em campo, a entrada do Thalles pouco serviu para melhorar nosso problema no ataque. Aliás, se dependermos do nosso meio campo para municiar os homens de frente, podemos trazer o Cristiano Ronaldo que não vai dar certo. Bernardo, Montoya e Marcinho seguiram sua rotina de incapacidade criativa e não conseguiram armar uma jogadinha sequer entre eles. O time toca a bola de um lado para o outro até a intermediária até cair no pé de um dos três, que com uma regularidade impressionante erram o último passe ou tentam uma jogada equivocada. Isso gera uma posse de bola inútil (ontem chegou a 75% para o nosso lado), fato comprovado pela única finalização que tivemos em todo o primeiro tempo.

A coisa foi tão feia que Doriva pareceu cair em desespero. No intervalo mesmo fez duas alterações que colocariam o time mais para frente: um “volante-volante” por um segundo homem de meio (Serginho por Julio dos Santos) e um meia por um atacante (Montoya por Rafael Silva). A atitude parecia ser outra e em cinco minutos já tínhamos finalizado mais que em toda primeira etapa. Mas o time não demorou a pagar o preço por se expor demais: logo aos 8, o Barra Mansa teve um contra-ataque, a marcação facilitou as coisas para o jogador Vitinho que teve todo espaço e tempo para ajeitar a bola e acertar aquelas pancadas que só encontram endereço certo contra o Vasco.

Com o Barra Mansa na frente, nosso adversário se fechou ainda mais e para o Vasco restou pressionar como pode. Mas esse como pode restringia-se às chances de bola parada, invariavelmente em cobranças de falta isoladas ou chuverinhos. E se chegamos ao empate não poderia ser de forma diferente: Bernardo resolveu não cobrar uma falta direto para fora, cruzou para a área e Rafael Silva desviou de cabeça.

Teríamos conseguido a virada, novamente em lance de bola parada, se a bandeirinha não anulasse erradamente nosso segundo gol, aos 45 minutos. Mas mesmo que tivéssemos ganhado a partida, isso não melhoraria a impressão que tivemos do time: uma equipe que na teoria tem três jogadores para criar jogadas mas que na prática não consegue armar um lance de perigo sequer.

Pelo Twitter, alguns torcedores diziam que o time parecia estar de ressaca pelo carnaval. Não concordo e isso me parece ainda mais grave: o time não parecia estar debilitado pelo que fez nos festejos. Apenas não parece ter capacidade de jogar mais do que foi apresentado.

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As atuações….

Martín Silva – uma grande defesa em cada tempo, mas se estivesse melhor posicionado no lance do gol do Barra Mansa, poderia ter pego a bola. Em sua defesa vale lembrar que nenhum goleiro do mundo esperaria que a defesa permitisse que o jogador tivesse tempo e espaço para dar aquele chute.

Nei – no apoio não faz muita coisa, mas mostra disposição na marcação. Mas, como não poderia deixar de ser, vacilou em um momento decisivo: era o único jogador a dar condição ao Vitinho quando recebeu a bola que acabou no gol do adversário.

Luan – vem jogando com firmeza e se saído melhor na maioria dos combates contra os adversários. No lance do gol tentou fazer a linha burra, o que é uma burrice se o Nei está presente.

Anderson Salles – se saiu bem para quem não jogava há tanto tempo, mas é preciso levar em consideração que o adversário não exigiu tanto assim. Dizem que é bom cobrador de faltas, o que não foi comprovado na chance que teve, no segundo tempo.

Christiano – uma amostra do nível de inutilidade do rapaz: quando o time já estava perdendo por 1 a 0 e com Doriva tendo outras opções para tentar deixar o time mais ofensivo, ele foi substituído pelo Lorran. O garoto, mesmo estando longe de ser brilhante, conseguiu ser muito mais efetivo que o – por enquanto – titular da posição.

Serginho – vinha tomando um baile do Erick Foca e errando muitos passes, tanto que acabou cedendo lugar ao Julio dos Santos ainda no intervalo. Mas a emenda não ficou melhor que o soneto: o paraguaio nem teve velocidade para recompor o meio nos contra-ataques do Barra Mansa nem fez a diferença na criação com sua propalada qualidade de passe.

Guiñazu – no primeiro tempo chegou a tentar armar jogadas, tamanha era a inoperância dos que deviam ter essa função. Mas no segundo tempo vacilou duas vezes no lance do gol: iniciou o contragolpe barrense ao errar um passe e depois ficou apenas olhando o Vitinho arredondar a bola até ter o melhor momento para o chute.

Bernardo – irritante ao extremo, não produz praticamente nada o jogo todo. Mas numa das raras vezes em que não pensa que é o melhor cobrador de faltas do mundo e deixou de isolar mais uma, acertou o cruzamento que resultou no gol de empate vascaíno. Fora isso, apenas uma coisa boa: garantiu sua ausência no clássico contra o Fluzim ao ser expulso de maneira infantil.

Marcinho – não é nem de longe o jogador que era há alguns anos, mas diante do que o time apresentou ontem, é injusto crucificá-lo. Dos três meias, foi o único que fez alguma coisa, quase marcando em jogada individual no primeiro tempo e mostrando presença de área no segundo (no primeiro lance perdendo um gol feito mas marcando o segundo, erradamente anulado). Talvez fosse do Doriva testá-lo efetivamente no ataque.

Montoya – se antes o colombiano tinha a desculpa de nunca ter tido uma sequência de jogos para mostrar seu futebol, agora nem isso ele tem mais. Pela quantidade de chances como titular que teve com o Doriva, já deveria mostrar um futebol aceitável pelo menos contra um time recém-saído da segundona carioca. Não foi o caso: nos 45 minutos que ficou em campo, Montoya não fez nada que prestasse, sendo substituído pelo Rafael Silva ainda no intervalo. O atacante entrou querendo mostrar que tem vaga no time (o que, convenhamos, não parece ser tanta vantagem assim), buscando jogo, arriscando chutes e terminou premiado com o gol de empate, que evitou mais uma vergonha de proporções homéricas em São Januário.

Thalles  – o rapaz tenta fazer suas jogadas, mas é muito pouco acionado para mostrar toda sua capacidade. Em alguns momentos deixa clara sua inexperiência ao concluir jogadas de forma afobada.

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Férias, afinal!

 

jordi2O lado bom da partida de ontem contra o Avaí é óbvio: não ter mais que assistir a nenhuma atuação do time “armado” pelo Joel Santana é um presente para qualquer vascaíno. Tirar umas férias de futebol é certamente tudo o que todo torcedor mais estava desejando por esse restinho de 2014.

E pelo apresentado ontem, se a torcida precisou suportar o tormento de mais 90 minutos de um jogo medíocre antes de poder desfrutar um merecido descanso, parece que os jogadores do Vasco não se preocuparam muito com essa formalidade e já entraram em campo de férias. Tirando uns 10 minutos na etapa inicial e os cinco minutos finais do segundo tempo, quando ainda corremos um pouquinho, o que vimos foi um bando de jogadores não apenas descompromissado com o que acontecia no gramado, mas que também não deu a mínima para o fato de estarem representando um clube com uma história secular.

Mas sinceramente, nem vale a pena reclamar mais disso, já que essa foi a tônica do campeonato. O descaso com a tradição vascaína já foi devidamente comprovado com as diversas atuações abaixo da crítica e com a classificação final desse time. Não será agora, quando finalmente poderemos ficar felizes pela certeza que nunca mais veremos esse grupo de jogadores com a camisa do Vasco, que vou repetir as mesmas reclamações que faço desde o começo dessa maldita Série B. Hoje, o melhor é agradecer por pelo menos não termos encerrado nossa participação no campeonato sofrendo mais uma goleada humilhante. Para quem entrou em campo mais preocupado com as muambas que comprarão nas viagens de férias, até que esse time conseguiu um feito ao perder pelo placar mínimo.

No mais, não serei ingrato: fica meu agradecimento ao grupo por ter conseguido nos levar de volta à elite, mesmo que tenhamos tido uma sorte danada do Coelho ter perdido seis pontos e dos concorrentes diretos ao acesso tenham tido uma queda de rendimento brutal no segundo turno. Nem todo mundo reconhece, mas há mérito em ser menos ruim que os outros.

Até logo, Vasco e adeus – assim esperamos – para uns 90% desse elenco. Que vocês aproveitem as férias tanto quanto a torcida vai aproveitar.

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Atuações? Sério mesmo?

Pelo que fizeram ontem, só dá pra livrar a cara do Jordi, que realmente teve uma boa atuação, com grandes defesas e culpa nenhuma no gol, já que foi de pênalti. Por incrível que pareça, Lorran (que chegou a fazer uma ou duas boas jogadas) e Kleber ( por ter corrido e tentado fazer alguma coisa) também escaparam do desastre. Luan e Anderson Salles vacilaram em alguns momentos, mas não chegaram a comprometer mesmo com um Avaí que procurou bem mais o jogo. O resto do time foi fraco ou simplesmente terrível, principalmente Diego Renan, que cometeu um pênalti ridículo e Douglas, que devia estar com a mente no churrasco que fará nesse domingão e só apareceu quando errou passes.

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promoAgora é esperar um time completamente reformulado em 2015. E nada melhor que receber uma nova equipe com camisas novas do Vascão. Então a boa é aproveitar a promoção das camisas da Umbro na Gigante da Colina, a loja oficial do Vasco. Cliquem para conferir as ofertas das camisas de campo e a de goleiro no site.

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