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Os protagonistas da derrota

No post de ontem eu comentei que se o Vasco não entrasse em campo com salto alto e respeitasse o adversário, a possibilidade do Paysandu aprontar uma surpresa para nós era remota. E na hora da bola rolar, não podemos dizer que o Vasco foi um time apático. Mesmo que tenhamos mostrado uma incrível incapacidade em criar chances de gol, o desinteresse dentro de campo não foi o problema. Aliás, dessa vez, podemos dizer que a derrota não teve origem nas quatro linhas: se é para apontarmos um responsável pelo 2 a 0 que sofremos do Papão, os dedos devem se dirigir para o treinador do time.

Talvez o Jorginho tivesse algum objetivo desconhecido em mente para essa partida específica. Só isso justifica a adoção do estilo “joelsantanístico” que mostrou, trocando defensores por atacantes como se não houvesse amanhã. Nosso treinador, que muitas vezes foi alvo de críticas por demorar a fazer substituições, resolveu que ontem era o dia para, aos 22 minutos do segundo tempo, se partir para um tudo ou nada desmesurado, como se estivéssemos perdendo por 4 a 0 ou fosse uma final de campeonato e precisássemos desesperadamente da vitória. Só isso justifica deixar o time sem NENHUM volante em campo, faltando mais de 25 minutos para o término da partida.

O time não conseguia criar situações de gol, é verdade. Mas será que Jorginho realmente acreditou que entupir o time com atacantes resolveria a situação? Antes de tirar Marcelo Mattos e William Oliveira, o Vasco penava para ameaçar o Papão, mas praticamente não corria riscos; com Eder Luis e Caio Monteiro, tudo o que conseguimos foi desfigurar o time, embolando um monte de gente na frente (que já estava bastante povoado com praticamente toda a equipe paraense) e abrindo de vez o Vasco para sofrer com os contra-ataques.

A impressão que a dupla Jorginho e Zinho deixou é que, para eles, um empate em casa é algo tão inaceitável que justificaria partir para um tudo ou nada ainda na metade do segundo tempo. Se a dupla acreditou que o Paysandu não teria capacidade para aproveitar os quilômetros de espaço que um Vasco sem volantes deixaria, podemos dizer que o salto alto acabou vindo dos dois treinadores. Não era muito difícil de perceber os riscos que o time passou a correr com as alterações feitas. O desespero pela vitória acabou nos trazendo uma derrota perfeitamente evitável. Seria vergonhoso empatar com o Paysandu em São Januário? Bem pior é perder da forma como perdemos.

Na coletiva, Jorginho disse que sua preocupação era ser protagonista na partida e que se ele errar, será por agir e não por se omitir. Palavras bonitas, mas que não justificam suas alterações. Se preocupar com “protagonismos” agrada a torcida, mas o que realmente importa é conquistar pontos. Na sequência invicta que tivemos, jogamos mal diversas vezes e não saímos derrotados. Seria bom que nosso treinador refletisse um pouco sobre isso daqui pra frente.

As atuações…

Martin Silva – praticamente não trabalhou e não teve culpa nos gols.

Madson – mais um jogo no qual prova ser inexplicável sua permanência como titular tendo Pikachu como opção. Dar a bola para esse rapaz quando ele sobe ao apoio é ter a certeza de cruzamentos ou passes errados. Perdeu um gol feito no primeiro tempo.

Luan – a contar pelo jogo de ontem, queimou o filme da sua pré-convocação para a seleção olímpica. Falhou nos dois gols e até caneta levou.

Rodrigo – no primeiro gol não foi visto e no segundo mais uma vez ficou parado vendo o lance enquanto pedia impedimento.

Julio Cesar – quem é tão pouco efetivo no apoio devia, ao menos, ser constante na defesa. O primeiro gol surgiu de um contra-ataque pela esquerda e quem foi dar o combate foi o Andrezinho. Marcelo Mattos – eu tinha comentado uma vez pelo Twitter que o Marcelo Mattos deve treinar ERROS de passe, dada a frequência com que entrega a bola nos pés dos adversários. Aparentemente o volante se esmerou ainda mais nos treinos essa semana. Foi sacado para a entrada do Eder Luis, que mesmo sendo mais uma opção ofensiva não chegou a compensar a falta de proteção à zaga que sua entrada proporcionou.

William Oliveira – não chegou a fazer algo que mereça destaque, mas enquanto estava em campo com Mattos, não sofremos tanto com os contragolpes. Ou seja, a entrada do Caio Monteiro no seu lugar não se justifica, já que o rapaz só foi notado tentando, sem sucesso, impedir o segundo gol do Paysandu.

Andrezinho – possivelmente o melhor do Vasco na partida, mas pecou no último passe, errando a maioria das tentativas. Não conseguiu impedir o cruzamento que originou o primeiro gol do Papão. Nenê – uma bola na trave nos primeiros minutos da partida, uma ou outra jogada de efeito e mais nada.

Jorge Henrique – se no ataque pouco conseguiu fazer, não seria como volante que faria alguma coisa.

Thalles – reclamam que o garoto não faz nada e é fato que ele poderia se movimentar um pouco mais se não estivesse do tamanho que está. Mas também é fato que o rapaz não recebeu uma bolinha sequer em condições de finalizar. O resultado foi sua substituição pelo Leandrão, que é ainda mais lento que o Thalles e, entrando quando o time já estava uma bagunça completa, mal conseguiu encostar na bola.

***

Mais uma vez ficou evidente a necessidade que o time precisa de um centroavante condizente com o tamanho do Vasco. Mas é inegável que esse não é o único problema da equipe. Com a frequência que o nosso meio de campo municia Thalles e Leandrão, mesmo um atacante de qualidade teria problemas para marcar gols. Esse é um problema que uma contratação não resolverá, quem tem que resolver é o Jorginho.

Só um comentário: o rendimento do Vasco nas últimas três partidas é de 33,3%. Disputando uma Série B, isso é mais que o bastante para acender um sinal amarelo na Colina.

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Vitória importante

Eder

Mais uma vez o Vasco não jogou bem e mais uma vez nosso adversário foi melhor por boa parte dos 90 minutos. Mas pelo menos, mais uma vez conseguimos vencer apesar disso tudo. E se pensarmos no momento do time, o 3 a 2 sobre o Náutico foi importante por outros motivos além dos três pontos e da manutenção da liderança, agora isolada.

Não dava pra saber exatamente qual seria a reação do time após a derrota para o Atl-GO. Dizer que está motivado nas entrevistas não significa muito, era preciso mostrar isso em campo. Ainda bem, desde os primeiros minutos deu para ver que, se teríamos problemas com o Timbu, não seria por “traumas pós-perda de invencibilidade”, e sim por conta das limitações que já temos há algum tempo.

Marcamos um gol esquisito logo no começo e depois disso começamos a murrinhar a partida, até o Náutico se empolgar com o jogo e tomar conta das ações. Naquelas condições, o empate parecia questão de tempo e foi mesmo. O gol do Náutico era um retrato do time: uma sequência de desatenções que só nos complicam a vida. Jogando em casa, vimos o time pernambucano dominar a maior parte do primeiro tempo. O 1 a 1 no placar não refletia o jogo, já que em números de finalizações perdemos por 10 a 3.

Já o segundo tempo do time foi outro fator a tornar a vitória importante. Precisávamos ver como o Vasco se comportaria depois de ter sofrido o gol de empate e a reação foi positiva. O time voltou melhor, desempatando a partida logo no primeiro minuto, com Rodrigo. A etapa final foi muito mais controlada e com o Vasco sempre propondo o jogo, até ampliarmos para 3 a 1, com um gol do Eder Luis, tão esquisito quanto o primeiro, não pelo lance em si, mas por quem o marcou.

A vitória veio em boa hora porque batemos um dos nossos concorrentes diretos na luta pelo acesso à Série A, vencemos numa rodada em que o resto dos times do topo da tabela perderam e, principalmente, porque o time não deu sinais de abatimento. Ainda temos problemas: os chuveirinhos na nossa área, mesmo considerando a insegurança do Jordi nesse tipo de lance, foram um problema durante toda a partida porque a zaga não conseguiu se posicionar bem. E ainda sofremos gols idiotas, como o segundo gol do Náutico, que não teria acontecido com a simples inclusão de mais um sujeito na barreira.

De qualquer forma, pelo que vimos ontem, seguimos favoritos.  Por conta dos nossos pontos fortes e apesar dos nossos fracos.

As atuações…

Jordi – fez algumas boas defesas mas demonstrou uma insegurança completa na maioria das bolas alçadas à área, notadamente seu ponto fraco. Nos gols só sendo muito implicante para colocar na conta do jovem goleiro: no primeiro, a bola no primeiro pau não é do goleiro; no segundo, Henrique matou o goleiro ao desviar a bola (mas também não vejo razão para armar uma barreira com apenas dois jogadores numa falta frontal e não tão distante).

Madson – depois de 658 tentativas, acertou um lançamento em cobrança de lateral. Mas isso não é o bastante para justificar sua permanência como titular, já que no resto da partida acertou muito pouco.

Rodrigo – quase entregou a rapadura logo no começo do jogo, mas compensou marcando de cabela o gol da virada.

Luan – teve trabalho com os atacantes do Náutico, principalmente nas jogadas aéreas.

Júlio César – numa arrancada pelo meio fez uma boa jogada individual que quase terminou em gol. Cansou no segundo tempo e deu lugar ao Henrique, que acabou sendo responsável acidental pelo segundo gol do Náutico, ao dar uma bundada na bola e tirá-la do Jordi.

Marcelo Mattos – só por ter evitado um gol ao cortar a bola em cima da linha já justificou sua presença em campo. Mas algum tempo treinando passes certamente não lhe faria mal.

William Oliveira – mais uma vez mostrou personalidade, tanto no combate (quando eventualmente exagera no “não-tem-bola-perdida“), quanto no auxílio à criação, onde não parece estar exatamente bem ambientado. De qualquer forma, por sempre demonstrar raça e ser efetivamente útil ao time (como na assistência acidental para o gol do Chico Bento ontem) entende-se porque é o novo xodó da torcida.

Andrezinho – valeu pela sagacidade no lance em que abriu o placar, mas ao longo da partida não conseguiu encaixar o passe como de costume. Eder Luis entrou em seu lugar e, não apenas voltou a marcar um gol – o que não fazia desde 1973 – como acabou garantindo a vitória vascaína.

Nenê – passou 49% do tempo apanhando e 50% reclamando com o juiz. No 1% restante acertou o lançamento que originou o gol de desempate.

Jorge Henrique – menos coringa que o habitual, teve uma atuação discreta mas eficiente.

Leandrão – antes de sair contundido ainda no primeiro tempo, só foi notado ao tentar, sem sucesso, cortar a bola que originou o primeiro gol do Náutico. Thalles entrou em seu lugar e seria demais esperar que ele fizesse um gol, mas pelo menos buscou mais o jogo e deu uma nova dinâmica ao ataque.

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Sem recorde

Depois de 224 dias e 34 partidas invicto, o Vasco voltou a sentir o gosto de uma derrota. Com o 2 a 1 sofrido diante do Atlético-GO, Jorginho e seus comandados perderam a chance de igualar a maior sequência sem perder que o Gigante já teve em sua história, uma marca com mais de 70 anos.

E o que isso muda na prática para o time? Nada.

Não deixamos de ser líderes da competição, nem se pode descartar o favoritismo que temos em terminar o campeonato entre os quatro classificados para a Elite em 2017 ou de ser o principal candidato ao título da Série B. Assim como seria praticamente impossível terminar o Brasileiro com 100% de aproveitamento, era algo muito difícil passar as 38 rodadas sem perder uma única vez. Mais cedo ou mais tarde, isso acabaria acontecendo.

Ah, mas o time jogou muito mal!”, “Ficou provada a dependência que o Vasco tem do Nenê”, dirão muitos (e muitos na prática já disseram).

Não amigos, nem isso. O Vasco fez uma partida na média do que tem feito há muito tempo. Em outros jogos, tivemos atuações até piores e conseguimos sair sem perder. O que poderia muito bem ter acontecido ontem se não fossem falhas claramente individuais do time. Com as vaciladas do Jordi e principalmente do Rodrigo, nada garante que a presença do camisa 10 titular nos livrasse da derrota. Até porque, colocando um pouco de lado a idolatria, em alguns jogos até o Nenê passa em branco.

Isso não quer dizer que Nenê não tenha feito falta. Com ele em campo, os adversários priorizam a marcação sobre o craque do time e acabam dando mais espaços para outros jogadores, como Andrezinho e Jorge Henrique, atuarem. E aí aconteceu o que eu considero uma falha do Jorginho: o treinador escalou o time para jogar da mesma forma que joga de sempre, sem tentar adaptar o time à ausência do Nenê. Só que não basta colocar a camisa 10 no Pikachu para ele desempenhar o mesmo papel do titular. Com essa opção, jogamos fora 45 minutos do jogo, no qual não conseguimos criar praticamente nada.

Jorginho poderia corrigir as coisas no intervalo, mas não o fez. O Vasco até melhorou, mas muito mais por conta de um recuo excessivo do adversário, que passou e explorar unicamente os contra-ataques. Colocar o Eder Luis (lembrando que o problema do jogador nesse caso não é tático, mas técnico) foi correto, mas tirar o Pikachu o foi um erro. Se o treinador tivesse preferido tirar o lateral chorão e colocado o Pokémon na sua posição original, as dezenas de jogadas que fizemos pela direita poderiam ter tido um resultado melhor.

Também perdemos um monte de gols, como de costume. Se Leandrão (e depois Thalles), Eder Luis, Rodrigo e Evander tivessem caprichado um pouquinho mais, teríamos empatado a partida ou até mesmo virado o jogo. Mas, como eu disse, infelizmente perder gols é um costume. Isso não é um sinal inequívoco de que o Vasco jogou pior ou uma prova de que não temos capacidade de vencer sem o Nenê em campo. Pelo contrário, com os gols ridículos que sofremos ontem, o mais preocupante é pensar que, se continuarmos cometendo falhas individuais tão grotescas, podemos perder mesmo que o time esteja com todos os seus titulares e jogue melhor que o adversário.

As atuações…

Jordi – a falha numa saída do gol e o azar de uma bola indo na direção do atacante adversário comprometeu completamente sua atuação. No segundo gol não poderia fazer nada.

Madson – ainda há defensores do jovem lateral chorão. Só não consigo entender o motivo. Não acertou uma jogada sequer ontem (como em 99% das vezes, aliás). Que sua permanência em campo mesmo com Pikachu tendo condição de ir para a lateral não seja um sinal de que ele continuará sendo titular.

Rodrigo – talvez sua pior atuação com a camisa do Vasco. Não apenas furou o corte que originou o segundo gol, mas cometeu pelo menos três outras falhas absurdas.

Luan – marcou um belo gol, mas mesmo estando nos dois lances, não conseguiu corrigir os erros dos companheiros e evitar nenhum dos gols do Atlético.

Julio Cesar – cobrou a falta que originou o gol do Luan. Tirando isso teve uma atuação discreta, mais focada na marcação.

William Oliveira – parece ter conquistado em definitivo a titularidade no time. É muitas vezes melhor que Julio dos Santos na marcação (apesar de precisar controlar eventuais afobações no combate direto) e mesmo não tendo a mesma qualidade no passe é mais presente como opção ofensiva.

Marcelo Mattos – uma atuação padrão, mostrando muita luta na marcação. Nas vezes que subiu para ajudar no ataque não conseguiu dar prosseguimento às jogadas. Não pareceu muito satisfeito quando Evander entrou em seu lugar, quando o time entrou no tudo ou nada. Quase salvou a série invicta com um belo chute cruzado no fim do jogo, mas a bola caprichosamente carimbou a trave.

Yago Pikachu – entrou em campo apenas para ter seu filme queimado, e nem poderia ser diferente: o Pokémon nunca teve um bom desempenho jogando como segundo homem no meio de campo e não seria como principal articulador do time que iria render. Para completar a queimação, poderia ter sido deslocado para sua posição de origem, mas foi sacado ainda no intervalo para a entrada do Eder Luis, que ajudou o time a ter mais presença ofensiva. Mas, como sempre, sua correria acaba se tornando inócua, já que sempre erra o passe decisivo ou desperdiça chances na hora que finaliza.

Andrezinho – no primeiro tempo se saiu melhor ajudando na saída de bola; no segundo, se tornando o principal articulador do time, não conseguiu criar as jogadas que o time precisava, ora por causa da marcação, ora por errar o passe decisivo.

Jorge Henrique – foi bem, mesmo sem nunca ter a certeza de qual setor do campo terá que contar com sua ajuda. Fez algumas boas jogadas quando esteve mais a frente e foi bem ajudando na saída de bola na parte final do jogo.

Leandrão – precisou de uma partida para nos lembrar do que se trata o seu futebol: lentidão e finalizações imprecisas. Perdeu pelo menos um gol feito no segundo tempo. Leandrão é tão incrivelmente lerdo que até o Thalles, com sua aparente centena de quilos, consegue ter mais mobilidade. Mesmo sem ter tido chances claras como o titular de ontem, Thalles finalizou uma vez e deu um ótimo passe para Evander no final do jogo. Poderia ter marcado em uma rebatida do goleiro, mas se a bola não chegar redondinha no seu pé, ele é incapaz de concluir com precisão.

A verdade é que tanto um, como outro, estão muito abaixo do que o time merece.

***

Para não fechar o post sem mostrar um lado positivo, podemos dizer que o fim da série invicta tira dos ombros do time a ansiedade por quebra de recordes históricos. Sempre me incomodou ver, nas entrevistas com o Jorginho ou com os jogadores, a palavra “invencibilidade” ser sempre citada como se fosse um objetivo. Não perder é ótimo, mas não por uma questão de orgulho, e sim porque isso significa que estamos sempre ganhando pontos. E são os pontos que nos trarão o título. E esse deve ser o único foco do grupo. Superar marcas históricas são uma consequência.

E se o grupo faz tanta questão de ostentar o recorde de invencibilidade no Vasco, é simples: comece uma nova série invicta já na terça, contra o Náutico. Com as 30 partidas que faltam no Brasileiro e a Copa do Brasil dá pra quebrar o recorde ainda esse ano.

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Piloto automático

Vasco e Joinville fizeram um jogo feio, truncado, com muitas faltas e poucas chances de gol. Mas como a fase do Gigante é boa, nem precisamos jogar bem para vencer a partida por 2 a 0, os dois marcados pelo Leandrão.

Mostrando poucos lampejos de bom futebol e contando com a fragilidade dos donos da casa, o que podemos pinçar como principal ponto positivo foi o controle que o Vasco teve no jogo. Mesmo nos raros momentos em que o Joinville tentou fazer algo, nunca chegamos a correr riscos reais no jogo. Foi uma vitória daquelas conquistadas no piloto automático, que enchem o torcedor de tédio mas que garantem mais três pontos na tabela.

Mesmo com as limitações técnicas de alguns dos nossos jogadores (e que são na realidade a principal razão dos nossos eventuais erros), fica claro que, fale-se quanto quiser, o Vasco é um time que sabe o que faz. Contra um oponente que aparentemente só sabe fazer faltas, as coisas ficam sensivelmente mais fáceis. O Joinville tentou fazer uma graça no começo da partida, mas bastou apertar um pouquinho e explorar um pouco mais as jogadas pelas laterais, principalmente a direita, para abrirmos o placar. Depois do bonito cruzamento do William para a cabeçada fatal do Leandrão, o Vasco pôde se dar ao luxo de não concluir ao gol mais nenhuma vez na primeira etapa. E, ainda assim, o JEC não conseguiu dar sequer uma pinta de que conseguiria reverter o placar.

E não reverteu mesmo. Veio o segundo tempo e depois de uma pálida tentativa de pressão, o Joinville não conseguiu superar sua própria incapacidade e, assim como na etapa inicial, foi vendo o Vasco mais uma vez controlar o jogo. Marcamos o segundo, novamente com Leandrão, e entramos naquele momento das partidas em que nosso time parece satisfeitíssimo com o placar e paramos de jogar. E mesmo um tantinho displicente nos minutos finais, o Joinville não conseguiu fazer nada para evitar a derrota.

Adversários como o Joinville, que não têm condições de nos fazer frente mesmo quando jogamos abaixo do que podemos, são a normalidade dentro da competição. Ontem, o “piloto automático” bastou para nos manter na liderança e invictos, mas mesmo que isso não seja um sinal de falta de interesse (e eu não creio que seja), é preciso que os jogadores do Vasco se motivem sempre e compreendam a importância da sua missão esse ano. Vencer sempre é bom, mas melhor ainda é ver o time tão empolgado quanto a torcida.

As atuações…

Jordi – outro jogo no qual pouco teve o que fazer. Tirando uma defesa em chute de fora de área, praticamente não atuou.

Yago Pikachu – muito presente no apoio no primeiro tempo, criou algumas boas jogadas. No segundo tempo deu mais atenção à marcação e foi bem.

Rodrigo – se deu bem sobre os atacantes catarinenses na maioria dos lances. Quase marcou de cabeça no primeiro tempo, mas estava em posição irregular.

Luan – iniciou – com a ajuda do zagueiro do Joinville – a jogada do segundo gol fazendo um lançamento longo. Pra compensar, perdeu um dos gols mais feitos do Vasco no ano.

Julio César – discreto, deixou suas funções ofensivas pelo seu lado do campo para Jorge Henrique.

William Oliveira – no primeiro gol acertou um cruzamento com uma precisão que não vemos nossos laterais terem há muito tempo. É voluntarioso, não se acanha em partir para o ataque, mas ainda erra muitos passes. Pelo que jogou nas últimas partidas, não merece voltar para o banco.

Marcelo Mattos – bem nas antecipações e no combate direto, muito mal nos passes. Além de entregar um monte de bolas para o adversário, também exagera nas rifadas de bola e chutões.

Andrezinho – com ele em campo, o Vasco é outro. Mas ontem errou mais passes que o normal. Diguinho entrou em seu lugar e pouco fez. Só apareceu mesmo tomando um drible desconcertante de um atacante adversário.

Nenê – foi caçado em campo e não conseguiu ser decisivo como sempre é. Tomou um amarelo bobo – e talvez rigoroso – e com isso está fora do jogo contra o Atlético-GO. Depois disso, deu lugar ao Eder Luís, que não teve tempo para fazer qualquer coisa.

Jorge Henrique – correu o jogo todo e tentou ajudar tanto atacando quanto defendendo. Perdeu uma boa chance no primeiro tempo. Evander o substituiu segundos antes do fim do jogo.

Leandrão – consegue ser mais lento que o Thalles, mas mostrou mais competência no que importa: colocando a bola na rede. Em um dia em que Andrezinho e Nenê estiveram abaixo do que podem apresentar, seus dois gols lhe garantiram o título de nome do jogo.

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Salvou a festa

Além da manutenção da liderança na tabela, o jogo de ontem contra o Goiás tinha um outro significado para o Vasco. Era também a 50a partida do Nenê com a camisa do clube e, dada sua importância para o time desde a sua chegada, natural haver um clima de festa. Mas por pouco o time goiano não colocou água no nosso chope. A vitória por 1 a 0 acabou sendo garantida por um convidado que há algum tempo não aparecia em campo.

Nenê, como sempre, teve participação direta na vitória. Mas apesar de ter feito o cruzamento que originou nosso gol, foi Andrezinho quem garantiu a festa do homenageado da tarde. E não foi apenas por ter colocado a bola na rede, mas pela mudança que sua volta trouxe ao time.

A diferença entre os dois tempos da partida deixou clara a importância do Andrezinho. Isso já tinha ficado óbvio nas outras partidas sem o meia, mas a atuação do Vasco na primeira etapa de ontem foi ainda mais fraca que nesses jogos. A escalação muito mexida, também sem Pikachu, Marcelo Mattos e Julio dos Santos, perdeu muito do seu conjunto. Com isso, passamos os 45 minutos iniciais praticamente sem criar jogadas, levando riscos mínimos ao gol adversário. E não apenas isso, o ataque goiano ainda nos trouxe perigo, principalmente nas bolas paradas.

Mas tudo mudou após o intervalo. Com Andrezinho relacionado, Jorginho colocou o meia no lugar do pavoroso Bruno Ferreira, deslocando Jorge Henrique para a lateral. A alteração mudou completamente a equipe: passamos a ter uma saída de bola consciente, o passe de bola melhorou no meio de campo e passamos a ter mais opções ofensivas. Com isso passamos a pressionar completamente o Goiás, que mal conseguia cruzar a linha divisória.

Aos 25 minutos, a pressão deu resultado: Nenê se livrou da marcação e cruzou na medida, com altura suficiente para Eder Luis não estragar o lance na sua tentativa de cabeceio e caindo nos pés de quem sabe: Andrezinho, que dominou e colocou com calma no canto do goleiro.

O Vasco não manteve o ritmo após o gol e nem as alterações seguintes do Jorginho chegaram a camuflar o aparente desinteresse do time, algo inaceitável para quem vencia pelo placar mínimo. Mas as limitações do Goiás – que se mantiver o mesmo padrão de jogo terá muitos problemas na competição – não permitiram que nosso adversário chegasse a esboçar uma reação. O jogo terminou sem que Nenê, o homenageado do dia, fosse seu principal nome. Se mantivemos a liderança, devemos agradecer mesmo ao Andrezinho.

As atuações…

Jordi – praticamente não teve trabalho. Fez uma boa saida do gol.

Bruno Ferreira – sua segunda chance como titular só serviu para reforçar a impressão que a torcida já tinha: não tem condições de ser sequer um reserva do Vasco numa Série B. Quando subia ao ataque, perdia a bola com facilidade deixando sua lateral abandonada. Defensivamente não fez muito além de dar bicões. Saiu no intervalo para a entrada do Andrezinho, que em poucos minutos mostrou a falta que fez ao time. Organizou o meio de campo, ajudou na marcação e na saída de bola e ainda marcou o gol da vitória.

Luan – o ataque goiano não lhe trouxe muitos problemas.

Rodrigo – sem ter muito com o que se preocupar na defesa, subiu algumas vezes ao ataque e quase marcou em jogada ensaiada.

Julio César – poderia ter sido mais incisivo no apoio, já que o Goiás havia improvisado o zagueiro Anderson Sales na lateral direita. Quase entregou a rapadura em um recuo de bola mal feito.

Willian Oliveira – entrou querendo mostrar serviço, mas tirando o empenho no combate direto, não chegou a fazer uma partida muito boa (apesar de muitos torcedores terem aprovado). Errou muitos passes, principalmente no começo da partida, e teve a sorte do juiz não assinalar um empurrão que deu dentro da nossa área.

Diguinho – se limitou a marcar.

Nenê – na sua 50a partida, teve uma atuação padrão: discreta até aparecer o momento de decidir. Fez o cruzamento que originou o gol do Andrezinho, fazendo sua 486a assistência na temporada.

Jorge Henrique – em mais um capítulo da novela “A peregrinação do Jorge Henrique no time Vasco”, dessa vez atuou na lateral direita metade da partida. Está aguardando uma expulsão de goleiro para poder dizer que literalmente joga nas 11.

Eder Luis – o Chico Bento é daqueles jogadores que o inferno está cheio: tem boas intenções, mas não consegue nunca executá-las. Os pés não conseguem fazer o que a cabeça pensa e erra passes e finalizações o tempo todo. Caio Monteiro entrou em seu lugar e não chegou a trazer mais efetividade para o setor.

Thalles – marcou um belo gol, mas estava impedido. Finalizou com perigo numa cabeçada, mas no lance, tirou a bola do Nenê, que vinha melhor posicionado. No final das contas, sua maior contribuição foi ter insistido na jogada que originou o gol, brigando pela bola e dando o passe para o Nenê mesmo sentado. Saiu para a entrada do Leandrão.

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Um desconto para o time

O mais interessante na vitória do Vasco sobre o Tupi por 1 a 0 – além de, obviamente, termos conquistado mais três pontos – foi poder observar como o time se comporta diante de algumas adversidades que devem ser comuns ao longo desse Brasileiro. E pelo que vimos, há motivos para ficarmos tranquilos e também algumas situações que precisam ser corrigidas o mais rápido possível.

Mas vamos por partes…

Perda de titulares – ficou evidente que o time sentiu muito a falta do Andrezinho, que precisou ser substituído logo no começo da partida. Mas ao longo do jogo pudemos perceber também que o problema não foi a queda de qualidade com a entrada de um reserva (é óbvio que ainda que não podemos dizer que Evander tem a mesma eficiência que Andrezinho) e sim, a demora do time em se adaptar à ausência do titular. Evander não tem as mesmas características do Andrezinho e as mudanças que seriam necessárias para que o time jogasse melhor com o garoto em campo só foram feitas após a conversar que o time teve com Jorginho no intervalo. Com isso, passamos a primeira etapa inteira com uma saída de bola fraca e sem conseguir criar jogadas. Seria bom que a equipe conseguisse ser mais ágil em perceber que precisa mudar a forma de jogar numa situação como essa, mas não podemos deixar de citar que o treinador enxergou a melhor maneira para resolver isso com um papo no vestiário.

Retrancas raros foram os momentos em que o Tupi tomou a iniciativa na partida, preferindo ficar na maioria do tempo com seus 11 jogadores atrás da linha da bola. No primeiro tempo isso foi um grande problema para o Vasco, que não conseguiu criar jogadas. Obviamente devemos levar em consideração o que foi dito no primeiro ponto, até porque depois do time se ajustar à ausência do Andrezinho, conseguiu controlar a partida com mais facilidade na etapa final e correu poucos riscos (tirando uns cinco minutos na metade final do segundo tempo). Jorginho e seus comandados precisam ter em vista que encarar times fechados será o mais comum na competição e não podemos demorar 45 minutos para conseguir superar as retrancas.

Dependência do Nenê – isso já seria um problema pelo simples fato de que será humanamente impossível que o camisa 10 esteja sempre em campo (além de possíveis contusões, será impossível um jogador com o hábito de reclamar da arbitragem como Nenê passe 38 jogos sem levar três cartões amarelos). Mas essa não é a única preocupação. A verdade é que o Nenê tem participado menos dos jogos do que de costume.

Antes que meus poucos leitores me abandonem, participar pouco não é o mesmo que jogar mal ou não ser decisivo. Disso, não podemos acusar o Nenê. Mas mesmo que seus devotados fãs não concordem, o Nenê passa a maioria do tempo dando dribles, levando pancadas e enfeitando jogadas. É ÓTIMO que tenhamos um camisa 10 que resolva as partidas em um, dois lances. A questão é que o Nenê muitas das vezes tudo o que ele faz se resume a esses um ou dois lances nos 90 minutos dos jogos.

Isso está longe de ser um problema. A maioria dos times NO MUNDO desejaria ter um jogador com o percentual de gols e assistências que tem o Nenê pelo Vasco. O problema é time todo ficar dependente desse jogador. Precisamos encontrar alternativas para quando o Nenê não estiver em campo (ou estiver e não acertar um lance, como já aconteceu mais de uma vez).

O ataque – esse é o problema mais óbvio do Vasco. Vemos como o time é limitado nessa posição quando lamentamos a saída de um jogador como Riascos, e pior, quando a lamentação é justa. O Vasco na verdade tem jogado sem atacantes, já que Jorge “tático” Henrique cumpre tantas funções no time que quase não o vemos perto da área adversária e Thalles, infelizmente, não consegue executar a função de centro-avante com a eficiência necessária. No banco temos apenas Eder Luis (que além de está numa fase terrível, quando entra acaba tendo que fazer o mesmo que o Jorgenrique) e Leandrão, que na minha opinião, é pesadão, lento e perde um caminhão de gols (ou seja, é um Thalles mais velho). A não ser que o treinador vire um mestre ninja da autoajuda e promova uma verdadeira metamorfose no Thalles, esse é o tipo de problema que Jorginho não conseguirá resolver sozinho. A diretoria precisa fazer a sua parte e buscar algum reforço para o setor. Mas que seja EFETIVAMENTE um reforço. Trazer alguém que não resolva nosso ataque e apenas inche o elenco não vai adiantar de nada.

Todas essas situações influenciaram o desempenho do Vasco ontem, tanto positiva quanto negativamente. Contra o Tupi, um time que promete lutar arduamente contra o rebaixamento, fizemos o bastante para conseguir apenas uma vitória simples. Claro que podemos dar um desconto, já que é o começo da competição e o time deverá ter ainda alguns reforços – esperamos! – e ajustes. Mas o treinador, os jogadores e a diretoria não podem se acomodar com uma liderança após duas rodadas. Todos devem fazer a sua parte para reforçar os que há de positivo e neutralizar o pontos negativos da equipe.

As atuações…

Martín Silva – uma defesa em cada tempo e a sorte de ver dois chutes pararem no travessão.

Yago Pikachu – na prática, não se diferencia muito do Madson: apoia bastante (mas erra muitos cruzamentos) e não se destaca defensivamente. Ontem, desperdiçou boa chance após receber bola de Thalles e deu uma caneta humilhante em um marcador.

Rodrigo – não chegou a ter problemas com o ataque da equipe mineira.

Luan – também se saiu bem diante dos atacantes do Tupi e ainda garantiu a vitória ao marcar o gol do Vasco.

Julio Cesar – compensando a liberdade que o lateral direito teve, ficou mais preso à marcação. Nas vezes em que subiu ao ataque não mostrou eficiência. Saiu na metade do segundo tempo para a entrada do Henrique, que foi muito mais incisivo na parte ofensiva, tendo feito inclusive uma finalização com relativo perigo.

Marcelo Mattos – na maioria do tempo foi bem na proteção à zaga e não errou tantos passes como de costume. Foi outro a canetar um marcador adversário.

Julio dos Santos – o paraguaio até pode trazer um maior equilíbrio defensivo ao meio de campo – e se compararmos o jogo de ontem com o que fizemos contra o CRB isso fica evidente – mas tem um problema gravíssimo: enquanto sua contribuição para o time é discreta, seus erros são sempre evidentes. Ontem o lance de maior perigo que passamos surgiu após Rúlio ter recuado mal uma bola, logo no começo do jogo. Também perdeu mais uma chance de marcar pela primeira vez com a camisa do Vasco, ao não dar um carrinho para escorar uma bola que passou em frente ao gol

Andrezinho – com cinco minutos de jogo, se contundiu e foi substituido por Evander, que passou o primeiro tempo inteiro sem encontrar o posicionamento ideal no time. Após o intervalo teve mais liberdade para jogar e apareceu mais, criando algumas boas jogadas. Deu lugar ao Diguinho nos minutos finais para que o meio de campo ficasse mais protegido.

Nenê – deu dribles, se enrolou com a bola algumas vezes, errou passes, reclamou com a bandeirinha…mas é aquilo: por pior que vá no jogo, Nenê sempre resolve. No primeiro tempo acertou o cruzamento para Luan marcar de cabeça o gol da vitória e no segundo deixou Thalles na cara do gol (em lance que o atacante desperdiçou). No fim do jogo quase marcou o segundo, tentando um gol olímpico.

Jorge Henrique – vinha tendo a atuação de sempre, mais ajudando na marcação que no ataque, até ser deslocado para o meio após o intervalo. Aí se saiu melhor, não apenas por dar mais liberdade ao Evander, mas também por ter melhorado a saída de bola do time.

Thalles – pesado e pecando pela falta de movimentação, Thalles depende muito que a bola chegue redonda aos seus pés para finalizar. E ontem, nem quando isso aconteceu conseguiu mostrar competência: quando se viu diante do goleiro, chutou mal na única chance clara que teve para marcar.

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Valeu Riascos!

O Cruzeiro não tem qualquer obrigação de fazer favores ao Vasco ou a qualquer outro clube. Posto isso, que as coisas fiquem claras: é óbvio que não querer renovar o empréstimo do Riascos é uma represália do clube mineiro pela recusa do Jorginho em aceitar a proposta para dirigir seu time de futebol.

Quando foi emprestado ao Vasco, Riascos era execrado pela torcida cruzeirense e não tinha oportunidades para jogar. Tanto que, entre janeiro e maio de 2015, o colombiano havia atuado apenas quatro vezes pelo time. Todos julgavam que sua contratação havia sido um erro da diretoria da Raposa.

Pelo que fez em 2015, nada indicaria que uma volta do Riascos interessaria ao Cruzeiro. Já a atual temporada realmente valorizou o jogador, artilheiro do Vasco no Carioca com algumas boas atuações. Ainda assim, é preciso contextualizar seu desempenho: marcar nove gols no Estadual do Rio não transformaram o colombiano em craque e mesmo a torcida vascaína tem restrições quanto à qualidade do atacante. O bom início de ano do Riascos certamente não seria o bastante para mudar completamente a opinião da diretoria cruzeirense a seu respeito.

Com cinco atacantes em seu elenco, alguns com as mesmas características do colombiano, a diretoria do Cruzeiro sabe que são remotas as chances do jogador ser aproveitado no grupo. O treinador Paulo Bento já deve ter um bom trabalho para conhecer quem já está no time e com algum entrosamento. Um novo atacante mediano não deve fazer a menor diferença para o técnico português.

Acho quase certo que Riascos amargará a reserva por um longo tempo em BH ou servirá apenas como moeda de troca com algum clube. E o pior, provavelmente em um novo empréstimo, já que os grandes clubes dificilmente desejarão pagar o valor pedido pelo Cruzeiro e os menores não terão essa grana para investir no jogador.

Resumindo, ao renovar não o empréstimo do Riascos para não fazer uma “bondade” ao Vasco – pouco pretensioso o sr. Gilvan Tavares, né? – a diretoria celeste além de não ter o retorno do investimento feito só conseguirá prejudicar o jogador (que gostaria de permanecer no Rio) e o Vasco, que perde agora um titular.

Se o Vasco não pode fazer nada para retaliar a atitude do Cruzeiro, menos ainda pode fazer a torcida vascaína além de lamentar essa história. Da minha parte, posso dizer que ao menos encontrei um time para torcer contra nesse Brasileirão.

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Mesmo não sendo um craque, não podemos deixar de reconhecer o respeito com o qual você vestiu a armadura cruzmaltina. Boa sorte e obrigado por tudo, Riascos!

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Como já falei algumas vezes antes, Riascos não é nenhum fora de série. Mas a sua saída aumenta a necessidade de reforços: mesmo com a presença do colombiano no elenco, a chegada de um centroavante era necessária. E a volta do Leandrão, definitivamente, não é a solução para o nosso ataque (algo que o próprio Jorginho sabe, caso contrário, não teria liberado o jogador para o Boavista).

Então, diretoria? Quando chegam os reforços?

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