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Boas novas

marcinhoQuando se anuncia uma entrevista coletiva com dirigentes, no meio de uma semana sem jogo, é porque algo fora da rotina será anunciado. Foi o que imaginei quando soube que Paulo Angioni falaria à imprensa após o treino de hoje.

Por sorte, eram boas notícias no fim das contas. A situação do time exigia algumas medidas e, ainda que não sejam a garantia de uma solução no curto prazo, elas serão tomadas.

A mais impactante foram as rescisões contratuais do Marcinho e Douglas Silva e o afastamento do Bernardo. Ainda que a saída da “referência técnica do time” não tenha partido da diretoria – já que seria o mesmo que admitir o equívoco numa aposta que tinha tudo para dar errado. E deu – devemos agradecer seu bom senso em aceitar o pedido de rescisão do Marcinho. Foi um sinal de que o jogador tem mais senso de ridículo que nossos dirigentes têm do que deva ser uma contratação diferenciada.

Douglas Silva fez o mesmo e pediu sua rescisão. O caso dele se assemelha mais ao do Marquinhos: por não ter chances com Doriva, o zagueiro preferiu procurar outro clube onde possa jogar.

Aí entram duas questões. O destino de Douglas deve ser o Joinville, agora sob o comando do Adilson Batista. Acontecendo isso, o Vasco terá algum retorno financeiro ou ele foi dispensado de graça? E, se foi de graça, pra que renovar com um jogador que nem tinha sido pedido pelo treinador, pagar seus salários por cinco meses e depois reforçar um adversário sem levar qualquer compensação? Seria interessante a diretoria esclarecer esses pontos (não que eu tenha muita esperança disso acontecer).

Já o Bernardo…bom, o que falar dele? Um jogador mais cotado nas colunas de fofoca que nas resenhas esportivas não deveria mesmo ter outro destino. Seu contrato foi apenas suspenso, mas se for outro a ser rescindido não fará muita falta.

Levar o elenco para três dias de treinos em Mangaratiba também foi uma medida salutar. O momento da equipe exige calma e no Rio os jogadores dificilmente teriam o sossego necessário para se reerguer antes do jogo contra o Cruzeiro. Sem o natural assédio da imprensa e da torcida, o grupo pode manter o foco apenas no que interessa: a recuperação no Brasileiro. O apoio dado ao Doriva também foi importante, já que além de tranquilizar o treinador, acaba com a boataria, mais forte a cada resultado negativo do Vasco.

Pelo dia de hoje a diretoria está de parabéns. Ainda que tenha esperado demais por uma recuperação do time antes de fazer alguma coisa, acabou tomando uma atitude, algo que na gestão anterior era uma raridade.

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Falando em atitude…

Como você avalia a atual situação do Vasco, com a torcida protestando na porta do clube e jogadores sendo afastados?

Para mim não houve nada. Pode estar havendo para você. Tudo está acontecendo por orientação minha.

E a pressão da torcida? E o policiamento na porta do clube?

Há policiamento porque o clube está fechado. Se tem alguém querendo entrar, não vai entrar. É uma questão de garantia do patrimônio. Quem entrou indevidamente foi a imprensa. E digo a você que a imprensa só entrou porque houve uma determinação para que ninguém entrasse que não foi bem compreendida.

Pode-se não gostar da maneira ríspida com que faz declarações na maioria das vezes, ser contra o seu jeito autoritário e discordar – até veementemente – do modo como administra o Vasco. Mas é inegável que, diante de situações como a que passamos hoje, Eurico sabe se portar como uma liderança. Fosse com o Dinamite, quem duvida que o protesto da torcida terminaria dentro do gramado de São Januário?

Na primeira crise da atual gestão, uma coisa ficou clara:  para o mal ou para o bem, o Vasco hoje tem um líder.

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Arquivado em Notícias, Torcida, Transferências

Por que não é sempre assim?

O que mais impressionou na vitória do Vasco sobre o – até o momento – líder Joinville foi a facilidade com que conquistamos o resultado. Ainda que Joel tenha colocado em campo uma equipe mais ofensiva do que lhe é costumeiro e que nosso adversário tenha tido lá os seus desfalques, poucos esperavam uma partida tão tranquila quanto a que vimos ontem na Colina.

Se não foi um jogo em ritmo de treino foi quase isso, dada a superioridade vascaína durante os 90 minutos. E quando falo em ritmo de treino, não falo como uma vantagem: em alguns momentos, parecia evidente que o se o Vasco pressionasse um pouco mais, poderia ter feito um placar mais amplo. Ou se prestasse mais atenção, teria ainda menos problemas com o ataque catarinense do que teve.

Pelo que vi, a partida de ontem entra na lista da melhores apresentações do Vasco nesse Brasileiro, e não por acaso, guarda semelhanças com os outros dois bons jogos que me vem a mente: como nas vitórias sobre Ceará e Náutico, jogamos em casa, contra adversários da parte de cima da tabela, que não se preocupavam unicamente em se defender, entramos em campo com armações mais ofensivas e em todas poderíamos ter vencido com placares mais dilatados.

Os pontos em comum que nossas melhores partidas têm reforçam a minha tese de que, por maiores que sejam os problemas do Vasco, não voltar à elite é quase uma impossibilidade. Se não for pelo que apresentamos em campo, será pelo que nossos concorrentes diretos ao acesso deixam de apresentar. A facilidade com que passamos pelos times que realmente vão brigar por uma vaga na Série A mostra o quão baixo é o nível da competição.

Se isso pode servir para tranquilizar um pouco a torcida, também é uma ótima justificativa para a irritação dos vascaínos. Estar em quarto lugar na competição – posição em que fatalmente ficaremos ao final da rodada – e nunca ter chegado à liderança de uma competição como essa, com o elenco que temos, é motivo de sobra para todo protesto que resolvamos fazer. Vencemos ontem, mas essa vitória só será importante mesmo se for o início de uma arrancada definitiva rumo não apenas à vaga na elite, mas à liderança e ao título. Com o elenco que temos e os salários que – eventualmente – são pagos aos jogadores, esse deve ser um compromisso do Vasco com seus torcedores.

 As atuações….

Martin Silva – pelo que teve de trabalho ontem, poderia utilizar suas luvas como um prato de comida após o jogo. Não precisou fazer nada além de repor a bola em jogo.

Diego Renan – sua melhor atuação desde a volta de contusão, quando passou a atuar pela lateral direita. Foi bem tanto no apoio – deu o passe para Dakson marcar o primeiro e quase marcou outro de cabeça – quanto na marcação.

Rodrigo – não tomou conhecimento dos atacantes catarinenses, se dando bem em todos os lances. Nas cobranças de falta, precisa rapidamente rever sua relação com a direção do gol.

Douglas Silva – outro que não teve problemas, indo muito bem nas bolas altas e nas antecipações de jogadas.

Marlon – errou alguns passes, mas nem dá pra falar mal dele em um jogo no qual acertou dois (!!!!!) cruzamentos na medida: o primeiro acabou no fundo das redes em cabeçada de Thalles; outro quase virou nosso terceiro gol, mas Diego Renan cabeceou pra fora.

Guiñazu – nem precisou de um volante mais fixo ao seu lado para proteger a zaga. O Joinville foi tão inofensivo que nem muitas faltas o gringo precisou fazer.

Pedro Ken – mesmo com uma função que não chama tanta a atenção do torcedor, foi muito bem. Deu boa cobertura ao Marlon, fechou bem os espaços pelo meio, teve boa movimentação e ajudou a iniciar algumas jogadas.

Dakson – sua entrada no time pode ser um sinal de que o Natalino não é mesmo muito fã do Maxi Rodriguez. Por sorte o filho de Dak foi bem, mostrando boa movimentação e sempre dando opções para jogadas. Chegando de traz para finalizar, marcou o primeiro gol, mas precisa calibrar a força dos chutes, que andam fracos demais há algum tempo. Saiu com o jogo já resolvido, para a entrada de Jhon Cley, nos minutos finais. E pelo pouco que apresentou, Joel deve estar mesmo preparando o garoto para ter mais funções defensivas (o que definitivamente não é ruim).

Douglas – sumido no primeiro tempo, parecia desligado e errou alguns passes aparentemente com displicência. Melhorou no segundo tempo, organizando melhor as jogadas do time. Iniciou a jogada do segundo gol dando um belo passe para Marlon. Saiu no fim para entrada do Lucas Crispim, que não deve ter sequer suado a camisa.

Thalles – mais uma vez foi decisivo: no primeiro gol, iniciou a jogada mostrando habilidade e força para sair de dois marcadores e visão para dar um passe preciso para Diego Renan; e ainda marcou o segundo mostrando um excelente posicionamento na área. Saiu nos minutos finais para a volta de Montoya ao time depois de contusão. O colombiano não chegou a encostar na bola.

Kléber – luta, corre, briga com os marcadores e com a bola, mas efetividade que é bom, nada.

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Hora de sair do buraco

AVESTRUZO fato do Joinville, nosso adversário de hoje na Colina, ser o líder da competição, não faz a menor diferença. Estivesse quem estivesse diante de nós, a vitória é absoluta e visceralmente necessária. E não apenas porque jogamos em casa ou para apagar a péssima impressão causada pelo time no empate com o Sampaio Corrêa. É porque, e basta olhar a tabela para entendermos isso, o mais provável é que continuemos na quarta posição mesmo conquistando os três pontos. Ponte e Avaí jogam em casa e não devem perder pontos. E mesmo que empatem, continuarão à nossa frente por conta do nosso ridículo número de vitórias.

Aliás, os critérios de desempate são os principais motivos para que o Vasco tome vergonha na cara e pare de empatar contra qualquer retranca que apareça.  Estar na quarta colocação já é ruim o bastante, mas ver que não somos os melhores da competição em NENHUM critério é de enterrar a cara no chão como um avestruz. Não temos mais pontos, nem mais vitórias, nem a defesa menos vazada, nem o ataque mais positivo e nem o melhor saldo de gols. Nem o artilheiro da competição! Com relação aos nossos adversários diretos pelo acesso à elite, ganhamos – e de goleada – em apenas um critério: o de elenco mais bem pago. O que deixa evidente que a relação custo x benefício do nosso elenco não está compensando nem um pouco.

Então, nem vale a pena falar do possível time (possível porque o treinador não confirmou a escalação) que Joel colocará em campo. Volte Rodrigo à zaga, continue Marlon na lateral, entre Thalles ou Edmilson, tenha dois ou três volantes, dois armadores ou um atacante, não interessa. O Vasco tem que dar seu jeito e conseguir a vitória logo mais. Chega de contemporizar e racionalizar resultados muito abaixo do esperado pelo investimento feito no grupo. É hora de embalar, nem que seja no tranco. O torcedor vascaíno não aguenta mais ver atuações que só nos fazem ter vontade de esconder a cabeça num buraco e só tirar quando acabar o Brasileiro.

Campeonato Brasileiro 2014

Vasco X Joinville

Martin Silva, Diego Renan, Rodrigo, Douglas Silva e Marlon (Lorran); Guiñazu, Fabrício, Douglas e Maxi Rodriguez; Kleber e Edmilson (Thalles).

Ivan, Edson Ratinho, Bruno Aguiar, Thiago Medeiros e Rogério; Naldo, Washington, Everton e Marcelo Costa; Edigar Junio e Hugo.

Técnico: Joel Santana.

Técnico: Hemerson Maria.

Estádio: São Januário. Data: 26/09/2014. Horário: 21h50.  Árbitro: Vinicius Furlan (SP). Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Carlos Augusto Nogueira Junior (SP).

O SporTV transmite para todo Brasil (exceto Rio de Janeiro). O canal Premiere transmite no sistema pay-per-view e para seus assinantes em todo Brasil.

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Arquivado em Adversários, Pré-jogo

Uma questão matemática

É uma simples questão numérica: mesmo que o jogo contra o Náutico não tivesse sido adiado e mesmo que tivéssemos vencido a partida, hoje o Vasco não estaria entre o times classificados para a Série A em 2015. Estaríamos, em plena sétima rodada, com 12 pontos e ridículos 57,1% de aproveitamento, atrás de potências como América-MG, Ceará, ABC e do próprio Joinville, com quem não passamos do 0 a 0 ontem.

E pelo futebol que apresentamos, podemos dizer – mais uma vez, é bom lembrar – o pontinho conquistado em Santa Catarina foi uma grande sorte. Os donos da casa dominaram boa parte do jogo e não fosse a incompetência do seu ataque, teríamos perdido a partida. Merecidamente, aliás.

O primeiro tempo foi daqueles de se apagar da história do clube. O 3-5-2 com que jogamos, esquema que naturalmente depende de tempo para se ajustar, mostrou uma ineficiência aberrante na etapa inicial. Sem que os jogadores encontrassem o posicionamento correto, o Vasco não conseguiu atacar, nem reter a posse de bola e ainda cedeu todos os espaços possíveis para os contra-ataques do adversário. Enquanto o Joinville teve pelo menos três chances claríssimas para marcar, nós só ameaçamos, e ligeiramente, numa jogada em que o goleiro adversário tentou driblar o Edmilson e quase perdeu a bola. E mesmo quando conseguimos equilibrar um pouco a partida, marcando um pouco melhor no meio de campo, as jogadas ofensivas eram facilmente anuladas pela defesa dos nossos anfitriões.

Não podemos deixar de citar que o Vasco melhorou na segunda etapa, mas apenas em parte por conta do melhor acerto do time. O Joinville, que no primeiro tempo procurou fazer mais que apenas esperar pelos contra-ataques, resolveu se fechar e aceitou uma certa pressão vascaína. Mas mesmo quando passamos a ficar mais tempo no campo adversário, não conseguíamos criar jogadas para nossos atacantes. Adilson mexeu no time, mudou o 3-5-2 para um 4-4-2 (com a saída do Luan e a entrada do Biteco), mas o ataque seguia inexpressivo. Um chute do Diego Renan e uma finalização do Edmilson foram as únicas boas chances que tivemos de marcar. E ainda que não fosse tão efetivo quanto no começo do jogo, o Joinville criou mais e melhores chances com seus contragolpes. Mais uma vez, podemos agradecer à sorte pela má pontaria dos atacantes adversários, que mesmo finalizando com muito perigo, não fizeram com que Diego Silva tivesse que fazer defesas complicadas na etapa final.

As mudanças que Adilson fez na equipe depois do terrível jogo contra o Sampaio Corrêa não surtiram o efeito desejado e o Vasco segue sem poder dizer que é favorito numa competição na qual, em teoria, não deveria ter concorrentes à altura. Seja pelos desfalques, pelo desentrosamento, cansaço ou qualquer desculpa que for, a realidade é uma só: se o Vasco hoje está em uma posição intermediária de uma tabela de Série B, a culpa é única e exclusiva do grupo, que não conseguiu ainda mostrar uma superioridade que seu elenco – e, principalmente, seus salários – deveriam ter diante de adversários da categoria que temos. A autoridade de time grande que comentei no último post, ainda parece muito longe de ser mostrada pelo time do Adilson.

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As atuações…

Diogo Silva – não sofrer gols já é um grande feito para nosso atual goleiro titular. Mas não só isso, Diogo chegou a fazer algumas boas defesas no primeiro tempo (ainda que tenha feito uma saída em falso que não resultou em gol apenas porque o atacante Jael errou a cabeçada). No segundo, apesar dos perigosos contra-ataques do Joinville, não teve tanto trabalho.

Luan – com apenas um dia de treinamento no 3-5-2, não se deu bem com o novo esquema (o que valeu para todos na zaga). No segundo tempo acabou indo para a lateral direita e até apareceu algumas vezes no apoio. Acabou sendo substituído pelo Biteco, que não foi decisivo como na sua estreia: entrou para ajudar Douglas a criar, mas pouco apareceu.

Rodrigo – volta de contusão, falta de ritmo e esquema novo. Era muita coisa para um zagueiro só e Rodrigo acabou sendo o que se saiu pior no primeiro tempo. Quando o 3-5-2 foi pro espaço, passou a se posicionar melhor, mas ainda precisa de mais jogos para voltar ao normal.

Douglas Silva – mais um a não se adaptar ao jogo com três zagueiros, teve como principal mérito conseguir cortar uma bola que, depois de bater na trave, fatalmente acabaria no fundo das nossas redes.

Diego Renan – um jogo na média, já que naturalmente é um lateral que apóia muito. Acabou jogando boa parte do tempo no ataque e teve uma das melhores chances do time, em chute cruzado que obrigou o goleiro adversário a fazer grande defesa.

Fabrício – no começo do jogo tentou dar uma finta num atacante em frente da nossa área e quase entregou a rapadura. Falhou também ao ocupar os espaços no meio de campo, facilitando a vida do adversário. Mas joga sério e com disposição e deve melhorar com uma sequência maior de jogos.

Pedro Ken – se quando está adaptado ao esquema ele fica meio perdido em campo, ontem não poderia ser diferente. Quando fica mais preso a marcação é mais útil. Ajudando no apoio foi apenas discreto.

Douglas – tentou ditar o ritmo do time, fazendo a bola rodar sem precipitações. Se não foi tão decisivo, pelo menos levou perigo nos lançamentos e acertou algumas boas viradas de jogo.

Marlon – deveria ser o mais interessado na implantação do esquema com três zagueiros, mas não justificou a liberdade que 3-5-2 lhe deu: praticamente não foi visto no ataque e não ajudou em nada na marcação.

Rafael Silva – outra partida em que não conseguiu superar a marcação adversária, não conseguindo ser minimamente efetivo. Yago acabou tomando seu lugar ainda no intervalo e seu estilo de jogo era mais adequado ao adversário: partindo pra cima dos marcadores, ajudou o Vasco a ter mais presença ofensiva. Só precisa melhorar na definição das jogadas, seja dando o último passe, seja finalizado.

Edmilson – talvez seja a falta de ritmo, mas a falta de mobilidade prejudicou sua atuação. Recebeu poucas bolas em boas condições de finalizar, mas quando teve a chance, desperdiçou chutando fraco e em cima do goleiro.

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Cadê a autoridade?

A terrível atuação contra o Sampaio Corrêa deve ter realmente incomodado o Adilson. Isso se vê claramente na sua expressão durante a entrevista que deu após o treino de ontem: a cara séria fala tanto quanto as mudanças que pretende fazer na equipe.

A tensão é justificada. Ter jogado tão mal antes de encarar fora de casa o Joinville, uma das equipes com melhor campanha na competição, é motivo de preocupação. Adilson sabe muito bem que, como técnico do único gigante na disputa, desculpas como “o campeonato está no começo”, “temos desfalques” ou “o importante é estar no G4” não funcionam. O que todos esperam de um clube como o Vasco na situação que está é confirmar seu favoritismo sem maiores complicações. E, pelo que temos apresentado, falta muito para isso ser uma realidade.

E o resultado de hoje se torna ainda mais importante já que o treinador poderá contar com importantes jogadores desde o começo, como Rodrigo, Edmilson e Pedro Ken (que já foi titular na última rodada). E para incluí-los na equipe, Adilson precisou abandonar seu tão estimado 4-3-3 e apostar num 3-5-2. A intenção de mudar e tão grande que até Fellipe Bastos deve perder sua inflexível titularidade.

Uma mudança tão profunda pode trazer problemas: o esquema com três zagueiros demanda muito treino para funcionar perfeitamente e com Rodrigo voltando de uma inatividade longa, será otimismo demais esperar que tudo saia 100%. De qualquer forma, as vantagens podem ser mais interessantes. Os três zagueiros permitirão uma compactação maior do setor defensivo e darão mais liberdade aos laterais – e a opção pela entrada do Marlon e a saída do André Rocha dá sinais de que o time atacará bastante pelo setor – e ao Douglas. E com um time mais experiente, mesmo que o Adilson não enxergue os possíveis erros da equipe, os próprios jogadores podem resolver a situação entre eles mesmos.

Jogamos fora de casa mas os três pontos hoje são fundamentais para chegarmos à parada da Copa entre os quatro primeiros. Como é um confronto direto pelas posições superiores na tabela, uma derrota nos deixará numa distância do G4 que nem uma vitória no jogo que nos falta poderá superar. Mas esse é apenas um dos motivos que tornam vital um bom resultado em Santa Catarina. O outro, mais óbvio para todos, é que já passou da hora do Vasco jogar com a autoridade de um clube que está apenas de passagem pela Série B.

Campeonato Brasileiro 2014

Joinville x Vasco 

Ivan; Eduardo Ratinho, Bruno Aguiar, Rafael e Bruno Costa (Cristian); Naldo, Washington, Marcelo Costa e Tartá; Edigar Junio e Jael.

Diogo Silva, Luan, Rodrigo e Douglas Silva (Yago); Diego Renan, Fabrício, Pedro Ken, Douglas e Marlon; Rafael Silva (Yago) e Edmilson.

Técnico: Hemerson Maria.

Técnico: Adilson Batista.

Estádio: Arena Joinville. Data: 24/05/2014. Horário: 16h20.  Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP). Assistentes: Fabio Rogério Baesteiro (SP) e Alberto Poletto Masseira (SP).

A Rede TV transmite para todo Brasil (exceto SC). O Premiere transmite para seus assinantes e no sistema Pay-per-view.

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Dizem que Adilson Batista recebeu proposta para dirigir um time no Oriente Médio. Dizem também que a grana é alta. Oficialmente, nada foi declarado.

Esse fato também pode ser uma explicação pra fisionomia tensa do treinador. Mesmo que a proposta seja boa, abandonar um trabalho no meio do caminho nunca é bom para um profissional. Mesmo que boa parte da torcida sonhe com a saída do Adilson, sempre haverá quem o taxe como mercenário (o que sempre acontece nessas situações).

De qualquer forma, algo me diz que o resultado de hoje pode apressar a resposta do treinador à proposta. Um resultado negativo ou mesmo uma atuação bisonha como a da última rodada, e o Adilson rói a corda: é muito melhor faturar uns petrodólares que ficar no Brasil e receber as críticas de toda uma torcida .

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