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Tranquilidade após a raiva

O expediente de deixar para o dia seguinte a escrita da resenha das partidas do Vasco, com o claro objetivo de tentar fazer uma análise mais racional e menos emotiva, não vai dar certo para a vitória do Vasco sobre o Vila Nova. Mesmo que o resultado tenha praticamente garantido nossa volta à elite, é impossível lembrar do jogo e não sentir uma raiva profunda do triste espetáculo.

Porque foi exatamente isso que Joel e seus comandados conseguiram ontem: irritar profunda e completamente os vascaínos (ou pelo menos esse que vos escreve). A inexistência de um padrão de jogo, os erros individuais e até um aparente descaso dos envolvidos com a necessidade da vitória foram o bastante para nos tirar da simples apatia de quem assiste uma partida de futebol ruim para a ânsia de espancar cada um dos presentes por ousarem se achar no direito de poderem usar a armadura cruzmaltina.

Esse sentimento foi mais forte ao longo do primeiro tempo. A bagunça do time e a profusão de pixotadas foi tamanha que conseguimos sofrer um gol – em um lance dantesco da zaga – de um time já rebaixado para a Série C antes de criar qualquer boa chance de ataque.

(Aqui vale uma parêntese sobre o Vila Nova: nosso adversário teve o pior ano de sua história, sendo rebaixado não apenas no Brasileiro, mas também no Campeonato Goiano. Em 49 partidas oficiais, o Vila perdeu 31 e venceu apenas 12. Uma delas, para evidenciar nossa terrível fase, sobre o Vasco. Fecha parêntese).

Mesmo com o Vila Nova mostrando uma disposição malabranqueana para uma equipe que não tem mais objetivos na competição, era totalmente inaceitável estar atrás no placar para um oponente com aquele nível. Ainda assim, nosso empate só surgiu como uma retribuição ao gol que demos: o zagueirão do Vila se empolgou e entrou numa de sair driblando na frente da área justo na frente de Guiñazu. O gringo roubou-lhe a bola e passou para Carlos Cesar, que fez questão de manter o nível da partida, marcando com um chute muito do mequetrefe.

Indo para intervalo em igualdade, Joel, que passou o primeiro tempo inteiro berrando e xingando seus comandados, deve ter reservado alguns impropérios para o vestiário. Isso porque, se o time voltou com a mesma desorganização da etapa inicial, pelo menos resolveu correr um pouco. Dada a fragilidade do Vila Nova, isso bastou para que o Vasco não apenas dominasse a partida, como também virasse o placar, com Douglas marcando seu 10o gol no campeonato, depois de cobrança de falta de Maxi Rodriguez.

O Vasco manteve o Vila Nova no seu campo, mas ou o último passe não saía, ou as finalizações eram canhestras, impedindo que ampliássemos a vantagem. A tensão – vejam vocês, jogando contra quem jogávamos! – com a possibilidade do empate nos apavorou até os minutos finais, quando o inesperado aconteceu. Jhon Clay acerta uma improvável bomba em curva, colocando um definitivo 3 a 1 no placar e fazendo a torcida respirar aliviada já quase nos acréscimos.

Apesar da atuação terrível e da raiva durante a partida, a vitória nos deixa com a tranquilidade de precisar de apenas um ponto para, finalmente, sair de campeonato desgracento com a missão cumprida (em parte, claro, já que o título era uma obrigação). Agora é lotar a Arena Maracanã para o decisivo confronto contra o Icasa, que promete ser um adversário ainda mais complicado que o Vila Nova, já que eles ainda lutam contra o rebaixamento (só de ter que me preocupar com as possíveis dificuldades que o 18º colocado da Série B pode nos trazer já faz a raiva voltar feroz). Mas não é possível que não consigamos ao menos um empate com a equipe cearense. Afinal de contas, empatar foi o que mais fizemos esse ano.

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Vale um comentário sobre o nosso “comandante” Natalino.

O descontrole dele ficou visível (ou melhor, audível) desde o começo da partida. Berrando, xingando e esbravejando o tempo todo, Joel deixou clara sua falta de controle do grupo. Nem falo do verdadeiro bando que foi o Vasco ontem, quando não mostrou um mínimo de organização ao longo dos 90 minutos. O pior é a impressão de que, se suas instruções tivessem sido minimamente claras, ele não precisaria gastar tanto a garganta.

Um monte de gente vai falar que a culpa é da ruindade dos jogadores e que não existe treinador que dê jeito nesse elenco. Mas reflitam: o principal problema do time ontem foi de ordem técnica ou tática? Se foi tático, e efetivamente foi, então a culpa é do Joel sim.

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As atuações…

Martín Silva – sem culpa no gol. Passou a segurança necessária no primeiro tempo e pouco teve que fazer no segundo.

Carlos César – apoia bastante, mas é difícil concluir uma jogada. Acabou sendo útil, como no jogo contra o ABC, aparecendo de surpresa na área, dessa vez empatando o placar ainda no primeiro tempo e tranquilizando o time para o segundo.

Luan – errou tudo o que tinha que errar e foi uma dos alvos preferidos dos xingamentos do Joel.

Rodrigo – tirando a espanada desastrada que acabou dando o gol para o Vila Nova, fez uma partida segura, muitas vezes livrando a cara do seu companheiro de zaga. Mas nas cobranças de falta foi uma negação.

Lorran – outro que errou muito mais que acertou. Parecia nervoso, mas me pergunto por quanto tempo a sua juventude servirá como desculpa para atuações ruins.

Guiñazu – é uma espécie de Chuck Norris do futebol: ele não precisa de instruções de treinadores, já que sabe o que precisa fazer. Marcou com a disposição de sempre, deu o combate mais que todos seus companheiros de defesa juntos e ainda tentou ajudar na criação. No segundo tempo errou um passe que originou um contra-ataque, mas nada que comprometesse sua atuação.

Fabrício – tenta fechar os espaços no meio, mas vive deixando buracos na meiúca; quando sobe ao ataque, ou erra o passe decisivo ou tenta uns arremates constrangedoramente ruins. Pelo menos correu no segundo tempo.

Douglas – para um camisa 10, com a responsa de organizar as jogadas do time, a preguiça com que jogou o primeiro tempo era passível de justa causa. Compensou na etapa final, suando um pouco a camisa e marcando o gol da virada. Jhon Clay entrou em seu lugar e não seria percebido se não tivesse fechado o caixão do adversário, definindo o placar com um belo chute de fora da área.

Maxi Rodríguez – é daqueles que precisaria de uma bola exclusiva ao longo da partida. Como tenta muitas jogadas individuais, acaba igualmente errando muito. Tem a desculpa de jogar fora da posição: seu estilo não é o ideal para jogar mais próximo à área, onde a marcação aperta, e sim vindo de trás, criando os espaços para seus companheiros. Pelo menos é um dos poucos que correm o jogo todo, e ontem teve participação no resultado, saindo dos seus pés o cruzamento para Douglas marcar.

Rafael Silva – foi citado duas vezes enquanto esteve em campo: quando não alcançou uma bola que tocaram para ele e quase marcando de cabeça (o que até é bom para alguém que podemos chamar de quase jogador). Thalles entrou em seu lugar e deu muito mais trabalho para a zaga adversária e ainda ajudou na defesa. Precisa urgentemente acertar a hora de chutar, dar um passe ou driblar: invariavelmente toma a decisão errada e desperdiça bons lances.

Kleber – só não é mais irritante que o Douglas por correr o tempo todo. Por outro lado, não faz gols como o camisa 10 e com isso acaba sendo pior. Edmílson entrou em seu lugar e pouco foi notado.

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Qual é o problema com o Maxi?

Até os 48 mintuos do segundo tempo do empate entre Vasco e Bragantino, eu sabia exatamente o que escreveria no post de hoje: faria uma brincadeira com a Umbro, perguntando se as novas camisas eram confeccionadas com ferro. Isso explicaria o peso da nossa armadura, que fez com que os jogadores que a vestem esquecessem das suas – nem tão grandes – qualidades e de tudo o que é treinado e conversado com o técnico.

Claro que isso não explicaria as diversas atuações abaixo da crítica que tivemos nessa Série B, o que nos levaria à conclusão de que não é a vestimenta que atrapalha nosso elenco, e sim a responsabilidade de atuar em um clube como o Vasco. Podem ter certeza de que se fossem em clubes menores, Marlons, Douglas Silvas, Diegos Renans e outros ainda menos cotados estariam todos jogando bem e sendo pretendidos pelas grandes equipes do país. Para, assim que fossem contratados, voltarem a amarelar e jogar mal.

Essa amarelância explicaria a irregularidade dos sujeitos que atualmente usam a cruz de malta no peito. Depois de uma boa partida contra o Joinville, a maioria voltou a jogar mal contra o Bragantino, errando passes em demasia e se deixando anular pela marcação do Bragantino. A vacilada da defesa no primeiro gol adversário numa bola área – lance que nem tem nos dado tanto problema ultimamente – facilitou as coisas para o time paulista, que se fechou ainda mais enquanto esperava uma chance no contra-ataque. O que demorou um pouco, mas acabou acontecendo no segundo tempo, com o Braga abrindo 2 a 0 e praticamente garantindo a vitória.

Mas foi justamente o segundo gol sofrido pelo Vasco que motivou a mudança no jogo. Quando Douglas se contundiu ainda no primeiro tempo, Montya entrou no time; No intervalo, quem entrou no lugar do Dakson foi Lucas Crispim; Foi preciso que o Bragantino abrisse dois gols de diferença para Marcelo Salles (provavelmente por ordem do Joel, que estava na sala da presidência assistindo o jogo) colocar Maxi Rodriguez em campo. E depois de um começo onde pecou pelo individualismo, o uruguaio acabou sendo responsável direto pelo empate vascaíno no apagar das luzes. Vieram dos seus pés, já nos acréscimos, os passes que resultaram nos gols que evitaram mais um vexame completo em São Januário.

O inexplicável não aproveitamento do Maxi entre os titulares é o que me fez mudar o tema dessa resenha. Nas poucas vezes em que foi titular, Maxi sempre foi substituido, algumas vezes sendo o melhor em campo. Quando está no banco, raramente é a primeira opção numa substituição. O uruguaio é, no mínimo, tão lutador quanto qualquer um dos nosso jogadores ofensivos. E nos seus melhores dias, sempre faz a diferença positivamente, exatamente como ontem. Ainda assim é preterido pelo Joel.

Depois dessa partida, ficou claro que Maxi Rodriguez tem algum problema. Agora a torcida precisa saber se o problema é DO jogador ou COM O jogador. E quem precisa explicar os motivos pelos quais Daksons, Crispins e até Jhon Clays da vida tenham mais chances que o uruguaio é o Natalino.

As atuações…

Martin Silva – pode parecer uma opinião meio rigorosa da minha parte, mas achei que Martin poderia estar melhor colocado no lance do primeiro gol. No segundo, o goleiro não podia fazer nada. No mais, não teve muito trabalho.

Diego Renan – depois da boa partida na última rodada, voltou a dar muitos espaços na sua lateral (vaciloi no lance do segundo gol, que saiu pela direita) e não conseguiui ser efetivo no apoio.

Rodrigo – não era ele quem estava marcando o atacante que marcou o primeiro gol e no segundo não pode fazer muita coisa. Quando pôde trabalhar, foi bem.

Douglas Silva – permitiu a antecipação do atacante que marcou o segundo gol, mas compensou marcando o gol de empate aos 48 do segundo tempo.

Marlon – até tentou apoiar, mas acertando dois cruzamentos na partida anterior, era óbvio que nessa não acertaria nenhum. Defensivamente também deixou muitos espaços pela esquerda.

Guiñazu – o melhor do time, chegou a ser em alguns momentos o jogador a iniciar as jogadas de ataque. Nos acertos de passe, fez inveja a todos os armadores que passaram pelo time ontem.

Pedro Ken – procurou se movimentar muito, dando opções para receber passes. Mesmo não deixando de lado o combate, ajudou na criação de jogadas.

Dakson – vagalumeou, como sempre: se foi bem na partida passada, nessa foi uma nulidade. Saiu no intervalo para a entrada do Lucas Crispim, que deu outra dinâmica ao meio de campo, ajudando o Vasco a pressionar durante todo o segundo tempo. Acreditou até o fim, tanto que marcou seu gol aos 46 do segundo tempo.

Douglas – se machucou ainda no primeiro tempo e foi substituído. Mas pelo que chegou a fazer em campo, se não entrasse ninguém em seu lugar talvez não fizesse diferença. Montoya o substituiu e pouco conseguiu fazer além de correr. Mas como são raras as chances que o colombiano tem para jogar, sempre terá a falta de ritmo como desculpa para as jogadas que não consegue concluir. No lance do segundo gol tomou uma caneta desmoralizante.

Thalles – tentou ajudar o time, alternando jogadas pelos lados do campo e penetrações pelo meio. Mas sua atuação só ficou marcada pela subida fora de tempo que permitiu o cabeceio do adversário que marcou o primeiro gol do Bragantino.

Edmilson – foi completamente anulado pela marcação adversária, não mostrando mobilidade para ser útil no ataque. Demorou a ser substituído por Maxi Rodriguez, que demorou para engrenar na partida, mas quando o fez, foi decisivo: colocou Crispim na cara do gol para marcar o primeiro e acertou o lançamento para Douglas Silva empatar a partida. Não há nada que justifique as poucas chances que tem no time.

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Melhor o “old” Joel…

Quando saiu a escalação definida por Joel para iniciar a partida contra o Atlético-GO, alguns torcedores se revoltaram com a escalação do Aranda e do Edmilson tendo Pedro Ken e Thalles no banco. Para mim, não havia motivo para celeumas: na minha opinião, Aranda ou Pedro Ken era o típico “6 por ½ dúzia” e colocar o artilheiro do time na temporada para recuperar o ritmo estava longe de ser um equívoco do treinador.

Com o time mostrando a dificuldade de sempre para criar jogadas contra adversários que esperam os contragolpes, uma breve olhada no Twitter mostrava em tempo real que mais torcedores contrariados com a escalação. Eu sinceramente não via como o Pedro Ken poderia fazer o Vasco criar mais ou o que o Thalles poderia ter feito de diferente do Edmilson, se a bola não chegasse no garoto tanto quanto não chegou ao camisa 7. Mas ainda assim, um monte de gente tuitava que Aranda e Edmilson eram os problemas do time.

O primeiro tempo foi entediante pela falta de emoção. O Vasco não conseguia criar chances e o Atlético não tinha capacidade de contra-atacar. Tirando um lance do Dragão, num dos poucos contragolpes que arrumou, que obrigou Martín Silva fazer uma defesa espetacular, nada acontecia. Até que aos 42, Maxi Rodriguez acertou um belo passe para Edmilson, que avançou e chutou sem chances para o goleiro. 1 a 0 Vasco.

A incipiente criação de jogadas fez com que Joel mexesse no time ainda no intervalo, tirando o criticado Aranda e colocando Ken no seu lugar. O time ganhou um pouco em movimentação, mas ficou claro que o poder de marcação diminuiu. O Atlético teve mais espaços e o Vasco não parecia muito interessado em resolver a questão. Com uma marcação displicente e uma aparente descrença no poder do adversário, deixamos nossos anfitriões empatarem numa cochilada generalizada da defesa.

Thalles já havia substituído Edmilson e como os meias não criavam, o garoto teve que, mais uma vez, se afastar muito da área para buscar jogo, tornando-o uma peça sem efetividade alguma no time. Guilherme Biteco, a outra substituição do Joel, não conseguiu trazer qualquer melhoria ao que Maxi Rodriguez já vinha fazendo. A pressão vascaína, que nada conseguia fazer de prático, não adiantou. Empatamos, seguimos sem vencer no novo Mané Garrincha e jogamos no lixo nossa segunda chance de chegar à liderança (ou, como vimos ao fim da rodada, de chegar à segunda colocação, mas empatados com o líder).

Adepto da cautela, é raro vermos o Joel colocar o time pra frente com suas alterações, e estando com vantagem no placar, então, isso é quase impossível. Ontem, ao tirar Aranda e colocar Ken, nosso treinador tirou um jogador que vinha dando maior consistência à marcação pelo meio para colocar outro que não tem capacidade para armar jogadas a ponto de compensar a perda no poder de combate pelo meio. Se fosse o Dakson ou mesmo Jhon Clay no lugar do Aranda, a alteração faria sentido. Ou, mais condizente com o que conhecemos do Natalino, que ele começasse a partida com o Ken e, caso abríssemos o placar, colocasse o Aranda para dar mais segurança à zaga.

Joel fugiu das suas características e se deu mal. Se essa foi uma tentativa de mostrar que não está parado no tempo, melhor contarmos com o velho Natalino de sempre.

As atuações…

Martin Silva – não podia fazer nada no gol e ainda evitou um gol certo do Dragão com uma defesa inacreditável ainda no primeiro tempo.

Diego Renan – voltou de contusão atuando pela direita e nunca mais foi o mesmo. Nem apóia como costumava, nem defende bem: na jogada do gol de empate, deixou o jogador que centrou a bola dentro da área com toda a liberdade do mundo.

Rodrigo – foi bem nos desarmes e estava na podre no lance do gol. Cobrou duas faltas perigosas.

Douglas Silva – no lance do gol, cortou a bola no início da jogada e não pode acompanhar a sequência. Não chegou a ter problemas no resto da partida.

Lorran – tem mostrado mais personalidade nos jogos, mas ainda erra mais do que acerta. Se lança ao ataque demais e vacila na marcação (não acompanhou o atacante que marcou o gol de empate, por exemplo). Mas é preciso paciência com o garoto, até porque, pior que o Marlon ele não é.

Guiñazu – mais uma vez foi o grande cão de guarda do time, mas exagerou nas faltas. Um juiz mais rigoroso poderia tê-lo expulsado, se não pela violência, pela quantidade de faltas. Tentou ajudar na criação quando pode e fez bem as saídas de bola do time (exceto numa jogada em que perdeu a bola esperando o juiz marcar uma falta que não aconteceu e quase sofremos a virada).

Fabrício – passou a maioria do tempo se preocupando com a marcação – onde vinha bem – e pouco ajudou na parte ofensiva. Caiu junto com o time no meio do segundo tempo e não fechou tão bem os espaços pelo meio. Quase marcou um gol de cabeça.

Aranda – era o volante com mais liberdade para chegar à frente, mas tirando a vez em que deixou Douglas na cara do gol para desperdiçar uma chance clara de gol, pouco fez. Em compensação, garantiu um maior poder de marcação no meio, o que acabou com a entrada do Pedro Ken no seu lugar. Ken até trouxe mais movimentação ao time, mas não o bastante para que conseguíssemos criar chances de gol. No combate, Ken não teve a mesma eficiência que o volante paraguaio.

Douglas – sua atuação só não pode ser chamada de discreta porque o gol feitíssimo perdido pelo camisa 10 mandou a discrição pro espaço. Nem nas bolas paradas tem se destacado.

Maxi Rodríguez – luta muito e sempre procura o jogo, mas a única jogada que acertou foi o passe para Edmilson marcar o gol vascaíno. Fora isso, muitas tentativas e muitos erros. Guilherme Biteco entrou em seu lugar e desse sim podemos dizer que não acertou nada. Na única chance que teve para fazer algo que preste, preferiu o chute sem ângulo a passar a bola para Edmilson, que entrava de frente pro gol.

Edmilson – passou o primeiro tempo praticamente sem receber bolas, já que os meias não conseguiam municiá-lo. Quando teve uma chance, não desperdiçou: mandou um balaço para marcar seu 13 gol na temporada. No segundo tempo, faltou perna para marcar o segundo em uma arrancada que começou ainda no nosso campo. É pouco, mas o cara ainda é o artilheiro do time na temporada. Precisa de mais ritmo de jogo para voltar a ajudar mais vezes o Vasco. Thalles entrou em seu lugar e, passando pelo mesmo problema da falta de bolas em condições de marcar, volta para buscar jogo. E nessa, o garoto fica muito longe da área para tentar os arremates.

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Aos trancos e barrancos

Em mais uma partida com qualidade pra lá de questionável, o Vasco fez seu papel, venceu o Náutico – que pelo futebol apresentado tem grandes possibilidades de repetir o feito tricolete do duplo rebaixamento – e finalmente retornou ao G4, ainda que aos trancos e barrancos. Como já estamos acostumados a ver, o Vasco só atuou bem parte da partida, perdeu uma penca de gols (muito por conta do melhor jogador em campo, o goleiro Julio Cesar), se deixou pressionar uma equipe bem mais fraca e venceu com um gol fortuito.

Se dessa vez a vitória não foi garantida com um lance de bola parada, só vencemos por conta de um gol acidental. Depois de um chute fraco e despretensioso, Dakson abriu o placar logo aos seis minutos, contando com o providencial desvio do zagueiro adversário que matou seu goleiro. E aí veio o único momento fora do normal do que temos apresentado ultimamente: mesmo com a vantagem, o Vasco seguiu dominando a partida e até criou algumas chances claras de gol, que só não entraram por culpa de diretoria (explico: se ao emprestar o Alessandro ao Náutico a diretoria não tivesse colocado uma cláusula impedindo o goleiro de atuar contra o Vasco, ele seria o titular ontem e não teríamos pela frente um Julio Cesar em dia de paredão).

Mas aí veio o segundo tempo e as coisas, infelizmente, voltaram ao normal. O time passou a ceder espaço para o adversário a ponto da frágil equipe do Náutico começar a se engraçar e ameaçar chegar ao empate. E em alguns momentos, só não conseguiu igualar o placar por conta das próprias limitações. As coisas só melhoraram pro nosso lado quando o juizão, que aparentemente ganhava comissão por cartão amarelo mostrado, expulsou Cañete, volante adversário. Foi a ducha de água fria que acabou de vez com o ímpeto do Timbu.

Foi mais uma partida ruim, na qual o Vasco jogou muito pouco? Foi. Mas com isso já estamos acostumados e ontem, pelo menos, conseguimos nossos objetivos. A vitória foi importante para a classificação do time, mas também por elevar a moral justamente antes de um jogo ainda mais importante, contra o líder Ceará. Se o que esperávamos era uma arrancada rumo à liderança, o time, mal ou bem, fez a sua parte. Sábado que vem é hora da torcida fazer a sua, lotando São Januário e fazendo da nossa casa o caldeirão que provoca tremores aos adversários.

O time, com suas atuações maioumenos, tem nos dado muitos motivos para reclamar; Nós, os torcedores, não podemos dar a chance dos jogadores poderem reclamar de volta.

As atuações…

Diogo Silva – uma de suas melhores atuações em todos os tempos por um único detalhe: não sofreu gol. Em se tratando de quem estamos falando, é um grande feito (mas não deixou de dar a sua “quiabada”, quase entregando uma bola no pé do atacante após uma defesa).

Carlos César – foi presente no apoio no primeiro tempo, fazendo pelo menos duas jogadas que por pouco não acabaram em gol. Defensivamente deu suas vaciladas, e acabou sendo substituído por Douglas Silva, que entrou e foi o “zagueiro-zagueiro” do time, tirando as bolas que chegavam à nossa área na base do chutão sem o menor constrangimento.

Rodrigo – sua melhor atuação desde que voltou de contusão, conseguiu se sair bem mesmo quando o time resolveu fazer de tudo para que o Náutico empatasse a partida. Quase marcou de cabeça e numa cobrança de falta.

Luan – voltou ao time e parece que atuar ao lado do Rodrigo realmente faz bem ao garoto. Seu melhor jogo em muito tempo, ainda que tenha tido um ou outro vacilo.

Marlon – no apoio, é uma nulidade; na defesa, vive tomando os dribles mais primários. Só com essa íngua em campo para a torcida chegar a sentir muito a falta do Diego Renan.

Guiñazu – a disposição de sempre, mas errou alguns passes bobos que iniciaram algumas jogadas perigosas do Timbu.

Aranda – atuação discreta, praticamente se atendo à marcação, o que não fez bem em alguns momentos. Seu principal momento foi num erro: a bola que ele furou acabou parando nos pés do Dakson para marcar o gol da vitória.

Dakson – ontem foi o dia do jogo bom do Dakson (portanto, esperem atuações apagadas nas próximas duas ou três partidas): apareceu bem para finalizar diversas vezes, e se a vitória foi apenas por 1 a 0, com gol dele, foi porque o goleiro Julio Cesar estava em um dia abençoado e fez um milagre defendendo uma cabeçada mortal do Dakson. Apesar de ter sido decisivo chegando para finalizar, não foi muito útil na criação de jogadas por conta de muitos erros de passe. Saiu pouco antes da metade do segundo tempo e o sumido Jhon Clay entrou em seu lugar, apenas para lembrar aos torcedores os motivos do seu sumiço.

Douglas – tirando um chute perigoso ainda no primeiro tempo – obrigando ao goleiro alvirrubro a fazer outra grande defesa – não acertou praticamente nada. Pareceu ter errado muitos passes por displicência.

Lucas Crispim – não chegou a aparecer antes de sentir a coxa e dar lugar ao Guilherme Biteco que já entrou finalizando com perigo. Mas no segundo tempo, tirando uma enfileirada que fez na defesa pernambucana, pouco apareceu.

Kléber – o aniversariante do dia não chegou a ter uma atuação festiva. Participou da jogada do gol, caindo pela direita e rolando a bola para a furada do Aranda, e não muito mais além disso.

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