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Uma estreia promissora

O que mais me agradou na vitória do Vasco sobre o Bangu por 2 a 0 foi a postura do time em campo. Pelo que vimos, parece que a equipe do Jorginho encarou mesmo o início da Taça Guanabara como a primeira partida pra valer no ano e se impôs sua superioridade em campo na maioria absoluta dos 90 minutos.

Independente das limitações do adversário, os 10 minutos iniciais foram provavelmente os melhores do Vasco no Estadual. Com bom toque de bola ao atacar e uma marcação eficiente, praticamente não demos chances para o Bangu fazer qualquer coisa além de se defender. Termos tido quatro finalizações nos cinco primeiros minutos com bola rolando mostra o tamanho da pressão sofrida pelo alvirrubro no começo da partida. Com um pouco mais de capricho nos arremates e sem a excelente atuação do goleiro Célio, poderíamos ter aberto o placar bem mais cedo.

Mas não abrimos e aos poucos o Bangu conseguiu dar suas primeiras escapadas para o ataque. Nada porém que chegasse a ameaçar. Martín Silva poderia levar suas luvas em qualquer loja e pedir sua troca alegando que não as utilizou. Depois de um tempo sem muitas emoções, veio o resultado prático do adversário não ficar mais tão fechado em sua defesa: surgiram mais espaços para o Vasco avançar e abrir o placar. Madson avançou, recebeu boa bola do Julio dos Santos e centrou para a área; Jorge Henrique entrou de carrinho e marcou.

Mesmo com a vantagem o Vasco seguiu pressionando e o 1 a 0 só permaneceu no placar até o fim da primeira etapa por conta do goleiro do Bangu, que fez pelo menos um milagre, em cabeçada certeira do Rodrigo. Jorginho chegou a lamentar que seu time não tivesse matado a partida com as chances que teve, mas achou por bem não fazer qualquer substituição no intervalo.

Sem alterações no Vasco, sem alterações na partida. Seguimos pressionando, criando jogadas e impedindo que o Bangu criasse chances. Com a partida controlada, só estava faltando o segundo gol, o que aconteceu aos 29 em jogada de Andrezinho com a zaga: o meia cruzou, Rodrigo cabeceou para o meio da área e a bola encontrou a perna do Luan e terminou na rede.

Com o 2 a 0 no placar o Vasco naturalmente diminuiu o ritmo. Com isso o Bangu tentou crescer e teve algumas boas chances em contra-ataques. Poderíamos até ter sofrido um ou dois gols, mas os atacantes adversários pareciam determinados em não dar trabalho ao nosso goleiro e chutaram todas longe do gol. Nos minutos finais Jorginho fez as três substituições, colocando Caio Monteiro, Mateus Vital e Índio em campo. Os garotos não tiveram tempo para fazer muita coisa e nem seria necessário. A vitória já estava mais que garantida.

É sempre bom lembrar que o Bangu não chega a ser parâmetro para muita coisa. Mas a atitude do Vasco em campo, essa sim, serve para deixar a torcida confiante. Diante do que os rivais têm apresentado na competição, nosso time parece estar num padrão de jogo um pouco melhor, o que pode fazer a diferença na hora dos jogos decisivos. Se considerarmos que essa foi a primeira partida que realmente valia alguma coisa nesse ano, a torcida pode ficar satisfeita com o desempenho do Vasco nessa estreia.

As atuações…

Martin Silva – sua ida à São Januário ontem só se justificou pela homenagem recebida por completar 100 jogos com a camisa do Vasco. Fora isso, não precisou fazer quase nada em campo.

Madson – fez um bom primeiro tempo – quando foi presença constante no apoio e acertou um dos seus raros cruzamentos – e acabou sendo mais discreto na etapa final.

Luan – sem muitas preocupações na zaga, acabou dando as caras no ataque algumas vezes. De tanto fazer isso, acabou marcando o segundo gol do time.

Rodrigo – também não teve muitos problemas com o ataque adversário e foi visto tentando aprontar alguma coisa no ataque. Em dois lances quase marcou o seu – no primeiro, evitado por um milagre do goleiro do Bangu e no segundo, por cometer entrada faltosa ao disputar a bola – e em outro ajeitou de cabeça para Luan marcar (ainda que involuntariamente).

Julio Cesar – foi mais presente no apoio que de costume e conseguiu criar alguns lances de perigo quando avançou. Ainda assim fez uma partida segura defensivamente, não deixando espaços pela sua lateral.

Marcelo Mattos – fez bem o papel de proteção à zaga, mesmo que tivesse que apelar para as faltas em alguns lances. Com o time cansando no segundo tempo e sendo o único a se preocupar exclusivamente com o combate, passou a ter alguns problemas para fechar os espaços pelo meio de campo.

Julio dos Santos – participou bastante do jogo, mas segue sendo muito lento na recomposição e errando a maioria dos passes decisivos. Ao menos ontem iniciou a jogada do primeiro gol, acertando bom passe para a infiltração do Madson.

Andrezinho – mesmo tendo que ajudar na marcação foi o jogador mais útil da criação. Participou da maioria das jogadas ofensivas do time, incluindo aí o cruzamento que originou o segundo gol. Saiu já nos acréscimos para a entrada do Matheus Índio, que viu o árbitro apitar o fim do jogo assim que pisou em campo.

Nenê – como não poderia deixar de ser, foi muito marcado e teve problemas para ser o cérebro do time. O excesso de tentativas de jogadas de efeito também atrapalharam um pouco. Como na última partida, entrou tarde no jogo, tendo seus melhores lances com a partida já resolvida.

Jorge Henrique – ontem teve uma das suas melhores atuações pelo Vasco, não apenas pelo gol que marcou, ainda no primeiro tempo, mas por ter mostrado mais efetividade no ataque, não apenas correndo de um lado pro outro, mas procurando jogo e arriscando finalizações. Poderia até ter marcado outro se tivesse mais faro de gol. Saiu no final para entrada de Mateus Vital, que no pouco tempo que teve em campo só apareceu tropeçando sozinho quando puxava um contra-ataque.

Thalles – teve algumas chances, fez algumas boas jogadas, mas saiu em branco de campo. Caio Monteiro entrou em seu lugar já nos minutos finais e não teve muito tempo para aparecer.

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Hoje é um dia de comemoração não apenas para o Vasco, mas para todo o futebol brasileiro: 14 de março é o dia de aniversário da primeira conquista internacional de um clube do Brasil, o I Campeonato Sul-Americano de Clubes. E o autor de tamanha façanha não poderia ser outro além do Gigante, instituição que faz do pioneirismo uma tradição.

Como segunda é dia de coluna no Vasco Expresso, falo desse grande feito lá no site. Cliquem e confiram.
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