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É preciso mudar

O Vasco conseguiu um empate contra o Santa Cruz na bacia das almas.

O Santa Cruz, que jogou com um time misto. Que está lutando para não cair no Brasileirão. Que prefere sair da Copa do Brasil para disputar a Sul-Americana.

Mesmo com tudo isso, o Vasco precisou de um gol de pura sorte, mais uma vez marcado por um zagueiro, no finzinho do jogo, para não sair derrotado – mais uma vez – em casa.

Não que o Santa Cruz tenha feito uma boa partida. Marcou seu gol no começo do jogo e passou o resto da partida se defendendo, esperando o contra-ataque. Conseguiram alguns, até estiveram perto de marcar o segundo, mas basicamente ficaram na retranca.
Já o Vasco….mais uma vez dominou a partida, teve mais posse de bola e foi completamente ineficiente. Até finalizou mais que o normal, mas a maioria absoluta dos arremates foi terrível. A pressão exercida foi totalmente sem efetividade.

Ainda que tivéssemos perdido, a vaga não estaria decidida. Não pelo que mostrou o Santa Cruz. Dizer que é impossível marcarmos gols no Arruda ou até vencermos seria uma leviandade. Mas a verdade é que o Vasco se estagnou, ficou previsível. E Jorginho se apega não apenas à estrutura do time, como também à forma da equipe jogar. Nós, que há pouco tempo tínhamos a maior invencibilidade do país, viramos um time fácil de ser batido.

Como eu disse, podemos sim passar para as oitavas da Copa do Brasil. Mas se em uma semana o Jorginho não mudar algumas coisas, a missão será muito mais complicada.

As atuações….

Martin Silva – fez pelo menos duas grandes defesas no segundo tempo, mas a bola do gol era defensável.

Madson – um titular que não acerta nada durante o jogo é algo inexplicável. Errou tudo o que tentou e ainda perdeu um gol feito. Yago Pikachu entrou em seu lugar no intervalo, mas acabou não sendo tão efetivo no apoio e ainda cansou de deixar espaços pela sua lateral.

Rodrigo –não teve pernas para acompanhar o atacante no lance do gol adversário e isso ainda nos primeiros cinco minutos de partida.

Luan – mal posicionado no lance do gol do Santa, compensou com muita disposição durante todo o jogo e com o gol acidental que acabou marcando.

Julio Cesar – as vaias – justas, vale dizer – que recebeu no fim do primeiro tempo devem ter mexido com os brios do lateral coroa: na etapa final fez umas duas ou três boas jogadas e chegou a finalizar com perigo.

Marcelo Mattos, – é um bonde, erra um monte de passes e faz um porrilhão de faltas. Mas no momento em que o time todo entra no desespero e parte para o ataque, se mostra necessário.

Henrique – não chegou a comprometer, mas acabou pecando pela omissão: foi discreto demais. Cedeu lugar para Caio Monteiro no intervalo. O atacante se esforçou muito, mas acertou muito pouco.

Andrezinho – apareceu mais no primeiro tempo, acertando alguns bons lançamentos, mas errando mais passes que o normal. No segundo, com o time embolado na frente tentando o empate, sumiu do jogo.

Nenê – não se omitiu do papel de principal jogador do time, mas passou mais tempo caído em campo que de pé. Fez algumas boas jogadas e cobrou o escanteio que originou o gol.

Jorge Henrique – fica lá, correndo pelo campo todo, pra deleite do treinador e irritação da torcida, que não vê motivos para sua titularidade. Pelo menos finalizou duas vezes com perigo, uma delas, no fim do jogo, estourando no travessão.

Leandrão – uma bela jogada que terminou em grande defesa do goleiro tricolor. Thalles entrou em seu lugar e trouxe um pouco mais de movimentação ao ataque. Poderia ter sido o herói do jogo se não fosse o milagre feito pelo goleiro Tiago Cardoso (que terminou colocando a bola para seu próprio gol no fim da jogada). Deu outra cabeçada perigosa e participou da jogada que terminou no chute do Jorgenrique no travessão.

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Pendura a conta!

Se formos nos prender apenas à bola rolando, a vitória do Vasco por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas foi padrão: em uma atuação burocrática em grande parte do tempo, contra um adversário bastante limitado e com o Nenê sendo decisivo na partida. Trocando em miúdos, voltamos a vencer, mas o time continua devendo à torcida uma atuação mais convincente.

Podemos citar uma maior pegada do time na marcação, principalmente no começo do jogo, o que seria o mínimo depois de duas derrotas dentro de casa. Sabendo que a vitória seria o único resultado aceitável, o Vasco ao menos mostrou uma disposição maior em campo, reflexo também de uma equipe titular mais jovem. E em um dos lances em que recuperamos a bola por conta da nossa marcação mais intensa, saiu o gol logo aos nove minutos: Rodrigo roubou a bola na nossa intermediária e lançou; a bola pipocou na cabeça do Caio Monteiro e foi para o Thalles, que também de cabeça tocou para Nenê, que se projetou em velocidade e tocou sem chance para o goleiro já dentro da grande área.

Com o placar aberto logo no começo, poderíamos pensar que o jogo ficaria mais tranquilo. Porém o Vasco mais uma vez ficou molengando e não parecia muito interessado em resolver o jogo rapidamente. Nossa vocação para complicar partidas fáceis voltou a se mostrar, e além de não criarmos mas nenhuma chance de gol no primeiro tempo, permitimos que o Brasil crescesse e só não sofremos o empate por um milagre realizado pelo Luan, que depois de bater cabeça na grande área se recuperou e impediu que o atacante adversário empurrasse a bola para nossa rede com Jordi completamente batido no lance.

No segundo tempo continuamos cozinhando a partida, mas pelo menos não corremos mais riscos (exceto nas bolas paradas, quando mais uma vez mostramos falhas de posicionamento nos chuveirinhos). Dominávamos o jogo, sempre rondando a área adversária, mas não criávamos oportunidades de gol. Somente aos 26 minutos resolvemos a partida, com a dupla que vinha garantindo a vantagem no placar: em uma cobrança de falta, Nenê encontrou Luan subindo por trás da zaga do Brasil e com um toque de categoria ampliou o placar.

Foi uma vitória padrão, daquelas em que o Vasco parece meio preguiçoso diante de um oponente não muito capacitado para nos criar problemas. O bom futebol que a equipe nos deve há algum tempo ficou mais uma vez na pendura, e a torcida ainda pode cobrar essa conta.

As atuações….

Jordi – sem muito trabalho durante a partida, fez apenas uma defesa digna de nota, ainda no primeiro tempo. Não chegou a trazer consequências, mas o garoto mostrou alguma insegurança nas saídas do gol para cortar bolas alçadas à área.

Madson – o de sempre: um cemitério de futuras jogadas e um convite ao ataque adversário.

Luan – garantiu a vitória tanto na defesa como no ataque: consertou a única lambança que fez impedindo um gol dos mais feitos da história e marcou o segundo gol em um belo chute de primeira.

Rodrigo – foi bem no combate direto, mas em alguns momentos parece estar cansado. Cobrou uma falta com perigo no começo do jogo.

Julio Cesar –  todas as vezes que chegou ao apoio errou seus cruzamentos. E assim como o Madson, deu espaços pela sua lateral.

Marcelo Mattos –  mais uma vez carregou o piano da marcação pelo meio de campo.

Henrique – deve ter sido o 38º jogador a ser testado como segundo homem do meio de campo. Se não chegou a comprometer, também não teve um desempenho que lhe garantisse ESSA vaga no time. Yago Pikachu entrou em seu lugar e não foi muito além, mas pelo menos conseguiu uma finalização com relativo perigo.

Andrezinho – ajudou na saída de bola, mas pouco fez na criação de jogadas. Saiu no fim do jogo para a entrada do Diguinho, que  não teve tempo para fazer nada (graças a Deus).

Nenê – voltou a ser o Nenê de sempre: alvo de muitas faltas, reclamações mil com a arbitragem e os dois gols da partida passando pelos seus pés. Marcou o primeiro e fez o cruzamento para o segundo.

Caio Monteiro – outro a ter mais efetividade ofensiva que Jorge Henrique, já que não precisava ficar se preocupando em marcar os adversários até o nosso campo. Fez uma grande jogada ainda no primeiro tempo, mas exagerou no individualismo e desperdiçou o lance. William Oliveira entrou no seu lugar para fechar mais o meio de campo, mas foi visto se atrapalhando no ataque algumas vezes.

Thalles – deu de cabeça o passe para o gol do Nenê em uma jogada de pivô e tentou reproduzir o lance durante os 90 minutos, sem sucesso. No mais, nada.

***

E por falar em pendura, vale citar os amarelos que os jogadores pendurados levaram: Nenê, Andrezinho, Rodrigo e Madson, os quatro titulares com dois cartões amarelos, receberam o terceiro e ficam fora da partida contra a Luverdense, sábado que vem. Como temos um compromisso pela Copa do Brasil na quarta, fica difícil crer que não rolou uma forçada de barra nos cartões.

Faria mais sentido se o jogo com o Santa Cruz fosse depois da partida contra a Luverdense, mas estrategicamente a oportunidade de poupar três veteranos de uma viagem longa até o Mato Grosso faz sentido. Que os jogadores que ganharam uma folga no Brasileiro compensem com esforço redobrado na Copa do Brasil.

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E aí, Vasco???

Nesses quase 10 anos em que escrevo sobre o Vasco na internet, há uma coisa que sempre falo porque é minha convicção pessoal sobre o assunto: a torcida vaiar o próprio time é burrice. Vaiar um jogador não fará com que ele jogue melhor (menos ainda que aprenda a jogar) e é fazer o trabalho da torcida adversária.

Esse é um ponto. Agora, querer colocar qualquer tipo de responsabilidade sobre a derrota do Vasco para o Paraná Clube na torcida ou nas vaias vindas das arquibancadas de São Januário é mais que nonsense; é buscar uma desculpa esfarrapada para a incompetência do time.

Dizer que o time do Vasco, cheio de jogadores com mais de uma década como profissionais “se abala” com vaias a ponto de não conseguir vencer um time limitado como o Paraná é fazer pouco da inteligência do torcedor.

As vaias também justificam um time que teve 62% de posse de bola finalizar apenas 12 vezes em mais de 90 minutos? E explica o fato de metade dessas finalizações ter sido pra fora? Foi por causa das vaias que só conseguimos fazer um gol, mais uma vez, de forma acidental e não numa jogada trabalhada?

As vaias justificam as escolhas do treinador? Será que, mesmo com um elenco limitado em número – não falarei em qualidade – como temos, somente Diguinho, Eder Luis, William Oliveira, Leandrão e, para citar alguns titulares, Jorge Henrique e Madson merecem chances? São as vaias que impedem o Jorginho de ir colocando com mais frequência a molecada da base?

Foram as vaias que justificaram a renovação de contrato do Aislan? Ou o fato de não termos qualquer outra opção para a zaga além dele?

As vaias, que a bem da verdade foram direcionadas para um ou dois jogadores apenas, não explicam nada disso. O fato é que o Vasco não vem jogando bem há tempos. Seja ganhando, seja perdendo.

Falar que os jogos são difíceis porque os adversários jogam na retranca é retórica furada. O que a diretoria, a comissão técnica e os jogadores esperavam dos outros times jogando contra um gigante do futebol nacional, com um elenco várias vezes mais caro que os demais e franco favorito ao título? Mesmo que não tivéssemos passado por essa experiência outras duas vezes não seria necessária inteligência de sobra para saber que furar retrancas seria o trabalho primordial do Vasco nessa Série B.

O que Jorginho e seus comandados precisam é se justificar menos e trabalhar mais. O treinador precisa, mais que urgentemente, encontrar alternativas táticas para o time. E os jogadores, alguns de maneira extrema, precisam treinar mais e se aprimorar tecnicamente. Fora isso, é conversinha pra tentar acalmar a torcida que não resolve nada.

E aí, Vasco? Vamos voltar a justificar o favoritismo na competição ou não?

As atuações…

Martín Silva – nada pôde fazer nos gols. No resto do jogo, pouco teve a fazer.

Madson – mais um cruzamento certo. Com as mãos. Tirando isso, não se vê sendo efetivo em momento algum.

Rodrigo – começou entregando uma bola que quase virou um lance de perigo, mas depois não chegou a ter trabalho com o ataque adversário. Se lançou ao ataque no segundo tempo e quase marcou de cabeça. No lance do segundo gol, estava completamente vendido no lance.

Luan – se contundiu ainda no primeiro tempo e deu lugar ao Aislan, que entre lances bizarros e alguns bons cortes, falhou mais uma vez e foi responsável direto pela derrota.

Henrique – foi visto com frequência no apoio, mas não conseguiu acertar qualquer cruzamento. E ainda deixou sua lateral desguarnecida em vários momentos.

Diguinho – é praticamente um zagueiro jogando no meio de campo: sua irresistível vontade de sair dando bicões em qualquer bola que lhe apareça pela frente é irritante.

Julio dos Santos – vinha fazendo uma partida na média, e pelo que vinha apresentando, provavelmente seria substituído de qualquer forma, como acontece na maioria das vezes. Mas Jorginho acabou queimando o paraguaio ao tirá-lo de campo justo no momento em que ele começou a ser vaiado. William Oliveira entrou no seu lugar e, pilhado em excesso, não conseguiu fazer muito além de dar um novo gás ao meio de campo. Acabou sendo coadjuvante da pixotada do Aislan.

Andrezinho – tentou organizar o time, mas afunilou demais as jogadas e acabou errando os passes decisivos. Quase marcou um belo gol, em chute que só carimbou o travessão por conta do desvio do goleiro adversário.

Nenê – ontem até que resolveu jogar bola, voltando a marcar, criando boas chances e deixando companheiros na cara do gol, como fez com Andrezinho. Mas não foi o bastante para superar a retranca paranaense.

Jorge Henrique – um dia muito infeliz para o minicraque: além de fazer um gol contra, atrapalhou o Nenê numa chance clara de gol. Eder Luis entrou em seu lugar e não conseguiu fazer nada. Ou seja, por atrapalhar menos que o JH, se saiu um pouco melhor.

Leandrão – não conseguiu fazer muita coisa além de cavar penalidades e errar passes quando tentou ser o pivô. O lance do segundo gol começou com o centroavante apanhando da bola ao tentar dominá-la ao receber um lançamento longo.

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Esse dia foi loko!

Antes mesmo da bola rolar, a torcida do Vasco já podia esperar emoções extras na partida contra o CRB: Jomar, substituto natural do suspenso Rodrigo, sentiu uma contusão, não apareceu e quem foi a campo junto com os titulares foi o Aislan.

Nos minutos iniciais, vimos o Vasco se acuado, um time que não parecia muito ligado na partida e um adversário que não abriu o placar por perder uma penca de gols.

Quando resolvemos acordar – ainda demonstrando uma grande fragilidade defensiva – o CRB marca seu gol em um lance completamente controlado, depois de um recuo péssimo para um zagueiro desatento, o que deixou Martin Silva vendido na jogada.

Mas só precisamos de três minutos para igualar o placar, depois de uma saída de bola equivocada do CRB, um corte do Marcelo Mattos que parou nos pés do Leandrão, que lutando com a bola e com os marcadores, conseguiu marcar um belo gol.

Na volta do intervalo, ainda empatada a partida, o Vasco veio mais ligado. Ainda assim, nossa marcação ainda falhava e o CRB criava oportunidades para desempatar. Mas fomos nós quem marcamos, conseguindo a virada com um gol olímpico espetacular do Andrezinho.

No restante da partida, vimos o CRB partir pra cima e perder mais uma batelada de gols, se não por grandes defesas do Martin, por uma falta de mira de causar inveja aos nossos atacantes. Mesmo contra o adversário que parecia implorar por sofre um gol no contra-ataque, conseguimos sair da nossa defesa.

No minuto final a maior emoção, com Aislan mais uma vez envolvido: o zagueiro disputou uma bola com um atacante, que se joga. O árbitro não comprou o caô, mas o bandeirinha sim; cobrada a penalidade, San Martin impede que o Diego, ex-lateral do Vasco, marque seu segundo gol em 2016 no clube que o formou e garante os três pontos para o Gigante.

Numa partida em que o Vasco se viu dominado boa parte dos 90 minutos, em que vencemos mesmo com Aislan na zaga, em que Nenê mal apareceu em campo, que teve gol olímpico e defesa de penal no minuto final só pode ser classificada de uma forma: esse jogo foi louco!

As atuações…

Martín Silva – garantiu a vitória com uma penca de defesas, algumas difíceis, incluindo um penal aos 46 minutos do segundo tempo.

Madson – segue naquela de correr muito e fazer pouco. Ontem até que bateu uns escanteios com relativo perigo, mas nada MESMO que justifique manter o Yago Pikachu no banco. O Pokémon acabou entrando após Madson sentir uma contusão e no pouco tempo que ficou em campo quase marcou um belo gol em uma arrancada. O chute foi para fora.

Luan – pareceu ter sentido muito a falta do Rodrigo e em diversos lances foi superado (as vezes com facilidade inaceitável) pelos atacantes adversários. Nem a bela jogada de linha de fundo, com direito a caneta humilhante no marcador, serviu para dizermos que teve uma boa atuação.

Aislan – não tem jeito, o rapaz carrega uma zica que o torna inviável como zagueiro de um clube como o Vasco. Ontem, se não fosse por dois lances, poderia ter saído de campo como o melhor zagueiro do time. Pena que os lances foram capitais: no primeiro gol do CRB, não conseguiu pegar a bola recuada por Júlio César; e no final do jogo, o bandeirinha marcou um pênalti – maroto, é verdade – numa disputa de bola entre ele e o atacante adversário, que se jogou. O azar do sujeito é tão grande que, num lance que ele conseguiu espanar a bola da área, a bola bateu na bandeirinha de córner, voltou para o campo e o CRB conseguiu uma falta perigosa a seu favor.

Júlio César – pelo menos 50% do primeiro gol do CRB pode ir para a conta do veterano lateral, que recuou com um passe quadradíssimo justo para o zagueiro mais azarado do mundo. Sentiu uma pancada e acabou dando lugar para o Henrique, que entrou quando o Vasco estava sendo pressionado e acabou mais preso à marcação.

Marcelo Mattos – o estilo cão de guarda de sempre, sem conseguir fazer uma proteção à zaga de forma eficiente. Acabou participando do lance do primeiro gol do Vasco ao dar o bote na saída de bola do CRB que acabou sobrando para o Leandrão.

Julio dos Santos – com ele no lugar do William Oliveira, o meio de campo vascaíno ficou exposto como há muito não ficava, já que o Paraguaio cerca muito e pouco combate (e quando o faz, vive indo de primeira nas bolas e sendo driblado) Na criação foi irrelevante.

Andrezinho – foi o único a criar alguma coisa no time, e mesmo assim com muitas dificuldades, já que tinha que vir buscar o jogo quase sempre no nosso campo. Mas quem faz um gol olímpico como o que ele fez não pode receber críticas.

Nenê – uma completa nulidade em campo, nem bolas paradas cobrou (o que pareceu ser proposital). No único lance em que teve chance de fazer algo efetivo, deu uma de Casalbé e virou o braço no rosto do seu marcador, levando um amarelo.

Jorge Henrique – correu pelo campo todo como sempre e acaba não sendo visto no ataque. Acertou um bom chute de longa distância, obrigando o goleiro do CRB a fazer uma defesa difícil. Saiu para a entrada do Éder Luís que de marcante, só conseguiu errar um passe fácil e armar um contragolpe para o adversário.

Leandrão – mesmo sendo lento toda vida e limitadíssimo, incomoda a defesa adversária muito mais que o Thalles. Com o gol feito deve ter eliminado qualquer dúvida que restava sobre merecer ou não ser titular do time.

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Vitória importante

Eder

Mais uma vez o Vasco não jogou bem e mais uma vez nosso adversário foi melhor por boa parte dos 90 minutos. Mas pelo menos, mais uma vez conseguimos vencer apesar disso tudo. E se pensarmos no momento do time, o 3 a 2 sobre o Náutico foi importante por outros motivos além dos três pontos e da manutenção da liderança, agora isolada.

Não dava pra saber exatamente qual seria a reação do time após a derrota para o Atl-GO. Dizer que está motivado nas entrevistas não significa muito, era preciso mostrar isso em campo. Ainda bem, desde os primeiros minutos deu para ver que, se teríamos problemas com o Timbu, não seria por “traumas pós-perda de invencibilidade”, e sim por conta das limitações que já temos há algum tempo.

Marcamos um gol esquisito logo no começo e depois disso começamos a murrinhar a partida, até o Náutico se empolgar com o jogo e tomar conta das ações. Naquelas condições, o empate parecia questão de tempo e foi mesmo. O gol do Náutico era um retrato do time: uma sequência de desatenções que só nos complicam a vida. Jogando em casa, vimos o time pernambucano dominar a maior parte do primeiro tempo. O 1 a 1 no placar não refletia o jogo, já que em números de finalizações perdemos por 10 a 3.

Já o segundo tempo do time foi outro fator a tornar a vitória importante. Precisávamos ver como o Vasco se comportaria depois de ter sofrido o gol de empate e a reação foi positiva. O time voltou melhor, desempatando a partida logo no primeiro minuto, com Rodrigo. A etapa final foi muito mais controlada e com o Vasco sempre propondo o jogo, até ampliarmos para 3 a 1, com um gol do Eder Luis, tão esquisito quanto o primeiro, não pelo lance em si, mas por quem o marcou.

A vitória veio em boa hora porque batemos um dos nossos concorrentes diretos na luta pelo acesso à Série A, vencemos numa rodada em que o resto dos times do topo da tabela perderam e, principalmente, porque o time não deu sinais de abatimento. Ainda temos problemas: os chuveirinhos na nossa área, mesmo considerando a insegurança do Jordi nesse tipo de lance, foram um problema durante toda a partida porque a zaga não conseguiu se posicionar bem. E ainda sofremos gols idiotas, como o segundo gol do Náutico, que não teria acontecido com a simples inclusão de mais um sujeito na barreira.

De qualquer forma, pelo que vimos ontem, seguimos favoritos.  Por conta dos nossos pontos fortes e apesar dos nossos fracos.

As atuações…

Jordi – fez algumas boas defesas mas demonstrou uma insegurança completa na maioria das bolas alçadas à área, notadamente seu ponto fraco. Nos gols só sendo muito implicante para colocar na conta do jovem goleiro: no primeiro, a bola no primeiro pau não é do goleiro; no segundo, Henrique matou o goleiro ao desviar a bola (mas também não vejo razão para armar uma barreira com apenas dois jogadores numa falta frontal e não tão distante).

Madson – depois de 658 tentativas, acertou um lançamento em cobrança de lateral. Mas isso não é o bastante para justificar sua permanência como titular, já que no resto da partida acertou muito pouco.

Rodrigo – quase entregou a rapadura logo no começo do jogo, mas compensou marcando de cabela o gol da virada.

Luan – teve trabalho com os atacantes do Náutico, principalmente nas jogadas aéreas.

Júlio César – numa arrancada pelo meio fez uma boa jogada individual que quase terminou em gol. Cansou no segundo tempo e deu lugar ao Henrique, que acabou sendo responsável acidental pelo segundo gol do Náutico, ao dar uma bundada na bola e tirá-la do Jordi.

Marcelo Mattos – só por ter evitado um gol ao cortar a bola em cima da linha já justificou sua presença em campo. Mas algum tempo treinando passes certamente não lhe faria mal.

William Oliveira – mais uma vez mostrou personalidade, tanto no combate (quando eventualmente exagera no “não-tem-bola-perdida“), quanto no auxílio à criação, onde não parece estar exatamente bem ambientado. De qualquer forma, por sempre demonstrar raça e ser efetivamente útil ao time (como na assistência acidental para o gol do Chico Bento ontem) entende-se porque é o novo xodó da torcida.

Andrezinho – valeu pela sagacidade no lance em que abriu o placar, mas ao longo da partida não conseguiu encaixar o passe como de costume. Eder Luis entrou em seu lugar e, não apenas voltou a marcar um gol – o que não fazia desde 1973 – como acabou garantindo a vitória vascaína.

Nenê – passou 49% do tempo apanhando e 50% reclamando com o juiz. No 1% restante acertou o lançamento que originou o gol de desempate.

Jorge Henrique – menos coringa que o habitual, teve uma atuação discreta mas eficiente.

Leandrão – antes de sair contundido ainda no primeiro tempo, só foi notado ao tentar, sem sucesso, cortar a bola que originou o primeiro gol do Náutico. Thalles entrou em seu lugar e seria demais esperar que ele fizesse um gol, mas pelo menos buscou mais o jogo e deu uma nova dinâmica ao ataque.

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Adeus 100%

Era óbvio que em algum momento o Vasco acabaria perdendo pontos nesse Brasileiro. Ainda que seja franco favorito numa disputa de Série B, seria esperar demais que mantivéssemos os 100% de aproveitamento ao longo de 38 rodadas. Olhando por esse lado, um empate com o organizado Oeste jogando fora de casa não é um resultado absurdo. Mas diante do que vimos em campo, o placar de 1 a 1 da Arena Barueri deixa um gostinho de frustração inevitável.

Essa frustração não vem do fato de termos feito uma partidaça ou por conta da fragilidade do adversário (pelo contrário, o time do Fernando Diniz foi disparado o melhor que enfrentamos até aqui). Chato mesmo é saber que ficamos na igualdade em um jogo que poderíamos ter vencido.

Mas não vencemos porque não aproveitamos a enorme vantagem de termos aberto o placar aos 23 segundos de jogo, o tipo de situação que abalaria qualquer time e de fato abalou o Oeste. Depois do gol do Nenê – sempre ele! – poderíamos ter pressionado mais a saída de bola do adversário, que correu riscos diversas vezes com sua estratégia anti-chutões. Até tentamos ficar em cima do time paulista, mas criamos poucas chances de gol. E nas que criamos, mais uma vez não soubemos aproveitá-las por não finalizarmos com precisão (Nenê perdeu um gol incrível e um arremate perigoso do Jorge Henrique parou nas mãos do goleiro).

Também não vencemos porque ainda não encontramos um equilíbrio no meio de campo sem Andrezinho no time. Julio dos Santos nem ajuda na marcação e nem faz a saída de bola com eficiência. Contra um adversário com bom toque de bola, nossos volantes acabaram sendo envolvidos e com o isso o Oeste foi criando chances até conseguir o empate. Com a saída do paraguaio no intervalo e a entrada do William, a marcação pelo meio ficou mais forte e corrermos bem menos riscos.

É preciso lembrar também que o juizão nos atrapalhou bastante. Foram três os erros graves da arbitragem: o gol do Oeste, que se originou em uma jogada irregular (um impedimento não marcado no início do lance), um pênalti claríssimo sobre o Rodrigo que o árbitro fez questão de não marcar e um impedimento inexistente marcado no último lance da partida, quando Caio Monteiro estava prestes a empurrar a bola para a rede. Houve também dois contra-ataques vascaínos interrompidos de forma estúpida pelo Sr. Diego Almeida Real, mas diante dos outros erros tão mais graves, nem vale a pena contar com isso.

Como disse no começo do post, tirando as expectativas que a torcida naturalmente cria, um empate fora de casa não chega a ser um resultado ruim, ainda mais se levarmos em consideração que com o fim da rodada, continuamos invictos e pela primeira vez chegamos à liderança isolada da competição. Mas esse era um jogo que dava para ganhar, mesmo tendo um bom adversário como mostrou ser o Oeste. Já que os três pontos não vieram, resta tentar ajustar o que houve de errado e nos preparar para a próxima partida, esperando que voltemos a vencer. Não precisamos mais lutar por uma campanha 100%, mas ainda temos muitas marcas a quebrar nesse Brasileiro.

As atuações…

Jordi – apesar de ter feito pelo menos uma defesa complicada (com o rosto, mas ainda assim, boa defesa), a falha no jogo passado parece ter tirado um pouco da sua segurança. Não falhou no gol, mas catou borboleta em duas bolas alçadas à área.

Yago Pikachu –em três partidas como titular na sua posição de origem já provou com sobras que merece a titularidade. Ontem deu mais uma assistência e participou ativamente do ataque. Mas teve a boa atuação manchada: depois de cortar um chute do adversário, ao invés de continuar ligado no lance parou para comemorar e não evitou a finalização na sobra, que acabou entrando.

Luan – no começo do jogo, errou um passe em uma saída de bola que quase acabou em gol para o Oeste e o empate do Oeste começou com um corte errado do zagueiro. Mas se recuperou no restante do jogo e teve uma atuação muito segura.

Rodrigo – também jogou com segurança, tendo como ponto alto um corte numa finalização que tinha endereço certo. Sofreu um pênalti claro ignorado pelo juiz.

Julio César – mais preso à marcação, quando apoiou foi pouco eficiente.

Marcelo Mattos – se empenhou na marcação, mas foi várias vezes envolvido pelo toque de bola do Oeste. Pareceu cansado no segundo tempo e acabou sendo substituído pelo Henrique, que entrou para jogar como ponta, mas teve pouco tempo para fazer a diferença.

Julio dos Santos – perdido em campo, não soube fechar os espaços como deveria (seu lado do campo foi o melhor caminho para o ataque do Oeste) e nem ajudou na criação. Saiu ainda no intervalo para a entrada do William Oliveira, que depois de algum tempo pouco para se encontrar em campo, melhorou a marcação pelo meio e ainda foi mais incisivo no ataque que o paraguaio. Quase marcou um gol no fim do jogo.

Nenê – um gol aos 23 segundos de jogo, uma chance claríssima desperdiçada ainda no primeiro tempo. Mas na segunda etapa não conseguiu resolver a partida a nosso favor.

Eder Luis – a correria de sempre, mas sem qualquer efetividade.

Jorge Henrique – mesmo jogando mais recuado que o Chico Bento, acabou sendo mais perigoso. Fez uma finalização com perigo, bem defendida pelo goleiro paulista.

Thalles – segue buscando mais o jogo, mas de útil, apenas um bom passe para Nenê ainda no primeiro tempo. Saiu antes dos 20 minutos do segundo tempo para a entrada do Caio Monteiro, que para não ficar isolado no ataque recuou para buscar o jogo, mas pecou ao carregar demais a bola em vários lances. Na única chance que teria para marcar, no último lance do jogo, o juiz marcou um impedimento fantasma.

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Um desconto para o time

O mais interessante na vitória do Vasco sobre o Tupi por 1 a 0 – além de, obviamente, termos conquistado mais três pontos – foi poder observar como o time se comporta diante de algumas adversidades que devem ser comuns ao longo desse Brasileiro. E pelo que vimos, há motivos para ficarmos tranquilos e também algumas situações que precisam ser corrigidas o mais rápido possível.

Mas vamos por partes…

Perda de titulares – ficou evidente que o time sentiu muito a falta do Andrezinho, que precisou ser substituído logo no começo da partida. Mas ao longo do jogo pudemos perceber também que o problema não foi a queda de qualidade com a entrada de um reserva (é óbvio que ainda que não podemos dizer que Evander tem a mesma eficiência que Andrezinho) e sim, a demora do time em se adaptar à ausência do titular. Evander não tem as mesmas características do Andrezinho e as mudanças que seriam necessárias para que o time jogasse melhor com o garoto em campo só foram feitas após a conversar que o time teve com Jorginho no intervalo. Com isso, passamos a primeira etapa inteira com uma saída de bola fraca e sem conseguir criar jogadas. Seria bom que a equipe conseguisse ser mais ágil em perceber que precisa mudar a forma de jogar numa situação como essa, mas não podemos deixar de citar que o treinador enxergou a melhor maneira para resolver isso com um papo no vestiário.

Retrancas raros foram os momentos em que o Tupi tomou a iniciativa na partida, preferindo ficar na maioria do tempo com seus 11 jogadores atrás da linha da bola. No primeiro tempo isso foi um grande problema para o Vasco, que não conseguiu criar jogadas. Obviamente devemos levar em consideração o que foi dito no primeiro ponto, até porque depois do time se ajustar à ausência do Andrezinho, conseguiu controlar a partida com mais facilidade na etapa final e correu poucos riscos (tirando uns cinco minutos na metade final do segundo tempo). Jorginho e seus comandados precisam ter em vista que encarar times fechados será o mais comum na competição e não podemos demorar 45 minutos para conseguir superar as retrancas.

Dependência do Nenê – isso já seria um problema pelo simples fato de que será humanamente impossível que o camisa 10 esteja sempre em campo (além de possíveis contusões, será impossível um jogador com o hábito de reclamar da arbitragem como Nenê passe 38 jogos sem levar três cartões amarelos). Mas essa não é a única preocupação. A verdade é que o Nenê tem participado menos dos jogos do que de costume.

Antes que meus poucos leitores me abandonem, participar pouco não é o mesmo que jogar mal ou não ser decisivo. Disso, não podemos acusar o Nenê. Mas mesmo que seus devotados fãs não concordem, o Nenê passa a maioria do tempo dando dribles, levando pancadas e enfeitando jogadas. É ÓTIMO que tenhamos um camisa 10 que resolva as partidas em um, dois lances. A questão é que o Nenê muitas das vezes tudo o que ele faz se resume a esses um ou dois lances nos 90 minutos dos jogos.

Isso está longe de ser um problema. A maioria dos times NO MUNDO desejaria ter um jogador com o percentual de gols e assistências que tem o Nenê pelo Vasco. O problema é time todo ficar dependente desse jogador. Precisamos encontrar alternativas para quando o Nenê não estiver em campo (ou estiver e não acertar um lance, como já aconteceu mais de uma vez).

O ataque – esse é o problema mais óbvio do Vasco. Vemos como o time é limitado nessa posição quando lamentamos a saída de um jogador como Riascos, e pior, quando a lamentação é justa. O Vasco na verdade tem jogado sem atacantes, já que Jorge “tático” Henrique cumpre tantas funções no time que quase não o vemos perto da área adversária e Thalles, infelizmente, não consegue executar a função de centro-avante com a eficiência necessária. No banco temos apenas Eder Luis (que além de está numa fase terrível, quando entra acaba tendo que fazer o mesmo que o Jorgenrique) e Leandrão, que na minha opinião, é pesadão, lento e perde um caminhão de gols (ou seja, é um Thalles mais velho). A não ser que o treinador vire um mestre ninja da autoajuda e promova uma verdadeira metamorfose no Thalles, esse é o tipo de problema que Jorginho não conseguirá resolver sozinho. A diretoria precisa fazer a sua parte e buscar algum reforço para o setor. Mas que seja EFETIVAMENTE um reforço. Trazer alguém que não resolva nosso ataque e apenas inche o elenco não vai adiantar de nada.

Todas essas situações influenciaram o desempenho do Vasco ontem, tanto positiva quanto negativamente. Contra o Tupi, um time que promete lutar arduamente contra o rebaixamento, fizemos o bastante para conseguir apenas uma vitória simples. Claro que podemos dar um desconto, já que é o começo da competição e o time deverá ter ainda alguns reforços – esperamos! – e ajustes. Mas o treinador, os jogadores e a diretoria não podem se acomodar com uma liderança após duas rodadas. Todos devem fazer a sua parte para reforçar os que há de positivo e neutralizar o pontos negativos da equipe.

As atuações…

Martín Silva – uma defesa em cada tempo e a sorte de ver dois chutes pararem no travessão.

Yago Pikachu – na prática, não se diferencia muito do Madson: apoia bastante (mas erra muitos cruzamentos) e não se destaca defensivamente. Ontem, desperdiçou boa chance após receber bola de Thalles e deu uma caneta humilhante em um marcador.

Rodrigo – não chegou a ter problemas com o ataque da equipe mineira.

Luan – também se saiu bem diante dos atacantes do Tupi e ainda garantiu a vitória ao marcar o gol do Vasco.

Julio Cesar – compensando a liberdade que o lateral direito teve, ficou mais preso à marcação. Nas vezes em que subiu ao ataque não mostrou eficiência. Saiu na metade do segundo tempo para a entrada do Henrique, que foi muito mais incisivo na parte ofensiva, tendo feito inclusive uma finalização com relativo perigo.

Marcelo Mattos – na maioria do tempo foi bem na proteção à zaga e não errou tantos passes como de costume. Foi outro a canetar um marcador adversário.

Julio dos Santos – o paraguaio até pode trazer um maior equilíbrio defensivo ao meio de campo – e se compararmos o jogo de ontem com o que fizemos contra o CRB isso fica evidente – mas tem um problema gravíssimo: enquanto sua contribuição para o time é discreta, seus erros são sempre evidentes. Ontem o lance de maior perigo que passamos surgiu após Rúlio ter recuado mal uma bola, logo no começo do jogo. Também perdeu mais uma chance de marcar pela primeira vez com a camisa do Vasco, ao não dar um carrinho para escorar uma bola que passou em frente ao gol

Andrezinho – com cinco minutos de jogo, se contundiu e foi substituido por Evander, que passou o primeiro tempo inteiro sem encontrar o posicionamento ideal no time. Após o intervalo teve mais liberdade para jogar e apareceu mais, criando algumas boas jogadas. Deu lugar ao Diguinho nos minutos finais para que o meio de campo ficasse mais protegido.

Nenê – deu dribles, se enrolou com a bola algumas vezes, errou passes, reclamou com a bandeirinha…mas é aquilo: por pior que vá no jogo, Nenê sempre resolve. No primeiro tempo acertou o cruzamento para Luan marcar de cabeça o gol da vitória e no segundo deixou Thalles na cara do gol (em lance que o atacante desperdiçou). No fim do jogo quase marcou o segundo, tentando um gol olímpico.

Jorge Henrique – vinha tendo a atuação de sempre, mais ajudando na marcação que no ataque, até ser deslocado para o meio após o intervalo. Aí se saiu melhor, não apenas por dar mais liberdade ao Evander, mas também por ter melhorado a saída de bola do time.

Thalles – pesado e pecando pela falta de movimentação, Thalles depende muito que a bola chegue redonda aos seus pés para finalizar. E ontem, nem quando isso aconteceu conseguiu mostrar competência: quando se viu diante do goleiro, chutou mal na única chance clara que teve para marcar.

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