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Até quando a sorte?

sorteA verdade é que, apesar dos pesares, o Vasco tem dado sorte nesse Brasileiro. Mesmo jogando mal, perdendo partidas e vendo seus concorrentes se aproximarem, o time não sai do topo da tabela. Ontem, por exemplo, a rodada começou bem: poderíamos ter dormido na vice-liderança se o Ceará vencesse seu jogo contra o Tupi, o que não aconteceu. Por isso o Vasco entra em campo logo mais contra o Brasil de Pelotas ainda para defender sua liderança, e não para recuperá-la.

Em condições normais de temperatura e pressão, um jogo contra o modesto Grêmio Esportivo Brasil em São Januário não deveria ser motivo para preocupações. Mas diante das últimas atuações do Vasco, principalmente na Colina (onde perdeu seus dois últimos jogos e contra equipes em classificação pior que a do Brasil-RS), mesmo uma partida contra um time que não venceu nenhuma vez fora de casa pode ser problemática.

E os problemas começam já na escalação. Com Martín Silva suspenso, entramos em campo sem nosso principal jogador. Jordi até pode dar conta do trabalho, mas é claro que não teremos a mesma segurança. No ataque, a ausência do Leandrão não chega a ser um problema e sim a falta de alternativas: a não ser que Thalles mude da água pro vinho, não trará uma melhora considerável para o setor. Para compensar, talvez tenhamos a entrada do Caio Monteiro, já que tanto Jorge Henrique quanto Eder Luis viraram dúvida por problemas físicos.

Mas independente de quem vá começar jogando, o que precisa mudar é a forma como o Vasco vem jogando. Assim como sabemos que todo adversário apelará para os contra-ataques contra nós, parece que todos os nossos adversários aprenderam a jogar contra nós. Jorginho não consegue criar alternativas para evitar essa situação, e isso precisa acabar o quanto antes. Caso contrário teremos problemas todo jogo.

As coisas têm dado certo para o Vasco mas é impossível contar com a sorte por todo o campeonato. Se não vencermos o Brasil de Pelotas hoje, muito provavelmente terminaremos a rodada pela primeira vez fora da liderança. E com isso, a equipe voltará a sofrer com a pressão da torcida depois de muito tempo.

Vasco X Brasil de Pelotas

Vasco X Brasil de Pelotas

Jordi; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Caio Monteiro) e Thalles.

Eduardo Martini; Weldinho, Camilo, Teco e Marlon; Leite, Washington, Diogo Oliveira e Felipe; Marcos Paraná e Ramon.
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Técnico: Jorginho.

Técnico: Rogério Zimmermann.

Estádio: São Januário. Data: 09/07/2016. Horário: 18h30. Arbitragem: Alisson Sidnei Furtado. Auxiliares: Fabio Pereira e Natal da Silva Ramos Júnior.

O SporTV transmite ao vivo para todo Brasil (exceto RJ). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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A partida contra o Avaí teve uma arbitragem desastrosa, protagonizada por um juiz goiano. Hoje, o trio de árbitros não vem do estado do Atlético Goianiense, mas vindos do Tocantins, não dá pra ignorar a proximidade. Isso não quer dizer que teremos novamente problemas com o apito, mas podendo trazer árbitros de qualquer outro lugar do Brasil, me parece desnecessário trazer um trio de um lugar que fazia parte de Goiás até poucos anos.

Talvez a diretoria não ache que isso seja um problema. Ou se acha, não achou que valia a pena fazer alguma coisa a respeito.

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E Leandro Damião acabou se tornando em mais uma contratação 90% fechada. A desistência e provável ida para a mulambada torna essa história praticamente um “R10 parte 2“. Festejar o fracasso da contratação alegando que Damião não joga nada e que vai se dar mal na urubulândia é mera especulação e torcida contra. E achar que não seria um bom reforço para o Vasco, tendo os atacantes que tem, é ir contra os fatos.

Por outro lado, é fato que a vinda do Damião seria muito melhor para o jogador que para o Vasco (como eu tinha dito há algum tempo), já que nós gastaríamos uma bela grana por mês por uma aposta e o Damião teria a chance de recuperar o prestígio em um clube grande e sem tanta pressão. Ou seja, se Damião viesse, seria bom; não vindo, melhor ainda.

Mas continuamos precisando de reforços para o ataque. E já que o clube se disporia a pagar mais de R$ 300 mil por um atacante, pode muito bem procurar alguém que mereça esse salário ao invés de trazer alguém pra disputar uma vaga no ataque com Leandrão e Thalles.

O mercado brasileiro está escasso em opções? Que se procure no mercado sul-americano. Por essa grana, certamente encontraremos um atacante melhor que os Gilbertos que parecem ser as única opções visadas pela diretoria.

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Altos e baixos

Daqui há algum tempo, quando a torcida se lembrar da vitória do Vasco sobre o América-RN pela Copa do Brasil de 2015, certamente haverá opiniões desencontradas sobre o jogo. Alguns poderão ver a partida como a consolidação de uma competitividade aceitável e outros verão nossa classificação às oitavas de final da competição como uma prova da instabilidade do time mesmo diante de adversários bastante limitados.

Os que se lembrarem do primeiro tempo falarão de um time que, a despeito de ter pela frente um adversário que disputa a Série C, soube se impor em campo, mesmo jogando fora de casa. Que marcou bem, errou poucos passes e conseguiu articular jogadas, mesmo com três volantes de combate em campo. Que quando atacava, o fez com uma boa variação de lances, explorando os dois lados do campo e criando chances até quando vinha pelo meio. Lembrarão que, mesmo podendo perder a partida por 1 a 0, buscou o resultado desde o início, evitando correr riscos e precisando de apenas 45 minutos para resolver a classificação. Esses torcedores também poderão falar que depois de meses de um tenebroso desempenho ofensivo, foram nossos atacantes – ou mais precisamente um atacante, o Riascos – que marcou dois gols e tornou praticamente inútil a realização do segundo tempo, já que as chances dos donos da casa conseguirem se classificar eram ínfimas.

Mas há os que se lembrarão do segundo tempo. E falarão de um time desatento, que em 10 minutos jogou fora uma vantagem de dois gols por conta de falhas individuais, que errou muitos passes, que deixava para marcar – mal – o adversário da sua intermediária para trás e que permitiu que uma equipe da Série C o pressionasse. Ou seja, um time muito parecido com o Vasco dos piores momentos do Campeonato Brasileiro, que pouco cria e que não consegue ter uma defesa firme. E que só venceu a partida por contar com ajudas providenciais do goleiro adversário, que já havia dado uma pixotada absurda no primeiro tempo e que praticamente nos entregou o terceiro gol, ao ser enganado pelo quique da bola.

Quem pode definir se haverá mais torcedores do primeiro tipo ou do segundo é o próprio Vasco. Seremos o time que, mesmo com suas limitações, mostrou que pode evoluir e que é capaz de sair do buraco em que se encontra jogando com seriedade, atenção e intensidade e que tem plenas condições de vencer jogos contra equipes de qualquer nível (lembrem-se: apesar de termos vencido o FlorminenC, os tricoletes estão no G4 do Brasileirão)? Ou seguiremos sendo o time instável, sem criatividade, desatento e que tem dificuldades terríveis mesmo contra adversários que estão há milhas de distância dos oponentes que temos na elite? A resposta, ainda indefinida, depende de outra questão: quando o Vasco deixará de ser um time de altos e baixos? Só depois da equipe finalmente se decidir entre um e outro poderemos saber o que esperar do time.

As atuações…

Jordi – no primeiro tempo, pouco trabalho, duas boas defesas e segurança nas saídas do gol. No segundo, cometeu um pênalti juvenil com dois minutos de bola rolando e sua confiança foi pro saco.

Madson – uma boa partida no apoio, principalmente na etapa inicial, quando fez o cruzamento que originou o primeiro gol. Mas voltou a fraquejar defensivamente.

Rodrigo – como todos no setor defensivo, um primeiro tempo tranquilo e uma etapa final confusa, quando mais de uma vez foi envolvido pelo toque de bola do América.

Aislan – como sempre, suas falhas são fatais: no segundo gol canelou a bola nos pés do atacante adversário que só precisou empurrar pra rede.

Christiano – procurou ser uma opção ofensiva na etapa inicial, mas sua incapacidade de concluir uma jogada o torna inútil. No segundo tempo, a lateral esquerda só deixou de ser convidativa para os atacantes do Mecão quando Julio Cesar o substituiu.

Anderson Salles – vai se firmando como primeiro homem do meio de campo, sendo o melhor dos volantes na saída de bola.

Guiñazu – a raça de sempre e mais passes errados que o normal.

Serginho – os erros de passe de sempre, mas apareceu bem uma vez no ataque, quando fez boa tabela com Rafael Silva e quase marcou um gol.

Jhon Cley – sem Andrezinho, teve mais problemas com a marcação adversária. Ainda assim fez algumas boas jogadas e deu um chute perigoso no primeiro tempo.

Riascos – o nome de jogo: marcou dois gols, iniciando a jogada do primeiro com um belo passe e e aparecendo na área para concluir e mostrando oportunismo no segundo. Cansou no segundo tempo e Rafael Silva entrou em seu lugar. Deu novo gás ao ataque e acabou marcando o gol da vitória por acreditar em um lance que parecia morto.

Thalles – mais fino, mostrou uma movimentação melhor que nos últimos jogos. Ainda assim, só conseguiu uma boa finalização, em uma cabeçada perigosa no primeiro tempo. Emanuel Biancucchi o substituiu para reforçar a marcação no meio e não chegou a se destacar.

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Vale a observação: bastou o Gilberto ir para o banco que o Vasco voltou a fazer gols.

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Vitória terapêutica

Fazia tempo que o Vasco não vencia uma partida, fazia tempo que não marcávamos dois gols e mais tempo ainda que não marcávamos três. Por isso tudo e por termos conseguido facilitar as coisas no jogo da volta contra o América-RN pela Copa do Brasil, nossa torcida tem todo o direito de comemorar o 3 a 1 de ontem.

A vitória dá tranquildade e mais confiança ao time. Mas sendo realista, há algo além disso para nos dar esperança? Muito pouco. Apesar dos dois gols de diferença, é preciso ser bastante otimista para considerar que tivemos uma atuação convincente. Na realidade, mesmo considerando os desfalques e o natural desentrosamento de um esquema diferente e com jogadores improvisados, tivemos problemas demais contra uma equipe que, convenhamos, está disputando a Série C.

Dentro desse “muito pouco” podemos falar que, pelo menos contra o Mecão, não apelamos desavergonhadamente para o Rothbol. O Vasco procurou manter a posse de bola por mais tempo e conseguiu. E nos sairíamos ainda melhor nesse aspecto se não errássemos tantos passes e se o 4-3-3 do Roth não deixasse volta e meia um espaço gigante entre os setores do time. Escalar Anderson Salles como primeiro homem do meio de campo também deu certo, pelo menos no primeiro tempo, quando o América não procurou pressionar nossa saída de bola. Outro acerto foi posicionar o Dagoberto mais centralizado: ele participou muito mais da partida e finalizou mais vezes no primeiro tempo do que em todas as suas outras partidas.

Mas ainda há muito o que acertar no time. Os erros de passe dependem de um entrosamento maior, o que só acontecerá com a definição dos titulares e com muito treinamento. O nervosismo do time, que ficou evidente no começo do segundo tempo – quando o adversário passou a pressionar nossa saída de bola e piorou quando cedemos o empate – ainda nos prejudica muito, e não apenas tecnicamente, mas deixa todos mais afobados, desatentos e propensos a levar cartões bobos. E claro, há aquelas questões sem solução, pelo menos imediata: as limitações do elenco. Sem reforços (e sem citar nomes), dificilmente teremos uma zaga confiável, laterais decentes ou meias capazes de municiar o ataque adequadamente.

Como eu disse ontem, vencer traria um alivio mais que necessário para o clássico de domingo e era muito importante por esse motivo. Serve como um calmante para alguém que sofre de ansiedade crônica, mas não mostrou ainda um caminho para a cura defiinitiva. Resumindo, não temos motivos para nos empolgar demais com uma vitória que teve mais efeitos terapêuticos que práticos como sinal de melhora do time.

As atuações…

Jordi – mesmo não sendo tão exigido, demonstrou insegurança nas saídas de bola e uma predileção por espalmar as bolas para a frente da área. Foi em um lance assim, com Jordi socando uma bola na direção de um jogador do América que estava na frente da nossa área, que sofremos o gol.

Madson – na marcação vacila e quando sobe ao ataque, não acerta um cruzamento sequer. Como sempre.

Rodrigo – outra atuação oscilante, não conseguindo transmitir a segurança que costumava passar à defesa. Errou bisonhamente algumas saídas de bola.

Aislan – ontem foi acometido da “síndrome de Cris“: joga bem boa parte do tempo, mas quando resolve vacilar é pra entregar o jogo. No primeiro tempo foi de primeira numa bola e tomou um drible desconcertante, deixando o atacante potiguar na cara do gol. Mas como esse lance não terminou em gol, resolveu dar mais uma vacilada, essa fatal: furou de forma constrangedora e deixou o atacante adversário livre para marcar, quase complicando o jogo.

Henrique – entrou apenas para queimar uma substituição com cinco minutos de bola rolando. E pior, sua contusão relâmpago deu a chance do Christianno entrar no jogo e mais uma vez confirmar sua vocação para entrar para história como um dos piores laterais que já usaram a camisa do Vasco profissionalmente.

Herrera marcou seu primeiro gol na estreia  como titular (foto:  www.vasco.com.br)

Herrera marcou seu primeiro gol na estreia como titular (foto: http://www.vasco.com.br)

Anderson Salles – uma boa surpresa jogando como volante. Acerta muito mais passes que o Serginho e na marcação e saída de bola colocou o Lucas no chinelo. Fez alguns cruzamentos perigosos em cobranças de falta e ainda marcou o seu, de pênalti.

Guiñazu – como sempre, muita transpiração e pouca inspiração. Mas ontem até que fez uma bonita jogada de linha de fundo.

Emanuel Biancucchi – apesar de outro belo gol (e em um momento importante do jogo, trazendo tranquilidade para a equipe), errou quase tudo o que tentou. E ainda mostrou um condicionamento físico discutível: sofrendo com câimbras, passou os últimos 15 minutos do jogo caminhando em campo.

Dagoberto – fez sua melhor partida com a camisa do Vasco, sendo o jogador mais perigoso do time em campo. Pra compensar, foi expulso de forma tão infantil que merece tomar uma multinha da diretoria.

Herrera – jogando numa posição que pode não lhe ser tão favorável – pelos lados do campo – mostrou disposição e deu trabalho à defesa adversária. Marcou um gol mostrando um oportunismo que deve lhe garantir a vaga que pertencia ao Gilberto. O gringo pediu para sair no segundo tempo e Thalles entrou em seu lugar. Mas o garoto não conseguiu fazer algo digno de nota.

Riascos – sua boa movimentação e a certa habilidade que tem para driblar complicaram a defesa do América, mas não conseguiu ser efetivo, finalizando mal as poucas chances que teve. Jhon Cley entrou em seu lugar e foi mais efetivo só por ter sofrido o pênalti convertido por Anderson Salles.

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Validade expirada

O São Paulo estava em crise, sem vencer a quatro partidas e com isso, havia despencado da liderança para a oitava colocação na tabela. Ainda assim, em menos de 20 minutos contra o Vasco deu um fim à sua crise. Já o Vasco voltou a mostrar sua antiga mania de ressuscitar defuntos e ainda terminou, mais uma vez, goleado: 4 a 0.

Sendo mais preciso, a derrota vascaína foi sacramentada aos 17 minutos do primeiro tempo, após o São Paulo abrir dois gols de vantagem. E durante esse tempo, o que vimos não foi muito além do óbvio: o esquema com três volantes não seria o mais indicado para um time que precisava da vitória, não quando Lucas é o volante responsável por iniciar qualquer jogada. Errou Roth e mais ainda o Lucas, que enquanto esteve em campo, foi incapaz de fazer com o mínimo de competência a saída de bola.

Era tudo o que o São Paulo queria. Tinha diante de si um adversário que cedia espaços e marcava mal, mesmo com os três volantes. O São Paulo, com um volante a menos, conseguiu tomar a bola dos nossos jogadores ainda na sua intermediária e partia com velocidade para o ataque. Assim nasceu seu primeiro gol: o São Paulo nos rouba a bola em seu campo, Lucas dá uma bote errado e surge o contra-ataque mortal, finalizado com uma atuação da nossa zaga que foi digna de um quadro dos Trapalhões.

No segundo gol, o São Paulo teve toda liberdade para trabalhar a bola, pensar a jogada, encontrar os espaços e fazer o cruzamento que acabou na cabeçada certeira do Michel Bastos.

E assim acabou-se a estratégia do Rothbol nessa partida. Nosso treinador percebeu isso e tirou um dos volantes – obviamente o Lucas – e colocou um terceiro atacante, Rafael Silva. Uma mudança da água para o vinho. O problema é que o vinho, e a partida, já tinham ido pro vinagre. Mesmo passando a incomodar um pouco nosso adversário ainda na primeira etapa, não tivemos capacidade para criar chances claras de gol.

E nem podemos reclamar disso no segundo tempo. Mas antes de criarmos quatro chances claríssimas de gol e miseravelmente desperdiçar todas, sofremos o terceiro, em mais uma bobeada inadmissível da nossa defesa. O quarto gol, já nos acréscimos, só serviu para deixar a derrota – a sétima em 12 jogos – mais feia.

Dessa vez não teve expulsão, impedimentos inexistentes ou gols irregulares. A goleada veio por culpa única e exclusiva dos nossos erros, do técnico, da defesa e do ataque. Se apegar às chances desperdiçadas como argumento de que o resultado poderia ser outro é não enxergar o óbvio: se tivéssemos marcado um ou até dois dos gols que poderíamos ter feito, o São Paulo voltaria ao ritmo inicial da partida e aumentaria nossas dificuldades.

O Rothbol, essa feia adaptação do esporte bretão, parece perder a validade mais rápido do que imaginávamos. A reação que imaginávamos ter começado foi bruscamente freada e, tendo os adversários que teremos nas próximas rodadas, parece difícil que vá engrenar tão cedo. Ou nosso treinador começa a rever os seus conceitos ou dificilmente completará os tais dez jogos em que costuma dar um levante em equipes afundadas na crise.

As atuações…

Charles – sem culpa nos dois primeiros gols. Nos outros dois, rebateu bolas nos pés dos jogadores adversários.

Madson – voltou a ter mais presença ofensiva, principalmente na segunda metade do primeiro tempo. Defensivamente foi várias vezes envolvido pelos jogadores tricolores.

Rodrigo – voltando de suspensão, teve uma noite pra apagar da memória. Falhou em todos os gols sofridos, com o agravante de ter sido bagunçado no último gol.

Anderson Salles – no lance do primeiro gol, foi facilmente driblado pelo Pato e depois ficou olhando o mesmo aproveitar um rebote para marcar.

Julio Cesar – nada pode ser pior que o Cristianno, mas em alguns momentos parece que o Julio Cesar tenta bastante superar o antigo titular da posição.

Guiñazu – com o time inteiro marcando muito mal, o velho gringo ficou como uma barata tonta tentando dar combate a todo mundo ao mesmo tempo.

Serginho – um dos protagonistas da lambança do primeiro gol, ao invés de afastar a bola quando teve chance, a chutou em cima do Rodrigo, fazendo com que ela sobrasse nos pés do Pato. No terceiro gol, ficou olhando o lance ao invés de acompanhar o Wesley.

Lucas – não deveria nem ter entrado em campo. Quando Roth reparou seu equívoco, o jogo já estava 2 a 0. Rafael Silva, seu substituto, até melhorou a movimentação ofensiva do time, mas só apareceu quando perdeu de bobeira a bola que originou o terceiro gol do São Paulo.

Andrezinho – não apareceu até o time deixar o esquema com três volantes. Depois ajudou o time criando algumas jogadas, mas desperdiçou um dos lances claríssimos de gol feitos pelo Vasco.

Riascos – também estava desaparecido até a entrada do Rafael o fazer jogar mais centralizado. Nessa posição, mostrou uma movimentação excelente, o que lhe proporcionou pelo menos três oportunidades de gol. Mas nessa hora o colombiano mostrou péssimo poder de finalização desperdiçando as três chances que teve, duas delas inaceitáveis para um jogador profissional. Eder Luis acabou entrando em seu lugar e não conseguiu fazer muita coisa, o que até é compreensível depois de mais de um ano de inatividade.

Gilberto – um chute sem muito perigo no primeiro tempo e só. Cedeu lugar ao Thalles no segundo tempo e o jovem atacante colocou o Riascos na cara do gol duas vezes. O que já foi mais do que o Gilberto fez em todo o Brasileiro.

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Recuperação lenta, boataria rápida

entorse_cantagaloFez muito bem o departamento médico do Vasco lançar uma nota oficial sobre a condição do Martín Silva. Importante para sabermos o quanto sofreremos com Charles no gol, a quantas anda sua recuperação (a tal lesão parcial sindesmose e do ligamento do talofibular anterior do tornozelo esquerdo é uma contusão complicada, e foi bom sabermos que o goleiro está em tratamento intensivo) e, principalmente, para acalmar a torcida, já agitada com a boataria sobre uma possível transferência.

Da minha parte, não havia essa preocupação. Se San Martín veio para disputar a Série B, aguentou o clima instável e os atrasos de salários da gestão anterior, não vejo motivos para ele cogitar sair do clube nesse momento. Mas o disse-me-disse era inevitável: sendo um dos melhores goleiros em atuação no Brasil atualmente e não tendo completado sete jogos no Brasileirão, natural a preocupação da torcida com o possível assédio de outras equipes. Principalmente as que podem oferecer salários maiores, como o São Paulo, que ficará sem Rogério Ceni em breve.

Infelizmente não há previsão para o retorno do nosso goleiro titular aos gramados. Mas se é para procurarmos um ponto positivo nessa situação, sua contusão deve diminuir o interesse imediato de outros times pelo jogador. Se algum dos grandes clubes brasileiros precisa com urgência de um novo goleiro, dificilmente tentarão um acerto com um atleta lesionado e sem previsão para estar recuperado.

Exceto o Fluzim, claro. Para o laranjal, o importante é tentar ter tudo o que o Vasco tem.

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E já que falamos no São Paulo, nosso adversário na próxima rodada…

Bruno Lima, setorista do Vasco na Rádio Tupi, divulgou em sua conta no Twitter uma possível formação do Vasco, do meio para frente, para o confronto contra o cervídeos paulistas. Segundo o repórter, Roth mandará a campo três volantes, Andrezinho armando e Riascos e Gilberto no ataque.

Não esquecendo que o treinador vascaíno não tem tantas opções assim no elenco, armar um time que precisa desesperadamente da vitória com três volantes nem é o que me preocupa. Como sempre disse, não é o número de volantes que faz um time mais ou menos ofensivo: mesmo que o Roth escalasse uma meiuca com Guiña, Índio, Primo do Messi e Andrezinho, dificilmente nossa equipe deixaria de jogar defensivamente.

O que me parece ser mais problemático em ter Lucas, Serginho e Guiñazu em campo é saber como será nossa saída de bola. Lucas e Serginho parecem estar numa briga acirrada para saber qual dos dois errará mais passes em todo o Brasileiro. E o Guiña também não é muito famoso pela sua qualidade de passe.

A se confirmar essa formação, é bom que a torcida prepare o coração para fortes emoções em Brasília…

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Sem desesperar

Não será dessa vez que o Vasco sairá do Z4: na gélida Arena Condá, a Chapecoense nos venceu por 1 a 0, fazendo com que Celso Roth tivesse sua primeira derrota no comando da equipe. Com o resultado, ao fim da rodada manteremos a 18ª colocação e nos resta torcer para que nossos adversários logo acima na tabela não ampliem a vantagem que têm sobre nós.

Apesar de tudo, discordo sinceramente de quem critica exageradamente o time e dos que ficaram desesperados pela atuação de ontem, por a terem considerado a pior em muito tempo. Discordo porque ela não foi a pior em muito tempo. A partida que fizemos ontem está dentro do padrão Celso Roth de atuação. E nem tão diferente das que tivemos nos dois últimos jogos.

Se analisarmos o contexto geral, fica mais fácil entender meu ponto de vista. Todos sabemos como é o Rothbol, o esporte parecido com o futebol que nosso atual técnico emprega em suas equipes: prioridade para o sistema defensivo, com muita marcação; não dar importância à posse de bola; esperar uma chance para marcar um golzinho e, conseguindo isso, se fechar completamente para assegurar essa vantagem. Os times do Roth mantém sempre essa postura, as vezes dá certo, outras dá errado. Ontem infelizmente foi o segundo caso, mas não somente pelos defeitos do Rothbol.

Aliás, até ia dando certo. Ninguém poderá dizer que nosso primeiro tempo foi tão pior que a etapa inicial contra a Mulambada. A Chapecoense sempre se impõe em seu estádio e, ainda assim, conseguimos equilibrar as ações em campo em alguns momentos. Os donos da casa tiveram mais posse de bola (normal) mas não chegaram a criar chances claras de gols contra nós (o que também é normal). A intenção clara do Roth era, antes de tudo, não perder. E o time vinha fazendo isso normalmente.

Nosso treinador naturalmente se preocupa muito com a defesa. Jogando fora, sua cautela aumenta. Agora imaginem o que ele pedirá aos seus comandados depois de perder um jogador no primeiro minuto do segundo tempo? Diante da expulsão do Christianno, todos já imaginavam que o Vasco se agarraria desesperadamente ao ponto que estava conquistando. E, tirando o pavor com as saídas do Charles, a pressão do Chape estava dentro dos conformes. O que não estava nos planos era que uma falta mal cobrada e um vacilo na marcação acabasse redundando no gol adversário. Aí, com menos um – e logo depois, menos dois – não há esquema defensivo que fosse resolver nosso problema. Não com os jogadores que tínhamos no elenco.

Nossa situação na tabela é desesperadora, mas olhando friamente, a atuação de ontem não trouxe qualquer elemento para aumentar nossa preocupação. Ela já é grande o bastante e o que vimos ontem em Chapecó é o que veremos muitas outras vezes ainda. O que nos resta é torcer para que o Rothbol  nos ajude a vencer mais do que nos submeta a derrotas. O que sinceramente acredito que vá acontecer com a chegada de jogadores como Andrezinho, Herrera e Eder Luis e a volta do Martín Silva e Dagoberto.

As atuações

Charles – até fez uma boa defesa no segundo tempo, mas a insegurança nas saídas de bola e os vários rebotes que cedeu não nos passam a menor tranquilidade.

 Madson – o Madson que subia o tempo todo não existirá mais sob o comando do Roth. De certa forma, o Madson mais preocupado com a marcação é menos irritante que o anterior.  Teve uma chance para marcar no segundo tempo, mas chutou para fora.

Aislan – a expectativa não era das melhores, mas o jovem zagueiro não comprometeu em sua estreia.

Anderson Salles – parece que se sai melhor tendo a experiência do Rodrigo ao seu lado, mas ainda assim foi quem mais roubou bolas no primeiro tempo e também não chegou a comprometer. No finzinho do jogo fez um belo lançamento em cobrança de falta, que levou perigo.

Christiano – acrescentou à sua lista de defeitos ser expulso. Mas se pensarmos bem, ter a certeza de que não jogará na próxima rodada é o melhor presente que o sujeito já deu à torcida.

Guiñazu – com a Chapecoense atacando a maioria do tempo, acabou apelando para as faltas com mais frequência que ultimamente.

Serginho – se enrolou em alguns momentos, quase entregando a mariola em um recuo esquisito no primeiro tempo.

Emanuel Biancucchi – foi o único do meio campo que tentou alguma coisa no primeiro tempo, mas não conseguiu ser efetivo. Acabou sendo substituído pelo Jhon Cley, que conseguiu tomar dois amarelos em 30 segundos e enterrou de vez qualquer chance de reação.

 Julio Cesar – jogando no meio, só conseguiu aparecer quando jogava aberto, ocupando a lateral. Quando foi deslocado para a lateral, quase não teve chances para apoiar por conta do recuo do time.

Riascos – com Roth enchendo o cara de funções defensivas, acabou sendo visto mais vezes perto da nossa área que da área adversária. Ainda no primeiro tempo sentiu um incômodo na perna, mas só saiu na metade final do segundo tempo, dando lugar  Thalles, que só apareceu ao não conseguir aproveitar um bom lançamento do Anderson Salles.

Gilberto – não teve praticamente nada para fazer em todo tempo em que esteve em campo. Com a expulsão do Gilberto, foi sacrificado para que o meio fosse recomposto e cedeu lugar para o Lucas, que vacilou no lance do gol ao dar muito espaço para o jogador da Chapecoense.

***

Cabem algumas palavras sobre o papel do Roth na derrota.

Mesmo que seja aceitável para qualquer treinador armar uma equipe mais defensiva com o elenco que temos hoje, Roth ontem exagerou na dose. Não precisávamos ter abdicado tão completamente do ataque como fizemos, mesmo quando ficamos em desvantagem numérica.

Mas isso até se entende. O que não se entende é tirar o Primo do Messi, que no primeiro tempo foi o jogador a dar mais toques pelo time, para colocar o Jhon Cley. E mais incompreensível ainda é a insistência com o Christianno. Preferir ter o Julio César no meio para mantê-lo é inexplicável, até porque temos opções para a posição que o JC ocupa hoje. Biancucchi ou Julio dos Santos, por exemplo, podem fazer essa função, ajudando na criação e também na marcação. Mesmo que Cley tenha que formar o meio com um dos dois citados seria uma opção melhor, desde que Julio vá para a lateral e o Christianno, perdoem-me pela exaltação, vá para o quinto dos infernos.

Torçamos que a expulsão de ontem seja o passaporte definitivo do “Khrysthyannow” para a reserva. Com a chegada do Andrezinho, não haverá mais qualquer justificativa para manter Julio Cesar no meio. E nem o Roth será capaz de deixá-lo fora da lateral esquerda tendo esse entojo como opção.

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Update: tem uma coluna nova no site Vasco Expresso. Para dar aquela conferida, basta clicar aqui.

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Consolidando a reação

Foi menos doloroso do que se poderia esperar e se alguém ficou com calo na vista vendo o confronto entre Vasco e Avaí ontem deve resolver esse problema com umas gotas de colírio. Mas assim como no jogo contra a mulambada, o que interessava aconteceu: vitória, a segunda seguida, e os três mais que necessários pontos na conta.

E foi um jogo até surpreendente, pelo menos no começo. Os 10 minutos iniciais foram os mais eficientes na parte ofensiva que tivemos em todo o campeonato. Poderíamos não apenas ter aberto o placar, como poderíamos ter resolvido o jogo já nesse momento. Mas aí entra a questão que não será resolvida com mudança de técnicos ou discursos otimistas: o fraco aproveitamento nas finalizações e falhas de arbitragem. Riascos, Jhon Cley e Gilberto poderiam ter marcado gols, mas quando não finalizamos mal, o maldito bandeira nos atrapalhou anulando um gol legítimo do nosso centroavante.

Depois desse bom momento, o Avaí resolveu acordar pra vida e passou a nos dar mais trabalho. Marcando melhor, evitou que criássemos mais chances. E, quando teve espaço, chegou a levar algum perigo à nossa defesa, ainda que não conseguissem finalizar e por a prova o goleiro Charles. Com isso o jogo acabou ficando tedioso, em alguns momentos lembrando as piores partidas do time.

O segundo tempo não mudou muito o panorama. Pelo contrário, o jogo ficou ainda pior, truncado, com um perde e ganha absurdo entre os dois times (justificado pelos mais de 40 passes errados de cada equipe no jogo). E como fatalmente aconteceria, foi um erro de passe que iniciou a jogada que definiu o placar: o Avaí errou uma saída de bola, Guiñazu a roubou e passou para Biancucchi, que tabelou com Gilberto para acertar um belo chute do meio da rua. Golaço.

Depois disso, foi aquele início de Deus nos acuda com o qual, provavelmente, deveremos nos acostumar toda vez que o Vasco estiver com uma vantagem no placar. O time se fechou, passou a aceitar a pressão do time catarinense e teve sucesso em manter o resultado (muito graças à incompetência do Avaí, que em todo o jogo acertou apenas UMA finalização em direção ao gol). Mas é como já tinha dito após a vitória contra a Mulambada: não é o momento para lamentar o jogo feio, e sim para festejar qualquer vitória. Quando estivermos fora do Z4 e, de preferência, longe da parte debaixo da tabela, podemos nos preocupar com esse tipo de coisa. Agora é comemorar a reação no Brasileiro, que, depois da segunda vitória seguida, parece estar consolidada.

As atuações…

Charles – praticamente não teve trabalho, o que é um alívio: cada saída do gol do nosso goleiro reserva é daqueles momentos de se prender a respiração.

Madson – mais uma vez foi bastante contido no apoio, o que deve acontecer por instrução do Roth. E com seu nível de aproveitamento nos cruzamento, talvez o técnico esteja coberto de razão.

Rodrigo – ainda no primeiro tempo, deu uma voadora para cortar um passe do Avaí e acabou sentindo. O que não impediu de ser um dos melhores em campo, mostrando bom posicionamento e se saindo melhor em praticamente todos as disputas de bola.

Anderson Salles – outra boa partida, jogando com atenção e sem desesperos desnecessários.

Christianno – como sempre, horroroso. Erra tudo o que tenta. E olha que ontem ainda teve companhia pela esquerda, com o Julio César jogando no meio.

Guiñazu – desnecessário falar da sua importância na marcação. Então podemos considerar sua importância na partida ao ter roubado a bola que iniciou o lance do gol.

Lucas – conseguiu superar o Serginho no quesito passes errados. Uma lástima.

Julio Cesar – criou algumas boas jogadas quando caiu pela esquerda. Mas sumiu no segundo tempo e foi substituído por Rafael Silva, que não conseguiu aparecer, exceto ao ser expulso infantilmente no finzinho da partida.

Jhon Cley – primeiro, recebeu uma bola na cara do goleiro e finalizou de forma bizarra. Depois, balançou as redes, mas estava adiantado. Deu uma assistência perfeita para o Gilberto marcar, mas o bandeirinha invalidou o lance erradamente. Ou seja, quando teve chance, errou. E quando acertou, não valeu. No segundo tempo nem isso conseguiu fazer e Emanuel Biancucchi entrou em seu lugar. Para definir sua atuação, apenas uma frase: um tal de Messi é primo do herói da partida.

Riascos – teve sua melhor chance nos primeiro minutos, mas finalizou pra fora. No resto do jogo tentou ajudar como pode, tanto no ataque como na marcação. Um bom sinal: conseguiu ficar em campo pelos 90 minutos.

Gilberto – chutes pra fora, chute na trave, gol – mal – anulado. Ou seja, segue o jejum do nosso centroavante. Já com1 a 0 no placar, Julio dos Santos entrou em seu lugar para cadenciar o jogo e ajudar na marcação. Acabou sendo útil apenas na segunda função.

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