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Um resumo do campeonato

Parafraseando Euclides da Cunha em seu clássico “Os Sertões”, podemos dizer que o vascaíno, é antes de tudo, um forte. Forte na crença de que seu time poderia corresponder em campo o apoio de mais de 50 mil torcedores. Infelizmente, diferente do que todos esperavam, o Vasco apenas condensou o que fez nas 37 rodadas da Série B em 90 minutos e não passou de um empate com o Icasa.

E o que fizemos em nossa errática trajetória de volta à elite do futebol brasileiro? Apresentamos um futebol abaixo da crítica, passamos sufoco contra times fraquíssimos, perdemos gols em profusão, fizemos de tudo para os adversários gostassem dos jogos e nos pressionassem e terminamos em igualdade contra equipes que, tendo seus salários somados, muitas vezes investiram menos do que o Vasco investiu em alguns dos seus reservas.

E foi exatamente isso que vimos na Arena Maracanã ontem. Podemos reclamar de tudo sobre esse time, mas nunca de falta de coerência.

Tanto faz agora o resultado da última rodada e só sendo uma pessoa com uma fé maior que a do Papa Francisco para crer que o Vasco devolverá a goleada sofrida pelo Avaí no primeiro turno, ou mesmo que se esforçará por uma vitória. Se o time volta e meia mostrava uma falta de vontade tremenda quando ainda precisava garantir sua volta à Série A, imaginem a motivação na semana que vem, com a classificação já assegurada e sendo a última partida pelo Vasco de uma penca de jogadores desse grupo. E isso contra um time que precisará vencer para manter o sonho do acesso.

Motivos para nos alegrar, nós temos. Afinal de contas, ainda que tenha sido nas coxas, o objetivo principal foi alcançado. E, apesar de tudo, nos resta a esperança de um futuro melhor, se não pelo retorno da gestão Eurico, ao menos pelo final da Era Dinamite, definitivamente a pior da nossa história. Depois desse ano terrível que passamos, esperança já é algo que nos serve de algum conforto.

As atuações…

Martin Silva – um milagre no primeiro tempo e boas saídas do gol. No lance do gol, estava um pouco adiantado, mas quem esperaria um chute daqueles da intermediária?

Carlos César – vinha fazendo uma partida apenas razoável até se machucar e não voltar após o intervalo do primeiro tempo. Lorran entrou em seu lugar e foi mais presente no apoio, mas ainda erra passes demais.

Rodrigo – a experiência falou mais alto, ganhando vários lances na malandragem: cavou várias faltas providenciais quando o Icasa estava no ataque.

Luan – teve uma boa chance no primeiro tempo e jogou com segurança. No segundo, se posicionou mal em alguns lances.

Diego Renan – errou tudo o que podia no apoio e miguelou na marcação durante todo o jogo. Cortou uma bola que tinha endereço certo, sua única contribuição ao time.

Guiñazu – a disposição de sempre, talvez exagerando um pouco na distribuição de carrinhos. Deu azar no lance do gol, quando a bola que cortou acabou sobrando para o atacante do Icasa.

Fabrício – tentou ajudar na criação e foi visto frequentemente no ataque. Mas na única boa chance que teve, isolou a bola.

Douglas – um pouco mais de disposição que nas últimas partidas, fez o cruzamento para o gol de Kleber e perdeu um gol feito, ambos os lances na primeira etapa. No segundo tempo não conseguiu organizar o meio de campo com a eficiência necessária.

Maxi Rodríguez – é a comprovação de que os gringos do time podem ser acusados de tudo, menos de fazer corpo mole. Entre um ou outro exagero nas jogadas individuais, é quem mais corre e tenta criar jogadas no time. Quase marcou em chute cruzado no primeiro tempo. Deu lugar ao Lucas Crispim na etapa final, e o garoto trouxe um novo gás para o time. Mas não fez muito mais que isso, raramente conseguindo terminar as jogadas que iniciou.

Thalles – incomodou muito a defesa do Icasa enquanto esteve em campo, mas na única chance clara que teve para marcar, chutou mal. Edmilson entrou em seu lugar e não conseguiu fazer muita coisa.

Kleber – de certa maneira, pode ser considerado o jogador símbolo da equipe: tem mais nome que feitos na carreira, veio como grande reforço mas raramente correspondeu a essa responsabilidade e viveu de lampejos ao longo do campeonato. Exatamente como ontem, quando mesmo jogando bem apenas durante o primeiro tempo, decidiu a partida marcando o gol vascaíno.

***

O presente de despedida da torcida carioca para o time, depois de um ano sem títulos, sem boas apresentações e como único consolo uma obrigatória passagem para a Série A depois de uma turbulenta disputa da segundona, foi a vaia de 50 mil pessoas.

E a torcida – diferente da diretoria, comissão técnica e jogadores – fez o certo pelo clube. Não há mesmo qualquer motivo para festejarmos esse 2014. Compareceu ao estádio, apoiou durante a partida e mostrou seu descontentamento no momento exato.

Mas não podemos pensar que nosso trabalho está feito. Grandes mudanças vem aí e a participação de todos os vascaínos é mais importante que nunca. Apoiar quando preciso e cobrar sempre que necessário é o nosso papel. Fizemos isso ontem e devemos fazer sempre.

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Tranquilidade após a raiva

O expediente de deixar para o dia seguinte a escrita da resenha das partidas do Vasco, com o claro objetivo de tentar fazer uma análise mais racional e menos emotiva, não vai dar certo para a vitória do Vasco sobre o Vila Nova. Mesmo que o resultado tenha praticamente garantido nossa volta à elite, é impossível lembrar do jogo e não sentir uma raiva profunda do triste espetáculo.

Porque foi exatamente isso que Joel e seus comandados conseguiram ontem: irritar profunda e completamente os vascaínos (ou pelo menos esse que vos escreve). A inexistência de um padrão de jogo, os erros individuais e até um aparente descaso dos envolvidos com a necessidade da vitória foram o bastante para nos tirar da simples apatia de quem assiste uma partida de futebol ruim para a ânsia de espancar cada um dos presentes por ousarem se achar no direito de poderem usar a armadura cruzmaltina.

Esse sentimento foi mais forte ao longo do primeiro tempo. A bagunça do time e a profusão de pixotadas foi tamanha que conseguimos sofrer um gol – em um lance dantesco da zaga – de um time já rebaixado para a Série C antes de criar qualquer boa chance de ataque.

(Aqui vale uma parêntese sobre o Vila Nova: nosso adversário teve o pior ano de sua história, sendo rebaixado não apenas no Brasileiro, mas também no Campeonato Goiano. Em 49 partidas oficiais, o Vila perdeu 31 e venceu apenas 12. Uma delas, para evidenciar nossa terrível fase, sobre o Vasco. Fecha parêntese).

Mesmo com o Vila Nova mostrando uma disposição malabranqueana para uma equipe que não tem mais objetivos na competição, era totalmente inaceitável estar atrás no placar para um oponente com aquele nível. Ainda assim, nosso empate só surgiu como uma retribuição ao gol que demos: o zagueirão do Vila se empolgou e entrou numa de sair driblando na frente da área justo na frente de Guiñazu. O gringo roubou-lhe a bola e passou para Carlos Cesar, que fez questão de manter o nível da partida, marcando com um chute muito do mequetrefe.

Indo para intervalo em igualdade, Joel, que passou o primeiro tempo inteiro berrando e xingando seus comandados, deve ter reservado alguns impropérios para o vestiário. Isso porque, se o time voltou com a mesma desorganização da etapa inicial, pelo menos resolveu correr um pouco. Dada a fragilidade do Vila Nova, isso bastou para que o Vasco não apenas dominasse a partida, como também virasse o placar, com Douglas marcando seu 10o gol no campeonato, depois de cobrança de falta de Maxi Rodriguez.

O Vasco manteve o Vila Nova no seu campo, mas ou o último passe não saía, ou as finalizações eram canhestras, impedindo que ampliássemos a vantagem. A tensão – vejam vocês, jogando contra quem jogávamos! – com a possibilidade do empate nos apavorou até os minutos finais, quando o inesperado aconteceu. Jhon Clay acerta uma improvável bomba em curva, colocando um definitivo 3 a 1 no placar e fazendo a torcida respirar aliviada já quase nos acréscimos.

Apesar da atuação terrível e da raiva durante a partida, a vitória nos deixa com a tranquilidade de precisar de apenas um ponto para, finalmente, sair de campeonato desgracento com a missão cumprida (em parte, claro, já que o título era uma obrigação). Agora é lotar a Arena Maracanã para o decisivo confronto contra o Icasa, que promete ser um adversário ainda mais complicado que o Vila Nova, já que eles ainda lutam contra o rebaixamento (só de ter que me preocupar com as possíveis dificuldades que o 18º colocado da Série B pode nos trazer já faz a raiva voltar feroz). Mas não é possível que não consigamos ao menos um empate com a equipe cearense. Afinal de contas, empatar foi o que mais fizemos esse ano.

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Vale um comentário sobre o nosso “comandante” Natalino.

O descontrole dele ficou visível (ou melhor, audível) desde o começo da partida. Berrando, xingando e esbravejando o tempo todo, Joel deixou clara sua falta de controle do grupo. Nem falo do verdadeiro bando que foi o Vasco ontem, quando não mostrou um mínimo de organização ao longo dos 90 minutos. O pior é a impressão de que, se suas instruções tivessem sido minimamente claras, ele não precisaria gastar tanto a garganta.

Um monte de gente vai falar que a culpa é da ruindade dos jogadores e que não existe treinador que dê jeito nesse elenco. Mas reflitam: o principal problema do time ontem foi de ordem técnica ou tática? Se foi tático, e efetivamente foi, então a culpa é do Joel sim.

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As atuações…

Martín Silva – sem culpa no gol. Passou a segurança necessária no primeiro tempo e pouco teve que fazer no segundo.

Carlos César – apoia bastante, mas é difícil concluir uma jogada. Acabou sendo útil, como no jogo contra o ABC, aparecendo de surpresa na área, dessa vez empatando o placar ainda no primeiro tempo e tranquilizando o time para o segundo.

Luan – errou tudo o que tinha que errar e foi uma dos alvos preferidos dos xingamentos do Joel.

Rodrigo – tirando a espanada desastrada que acabou dando o gol para o Vila Nova, fez uma partida segura, muitas vezes livrando a cara do seu companheiro de zaga. Mas nas cobranças de falta foi uma negação.

Lorran – outro que errou muito mais que acertou. Parecia nervoso, mas me pergunto por quanto tempo a sua juventude servirá como desculpa para atuações ruins.

Guiñazu – é uma espécie de Chuck Norris do futebol: ele não precisa de instruções de treinadores, já que sabe o que precisa fazer. Marcou com a disposição de sempre, deu o combate mais que todos seus companheiros de defesa juntos e ainda tentou ajudar na criação. No segundo tempo errou um passe que originou um contra-ataque, mas nada que comprometesse sua atuação.

Fabrício – tenta fechar os espaços no meio, mas vive deixando buracos na meiúca; quando sobe ao ataque, ou erra o passe decisivo ou tenta uns arremates constrangedoramente ruins. Pelo menos correu no segundo tempo.

Douglas – para um camisa 10, com a responsa de organizar as jogadas do time, a preguiça com que jogou o primeiro tempo era passível de justa causa. Compensou na etapa final, suando um pouco a camisa e marcando o gol da virada. Jhon Clay entrou em seu lugar e não seria percebido se não tivesse fechado o caixão do adversário, definindo o placar com um belo chute de fora da área.

Maxi Rodríguez – é daqueles que precisaria de uma bola exclusiva ao longo da partida. Como tenta muitas jogadas individuais, acaba igualmente errando muito. Tem a desculpa de jogar fora da posição: seu estilo não é o ideal para jogar mais próximo à área, onde a marcação aperta, e sim vindo de trás, criando os espaços para seus companheiros. Pelo menos é um dos poucos que correm o jogo todo, e ontem teve participação no resultado, saindo dos seus pés o cruzamento para Douglas marcar.

Rafael Silva – foi citado duas vezes enquanto esteve em campo: quando não alcançou uma bola que tocaram para ele e quase marcando de cabeça (o que até é bom para alguém que podemos chamar de quase jogador). Thalles entrou em seu lugar e deu muito mais trabalho para a zaga adversária e ainda ajudou na defesa. Precisa urgentemente acertar a hora de chutar, dar um passe ou driblar: invariavelmente toma a decisão errada e desperdiça bons lances.

Kleber – só não é mais irritante que o Douglas por correr o tempo todo. Por outro lado, não faz gols como o camisa 10 e com isso acaba sendo pior. Edmílson entrou em seu lugar e pouco foi notado.

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Os mistérios de sempre

Segunda-feira e ainda não tem nada sobre a derrota do Vasco para o Santa Cruz? Esse JC está muito preguiçoso!” poderia pensar você, caríssimo leitor. Te daria completa razão se não fosse por um detalhe: eu já escrevi sobre essa derrota antes. Mais de uma vez até. Isso porque praticamente toda derrota do Vasco nessa maldita Série B é igual. Eu poderia indicar outros posts que terão as mesmas reclamações que teriam no post sobre a partida na Arena Pernambuco sem tirar nem por.

Como vimos as falhas de sempre na partida – passes errados, desperdício de chances claras de gol, incapacidade técnica de uns e outros para cumprir funções básicas das suas posições – vamos focar no que pode ser chamado de “novidade”. Essa foi a primeira derrota do Natalino, portanto, falemos das besteiras cometidas pelo Papai Joel. Elas também não têm nada de novo, mas preciso falar alguma coisa sobre o jogo, não é mesmo?

Pra começo de conversa, o confronto contra o Santa foi o décimo do Vasco sob o comando do Joel e ele ainda não entendeu que, com o elenco que temos e os adversários contra quem jogamos, temos a obrigação de partir sempre para o ataque. Prova disso é que, mais uma vez, nosso treinador desperdiçou metade da partida mantendo três volantes em campo, sendo que um deles – obviamente o Fabrício – não tem servido nem para marcar, muito menos para ajudar na criação. Dessa forma, passamos os primeiros 45 minutos sem qualquer capacidade para armar jogadas e, pra piorar, sem ter uma segurança na marcação que justificasse a escalação mais defensiva.

No segundo tempo, outro dos mistérios da cabeça do Joel: a insistência em manter Maxi Rodriguez no banco. Bastou colocar o uruguaio no lugar do injustificável Fabrício para o Vasco dominar a partida, pressionar e criar chances de gol (todas desperdiçadas, mas aí não podemos colocar a culpa no Natalino, que não está lá para empurrar a bola pra rede). Mas aí, os gols perdidos, a necessidade da vitória e o tempo correndo fazem o time ficar mais tenso, se lançar como louco ao ataque e, como é óbvio, mais sujeito aos contragolpes. E assim foi feita a derrota, com o Santa aproveitando o espaço que teve para marcar um gol no finzinho do jogo.

Por que Joel acha que é melhor desperdiçar todo um primeiro tempo com uma formação que já se mostrou incapaz de criar e partir para o tudo ou nada apenas na etapa final, quando corremos mais riscos e não temos tempo para reverter uma possível situação ruim, é um mistério. Nas outras nove partidas sob o seu comando, passamos por isso diversas vezes e tivemos sorte de não perder os jogos. Mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer, e foi isso o que vimos no sábado passado.

Ainda acredito totalmente na nossa volta à elite, inclusive com o título. Mas enquanto nosso treinador se recusar a escalar um time que consiga se impor desde o apito inicial, o Vasco continuará adiando sua classificação matemática para a Série A de 2015.

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Como a partida foi há séculos, não falarei sobre as atuações na partida contra o Santa Cruz. Na partidas contra o América-RN volto a fazer uma resenha sobre isso.

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Update: acabei de publicar uma coluna nova no site Vasco Expresso. O tema: ainda vamos ter saudades de 2014…

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Lobotomia

Segundo Joel Santana, a partida contra a Portuguesa ontem “Foi uma vitória que não deixou dúvida. Fomos superiores o tempo todo do jogo“. Para quem viu o que aconteceu ontem no Canindé, uma declaração dessas só pode significar que, além da vesícula, os médicos que o operaram retiraram também alguns pedaços do cérebro do Natalino.

A operação não foi responsável pela perda de visão do nosso treinador. Pelo contrário, para enxergar uma superioridade completa do Vasco no jogo é preciso ter uma visão além do alcance, no estilo olho de Thudera. Talvez o caso do Joel seja de alucinações intermitentes, que aparecem principalmente nos 45 minutos finais.

Esse diagnóstico ganha força se lembrarmos que, se o Vasco teve algum domínio em todo o jogo, ele só aconteceu no primeiro tempo. Ainda que não tivéssemos criado muitas chances de gol, o time controlou a partida, não sofreu riscos e teve a posse de bola na maior parte do tempo. Ainda que meio capenga, avançando apenas pela esquerda, chegamos ao gol quase no fim da etapa inicial, após algo totalmente inesperado acontecer: Marlon acertar um belo cruzamento e Douglas aparecer para cabecear e balançar a rede em um lance de bola rolando.

Mas no segundo, longe de termos sido superiores, simplesmente deixamos de jogar e chegamos ao ponto de tomar calor da fraquíssima equipe verde-rubra. A Lusa tomou a iniciativa desde o princípio e o que era maior posse de bola se tornou pressão na prática quando nosso meio de campo velhusco cansou de vez. Joel, no meio dos seus delírios de superioridade, demorou a ver que Fabrício e Douglas se arrastavam em campo. Com isso, não conseguíamos marcar, nem criar. E tome a Portuguesa, aos trancos e barrancos, chegando à nossa área. Nem a primeira alteração do Joel, Maxi no lugar de Crispim, mudou o panorama deprimente do jogo.

As alucinações do técnico vascaíno só pareceram terminar nos cinco minutos finais, quando Joel finalmente substituiu os rastejantes Fabrício e Douglas para as entradas de Dakson e Jhon Clay. Mas aí, não haveria muito mais coisa a se fazer. A Lusa, já combalida e prostrada, não tinha forças para reagir e o Vasco, satisfeitíssimo com os três pontos, não tinha vontade para nada além de dar bicões para afastar a bola do nosso campo.

Não vou bancar o chato e ficar apenas reclamando, já que a vitória e os resultados da rodada – tirando a vitória ganha de presente da Macaca – foram bons para o Vasco e na maciota vamos chegando ao topo da tabela. E, na realidade, a torcida já sofreu muito nessa série B pra se preocupar com exibições de gala. Vencer já está mais que de bom tamanho. Sendo fora de casa, melhor ainda.

Mas, na boa…jogar mal, até vai. Já dizer que o time foi bem, mesmo quando foi muito mal, não rola. A torcida ainda não foi lobotomizada para aceitar qualquer insanidade que nos falem.

As atuações…

Jordi – tirando algumas saídas estabanadas – e uma defesa meio no susto à la Diogo Silva – mostrou segurança e alguma sorte.

Diego Renan – pavoroso: nem apoiou, nem deu a segurança necessária na defesa. Ontem parecia mirar nos adversários antes de dar um passe.

Rodrigo – procurou orientar a defesa, passando segurança ao time no primeiro tempo; no segundo, quando tomamos calor da Lusa, fez o que devia ser feito e virou zagueiro-zagueiro. Cobrou uma falta com relativo perigo.

Douglas Silva – no nível do companheiro de zaga, mas perdeu alguns lances de velocidade que poderiam nos dar problemas. Marcou um golaço, infelizmente em posição irregular, no primeiro tempo e quase fez outro de cabeça no segundo.

Marlon – apoiou bastante, sendo boa opção ofensiva no primeiro tempo. Seria mais útil se conseguisse acertar mais passes, tanto que seu único cruzamento certo resultou no gol da vitória. Podia depender menos da cobertura dos volantes para proteger sua lateral.

Guiñazu – ontem foi um Guiña “de raiz“: ateve-se ao combate e distribuiu mais carrinhos que candidato a deputado em dia das crianças.

Fabrício – talvez uma das piores atuações individuais de um jogador vascaíno no ano. Não acertou nada que tentou. Até ao ser substituído deu uma vacilada ironizando as mais que justas vaias da torcida. Dakson entrou em seu lugar e apenas ocupou os espaços no meio de campo.

Pedro Ken – boa movimentação e alguma habilidade em alguns lances, apesar de não ter conseguido efetividade na criação. Faltou atenção à cobertura ao Marlon em alguns lances.

Douglas – vinha tendo uma atuação discreta e com mais passes errados do que se espera de um camisa 10, até garantir a vitória com um gol que mostrou precisão no arremate e bom posicionamento. No segundo tempo cadenciou demais o jogo quando precisávamos de velocidade. Saiu no final para a entrada de Jhon Cley, que só teve tempo de isolar a bola numa finalização equivocadíssima.

Lucas Crispim – procurou levar maior movimentação ao ataque e acabou sendo o jogador mais agudo do time. Se errasse menos passes teria sido mais efetivo. Maxi Rodriguez, entrou em seu lugar e dessa vez não conseguiu fazer nada de útil.

Kleber – seu estilo brigador errou o alvo e o atacante se digladiou principalmente com a bola. Quando não errava os passes, as jogadas morriam com a bola batendo nele e indo para os marcadores. Finalizou apenas uma vez, em chute fraco de fora da área no segundo tempo.

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Ao “corajoso” Joel

Após a vitória do Vasco sobre o Náutico, um dos comentários que vi nas redes sociais sobre o Joel foi que “ele pode ser retranqueiro e ultrapassado, mas é corajoso“, aludindo ao fato do time ter terminado a partida com três atacantes e apenas um volante. Quando as loucuras do Natalino dão certo (e o maior exemplo disso é a final da Mercosul contra o Palmeiras), os mais distraídos – digamos assim – exaltam sua coragem. Quando dá errado, como no empate de ontem com o Sampaio Corrêa, podemos ver com mais clareza a visão estratégica do nosso treinador. E ela é tosca e rudimentar como a de um garoto de 8 anos comandando um time do Fifa Soccer pela primeira vez.

Parece que para o Joel, futebol é a coisa mais simples do mundo. Jogamos fora de casa? Então vamos com um volante a mais. Precisamos de gols? Vamos colocando atacantes no time. É pra segurar o resultado? Basta substituir alguém da frente por um marcador. Joel sempre foi assim e não será agora, às portas da aposentadoria, que ele irá mudar.

Na escalação, nosso “corajoso” treinador mostrou o máximo de ousadia que o veremos ter no comando do time: para não colocar três volantes, Joel inventou o Jhon Clay no meio. Para compensar, mandou o garoto marcar, o que acabou de vez com sua já discutível capacidade em ajudar na criação. Ou seja, Natalino quis criar, da noite pro dia, um novo Pedro Ken, ignorando que ele poderia ter escalado o próprio. A invenção só serviu como mais um episódio na saga de queimação de filme do garoto, que acabou não sendo útil no combate e nem na armação de jogadas.

Ao longo da partida, Joel mostrou sua falta de jogo de cintura: acreditar que o Marlon poderia fazer seu trabalho com um mínimo de qualidade é sandice, mas passa. Deixar o cara sendo constantemente esculachado pelo Pimentinha e não fazer nada para resolver a situação foi simplesmente burrice. Burrice essa que se repetiu nas substituições, todas no mais cristalino “estilo Joel“: com o jogo empatado e precisando vencer, Joel tirou um meia e colocou um atacante; o problema foi ter tirado Maxi Rodriguez – que deve ter alguma exigência contratual para atuar apenas 45 minutos – e deixar o Jhon Clay. A alteração deixou o time ainda menos capaz de organizar jogadas e, curiosamente, ainda mais exposto. Só mesmo um time comandado pelo Natalino para sofrer com contra-ataques sem conseguir atacar.

Mas aos trancos e barrancos conseguimos virar a partida. Então era o momento ideal para outra substituição com a cara do Joel. Como antes do nosso segundo gol o treinador vascaíno tinha feito uma alteração aceitável (finalmente Clay por Lucas Crispim), estando a frente do placar e com poucos minutos para o fim do jogo, a lógica joelsantaniana exigia uma retrancada esperta, o que ele fez tirando o Kleber e colocando o Rafael Vaz, decretando de vez que o Vasco apenas tentaria segurar o resultado. E para fazer justiça ao futebol apresentado pelas duas equipes, não conseguiu.

O que vimos ontem foi o seguinte: vamos voltar à elite, talvez até como campeões (a dificuldade de tirarem o Vasco do G4, mesmo com o futebol indigente que mostramos na maioria dos jogos é um sinal disso), mas se depender do nosso “bravo” treinador, será com muito sacrifício.

As atuações..

Martin Silva – deu azar nos dois gols que sofremos: fez defesas incríveis nos lances, mas os rebotes sobraram para jogadores do Sampaio. Além disso, fez pelo menos uma grande defesa no segundo tempo, se antecipando com precisão aos pés de um atacante adversário.

Diego Renan – tentou ajudar no apoio – e em duas oportunidades foi atrapalhado com falta dentro da área, não marcadas pelo juizão – e foi bem na marcação. Aliás, o Pimentinha só não fez a festa quando seu técnico inverteu o lado por onde jogava e Diego passou a marca-lo. Se o Joel ao menos tivesse pensado em coloca-lo na esquerda (como eu sugeri ontem)…

Luan – se enrolou em alguns lances e distribuiu chutões sempre que preciso (e as vezes que não era também). De positivo, um belo passe para Douglas ainda no primeiro tempo. De negativo, deixou o atacante livre para pegar o rebote que terminou no gol de empate dos nossos anfitriões.

Douglas Silva – o vice-artilheiro do time deixou o dele e garantiu o pontinho que nos manteve no G4. Mas cumprindo sua função passou momentos terríveis com o Pimentinha, jogando como sobra do Marlon.

Marlon – apoiou pouco – e quando o fez, não acertou nada – e foi cruelmente doutrinado pelo Pimentinha. E tem gente que ainda reclama do Lorran.

Guiñazu – mesmo mostrando a disposição de sempre, não conseguiu parar o veloz ataque do Sampaio Corrêa. E ainda acabou participando involuntariamente do gol de empate dos donos da casa, desviando a bola e atrapalhando San Martín.

Fabrício – foi posto na roda várias vezes nos contra-ataques adversários e não fez um papel muito bom fechando os espaços. Na frente acabou sendo mais efetivo, fazendo o cruzamento para nosso segundo gol e quase marcando um em um dos raros contragolpes velozes que tivemos.

Jhon Cley – o garoto foi para a berlinda na partida, mas muito por culpa do Joel, que o obrigou a cumprir uma função que não é muito a dele. Acabou ajudando mais na marcação que ajudando o Douglas, mas nada que merecesse destaque. Quem sabe, no futuro, ele até possa se encontrar no futebol como segundo homem de meio de campo. Saiu para a entrada do Lucas Crispim, que por mais que eu me esforce, não consigo lembrar ter feito algo digno de nota.

Douglas – no primeiro tempo, duas boas participações: deixou Maxi Rodriguez na cara do gol e marcou seu sexto gol no campeonato em mais um pênalti. No segundo tempo se deixou levar pelo marasmo criativo do time e não fez muita coisa.

Maxi Rodríguez – corria, se movimentava com eficiência, criando espaços para jogadas, arriscava arremates, quase marcou um belo gol e era o melhor do time no primeiro tempo. Como não podia deixar de ser, a paga por ter ido bem foi ser substituído pelo Joel no intervalo para a entrada do Rafael Silva, que não conseguiu dar um chutinho pro gol sequer.

Kleber – corre o tempo todo, mas fazer algo que preste é raro. Parece mirar a zaga adversária quando tenta suas finalizações. Nos minutos finais foi substituído por Rafael Vaz, para fechar de vez a defesa. E pelo placar do jogo, todos podemos conferir sua eficiência nisso.

***
Vale um comentário sobre a arbitragem da partida: terrível, como têm sido várias ao longo desse ano para nós. Não que o Sr. Gilberto Rodrigues Castro Junior tenha errado apenas contra o Vasco, mas se ele tivesse sido homem o bastante para marcar o pênalti claro sofrido pelo Diego Renan ainda no primeiro tempo e com o placar zerado, a história do jogo certamente seria outra.

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Desequilíbrio e vitória

O Vasco venceu, se manteve no G4, mas penou para passar pelo Náutico com um 2 a 1 bastante suado. Apesar disso, foi talvez a melhor apresentação do time na competição e certamente o melhor jogo sob o comando do Natalino. O grande problema da equipe foi o desequilíbrio apresentado ao longo do jogo: merecíamos ter goleado o Timbu, mas corremos riscos demais, que poderiam inclusive ter resultado numa derrota.

Ofensivamente, o time mostrou uma melhora significativa, com muito mais jogadas criadas e finalizações (mais de 25 arremates durante o jogo), mas com mesma imprecisão de sempre. Como no primeiro turno, o destaque do time pernambucano foi o goleiro Julio Cesar, que mais uma vez teve muito trabalho e salvou o alvirrubro diversas vezes.

Isso foi um óbvio reflexo da armação mais ofensiva escalada pelo Joel, que fez o que parecia ser o correto: trocou um volante por mais um atacante e manteve Maxi Rodriguez no time. Mas a pressão que exercemos durante quase toda partida também deixou mais espaços e os contra-ataques do Náutico, ainda que poucos, foram quase sempre perigosos, evidenciando o lado ruim da mexida no time.

O Vasco martelava o Timbu, mas nada do gol sair. Passamos o primeiro tempo em branco e no segundo tempo o Náutico, mesmo pressionado, continuava perigoso. E entrada do Edmilson no lugar do Maxi nos deixou com um jogador a menos no meio de campo, facilitando os contragolpes do adversário. E faltando 25 minutos para acabar a partida, o Náutico conseguiu o que queria. Abriu o placar depois de um contra-ataque que terminou com Martin Silva cometendo um penal.

Aí, mais uma vez, Natalino fez uma substituição à la Joel Santana: deixou o time com apenas um volante, jogando o time de vez para frente, a despeito dos riscos maiores que correríamos. Com a entrada do Dakson no lugar do Fabrício, o Vasco ficou mais exposto e o treinador do Náutico, vendo a situação, também colocou seu time mais à frente.

Mas a estrela do veterano treinador acabou aparecendo. Após boa jogada de Thalles, Dakson marcou o gol de empate aos 31, diminuindo a impressão de mais um vexame em casa. Mas sem outras alterações a fazer, continuávamos correndo riscos, no que parecia ser o melhor momento do Náutico na partida. Enquanto nosso adversário conseguia se segurar, aproveitava o desespero vascaíno para criar suas chances.

E quando todos pareciam satisfeitos com o empate, Thalles mais uma vez iniciou uma jogada que terminou em gol, dessa vez de Kleber, aproveitando a furada da zaga do Náutico. A virada devolveu a justiça ao placar, naquela que deve ter sido a partida na qual o Vasco mais merecia a vitória.

Os três pontos evitou que saíssemos da quarta colocação e nos manteve na cola do líder. Mas o melhor foi ver um time que se impôs diante do adversário, fazendo o que deve sempre fazer jogando em casa. Esse aspecto deve ser mantido diante de qualquer oponente, dentro ou fora da Colina. Agora, ironicamente para um time comandado pelo Joel, é preciso acertar o sistema defensivo da equipe. O desequilíbrio entre o ataque e a defesa ontem foi gritante. E enquanto o técnico não resolver essa questão, continuaremos a ver o Vasco correr riscos mesmo quando domina amplamente as partidas.

***

As atuações…

Martín Silva – o único senão da sua bela atuação – na qual fez pelo menos três grandes defesas – foi o pênalti cometido. Mas ainda que o Vasco perdesse a partida, seria difícil responsabilizá-lo com o ataque perdendo tantos gols.

Diego Renan – ainda está longe dos seus melhores momentos pelo Vasco, mas ao poucos vem subindo de produção jogando pela direita. Mas dada a pressão que o Vasco exerceu ao longo da partida, poderia ter sido mais presente no apoio.

Rodrigo – foi bem em grande parte do jogo, atuando com segurança. Na segunda metade do segundo tempo cansou e teve problemas com o ataque alvirrubro.

Douglas Silva – quase marcou de cabeça e não teve maiores problemas no primeiro tempo. Quando o Náutico tentou atacar mais no segundo tempo, se enrolou em alguns lances.

Lorran – apoiou constantemente, mas precisa caprichar nos cruzamentos e ter mais atenção à marcação. Saiu contundido para a entrada de Marlon, que mesmo entrando descansado, não conseguiu fazer da sua lateral uma boa opção para o ataque.

Guiñazu – a vontade de sempre, mas não conseguiu conter os contragolpes do Náutico, principalmente quando ficou como último volante em campo. Quase marcou o gol da sua vida, fazendo fila com a zaga adversária, mas chutou para fora.

Fabrício – mesmo tendo dois meias ofensivos no time, não deixou de tentar ajudar na criação, fazendo bem a distribuição das jogadas. Foi sacado quando o time já perdia por 1 a 0 e Joel se desesperou. Dakson entrou em seu lugar não demorou muito para mostrar resultado, empatando a partida após jogada de Thalles.

Douglas – fez boas jogadas e não ficou de migué como em outras partidas. Se não fosse pela boa atuação do goleiro Julio Cesar, poderia ter deixado o dele em cobrança de falta no primeiro tempo. Cansou no segundo tempo e poderia ter sido substituído no lugar do Maxi.

Maxi Rodríguez – no primeiro tempo foi o mais participativo do Vasco, criando jogadas, se movimentando e até ajudando na marcação. No segundo tempo, exagerou nas jogadas individuais e acabou com a paciência de Joel, que o substituiu por Edmilson, que não conseguiu finalizar muitas vezes, mas deu novo gás ao ataque e com sua movimentação mais opções de jogadas pelos lados do campo.

Kleber – fez valer seu apelido jogando com uma disposição impressionante. Como um Gladiador, lutou do começo ao fim do jogo, arriscando jogadas e finalizando diversas vezes, tendo sua raça recompensada com o gol da virada no final do jogo.

Thalles – dessa vez foi decisivo, sendo o responsável pela criação das jogadas que nos renderam os dois gols.

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Informação demais

Sabe aquelas situações em que um amigo seu começa a contar com riqueza de detalhes como o banheiro o aliviou de um almoço que o fez passar mal? Ou então, quando seus pais entram numa de fazer reminiscências da juventude, contando o que aprontaram ou deixaram de aprontar (e são coisas que te deixam completamente constrangido e que nem você, nos dias permissivos de hoje, teria coragem de fazer)? É nessas horas que falamos, ou pelo menos pensamos, que a conversa está com informação demais e podia ter terminado há muito tempo. Em 100% dos casos de “muita informação”, os assuntos são desagradáveis, degradantes ou desnecessários. Quando não tudo isso junto.

O empate entre Vasco e Oeste foi exatamente uma dessas situações. Teve tanta informação em apenas 90 minutos, e a maioria foi tão desagradável, que é até difícil falar sobre a partida.

Tentando resumir para não irritar quem não viu a partida e não enervar quem acompanhou a transmissão, foi mais ou menos isso:

Antes do apito inicial

Ia ter a execução do Hino Nacional. Mas não teve.

Primeiro tempo

  • O Oeste jogando melhor e com mais posse de bola.
  • O Vasco, mesmo com três volantes, não conseguia se encontrar na marcação e o adversário colocava nosso time na roda.
  • O Oeste antecipava TODOS os lances e o Vasco via o adversário jogar.
  • Sofremos um gol que não foi gol: uma bola que estourou no travessão, bateu na linha e o bandeirinha confirma o que não aconteceu.
  • Na comemoração, a torcida do Vasco acerta uma lata de cerveja no jogador do Oeste que marcou o gol.
  • A cerveja era Itaipava.
  • Douglas, senão o pior em campo, certamente o mais irritante disparado, recebe um bolão na cara do goleiro e desperdiça canhestramente o lance por não conseguir matar a bola.
  • A etapa inicial só não terminou 2 a 0 porque Martín Silva fez um milagre.

Segundo tempo

  • Joel mexe no time. Misteriosamente Douglas permanece em campo.
  • Dakson entra no jogo. Aparentemente para chutar ao gol qualquer bola que pare no seu pé
  • Em determinado momento da partida, o Vasco contabilizava 26 passes errados. O Oeste, cinco. E eram eles que tinham maior posse de bola.
  • Joel dá uma de Joel e faz uma daquelas alterações loucas: tira o Fabrício e coloca Thalles no jogo. O time fica com três atacantes e um volante. E olha que nem era final da Mercosul.
  • A torcida ajuda jogando outro objeto em campo.
  • A organização do time era tanta que em um lance, Luan avançou pela esquerda como um lateral e tocou para o meio. Quem recebeu a bola foi o Lorran.
  • Thalles cai na área e o juizão marca o penal meio Mandrake. Compensação?
  • Douglas, o pior em campo, o que perdeu as duas últimas cobranças de pênalti vai bater e, surpresa!, empata a partida.
  • Bastou o time empatar para voltar a perder a bola de forma infantil no meio de campo, permitindo que o Oeste antecipasse as jogadas e ficasse com todas as sobras.
  • Poderíamos até ter virado a partida, e ainda fazendo de um dos vilões do time seu herói inconteste. Mas o bandeirinha que enxergou um gol inexistente não viu que Douglas tinha condição e invalida o que seria um lance claro de gol para o Vasco.
  • Finalizando, o juizão terminou a partida antes do tempo que daria de acréscimo. E com o Vasco com a bola no ataque.

***

Depois do fim do jogo, para coroar a bizarrice toda, Joel solta duas pérolas na coletiva.

Perguntado sobre o que achou do primeiro tempo, nosso treinador respondeu: “estava chegando pouca gente dentro da área“. SERÁ QUE ELE NÃO PENSOU QUE FOSSE TALVEZ, APENAS TALVEZ, PORQUE O TIME SÓ TIVESSE UM ATACANTE E TRÊS VOLANTES?????

E no fim ainda mandou um hilário (porém muito, MUITO preocupante) “Eu acho que o Vasco fez uma boa partida”.

Somando tudo isso, é ou não é muita informação para apenas 90 minutos?

***

As atuações…

Martin Silva – não teve que suar muito a camisa, mas quando precisou mostrar serviço, salvou o time com mais um dos seus milagres. No gol, mesmo que a bola tivesse entrado, não poderia fazer nada.

Diego Renan – no primeiro tempo confirmou a má fase pela direita, mal sendo notado em campo (ou seja, nem subiu ao ataque, nem protegeu sua lateral); no segundo, apareceu mais no apoio, mas errou praticamente tudo o que tentou.

Rodrigo – teve alguns problemas com as triangulações do ataque do Oeste, principalmente no primeiro tempo, quando os volantes não marcavam decentemente. No segundo, teve menos trabalho, já que o Vasco passou a pressionar.

Luan – lento em alguns lances, também se enrolou no primeiro tempo. No segundo, partiu pro desespero e foi visto mais perto da área adversária que da nossa. Estava tropeçando na própria língua no fim do jogo, o que para um garoto tão jovem é preocupante.

Lorran – com um time que não ajuda, adversários que não dão espaço e a torcida pressionando, o garoto escolheu o pior momento para estrear no profissional. E se Lorran continuar cheio de boas intenções, mas não conseguindo executar as jogadas, em breve terá o filme queimado definitivamente. Pelo menos não amarelou, não fugindo do jogo em momento algum.

Aranda – um verdadeiro “Gasparziño, lo fantasmita paraguayo“. Não foi visto em campo, seja defendendo, seja ajudando na criação, em nenhum dos 45 minutos em que esteve em campo. Saiu no intervalo para a entrada do Dakson, que apesar de ter ajudado o Vasco a ter maior domínio de bola no campo do Oeste, resolveu ser tal e qual um “Boneco Chuta Tudo da Estrela“, entrou em campo achando que resolveria a partida com um arremate longínquo. Pena que todas as suas tentativas foram horrendas, não dando qualquer trabalho para o goleiro adversário.

Guiñazu – é difícil reclamar do único sujeito do time que efetivamente se entrega em campo, mas ontem eu tenho minhas dúvidas se o Guiña foi o jogador vascaíno que mais correu, tamanho foi o tempo em que ele passou deitado ou deslizando pelo gramado. Mas além da produção em escala industrial de carrinhos, o gringo também tentou ajudar no ataque, talvez mais do que devesse até.

Fabrício – limitou-se a marcar e distribuir o jogo no limite da intermediária adversária. Não foi bem em nenhuma das funções. Quando Joel entrou em desespero, foi substituído pelo Thalles, que jogou pelos lados do campo e decretou o abafa definitivo assim que entrou em campo. Foi importante para evitarmos a derrota, já que foi ele quem sofreu o pênalti.

Douglas – o nome do jogo, tanto positiva quanto negativamente. No primeiro tempo, foi uma negação completa: lento, disperso, errando passes e perdendo um gol feito por pura displicência. No segundo tempo pelo menos correu. Até deu – pasmem! – um carrinho para roubar uma bola. Acabou garantindo o pontinho conquistado e a permanência no G4 convertendo a penalidade máxima e acabando com a sequência de dois pênaltis perdidos.

Maxi Rodríguez – parece ser o atual alvo da queimação de filme por parte do técnico. Joel insiste em escalar o uruguaio numa posição onde ele não rende tudo o que pode e o resultado disso é óbvio: ele não rende tudo o que pode. Saiu no intervalo para a entrada de Edmilson, que lutou bastante, tanto no ataque quanto ajudando na defesa. O problema é que ontem ele queria tanta luta que acabou brigando com a bola em vários momentos.

Kléber – só não foi o ectoplasma do time no primeiro tempo porque Aranda fez questão de ficar com o cargo. Começou a fazer alguma coisa apenas na etapa final, e mesmo assim, só passou a aparecer quando o time passou a jogar com três atacantes.

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