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Sem recorde

Depois de 224 dias e 34 partidas invicto, o Vasco voltou a sentir o gosto de uma derrota. Com o 2 a 1 sofrido diante do Atlético-GO, Jorginho e seus comandados perderam a chance de igualar a maior sequência sem perder que o Gigante já teve em sua história, uma marca com mais de 70 anos.

E o que isso muda na prática para o time? Nada.

Não deixamos de ser líderes da competição, nem se pode descartar o favoritismo que temos em terminar o campeonato entre os quatro classificados para a Elite em 2017 ou de ser o principal candidato ao título da Série B. Assim como seria praticamente impossível terminar o Brasileiro com 100% de aproveitamento, era algo muito difícil passar as 38 rodadas sem perder uma única vez. Mais cedo ou mais tarde, isso acabaria acontecendo.

Ah, mas o time jogou muito mal!”, “Ficou provada a dependência que o Vasco tem do Nenê”, dirão muitos (e muitos na prática já disseram).

Não amigos, nem isso. O Vasco fez uma partida na média do que tem feito há muito tempo. Em outros jogos, tivemos atuações até piores e conseguimos sair sem perder. O que poderia muito bem ter acontecido ontem se não fossem falhas claramente individuais do time. Com as vaciladas do Jordi e principalmente do Rodrigo, nada garante que a presença do camisa 10 titular nos livrasse da derrota. Até porque, colocando um pouco de lado a idolatria, em alguns jogos até o Nenê passa em branco.

Isso não quer dizer que Nenê não tenha feito falta. Com ele em campo, os adversários priorizam a marcação sobre o craque do time e acabam dando mais espaços para outros jogadores, como Andrezinho e Jorge Henrique, atuarem. E aí aconteceu o que eu considero uma falha do Jorginho: o treinador escalou o time para jogar da mesma forma que joga de sempre, sem tentar adaptar o time à ausência do Nenê. Só que não basta colocar a camisa 10 no Pikachu para ele desempenhar o mesmo papel do titular. Com essa opção, jogamos fora 45 minutos do jogo, no qual não conseguimos criar praticamente nada.

Jorginho poderia corrigir as coisas no intervalo, mas não o fez. O Vasco até melhorou, mas muito mais por conta de um recuo excessivo do adversário, que passou e explorar unicamente os contra-ataques. Colocar o Eder Luis (lembrando que o problema do jogador nesse caso não é tático, mas técnico) foi correto, mas tirar o Pikachu o foi um erro. Se o treinador tivesse preferido tirar o lateral chorão e colocado o Pokémon na sua posição original, as dezenas de jogadas que fizemos pela direita poderiam ter tido um resultado melhor.

Também perdemos um monte de gols, como de costume. Se Leandrão (e depois Thalles), Eder Luis, Rodrigo e Evander tivessem caprichado um pouquinho mais, teríamos empatado a partida ou até mesmo virado o jogo. Mas, como eu disse, infelizmente perder gols é um costume. Isso não é um sinal inequívoco de que o Vasco jogou pior ou uma prova de que não temos capacidade de vencer sem o Nenê em campo. Pelo contrário, com os gols ridículos que sofremos ontem, o mais preocupante é pensar que, se continuarmos cometendo falhas individuais tão grotescas, podemos perder mesmo que o time esteja com todos os seus titulares e jogue melhor que o adversário.

As atuações…

Jordi – a falha numa saída do gol e o azar de uma bola indo na direção do atacante adversário comprometeu completamente sua atuação. No segundo gol não poderia fazer nada.

Madson – ainda há defensores do jovem lateral chorão. Só não consigo entender o motivo. Não acertou uma jogada sequer ontem (como em 99% das vezes, aliás). Que sua permanência em campo mesmo com Pikachu tendo condição de ir para a lateral não seja um sinal de que ele continuará sendo titular.

Rodrigo – talvez sua pior atuação com a camisa do Vasco. Não apenas furou o corte que originou o segundo gol, mas cometeu pelo menos três outras falhas absurdas.

Luan – marcou um belo gol, mas mesmo estando nos dois lances, não conseguiu corrigir os erros dos companheiros e evitar nenhum dos gols do Atlético.

Julio Cesar – cobrou a falta que originou o gol do Luan. Tirando isso teve uma atuação discreta, mais focada na marcação.

William Oliveira – parece ter conquistado em definitivo a titularidade no time. É muitas vezes melhor que Julio dos Santos na marcação (apesar de precisar controlar eventuais afobações no combate direto) e mesmo não tendo a mesma qualidade no passe é mais presente como opção ofensiva.

Marcelo Mattos – uma atuação padrão, mostrando muita luta na marcação. Nas vezes que subiu para ajudar no ataque não conseguiu dar prosseguimento às jogadas. Não pareceu muito satisfeito quando Evander entrou em seu lugar, quando o time entrou no tudo ou nada. Quase salvou a série invicta com um belo chute cruzado no fim do jogo, mas a bola caprichosamente carimbou a trave.

Yago Pikachu – entrou em campo apenas para ter seu filme queimado, e nem poderia ser diferente: o Pokémon nunca teve um bom desempenho jogando como segundo homem no meio de campo e não seria como principal articulador do time que iria render. Para completar a queimação, poderia ter sido deslocado para sua posição de origem, mas foi sacado ainda no intervalo para a entrada do Eder Luis, que ajudou o time a ter mais presença ofensiva. Mas, como sempre, sua correria acaba se tornando inócua, já que sempre erra o passe decisivo ou desperdiça chances na hora que finaliza.

Andrezinho – no primeiro tempo se saiu melhor ajudando na saída de bola; no segundo, se tornando o principal articulador do time, não conseguiu criar as jogadas que o time precisava, ora por causa da marcação, ora por errar o passe decisivo.

Jorge Henrique – foi bem, mesmo sem nunca ter a certeza de qual setor do campo terá que contar com sua ajuda. Fez algumas boas jogadas quando esteve mais a frente e foi bem ajudando na saída de bola na parte final do jogo.

Leandrão – precisou de uma partida para nos lembrar do que se trata o seu futebol: lentidão e finalizações imprecisas. Perdeu pelo menos um gol feito no segundo tempo. Leandrão é tão incrivelmente lerdo que até o Thalles, com sua aparente centena de quilos, consegue ter mais mobilidade. Mesmo sem ter tido chances claras como o titular de ontem, Thalles finalizou uma vez e deu um ótimo passe para Evander no final do jogo. Poderia ter marcado em uma rebatida do goleiro, mas se a bola não chegar redondinha no seu pé, ele é incapaz de concluir com precisão.

A verdade é que tanto um, como outro, estão muito abaixo do que o time merece.

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Para não fechar o post sem mostrar um lado positivo, podemos dizer que o fim da série invicta tira dos ombros do time a ansiedade por quebra de recordes históricos. Sempre me incomodou ver, nas entrevistas com o Jorginho ou com os jogadores, a palavra “invencibilidade” ser sempre citada como se fosse um objetivo. Não perder é ótimo, mas não por uma questão de orgulho, e sim porque isso significa que estamos sempre ganhando pontos. E são os pontos que nos trarão o título. E esse deve ser o único foco do grupo. Superar marcas históricas são uma consequência.

E se o grupo faz tanta questão de ostentar o recorde de invencibilidade no Vasco, é simples: comece uma nova série invicta já na terça, contra o Náutico. Com as 30 partidas que faltam no Brasileiro e a Copa do Brasil dá pra quebrar o recorde ainda esse ano.

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Fazer o resultado antes de fazer história

09Hoje é um daqueles dias em que o Vasco dará a prova que não foi o clube que caiu, e sim que a Série B subiu. Só mesmo o Gigante para conseguir fazer história mesmo estando numa posição que não condiz minimamente com…sua história. Se o Atlético-GO não for capaz de nos vencer hoje em Cariacica, completaremos 35 partidas sem derrotas, igualando nossa maior série invicta em 100 anos de futebol.

Tentarão diminuir o acontecimento, falando que “disputando a segundona é fácil”, mas é preciso lembrar que apenas sete dessas partidas foram pelo Brasileiro (e duas delas com os tradicionais Bahia e Goiás). Nesse tempo sem perder, tivemos oito clássicos contra nossos maiores rivais e encaramos clubes que somam cinco títulos mundiais, seis libertadores e quase 40 títulos Brasileiros. Digam o que disserem, é um grande feito mesmo se contextualizarmos o momento do clube.

Mas não podemos esquecer um detalhe importantíssimo: para atingirmos a marca, precisamos evitar que nosso adversário nos vença. E calhou de termos justo hoje a partida que pode ser a mais difícil na competição. Isso porque o Atlético-GO é o time com a segunda melhor campanha na Série B e, o maior complicador, não contaremos com Nenê, suspenso pelo terceiro amarelo.

Como de costume, Jorginho não confirmou os titulares e as possibilidades mostram a falta que o camisa 10 faz ao time. Dificilmente a entrada do Pikachu improvisado na criação ou escalar três atacantes com a entrada do Eder Luis vão suprir a ausência do Nenê a contento. Mas se essas são as opções, ainda acho melhor a segunda: além do time já estar acostumado a essa formação (utilizada enquanto Andrezinho estava contundido), Jorginho ainda pode escalar Pikachu na sua posição de origem, onde notadamente rende mais. Tá certo que Eder Luis tem errado muito mais que acertado, mas com ele em campo o time tem mais opções ofensivas, o que será importante já que nosso jogador mais decisivo não jogará. Com William ao lado de Marcelo Mattos à frente da zaga, Andrezinho terá mais liberdade para criar jogadas e a entrada do Pikachu no meio não seria tão efetiva.

Todos os jogadores do Vasco sabem que podem fazer parte de um feito histórico do clube ao fim dessa partida. Mas eles não podem priorizar a horaria que merecerão se igualarem o recorde de invencibilidade e esquecer que vencer o jogo nos deixará com uma folga ainda maior na liderança. Fazer história é importante, mas o campeonato, no momento, é ainda mais.

Atlético-GO X Vasco

Atlético-GO X Vasco

Marcos; Matheus Ribeiro, Marllon, Lino e Pedro Bambu; Michel, Willian Schuster, Magno Cruz, Luiz Fernando e Gilsinho; Júnior Viçosa.

Jordi; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho, William Oliveira, Andrezinho e Yago Pikachu (Eder Luis); Jorge Henrique e Leandrão (Thalles).

Técnico: Marcelo Cabo.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Kleber Andrade. Data: 11/06/2016. Horário: 16h30. Arbitragem: Vinicius Goncalves Dias Araujo. Auxiliares: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo e Gustavo Rodrigues de Oliveira.

A TV Brasil e a Rede TV transmitem para todo o Brasil (exceto Goiânia-GO). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Uma injustiça o Nenê não estar em campo na partida em que o time pode igualar a maior série invicta da sua história. Mas atingirmos hoje os 35 jogos de invencibilidade, nosso camisa 10 ainda poderá fazer história na partida seguinte, quando a equipe pode superar a marca de 70 anos, conseguida pelo Expresso da Vitória. E, melhor ainda, em São Januário, diante da nossa torcida (não que hoje não tenhamos também um estádio lotado de vascaínos).

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ouroO Campo Mourão fez uma campanha melhor que a do Vasco ao longo de toda a Liga Ouro de Basquete. Nos venceu três vezes em quatro partidas na primeira fase e chegou às finais antecipadamente enquanto tivemos que fazer uma semifinal com o Ginástico. Nas finais, o time paranaense abriu 2 a 0 na melhor de cinco e parecia que a volta do Vasco à elite do basquete nacional seria adiada.

Mas aí o basquete vascaíno mostrou que é Vasco: venceu as duas partidas em São Januário e empatou a série em 2 a 2. E para provar que somos o time da virada seja com a bola na rede ou na cesta, vencemos aquela que vinha sendo a melhor equipe do campeonato na sua casa, virando a melhor de cinco e levando a Liga Ouro por 3 a 2.

Estamos no NBB. Podem tremer adversários…

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Cornetando a vitória

Podem me colocar na categoria de “torcedores corneteiros” – do que, aliás, fui chamado ontem pelo Twitter enquanto passava o jogo – e eternamente insatisfeito. Afinal de contas, na vitória por 1 a 0 sobre o Boavista, o Vasco até apresentou um bom futebol e, o que realmente importa, levamos os três pontos. Mas até por sabermos da capacidade do time, fica difícil não cornetarmos a atuação do Vasco por boa parte do segundo tempo.

Quem viu o Vasco no início da partida imaginou que veríamos outro adversário massacrado como o Bangu foi. Nos primeiros 25 minutos de partida, o Boavista pouco pôde fazer além de se defender e torcer para que os atacantes vascaínos não caprichassem nas finalizações. De tanto martelar, acabamos marcando num lance com improváveis protagonistas: depois da cobrança de escanteio do Nenê, Julio dos Santos escorou a bola que sobrou para Marcello Matos empurrar para a rede.

Foi pouco depois de conseguirmos a vantagem que as coisas mudaram. O Vasco deu aquela desacelerada a que todos já nos acostumamos, o que num primeiro momento só deixou a partida tediosa. Mas no segundo tempo, principalmente depois dos 10 primeiros minutos, a diminuição no ritmo se somou a um aparente cansaço do time. E com isso o Boavista cresceu no jogo. Mesmo que isso não tenha sido o bastante para corrermos riscos, devemos isso mais à incompetência do nosso adversário em criar oportunidades de gol.

As coisas só voltaram a melhorar para o nosso lado com as mexidas do Jorginho, que tirou os inoperantes Julio dos Santos e Jorge Henrique. Diguinho voltou ao time e se saiu melhor que o paraguaio não apenas na marcação, mas também quando foi à frente. E Caio Monteiro trouxe toda uma nova dinâmica ao ataque que Jorge só seria capaz de fazer se tivesse 10 anos a menos. Com essas alterações retomamos o controle do jogo e voltamos a criar boas chances. Não chegamos a ampliar o placar, mas foi o bastante para garantirmos a vitória sem maiores preocupações.

Mas esse JC, hein? Se vencemos e ele elogiou o time, está cornetando porque é chato!”. Chato – ou exigente, como prefiro considerar – eu sou mesmo. Mas a cornetagem só é feita porque sei que o time pode render mais e que a irregularidade ao longo da partida poderia ser evitada. O Vasco não pode fazer o “modo desinteresse” uma rotina toda vez que abre vantagem no placar. Contra adversários menos qualificados pode não ter consequências, mas em um clássico isso pode ser fatal. Seja por uma maior aplicação durante os 90 minutos, seja por alterações mais ágeis quando o treinador perceba uma queda de rendimento, o Vasco precisa encontrar uma maneira de evitar correr riscos desnecessários.

As atuações…

Martin Silva – dessa chegou a ter algum trabalho, mas nada que exigisse seus poderes milagrosos.

Madson – apesar de ter perdido o gol mais feito da história recente do Vasco, fez uma boa partida, aparecendo diversas vezes com perigo no ataque. E, não só isso, fez mais de um bom cruzamento em uma única partida. A convivência com um técnico que jogou muito na sua posição parece começar a surtir efeito.

Luan – apareceu no ataque diversas vezes, mostrando o quanto queria marcar um gol no seu estado natal. Tanto foi que parecia não se preocupar com o lado que a bola entrasse: quase marcou um gol contra no segundo tempo.

Rodrigo – jogou com seriedade e se saiu bem. Bateu uma falta com perigo e acabou saindo no fim do jogo, com câimbras. Jomar o substituiu e manteve o nível até o fim do jogo.

Julio Cesar – uma boa atuação, tanto defensivamente como no apoio.

Marcelo Mattos – garantiu os três pontos marcando seu primeiro gol pelo Vasco, e foi bem na marcação no primeiro tempo. Quando o time cansou no segundo tempo, teve mais problemas no combate.

Julio dos Santos – participou do lance do gol, o que já tornaria sua atuação melhor que a média. Fora isso, fez tudo aquilo que apenas o Jorginho consegue enxergar. Deu lugar ao Diguinho, que na sua volta ao time entrou para reforçar a marcação pelo meio quando o Boavista tinha certo domínio no setor. Mas além disso, ainda participou no ataque, fazendo pelo menos uma grande jogada com Thalles.

Andrezinho – teve uma participação mais discreta que nas últimas partidas. No segundo tempo pareceu cansado e sumiu.

Nenê teve aqueles momentos em que obviamente prefere tentar um lance de efeito e desperdiça a jogada. Mas como na maioria dos casos, foi decisivo: foi dele a cobrança de escanteio que resultou no nosso gol.

Jorge Henrique – teve duas chances no primeiro tempo: na primeira, faltou velocidade; na segunda, altura para cabecear a bola. No segundo tempo foi uma figura nula em campo até que cedeu lugar para Caio Monteiro, que entrou dando um novo gás ao time e criando um salseiro pra cima da defesa do Boavista.

Thalles – não fugiu do jogo, mas teve poucas oportunidades. Na melhor delas, depois de tabela com Diguinho, perdeu uma chance incrível.

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Não posso deixar de citar o bonito papel feito pela torcida vascaína em Cariacica: estádio lotado e apoio ao time durante os 90 minutos. Parabéns a todos o envolvidos pela bela festa!

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Campeonato Estadual(?)

rioDeve parecer confuso para quem vê de fora e não sabe como funcionam as coisas no futebol carioca: apesar da competição ser chamada de Campeonato Estadual, a partida de hoje contra o Boavista será em Cariacica, Espírito Santo. Não que a distância – é mais rápido chegar ao Espírito Santo de avião que a Macaé de ônibus – ou a falta de torcida em terras capixabas, famoso reduto cruzmaltino, sejam problema. A preocupação que o Vasco deve ter mesmo é com seu adversário.

Se na estreia da Taça Guanabara encaramos o time de pior campanha que se classificou para a competição, o Boavista teve o melhor desempenho entre os pequenos no Estadual, se classificando inclusive à frente dos Flores. Na primeira fase, empatou com a mulambada e só perdeu para o Botafogo com um gol aos 44 do segundo tempo. Ou seja, se podemos ter trabalho fora dos clássicos com algum time, o Boavista é esse time.

Jorginho repetirá a escalação que venceu o Bangu no domingo passado, então devemos jogar naquele 4-4-2 que na verdade é um 4-2-3-1, com Marcelo Mattos e Julio dos Santos mais recuados no meio, Andrezinho, Nenê e Jorge Henrique alternando posições e tentando municiar o Thalles. Essa formação se saiu bem na estreia, mas hoje terá pela frente um oponente com uma defesa um pouco melhor e mais perigoso ofensivamente. Se criarmos tanto quanto criamos contra o Bangu, não poderemos perder tantas chances e nem poderemos ter momentos de desatenção como tivemos, principalmente depois de estarmos à frente no placar.

Uma vitória do Vasco hoje é o resultado mais natural e o que todos esperam. Mas é melhor contar com o esforço do grupo e não apenas com a lógica, algo que não parece ser muito valorizado em um campeonato carioca que tem jogos fora do Rio de Janeiro (e até fora da Região Sudeste) e é organizado por uma federação que não faz nada para impedir que o maior estádio da cidade seja liberado para show de rock, mas não para o futebol.

Bonsucesso X Vasco

Boavista X Vasco

Thiaguinho, Luiz Alberto, Victor, Davi; Douglas Pedroso, Thiaguinho Silva, Júlio Cesar, Romarinho; Mateus Paraná e Reinaldo.

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Thalles.

Técnico: Rodrigo Beckham.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Kleber Andrade. Data: 19/03/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Luis Antonio Silva dos Santos. Auxiliares: Jackson Lourenço e Diego Luiz Barcelos.

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