Arquivo da tag: Douglas Silva

Boas novas

marcinhoQuando se anuncia uma entrevista coletiva com dirigentes, no meio de uma semana sem jogo, é porque algo fora da rotina será anunciado. Foi o que imaginei quando soube que Paulo Angioni falaria à imprensa após o treino de hoje.

Por sorte, eram boas notícias no fim das contas. A situação do time exigia algumas medidas e, ainda que não sejam a garantia de uma solução no curto prazo, elas serão tomadas.

A mais impactante foram as rescisões contratuais do Marcinho e Douglas Silva e o afastamento do Bernardo. Ainda que a saída da “referência técnica do time” não tenha partido da diretoria – já que seria o mesmo que admitir o equívoco numa aposta que tinha tudo para dar errado. E deu – devemos agradecer seu bom senso em aceitar o pedido de rescisão do Marcinho. Foi um sinal de que o jogador tem mais senso de ridículo que nossos dirigentes têm do que deva ser uma contratação diferenciada.

Douglas Silva fez o mesmo e pediu sua rescisão. O caso dele se assemelha mais ao do Marquinhos: por não ter chances com Doriva, o zagueiro preferiu procurar outro clube onde possa jogar.

Aí entram duas questões. O destino de Douglas deve ser o Joinville, agora sob o comando do Adilson Batista. Acontecendo isso, o Vasco terá algum retorno financeiro ou ele foi dispensado de graça? E, se foi de graça, pra que renovar com um jogador que nem tinha sido pedido pelo treinador, pagar seus salários por cinco meses e depois reforçar um adversário sem levar qualquer compensação? Seria interessante a diretoria esclarecer esses pontos (não que eu tenha muita esperança disso acontecer).

Já o Bernardo…bom, o que falar dele? Um jogador mais cotado nas colunas de fofoca que nas resenhas esportivas não deveria mesmo ter outro destino. Seu contrato foi apenas suspenso, mas se for outro a ser rescindido não fará muita falta.

Levar o elenco para três dias de treinos em Mangaratiba também foi uma medida salutar. O momento da equipe exige calma e no Rio os jogadores dificilmente teriam o sossego necessário para se reerguer antes do jogo contra o Cruzeiro. Sem o natural assédio da imprensa e da torcida, o grupo pode manter o foco apenas no que interessa: a recuperação no Brasileiro. O apoio dado ao Doriva também foi importante, já que além de tranquilizar o treinador, acaba com a boataria, mais forte a cada resultado negativo do Vasco.

Pelo dia de hoje a diretoria está de parabéns. Ainda que tenha esperado demais por uma recuperação do time antes de fazer alguma coisa, acabou tomando uma atitude, algo que na gestão anterior era uma raridade.

***

Falando em atitude…

Como você avalia a atual situação do Vasco, com a torcida protestando na porta do clube e jogadores sendo afastados?

Para mim não houve nada. Pode estar havendo para você. Tudo está acontecendo por orientação minha.

E a pressão da torcida? E o policiamento na porta do clube?

Há policiamento porque o clube está fechado. Se tem alguém querendo entrar, não vai entrar. É uma questão de garantia do patrimônio. Quem entrou indevidamente foi a imprensa. E digo a você que a imprensa só entrou porque houve uma determinação para que ninguém entrasse que não foi bem compreendida.

Pode-se não gostar da maneira ríspida com que faz declarações na maioria das vezes, ser contra o seu jeito autoritário e discordar – até veementemente – do modo como administra o Vasco. Mas é inegável que, diante de situações como a que passamos hoje, Eurico sabe se portar como uma liderança. Fosse com o Dinamite, quem duvida que o protesto da torcida terminaria dentro do gramado de São Januário?

Na primeira crise da atual gestão, uma coisa ficou clara:  para o mal ou para o bem, o Vasco hoje tem um líder.

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Triste classificação

 Bernardo pode não ter ajudado muito o time na partida entre Vasco e Rio Branco-AC. Mas mesmo não tendo sido muito efetivo, foi ele quem acabou sintetizando a maneira como nos classificamos para a segunda fase da Copa do Brasil. Entre as testemunhas do triste espetáculo de ontem na Colina, não deve haver um que não concorde com o problemático jogador vascaíno: o jogo foi de chorar.

Foi mais uma daquelas partidas em que o Vasco frustra completamente as minhas – começo a reconhecer – otimistas expectativas. Como disse ontem, não via razão para deixarmos de nos preocupar com a semifinal de domingo, já que, qualquer que fosse o time que Doriva colocasse em campo, tínhamos não apenas obrigação de nos classificar, mas também de conseguir a classificação goleando.

Mas não foi isso que vimos ontem. E nem poderia ser com Nei, Douglas Silva, Lucas, Bernardo e outros do mesmo nível. O que tivemos foi outra apresentação padrão do Vasco 2015: sem articulação, disperso, trocando passes de lado e dependendo de ligações diretas para fazer qualquer coisa.

O jogo foi tão ruim que os primeiros 45 minutos teve apenas um lance digno de nota. E foi justamente o gol do Rio Branco, que não tinha nada a perder e, não se restringindo à retranca, conseguiu marcar um belo gol aos 42 minutos.

No segundo tempo as coisas melhoraram um pouco. Rafael Silva nem voltou do intervalo e seu substituto, Yago, teve um dos seus lampejos e empatou a partida logo no primeiro minuto da etapa final. Doriva conseguiu acertar a marcação e a equipe acreana passou a ter menos espaços.

Dominamos amplamente a partida até marcarmos o segundo gol, de Thalles, que aproveitou uma sobra após chute de Cley de fora da área. Mas bastou virarmos o placar para o Vasco voltar a ceder espaços. O Rio Branco voltou a gostar do jogo, mas não conseguia levar perigo ao Martín Silva. E como o adversário não conseguia criar as jogadas, nossa defesa resolveu deu uma ajudinha: num lance em que tínhamos nada menos que SETE jogadores defendendo, ficamos trocando passinhos laterais na frente da área até Douglas Silva perder a bola e Kinho, o mesmo que marcou o gol no jogo de ida, empatar novamente a partida.

O Rio Branco só precisava de mais um gol para se classificar, mas nem isso chegou a trazer mais emoção ao jogo, que era tão ruim que em alguns momentos a torcida devia estar desejando mais o apito final que a vaga para a próxima fase.

Mas antes do fim, dois acontecimento mudaram rumo da partida: primeiro, em mais uma mostra de descontrole emocional, Bernardo começa a chorar copiosamente após ser xingado por parte da torcida. Matheus Índio entrou em seu lugar e coincidentemente iniciou a jogada do terceiro gol, passando a bola para Cley, que se livrou de dois marcadores, foi à linha de fundo e centrou na medida para Thalles marcar seu segundo gol na noite, aos 33 minutos. Novamente em vantagem no placar, o terceiro gol do Vasco tornou a já muito difícil classificação do Rio Branco em algo impossível.

Apesar de alguns breves momentos que reviveram o trauma do Baraúnas, a classificação não foi tão problemática, muito mais pelas limitações do adversário – que, vale citar, nem foi tão mal assim – que pelos nossos méritos, que foram escassos diante do desafio que o Rio Branco nos proporcionou. Mesmo sendo um time misto (e não um time reserva, o que é ainda mais preocupante), a classificação para a próxima fase não parece ser motivo para maiores comemorações. Estamos na segunda fase, mas jogamos um futebol muito triste.

As atuações…

Martín Silva – quase não teve trabalho. Nos gols, as falhas foram mais da defesa que suas.

 Nei – subiu apenas umas duas vezes ao ataque e errou os cruzamentos. O resto do tempo cobriu a lateral contra um time que praticamente não atacou.

Anderson Salles – mesmo contra um time tão limitado, vacilou nos dois gols: no primeiro, perdeu na velocidade e no corpo para o atacante adversário. No segundo, com a bola nos pés na frente da área, preferiu tocar de lado ao invés de espanar e acabar com o perigo.

Douglas Silva – não foi visto na zaga no lance do primeiro gol e não dominou uma bola simples que recebeu, originando o segundo gol do Rio Branco.

Henrique – foi discreto, subindo algumas vezes ao ataque e não comprometendo na defesa. O que já é muito mais do que o Khrysthyannow consegue fazer.

Guiñazu – bem de um modo geral, mas foi um dos que preferiram ficar tocando a bola na frente da área no lance do segundo gol adversário.

Lucas – também vacilou no lance do segundo gol. Fora isso, deu alguns chutes horrorosos no ataque.

Bernardo – chorou e saiu. Matheus Índio entrou em seu lugar e pelo menos iniciou a jogada do terceiro gol vascaíno.

Jhon Cley – é outro muito criticado, mas ontem participou dos três gols: deu o passe em profundidade para Yago marcar o dele, Thalles marcou seu primeiro na sobra de um chute de Cley de fora da área e fez uma grande jogada no terceiro gol. Mesmo assim saiu para a entrada do Montoya, que só entrou pra perder o gol mais feito do jogo.

Rafael Silva – mostrou emprenho e mobilidade. Mas efetividade, que é bom, nada. Yago o substituiu no intervalo e podemos resumir sua atuação toda em um minuto, quando marcou o gol de empate em uma arrancada e, aos trancos e barrancos, fez o gol (com ajuda do zagueiro adversário)

Thalles – figura nula no primeiro tempo, fez a diferença no segundo, marcando dois gols nas duas bolas que teve em condições de marcar.

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Brincadeira de mau gosto

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A estréia do Vasco na Copa do Brasil acabou se transformando em uma bela pegadinha de 1º de abril para a torcida. Depois de um começo que prometia uma classificação antecipada com uma facilidade enorme, o time se acomodou, cedeu espaços para o modestíssimo Rio Branco e não conseguiu o placar que precisava para evitar o jogo da volta com o time acreano, vencendo por apenas 2 x 1.

A pegadinha começou logo no início do primeiro tempo. Antes de completar dois minutos de bola rolando, já abrimos o placar, com um lindo gol de Thalles. Não que o lance não tivesse dado pistas de que poderíamos ter dificuldades: a jogada se iniciou com uma cobrança de tiro de meta, com a bola indo direto de Martín Silva para Bernardo e depois para Thalles dominar com categoria e estufar as redes. O gol nascido de uma ligação direta acabou sendo a tônica do jogo, com nossa equipe mais uma vez tendo enormes dificuldades de chegar o ataque sem apelar para os chutões da defesa. Até conseguimos fazer algumas jogadas pelos lados do campo, mas Lorran e Yago, os responsáveis por essa função, parecem ser incapazes de concluir uma jogada de forma correta.

A impressão de goleada já se mostrava uma brincadeira para o dia da mentira na etapa inicial, tanto que o goleiro do Rio Branco não chegou a fazer qualquer defesa. E depois do primeiro minuto do jogo, só voltamos a criar um lance digno de nota no último minuto antes do intervalo, com o segundo gol, esse com a cara do atual time do Vasco: nascido em bola parada, com um zagueiro marcando. Após cobrança de escanteio do Bernardo, Douglas Silva escorou e ampliou a vantagem.

No segundo tempo, as coisas ficaram ainda mais monótonas. Com a vantagem necessária para evitar o segundo jogo, o Vasco passou a cozinhar o jogo, valorizando a posse de bola de forma equivocada, trocando passes laterais nas intermediárias do campo. As tentativas de ataque foram poucas e as que levaram algum perigo em menor quantidade ainda.

Com o time aparentando uma satisfação injustificada pela vantagem que tínhamos, Doriva tentou dar um gás à equipe com substituições. O problema é que nenhuma delas trouxe o efeito esperado. Pelo contrário, quem entrou conseguiu ser mais ineficiente que quem saiu: Montoya, Mosquito e Romarinho mal encostaram na bola, e quando conseguiram, nada fizeram de produtivo.

O banho-maria que o Vasco imprimiu ao seu ritmo teve suas consequências. Num dos poucos ataques do Rio Branco, a marcação frouxa do time permitiu que o adversário diminuísse a diferença. O gol motivou nosso adversário e com menos de 10 minutos para o fim da partida, não tivemos força para marcar o terceiro. Com isso, o time do Acre realizou um feito que não conseguia desde 2012: obrigar a realização do jogo da volta na primeira fase da Copa do Brasil.

O fato de termos jogado com um time reserva, sem entrosamento, explica a falta de entrosamento. E, para não tirar completamente os méritos do adversário, o Rio Branco mostrou um futebol e uma disposição maiores que alguns oponentes que tivemos no Carioca que nem o time titular conseguiu vencer, como o Barra Mansa, por exemplo. Mas a aparente falta de determinação em ampliar o placar não tem justificativa, ainda mais se analisarmos que tivermos pela frente uma equipe semiprofissional, com jogadores que precisam ter outras funções além de se dedicar ao futebol. Vencemos e só uma hecatombe nos fará perder a vaga em São Januário. Mas nos vermos obrigados a fazer esse segundo jogo já foi uma tremenda brincadeira de mau gosto.

As atuações…

Martín Silva – se acompanhasse os gritos da torcida nas arquibancadas feito mais no jogo. No gol não podia fazer nada.

Nei – bateu tanto que bem poderia ser expulso, mesmo contra um adversário contra o qual não deveria ter problemas com a marcação. E tendo facilidade, chegou a apoiar em alguns momentos. Mas como estamos falando do Nei, obviamente não acertou nada.

Douglas Silva – fez o gol que acabou nos livrando de um vexame.

Anderson Salles – não teve complicações com o adversário.

Lorran – não conseguiu se destacar ofensivamente contra um time muito limitado. E o gol saiu pela sua lateral.

Guiñazu – a se destacar, apenas o fato raríssimo de ser o segundo jogo seguido em que não leva cartão por cometer faltas violentas.

Victor Bolt – segue não justificando minimamente sua contratação. Erra passes como poucos, não consegue ajudar em nada a criação e nem faz uma cobertura muito eficiente das laterais. Como no lance do gol, por exemplo.

Matheus Índio – a juventude explica e justifica uma atuação em que, aparentemente, tentou mostrar serviço fazendo firulas ao invés de ser efetivo na criação. Foi substituído depois de presepar em excesso por Montoya, que nem aparecer em campo conseguiu.

Bernardo – foi decisivo nos primeiros e últimos minutos do primeiro tempo, dando o passe para o gol do Thalles e cobrando o escanteio para o de Douglas Silva. Entre esses momentos, nada fez. Mas sua contribuição foi infinitamente superior a do Mosquito, que o substituiu e não fez rigorosamente nada, inclusive deixando o autor do gol acreano passar por ele sem esboçar qualquer reação;

Yago – fez 750 jogadas pelas laterais do campo para desperdiçá-las com passes errados e chutes bisonhos.

Thalles – recebeu um bom passe e marcou um belo gol. Depois, a bola raramente chegou e não fez mais nada. Romarinho entrou em seu lugar, fazendo sua estreia como profissional do Vasco. Mas foi como se não fizesse.

***

Há quem encontre um consolo na manutenção da escrita de nunca termos perdido em estreias da Copa do Brasil. Os adeptos desse pensamento ficam ainda mais satisfeitos quando se sabe que o Vasco é o único a manter essa marca entre os grandes clubes do país.

Eu só não consigo ver muita vantagem nisso quando vemos que, entre os 12 maiores clubes do Brasil, nós só temos mais títulos na competição que o Botafogo, que não tem nenhum título, e São Paulo, que tem 10 participações a menos que nós.

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Parece mentira, mas esse 1º de abril também trouxe uma ótima notícia para o clube: a diretoria fechou um patrocínio com a Viton 44, que exibirá sua marca nas mangas da nossa camisa. Os valores divulgados pela imprensa são discrepantes, uns falando que “gira em torno de R$ 13 milhões“, outros falando em “pouco mais de R$ 17 milhões” por 1 ano e nove meses de contrato. Oficialmente não há uma confirmação das cifras, que ainda podem aumentar em 2016, caso a empresa estampe seu logo nas costas da camisa.

Seja o valor que “gira em torno” (que me parece pouco), seja o “pouco mais“, a diretoria marca um belo gol com o acordo. Se lembrarmos que qualquer uma das opções é bem maior que todos os patrocínios conseguidos pelos mesmos gestores na sua primeira passagem no comando do Vasco, podemos sim ficar esperançosos de que as coisas, pelo menos em parte, não serão como antigamente.

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Festa de gols

No post de ontem falei que a partida contra o Nova Iguaçu teria um clima festivo e que cabia ao próprio Vasco evitar que a comemoração fosse frustrada. O jogo acabou comprovando tudo isso: nosso adversário deixou claro que não teria capacidade para estragar a festa e nosso time resolveu descontar a falta de gols ao longo do Estadual em apenas um dia. Resultado: Vasco 5 x 1, nossa primeira goleada na competição.

E a vitória não demorou muito para começar a se desenhar. Iniciamos a partida pressionando e com 10 minutos de bola rolando, Gilberto sofreu um pênalti, convertido pelo próprio. Nem tudo merece confete, claro. Goleamos, mas o sistema defensivo voltou a vacilar em alguns momentos, mesmo diante do lanterna da competição. Claro que a fragilidade do Nova Iguaçu não permitiria que os riscos fossem muitos, ainda assim nosso adversário teve uma chance clara para empatar a partida, após vacilada de Julio dos Santos no meio de campo. Martín Silva fez grande defesa e impediu o gol.

Depois disso, a porteira se abriu. Assim como o primeiro gol, os dois seguintes nasceram em lances de bola parada: aos 19 Luan marcou aproveitando o rebote em um escanteio e Dagoberto, aos 31, marcou um belo gol após Madson mandar a bola para área numa cobrança de lateral. O único gol feito com uma jogada de bola rolando começou com mais um belo passe de Jhon Cley, que encontrou Gilberto invadindo a área. A marcação fechou no centroavante e ele passou para Serginho, que entrou livre e só precisou empurrar a bola para o fundo da rede, aos 37. Com o primeiro tempo acabando e uma vantagem enorme no placar, acabamos relaxando e o Nova Iguaçu conseguiu marcar seu gol de honra, aos 41.

Um golzinho de honra não seria o bastante para que o New Iguaçu crescesse na partida. E isso de fato não aconteceu. Na etapa final Doriva começou a poupar jogadores para o clássico contra a mulambada na próxima rodada e as entradas de Lucas (no lugar do Serginho), Douglas Silva (Luan) e Thalles (Gilberto) não mudaram em nada o panorama da partida, que no segundo tempo passou a ser bem menos intensa por nossa parte. Mas mesmo visivelmente cozinhando o jogo, conseguimos marcar mais um, em um bate-rebate pra lá de confuso na área iguaçuana, tão confuso que, apesar do gol ter sido contra, acabou sendo creditado ao Thalles pela arbitragem.

Foi ótimo ver o time finalmente conseguir uma vitória elástica e também ver a boa estreia do Dagol, que certamente está mais motivado marcando logo no seu primeiro jogo. Mas ainda falta muita coisa pra acontecer no campeonato, e mesmo nessa primeira fase, o time não pode se acomodar com a boa atuação de ontem e a liderança momentânea na tabela. Contra a urubulândia teremos um adversário muito mais complicado, não apenas pela qualidade do time, mas também pela rivalidade que todo clássico tem. A goleada foi o toque especial para a festa de ontem na Colina. Mas agora, Doriva e seus comandados precisam esquecer as comemorações e trabalhar ainda mais forte.

As atuações….

Martín Silva – o uruguaio, que deve até ter se esquecido da sensação de buscar uma bola nas redes, não tinha o que fazer no gol do Nova Iguaçu. E se não tivesse feito mais um dos seus milagres, San Martín poderia ter sofrido outro.

Madson – mais uma vez foi uma das boas armas ofensivas do time. E se com os pés ele não consegue acertar os cruzamentos, com as mãos fez a diferença: o gol do Dagoberto nasceu de uma cobrança de lateral que teve como destino a área adversária.

Anderson Salles – não teve muitos problemas com o ataque do Nova Iguaçu, exceto em alguns momentos quando o time não fez a recomposição com a velocidade necessária.

Luan ­– comprovou a fase artilheira marcando seu terceiro gol na competição, mas no gol do Nova Iguaçu mostrou alguma desatenção. Sentiu uma fisgada no pé e Douglas Silva entrou em seu lugar. Sem muito trabalho na zaga, quase marcou o quinto, o que não aconteceu por conta do pé do Thalles no meio do caminho pro gol.

Christianno – depois da ridícula atuação do Lorran na rodada anterior, dificilmente Christianno conseguiria fazer pior. E não fez. Mesmo sem muita efetividade no apoio – o que faz bastante – e diante de um adversário que não explorou muito sua lateral para ir ao ataque, não chegou a irritar em demasia a torcida.

Serginho ­– o jogo estava tão fácil que até o Serginho conseguiu marcar o dele, praticamente resolvendo o jogo ao marcar o quarto gol do Vasco, ainda no primeiro tempo. Não foi visto no gol adversário, quando um atacante iguaçuano teve toda a liberdade para aproveitar o rebote. Saiu no intervalo para a entrada de Lucas, que diante de um adversário fraco e já goleado não chegou a ter muito trabalho.

Guiñazu – o adversário deu tão pouco trabalho que Guiñabull sequer precisou levar um amarelo.

Julio dos Santos – ainda que não seja dos jogadores mais rápidos, parece ter garantido sua titularidade no meio de campo com sua boa movimentação e visão de jogo. Deu apenas uma vacilada no primeiro tempo, quando prendeu demais a bola e a perdeu, originando o contra-ataque que, se não fosse pela participação de Martín, teria dado o empate ao Nova Iguaçu.

Jhon Cley – outro que não deve perder a vaga no time, exibiu mais uma vez categoria nos passes, principalmente na bola em profundidade que originou o gol do Serginho.

Dagoberto – mesmo tendo uma atuação discreta e mostrando cansaço no fim da partida (natural para uma estreia depois de um longo tempo inativo), Dagol justificou seu apelido marcando um gol de muita categoria.

Gilberto – terceira partida seguida deixando sua marca – mais uma vez de pênalti – ainda pode ser considerado autor de metade do gol do Serginho, ao deixar o volante na cara do gol. Pendurado, acabou sendo substituído por Thalles, que se esforça mais do que produz, mas acabou dando sorte no lance do quinto gol: no primeiro momento, perdeu um gol feito cabeceando errado, na continuação acabou evitando que o chute de Douglas Silva entrasse, mas o rebote acabou batendo em dois jogadores do Nova Iguaçu e entrando.

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Segunda-feira é dia da minha coluna no site Vasco Expresso. Clica aí no link e dá uma conferida no artigo de hoje.

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Segue a busca pela formação ideal

As alterações feitas pelo Doriva para a partida contra o Resende tiveram dois pontos positivos: voltamos a marcar um gol com bola rolando e fizemos o dever de casa, vencendo o jogo por 1 a 0 e mantendo a liderança isolada do Estadual. Mas infelizmente não vimos muito além disso de positivo. Pelo apresentado ontem Doriva ainda terá algum trabalho para fazer valer de alguma coisa a boa posição na tabela na hora que tivermos jogos decisivos pela frente.

Podemos afirmar isso porque, apesar de termos mantido o padrão de posse de bola, o jogo de ontem foi o que provavelmente tivemos o pior rendimento defensivo em todo campeonato. Com os dois laterais atuando muito ofensivamente e recompondo o meio campo de forma lenta, o Resende nos deu trabalho fazendo uma marcação forte na sua intermediária e partindo rápido para o contra-ataque quando nos roubava a bola. Nosso sistema defensivo estava tão caótico que mesmo as insistentes ligações diretas do adversário estavam funcionando.

A intenção do Doriva com a entrada de Jhon Cley era sacrificar um pouco a velocidade do time para um ganho de técnica. Mas nosso gol acabou saindo em uma jogada rápida, começando com uma bola roubada pelo Guiña na nossa intermediária, toque de Marcinho para Cley, que viu a subida de Madson e acertou belo passe em profundidade. O lateral avançou para a linha de fundo e tocou na medida para Gilberto apenas empurrar para a rede.

Mesmo com a vantagem no placar, continuávamos fraquejando na marcação e se os atacantes do Resende não fossem tão fracos, poderíamos ter nos complicado ainda no primeiro tempo. Durante o intervalo, seria preciso fazer alguma coisa.

Mas se Doriva fez algo, deve ter sido um pedido para o Vasco cozinhar o jogo. Madson já não subia tanto, o que ajudou a diminuir os espaços para o Resende. Por outro lado, literalmente, Lorran errava em sequência, dando oportunidades para os contragolpes adversários. No geral, o jogo ficou mais lento e as alterações dos dois times – no Vasco, as saídas de Rodrigo para a entrada de Douglas Silva, do inoperante Marcinho para a entrada de Yago e substituição de Cley pelo Bernardo – não chegaram a mudar o panorama da partida. Chegamos a ter três boas chances, com Rodrigo (marcando de cabeça, em impedimento), Gilberto (em chute de fora da área) e Bernardo (desperdiçando chance na cara do gol) e o Resende só não empatou a partida por uma boa defesa de San Martin. Mas o placar seguiu inalterado até o fim.

A vitória nos manteve na liderança por mais uma rodada e nos deixa cada vez mais perto da classificação. Mas a Taça Guanabara vai chegando ao seu fim e para conquistá-la, é certo que vamos ter que apresentar um futebol mais consistente. O teste realizado pelo Doriva ontem deixou algo muito claro para a torcida: que ainda é preciso pensar um pouco mais na formação ideal para o Vasco.

As atuações…

Martín Silva – dessa vez chegou a ter trabalho, fazendo pelo menos uma grande defesa no segundo tempo, em chute cruzado do adversário.

Madson – boa atuação do garoto, que foi uma das melhores opções ofensivas do time, principalmente no primeiro tempo, quando fez a assistência para Gilberto marcar o gol da vitória. Por outro lado, atuar praticamente como um ponta foi um verdadeiro convite para o Resende atacar pela direita.

Luan – teve problemas com a marcação frouxa feita pelo meio de campo e laterais, ficando várias vezes no mano a mano com os atacantes adversários. Poderia caprichar um pouco mais na hora dos passes longos.

Rodrigo – teve as mesmas dificuldades que o Luan. Além disso, marcou um gol de cabeça em posição irregular e claramente forçou seu terceiro amarelo, para não correr riscos e desfalcar o time contra a mulambada. Douglas Silva voltou ao time depois de meses entrando no lugar do Rodrigo e, com a partida já controlada, não teve tanto trabalho.

Lorran – ter nos feito sentir saudades do Christiano é o que basta para definir o quão bizarra foi a atuação do garoto. Inoperância no apoio e na defesa, erros de passes infantis e, em alguns momentos, simplesmente apanhou da bola. Lorran tem que torcer para a comissão técnica da seleção sub-20 não veja um VT da partida.

Guiñazu – no padrão de sempre: muito fôlego e disposição no combate e, em alguns momentos, tentativas de ajudar a distribuir a bola na frente.

Serginho – teve trabalho dobrado na marcação com as subidas do Madson, e nessa, acabou deixando espaços pelo meio.

Julio dos Santos – boa partida na parte da criação, com bons passes e uma interessante parceria com o Madson. Mas poderia ser mais participativo na marcação, tentando ser um pouco mais veloz na recomposição.

Marcinho – pra não dizermos que não fez nada, fez uma boa jogada no primeiro tempo que terminou em uma finalização relativamente perigosa. Tirado isso, só fez irritar a torcida com sua lentidão, erros de passe e jogadas equivocadas. Saiu depois de isolar uma bola numa cobrança de falta. Yago o substituiu e deu trabalho com suas subidas em velocidade pela esquerda. Mas poderia presepar menos e ser um pouco mais humilde: o garoto pensa sempre que conseguirá passar pelos marcadores, não interessando quantos estejam o cercando.

Jhon Cley – o passe em profundidade que iniciou a jogada do gol do Gilberto já teria feito valer a pena sua escalação. Mas Cley fez mais, mostrando visão de jogo com bons passes e boa movimentação. Pediu para sair no segundo tempo e Bernardo entrou em seu lugar e só apareceu ao perder uma grande chance por não conseguir dominar a bola na área.

Gilberto – fez o que todo centroavante tem que fazer: estar bem colocado para empurrar a bola para a rede. Quase marcou outro em bom chute de fora da área.

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Há outra coisa que podemos afirmar depois da vitória sobre o Resende: com a chegada do Dagoberto, que já está liberado para enfrentar o Nova Iguaçu, não há mais qualquer justificativa plausível para se manter Marcinho como titular da equipe. Caso sua titularidade seja confirmada no próximo jogo, será complicado para qualquer um acredita que essa decisão segue critérios técnicos.

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Brigas, incoerências e críticas

logo_carioca2015Pra início de conversa, peço desculpas pelo abandono do blog nessa semana. O chefe tirou férias, fiquei responsável por algumas das suas funções e acabei não tendo tempo para escrever. E mesmo numa semana sem jogos ou chegada de reforços, há o que se comentar sobre os últimos acontecimentos.

Começa o Carioca: hoje São Januário será um dos palcos da estreia da competição, mas não com o Gigante, e sim com o Foguim, que deve estar pensando em, principalmente, passar pelo Estadual de forma digna antes de encarar a pedreira que deve ser a Série B esse ano.

E o Estadual já começa polêmico, por conta da briga FERJ/Eurico X Fra/Fru/Arena Maracanã. É fácil achar correto o ponto de vista de que os ingressos dos jogos não podem ser uma exorbitância e que essa elitização do futebol não é boa para os torcedores. O que me encuca é o presidente do Vasco, único dos grandes com estádio próprio e que não teria porque se preocupar com a questão (já que pode até fazer jogos com entrada franca), ter que se envolver nessa história. Que cada clube dê a facada que quiser no seu torcedor. Se eles não estiverem satisfeitos, que reclamem com suas respectivas diretorias.

Mas o Eurico foi dar seu pitaco, sabe-se lá por quais motivos – já falei sobre as possibilidades no Vasco Expresso – e recai sobre o Vasco a culpa pelo início tumultuado de Carioca. E podem ter certeza que levaremos também a responsa caso realmente não haja jogos na Arena Maracanã durante a competição (o que a tornará ainda mais fraca do que já é). Não sei quando a nova diretoria trará o respeito de volta à Colina, nas a imagem de clube antipático já está batendo à porta.

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Guerra dos ingressos: o pior de tudo nessa história é a hipocrisia em todos os lados da questão.

A Federação, que fez o que pode para prejudicar o Vasco nos últimos anos, agora lembra do tamanho da instituição e bate continência para tudo que vem da presidência vascaína. Isso é bom para o clube, é claro, mas irrita ver que o Rubens Lopes, que na eleição fez questão de ir votar e se declarar vascaíno, só lembrou que é torcedor com a saída do Dinamite. Antes disso, o Vasco que se explodisse.

O Eurico, com esse lenga-lenga demagógico de ser contra a “elitização do futebol”, se mete num assunto que não diz respeito ao clube que comanda com um argumento bastante questionável. Os ingressos a R$ 80 são caros para os que podem pagar R$20? E a enorme quantidade de torcedores que não podem pagar os R$ 20? Merecem ficar fora dos estádios? Essa questão só se resolveria de duas formas: ou se aceita que, de alguma forma, um jogo de futebol demanda que o torcedor tenha algum dinheiro (ou seja, alguém necessariamente será elite) ou todo o jogo deverá ter portões abertos.

Já a dupla Mulambos e Flores tem todo o direito de espernear por ver o prejú que tomará por causa dessa história. Agora, vir com esse papinho de “criar uma Liga”, convenhamos, é patético. Não que a FERJ não merecesse mesmo ser abandonada por todos os clubes, mas é ridículo ver quem sempre foi conivente com a Federação dar esse tipo de chilique. Quando é pra ser campeão em cima de um clube pequeno na mão grande, como aconteceu no Caixão, ou quando a Federação escala sempre os mesmos juizinhos mequetrefes no Brasileirão (como no caso do Bassols em 2011), a FERJ é perfeita.

Vamos moralizar o futebol? Então porque fazer apenas no campeonato que a dupla adora dizer que não vale muita coisa? Vamos começar de cima, criando uma Liga para um campeonato nacional. Ou a CBF é melhor que a FERJ?

Mas aí é exagero, né?

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Desfalques na estreia: a gestão Dinamite tornou um hábito não conseguir deixar todos os reforços à disposição do treinador nas estreias das competições por não conseguir inscrevê-los em tempo hábil. Desnecessário dizer que isso sempre foi um motivo para a gritaria geral da torcida, principalmente dos torcedores devotos de São Eurico.

Eis então que amanhã começa o Estadual para o Vasco e Doriva não poderá contar com Julio dos Santos e nem mesmo com Douglas Silva, que já era do elenco. E isso porque a diretoria não conseguiu inscrevê-los em tempo hábil.

Estou falando sobre esse assunto apenas porque será interessante ver a reação das euriquetes com relação a esse fato. Não acho que isso seja necessariamente algo que mereça críticas, já que nem sempre a culpa nesses casos é da diretoria do clube. As federações demoram a mandar as liberações, a burocracia da CBF e da FERJ atrapalha, etc.

Mas isso vale para qualquer diretoria, tanto para a que se foi como para que acabou de chegar. Mas eu APOSTO que os mesmos que criticaram antes vão ser bem mais compreensíveis agora.

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A luta é pela vaga

Cada vez mais difícil escrever sobre as partidas do Vasco. Esse é o motivo pelo qual os posts têm demorado a sair por aqui. Difícil não protelar uma tarefa repetitiva e irritante como tentar analisar os mesmos erros de sempre. Ou será que a culpa é minha? Será que alguém conseguiu ver algo no empate com a Ponte Preta que seja diferente do que vem acontecendo há séculos com o time?

Talvez a escalação do Joel possa ser considerada uma diferença, já que o notório retranqueiro optou por uma armação mais ofensiva e até moderninha, com dois volantes apenas (e um deles NÃO era o Fabrício) e três meias, com dois jogando mais pelas pontas e apenas um atacante centralizado. Com essa formação, Natalino pode colocar não apenas o Maxi Rodriguez como titular, mas também o Crispim e o Dakson. Dessa vez, gente pra armar jogadas não ia faltar.

Mas faltou. Vale lembrar que dos três meias em campo, apenas Maxi poderia cumprir a função do suspenso Douglas. Tanto Dakson como Crispim são meias-atacantes, sem as características necessárias para armar jogadas ou dar aquele passe que deixa os companheiros na cara do gol. A questão é que Maxi não jogou nada e Dakson errou quase tudo o que tentou. Crispim foi o que se saiu melhor, mas não o bastante para fazer com que o Vasco fizesse diferente do que tem feito por todo o campeonato: ter posse de bola, não saber o que fazer com ela, perder gols feitos quando conseguimos criar alguma coisa e sofrer com contra-ataques.

O começo do segundo tempo nos deu esperança apenas para nos tirar minutos depois. Fizemos um gol logo aos dois minutos, na única cochilada que a defesa da Macaca cometeu. Mas devolvemos o favor quatro minutos depois, vacilando na marcação e permitindo o empate. E o tempo passou, sem que o time mostrasse capacidade criativa para fazer outro gol, não fazendo qualquer diferença as alterações que Joel tivesse tentado. A Ponte, com méritos, foi o único dos líderes a não perder para o Vasco em São Januário. Isso porque sabia exatamente como parar o time: jogou fechadinha, esperando os contragolpes. Bastou não nos deixar jogar, como fez o Ceará e o Joinville.

O fato é que agora, faltando apenas seis jogos e com seis pontos de diferença para o líder, o que deve interessar ao Vasco é conseguir logo sua classificação para a Série A. O título, que deveria ser uma obrigação para o único dos grandes na competição, foi perdido não apenas no sábado, mas ao longo de todo o campeonato, com as apresentações ridículas que tivemos e com os absurdos 13 empates que deixamos acontecer. O que deixa claro algo que muitos já perceberam há tempos: vamos subir sim, mas muito por conta da incapacidade dos nossos concorrentes. Se Avaí e Ceará não estivessem brigando pra ver quem permanece na segundona ano que vem, estaríamos com muito mais problemas do que temos hoje.

As atuações….

Martin Silva – praticamente não trabalhou e não teve responsabilidade no gol sofrido.

Diego Renan – no primeiro tempo não comprometeu defensivamente, mas não foi visto no apoio. No segundo, a jogada do gol de empate da Ponte saiu pelo seu lado. Depois disso, até foi visto mais vezes no ataque, mas não conseguiu acertar um cruzamento sequer.

Rodrigo – não teve muito trabalho com o ataque da Ponte, mas teve sua atuação comprometida por dar um carrinho precipitado no lance do gol deles.

Douglas Silva – vinha jogado com seriedade e ganhando a maioria dos lances contra os atacantes adversários. Quando poderia ter marcado o segundo gol, numa bola alçada à área da Ponte, acabou se machucando e cedeu lugar ao Luan, que manteve o nível da atuação da zaga.

Lorran – Joel apostou no momento errado: depois de duas derrotas e precisando vencer o líder diante da torcida, estava claro que a partida teria pressão demais para alguém tão novo. O resultado? Procurando mostrar serviço, acabou cometendo muitas faltas e só não foi expulso por conta da quebrada de galho do juiz. Com isso, Natalino se viu obrigado a queimar uma substituição ainda no primeiro tempo, colocando Marlon no lugar do garoto. Esse, fez o que faz quase sempre: tenta apoiar, mas não consegue dar prosseguimento às jogadas.

Guiñazu – não dá pra falar mal do único jogador que parece estar atento e que mostra disposição para cumprir sua função por todos os 90 minutos. Mesmo que para isso tenha que fazer uma penca de faltas e passar boa parte do jogo dando carrinhos.

Aranda – uma daquelas atuações que não enchem os olhos da torcida, mas foi por conta do paraguaio que o Renato Cajá fez muito pouco pela Ponte. Marcou bem o meia adversário e cumpriu importante função tática.

Dakson – tentou muito, não acertou nada. Foi quem mais finalizou, mas nenhuma levou perigo; arriscou várias bolas enfiadas para os companheiros, mas errou todos os passes. Só valeu pela sua participação na jogada do gol vascaíno.

Maxi Rodríguez – uma participação que poderia ser uma explicação do porque Joel não lhe dá mais chances como titular. Não conseguiu ser o articulador que o time precisava e abusou das jogadas individuais, volta e meia tentando passar por dois, as vezes três marcadores. Finalizou uma vez com perigo.

Lucas Crispim – o melhor jogador de frente do time, não apenas por ter marcado o gol, mas também por sua movimentação. Em alguns momentos também pecou pelo individualismo, mas se saiu melhor que o Maxi nessas horas. Pediu para sair e deu lugar ao Montoya, que entrou quando o Vasco já estava no tudo ou nada e não conseguiu se sobressair no meio da bagunça que imperava no time.

Kléber – justificou sua presença em campo ao dar o passe para Crispim abrir o placar. Fora isso, correria e disposição, mas pouca efetividade. Perdeu o gol mais feito do Vasco, ainda no primeiro tempo, cabeceando uma bola relativamente fácil para fora.

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