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Férias, afinal!

 

jordi2O lado bom da partida de ontem contra o Avaí é óbvio: não ter mais que assistir a nenhuma atuação do time “armado” pelo Joel Santana é um presente para qualquer vascaíno. Tirar umas férias de futebol é certamente tudo o que todo torcedor mais estava desejando por esse restinho de 2014.

E pelo apresentado ontem, se a torcida precisou suportar o tormento de mais 90 minutos de um jogo medíocre antes de poder desfrutar um merecido descanso, parece que os jogadores do Vasco não se preocuparam muito com essa formalidade e já entraram em campo de férias. Tirando uns 10 minutos na etapa inicial e os cinco minutos finais do segundo tempo, quando ainda corremos um pouquinho, o que vimos foi um bando de jogadores não apenas descompromissado com o que acontecia no gramado, mas que também não deu a mínima para o fato de estarem representando um clube com uma história secular.

Mas sinceramente, nem vale a pena reclamar mais disso, já que essa foi a tônica do campeonato. O descaso com a tradição vascaína já foi devidamente comprovado com as diversas atuações abaixo da crítica e com a classificação final desse time. Não será agora, quando finalmente poderemos ficar felizes pela certeza que nunca mais veremos esse grupo de jogadores com a camisa do Vasco, que vou repetir as mesmas reclamações que faço desde o começo dessa maldita Série B. Hoje, o melhor é agradecer por pelo menos não termos encerrado nossa participação no campeonato sofrendo mais uma goleada humilhante. Para quem entrou em campo mais preocupado com as muambas que comprarão nas viagens de férias, até que esse time conseguiu um feito ao perder pelo placar mínimo.

No mais, não serei ingrato: fica meu agradecimento ao grupo por ter conseguido nos levar de volta à elite, mesmo que tenhamos tido uma sorte danada do Coelho ter perdido seis pontos e dos concorrentes diretos ao acesso tenham tido uma queda de rendimento brutal no segundo turno. Nem todo mundo reconhece, mas há mérito em ser menos ruim que os outros.

Até logo, Vasco e adeus – assim esperamos – para uns 90% desse elenco. Que vocês aproveitem as férias tanto quanto a torcida vai aproveitar.

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Atuações? Sério mesmo?

Pelo que fizeram ontem, só dá pra livrar a cara do Jordi, que realmente teve uma boa atuação, com grandes defesas e culpa nenhuma no gol, já que foi de pênalti. Por incrível que pareça, Lorran (que chegou a fazer uma ou duas boas jogadas) e Kleber ( por ter corrido e tentado fazer alguma coisa) também escaparam do desastre. Luan e Anderson Salles vacilaram em alguns momentos, mas não chegaram a comprometer mesmo com um Avaí que procurou bem mais o jogo. O resto do time foi fraco ou simplesmente terrível, principalmente Diego Renan, que cometeu um pênalti ridículo e Douglas, que devia estar com a mente no churrasco que fará nesse domingão e só apareceu quando errou passes.

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Um resumo do campeonato

Parafraseando Euclides da Cunha em seu clássico “Os Sertões”, podemos dizer que o vascaíno, é antes de tudo, um forte. Forte na crença de que seu time poderia corresponder em campo o apoio de mais de 50 mil torcedores. Infelizmente, diferente do que todos esperavam, o Vasco apenas condensou o que fez nas 37 rodadas da Série B em 90 minutos e não passou de um empate com o Icasa.

E o que fizemos em nossa errática trajetória de volta à elite do futebol brasileiro? Apresentamos um futebol abaixo da crítica, passamos sufoco contra times fraquíssimos, perdemos gols em profusão, fizemos de tudo para os adversários gostassem dos jogos e nos pressionassem e terminamos em igualdade contra equipes que, tendo seus salários somados, muitas vezes investiram menos do que o Vasco investiu em alguns dos seus reservas.

E foi exatamente isso que vimos na Arena Maracanã ontem. Podemos reclamar de tudo sobre esse time, mas nunca de falta de coerência.

Tanto faz agora o resultado da última rodada e só sendo uma pessoa com uma fé maior que a do Papa Francisco para crer que o Vasco devolverá a goleada sofrida pelo Avaí no primeiro turno, ou mesmo que se esforçará por uma vitória. Se o time volta e meia mostrava uma falta de vontade tremenda quando ainda precisava garantir sua volta à Série A, imaginem a motivação na semana que vem, com a classificação já assegurada e sendo a última partida pelo Vasco de uma penca de jogadores desse grupo. E isso contra um time que precisará vencer para manter o sonho do acesso.

Motivos para nos alegrar, nós temos. Afinal de contas, ainda que tenha sido nas coxas, o objetivo principal foi alcançado. E, apesar de tudo, nos resta a esperança de um futuro melhor, se não pelo retorno da gestão Eurico, ao menos pelo final da Era Dinamite, definitivamente a pior da nossa história. Depois desse ano terrível que passamos, esperança já é algo que nos serve de algum conforto.

As atuações…

Martin Silva – um milagre no primeiro tempo e boas saídas do gol. No lance do gol, estava um pouco adiantado, mas quem esperaria um chute daqueles da intermediária?

Carlos César – vinha fazendo uma partida apenas razoável até se machucar e não voltar após o intervalo do primeiro tempo. Lorran entrou em seu lugar e foi mais presente no apoio, mas ainda erra passes demais.

Rodrigo – a experiência falou mais alto, ganhando vários lances na malandragem: cavou várias faltas providenciais quando o Icasa estava no ataque.

Luan – teve uma boa chance no primeiro tempo e jogou com segurança. No segundo, se posicionou mal em alguns lances.

Diego Renan – errou tudo o que podia no apoio e miguelou na marcação durante todo o jogo. Cortou uma bola que tinha endereço certo, sua única contribuição ao time.

Guiñazu – a disposição de sempre, talvez exagerando um pouco na distribuição de carrinhos. Deu azar no lance do gol, quando a bola que cortou acabou sobrando para o atacante do Icasa.

Fabrício – tentou ajudar na criação e foi visto frequentemente no ataque. Mas na única boa chance que teve, isolou a bola.

Douglas – um pouco mais de disposição que nas últimas partidas, fez o cruzamento para o gol de Kleber e perdeu um gol feito, ambos os lances na primeira etapa. No segundo tempo não conseguiu organizar o meio de campo com a eficiência necessária.

Maxi Rodríguez – é a comprovação de que os gringos do time podem ser acusados de tudo, menos de fazer corpo mole. Entre um ou outro exagero nas jogadas individuais, é quem mais corre e tenta criar jogadas no time. Quase marcou em chute cruzado no primeiro tempo. Deu lugar ao Lucas Crispim na etapa final, e o garoto trouxe um novo gás para o time. Mas não fez muito mais que isso, raramente conseguindo terminar as jogadas que iniciou.

Thalles – incomodou muito a defesa do Icasa enquanto esteve em campo, mas na única chance clara que teve para marcar, chutou mal. Edmilson entrou em seu lugar e não conseguiu fazer muita coisa.

Kleber – de certa maneira, pode ser considerado o jogador símbolo da equipe: tem mais nome que feitos na carreira, veio como grande reforço mas raramente correspondeu a essa responsabilidade e viveu de lampejos ao longo do campeonato. Exatamente como ontem, quando mesmo jogando bem apenas durante o primeiro tempo, decidiu a partida marcando o gol vascaíno.

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O presente de despedida da torcida carioca para o time, depois de um ano sem títulos, sem boas apresentações e como único consolo uma obrigatória passagem para a Série A depois de uma turbulenta disputa da segundona, foi a vaia de 50 mil pessoas.

E a torcida – diferente da diretoria, comissão técnica e jogadores – fez o certo pelo clube. Não há mesmo qualquer motivo para festejarmos esse 2014. Compareceu ao estádio, apoiou durante a partida e mostrou seu descontentamento no momento exato.

Mas não podemos pensar que nosso trabalho está feito. Grandes mudanças vem aí e a participação de todos os vascaínos é mais importante que nunca. Apoiar quando preciso e cobrar sempre que necessário é o nosso papel. Fizemos isso ontem e devemos fazer sempre.

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Mais que merecido

Joinville, Icasa, Santa Cruz, Boa Esporte e Atlético-GO. Nenhum desses times conseguiu perder para o Ceará, na sua sequência de cinco jogos sem vitórias. De todos esses, apenas o Joinville está acima do Vasco na tabela. Um deles, o Icasa, inclusive está no Z4. Mas já faz algum tempo que uma das nossas manias é ressuscitar defuntos e ontem não poderia ser diferente: Ceará 2 x 0, com o Vasco reacendendo as chances do Vozão subir para a elite ano que vem.

Mas dessa vez nós ajudamos muito o adversário. Da armação do time ao aparente descompromisso dos jogadores, o resultado não poderia ser outro. A derrota acabou sendo mais que merecida, mas justa, já que nosso anfitrião acabou marcado seus gols meio que por acaso (o primeiro em lance irregular e o segundo numa cobrança de falta com um desvio providencial).

Joel Santana, que não tem conseguido fazer o time render nem com os esquemas manjados que usa desde que conseguia ter algum resultado como treinador, resolveu inventar um esquema com três zagueiros que não tinha como dar certo. Isso porque, além de Anderson Salles – o zagueiro que ele tinha à disposição para completar o esquema – ainda estar completamente sem ritmo de jogo depois de meses inativo, o 3-5-2 – ou ainda, o 3-6-1, já que Kléber era o único atacante no time titular – de ontem é uma formação que depende de muito treinamento para funcionar. E, como era de se esperar, não funcionou.

O Vasco ainda manteve mais posse de bola e perdeu alguns gols feitos, como sempre, até sofrer os dois gols. Mas depois disso e principalmente na volta do intervalo, a apatia e falta de disposição para buscar o resultado eram evidentes. E como as substituições do Natalino foram tão efetivas quanto seu esquema inicial de jogo, não chegamos a criar qualquer chance de mudar o cenário da partida. No final das contas, mesmo que o Ceará tenha contado com a incompetência de um bandeirinha e com a sorte para marcar seus gols, o mérito pelo resultado acabou sendo confirmado pela quantidade de oportunidades que criaram na etapa final. Se algumas delas entrassem, poderíamos ter passado mais um vexame de proporções avaianas nesse campeonato.

Nossa sorte é que a tabela acabou nos favorecendo e poderemos garantir a vaga em casa, em duas partidas contra equipes da parte debaixo da tabela, uma delas inclusive já rebaixada. Com o futebol apresentado pela equipe comandado por Joel, é bom saber que contaremos com a força da torcida e com a fragilidade dos adversários.

As atuações…

Martín Silva – nada podia fazer no lance do primeiro gol. No segundo, a cobrança de falta teve um desvio, mas há quem ache que, ainda assim, era uma bola defensável. Tenho minhas dúvidas.

Luan – dos três zagueiros, foi o que mais vacilou: no primeiro gol, deveria estar marcando o jogador que finalizou. No segundo tempo, quase permitiu que o Ceará ampliasse.

Rodrigo – ficou na sobra e não deu mole para o ataque alvinegro, travando um duelo em especial com o atacante Bill, contra quem se saiu melhor na maioria dos lances. Quase marcou um gol de cabeça no segundo tempo.

Anderson Salles – fora de ritmo, acabou cedendo alguns espaços na parte do campo que deveria cobrir. Ainda assim se saiu melhor que o Luan, principalmente no combate direto. Acabou sendo sacado no intervalo, dando lugar ao Rafael Silva, que puxando pela memória, só foi citado uma vez pelo narrador da partida após sua entrada em campo. E foi porque não alcançou uma bola tocada para ele.

Carlos Cesar – ontem, quando em teoria teria mais liberdade para apoiar, foi mais tímido que no jogo contra o ABC. De efetivo, apenas um bom cruzamento na etapa final.

Aranda – foi tão mal que os únicos feitos dignos de nota na sua atuação foram o desvio da bola no segundo gol (que bateu na cabeça do volante) e o amarelo que levou e o deixará fora da próxima partida.

Guiñazu – imagino o desespero do gringo, que sempre se doa ao máximo em todo jogo, ao ver a moleza dos seus companheiros. Ontem, além de se desdobrar na marcação, foi visto até no ataque, as vezes tabelando e até finalizando.

Douglas – seu “estilo cadenciado” já não engana: Douglas, com aquela pança que parece não parar de crescer, não corre em campo, apenas trota. De útil na partida de ontem, apenas um belo passe que deixou Kleber na cara do gol. É muito pouco para quem é titular absoluto e pretenso “maestro” da equipe. Saiu, não muito satisfeito, no segundo tempo para a entrada do Edmílson, que não podia fazer nada sem receber uma única bola sequer em condição de finalizar.

Maxí Rodriguez – o uruguaio já sofre tendo que jogar mais a frente do que deveria. Fazer isso em um esquema diferente e sem o tempo de treino necessário o prejudicou ainda mais. Volta e meia se embolava com Diego Renan e pouco conseguiu fazer. Acabou sendo substituído pelo colombiano Montoya, que trouxe outra nacionalidade para o time, mas nada de diferente na armação de jogadas.

Diego Renan – um pouco mais de consistência no apoio que nas últimas partidas, o que foi desperdiçado pela bagunça que o novo esquema provocou no time. Ele e Maxi (e depois Montoya) estavam disputando um espaço na mesma faixa do campo.

Kléber – não adianta nada correr muito, dar combate na frente e fazer declarações contundentes após resultados ruins se sempre peca na hora de fazer o trabalho pelo qual é pago. Depois de receber uma bola açucarada do Douglas, Kleber perdeu uma chance claríssima quando o placar ainda estava 1 a 0.

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Futebol pragmático

A Arena Maracanã com um ótimo público, 50 mil vascaínos fazendo uma festa linda, o fim da ridícula sequência de quatro jogos sem vitórias na Série B e a volta para a elite mais perto não foram o bastante para ignorarmos o fato de que o Vasco não fez nada de muito diferente do que vimos nos fracassos contra Paraná, Ponte, América-RN e Santa Cruz.

Não que tivéssemos algum motivo para acreditar numa mudança da água pro vinho só porque estaríamos em grande número no estádio. Aliás, o Joel já tratou de nos tirar essa esperança de véspera, já indicando que escalaria três volantes contra o 13º colocado da tabela. O resultado não poderia ser outro: mais uma vez tivemos muita posse de bola e pouca criatividade no meio. Foi o mesmo rame-rame de sempre, de toques para o lado e para traz e objetividade zero. E isso sem trazer a maldita segurança adorada ao nível da obsessão pelo Joel, já que o ABC ainda teve as melhores chances no primeiro tempo.

A torcida foi quem fez mais bonito na Arena Maracanã (foto: www.vasco.com.br)

A torcida foi quem fez mais bonito na Arena Maracanã (foto: http://www.vasco.com.br)

O que impediu que o time fosse para o vestiário no intervalo sob as vaias de todo o estádio foi o gol já nos acréscimos do primeiro tempo. Mas vale lembrar que o pênalti convertido por Douglas só aconteceu por conta de uma pixotada dupla da defesa do ABC até Carlos César se derrubado na área.

Começamos o segundo tempo com vantagem no placar e um jogador a mais em campo (o goleiro Gilvan foi expulso ao cometer a penalidade no primeiro tempo). Ainda assim isso não foi o bastante para que nosso treinador resolvesse dar um jeito na falta de criatividade do time. Foi preciso que Pedro Ken se machucasse no primeiro minuto da etapa final para que o Natalino decidisse jogar o time para frente, substituindo o volante pelo Thalles. Se por um lado a alteração fez com que o domínio da partida aumentasse, por outro serviu para que mostrássemos outro defeito mais que batido do time: a falta de qualidade nas finalizações. Perdemos uns três ou quatro gols por conta dos chutes fracos e/ou sem direção ou por nossos atacantes não chegarem a tempo de dar o toque para as redes.

Valeu pela vitória, por aumentarmos a diferença para o quinto colocado e por estarmos mais próximos da vaga para a série A. Mas não adianta esperarmos nas partidas que restam algo além da preocupação em garantir três pontos. Aparentemente, comissão técnica e jogadores ficaram satisfeitos com o resultado, independente do nível do futebol apresentado (tanto que já falam em “conforto” no caso de um empate contra o Ceará na próxima rodada). O vascaíno já pode conformar em guardar suas esperanças de ver o Vasco jogando como Vasco apenas ano que vem. Até o fim desse Brasileiro, nos restará aturar o futebol pragmático e de resultados que Joel tanto aprecia.

As atuações….

Martín Silva – no primeiro tempo evitou que o ABC abrisse o placar com pelo menos duas grandes defesas. No segundo tempo praticamente não trabalhou.

Carlos César – aparentemente quer conquistar a vaga na lateral direita em definitivo, mostrando muita disposição e velocidade no apoio. No primeiro tempo, o Vasco atacou praticamente o tempo todo pelo seu lado do campo, contanto várias vezes com sua ajuda, iniciando jogadas com algumas arrancadas. Foi decisivo para o resultado ao sofrer o pênalti convertido por Douglas.

Luan – praticamente não teve problemas com o adversário, fazendo uma partida tranquila.

Anderson Salles – parece ter sentido a falta de ritmo em alguns momentos, principalmente quando errou o tempo de bola em botes e divididas pelo alto. Mas também jogou com tranquilidade e mostrou que poderia muito bem ter tido mais chances no time. Quase marcou após cruzamento de Maxi no segundo tempo.

Diego Renan – apagado no primeiro tempo, quando quase não subiu ao ataque, cresceu de produção quando o Vasco passou a ter um jogador a mais e apoiou mais vezes. Foi quando acertou um belo cruzamento que só não terminou em gol porque Thalles furou o chute.

Guiñazu – a disposição de sempre no combate, mas dessa vez sem cometer tantas faltas (tanto que milagrosamente acabou o jogo sem ser advertido).

Aranda – errou alguns passes, principalmente quando esteve mais avançado e acabou cedendo alguns espaços no meio de campo quando passou a atuar mais recuado. Quase marcou em chute na entrada da área no segundo tempo.

Pedro Ken – discreto, participou muito mais da marcação que da criação de jogadas. Saiu no início do segundo tempo com dores. Thalles entrou em seu lugar e começou a partida apanhando da bola, errando passes em profusão e estragando jogadas por falta de domínio. Melhorou com o tempo e levou perigo algumas vezes, inclusive deixando Kleber na cara do gol.

Douglas – começou a partida sem conseguir criar jogadas de perigo e trotando em campo, aparentando estar até acima do peso. Ainda assim acabou resolvendo a partida ao converter a cobrança de pênalti que nos deu a vitória. No segundo tempo quase marcou em chute colocado de fora da área. No fim deu lugar ao Rafael Silva, que mesmo ficando pouco tempo em campo, conseguiu finalizar com perigo uma vez.

Maxi Rodríguez – mais uma vez não justificou a moral que tem com a torcida quando começa como titular. O uruguaio tem visão de jogo, mas na maioria das vezes erra o passe decisivo ou perde a bola quando tenta jogadas individuais. Tem a seu favor o fato de que jogou todo o primeiro tempo mais avançado do que deveria, tanto que melhorou um pouco com a entrada do Thalles e pode jogar mais recuado.

Kleber – luta sempre e com relação à disposição que mostra em campo não há do que reclamar. Mas sendo o único atacante em campo desde o início da partida, deixa muito a desejar, já que não consegue nem finalizar. Sua única boa chance aconteceu com o segundo tempo já bem adiantado, depois de receber bola açucarada de Thalles. Mas aí, o Gladiador chutou como uma mocinha, nas mãos do goleiro. Edmilson entrou em seu lugar e não teve tempo sequer para encostar na bola.

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Update: publiquei uma coluna nova no Vasco Expresso hoje: “Desculpe, Arena…

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A luta é pela vaga

Cada vez mais difícil escrever sobre as partidas do Vasco. Esse é o motivo pelo qual os posts têm demorado a sair por aqui. Difícil não protelar uma tarefa repetitiva e irritante como tentar analisar os mesmos erros de sempre. Ou será que a culpa é minha? Será que alguém conseguiu ver algo no empate com a Ponte Preta que seja diferente do que vem acontecendo há séculos com o time?

Talvez a escalação do Joel possa ser considerada uma diferença, já que o notório retranqueiro optou por uma armação mais ofensiva e até moderninha, com dois volantes apenas (e um deles NÃO era o Fabrício) e três meias, com dois jogando mais pelas pontas e apenas um atacante centralizado. Com essa formação, Natalino pode colocar não apenas o Maxi Rodriguez como titular, mas também o Crispim e o Dakson. Dessa vez, gente pra armar jogadas não ia faltar.

Mas faltou. Vale lembrar que dos três meias em campo, apenas Maxi poderia cumprir a função do suspenso Douglas. Tanto Dakson como Crispim são meias-atacantes, sem as características necessárias para armar jogadas ou dar aquele passe que deixa os companheiros na cara do gol. A questão é que Maxi não jogou nada e Dakson errou quase tudo o que tentou. Crispim foi o que se saiu melhor, mas não o bastante para fazer com que o Vasco fizesse diferente do que tem feito por todo o campeonato: ter posse de bola, não saber o que fazer com ela, perder gols feitos quando conseguimos criar alguma coisa e sofrer com contra-ataques.

O começo do segundo tempo nos deu esperança apenas para nos tirar minutos depois. Fizemos um gol logo aos dois minutos, na única cochilada que a defesa da Macaca cometeu. Mas devolvemos o favor quatro minutos depois, vacilando na marcação e permitindo o empate. E o tempo passou, sem que o time mostrasse capacidade criativa para fazer outro gol, não fazendo qualquer diferença as alterações que Joel tivesse tentado. A Ponte, com méritos, foi o único dos líderes a não perder para o Vasco em São Januário. Isso porque sabia exatamente como parar o time: jogou fechadinha, esperando os contragolpes. Bastou não nos deixar jogar, como fez o Ceará e o Joinville.

O fato é que agora, faltando apenas seis jogos e com seis pontos de diferença para o líder, o que deve interessar ao Vasco é conseguir logo sua classificação para a Série A. O título, que deveria ser uma obrigação para o único dos grandes na competição, foi perdido não apenas no sábado, mas ao longo de todo o campeonato, com as apresentações ridículas que tivemos e com os absurdos 13 empates que deixamos acontecer. O que deixa claro algo que muitos já perceberam há tempos: vamos subir sim, mas muito por conta da incapacidade dos nossos concorrentes. Se Avaí e Ceará não estivessem brigando pra ver quem permanece na segundona ano que vem, estaríamos com muito mais problemas do que temos hoje.

As atuações….

Martin Silva – praticamente não trabalhou e não teve responsabilidade no gol sofrido.

Diego Renan – no primeiro tempo não comprometeu defensivamente, mas não foi visto no apoio. No segundo, a jogada do gol de empate da Ponte saiu pelo seu lado. Depois disso, até foi visto mais vezes no ataque, mas não conseguiu acertar um cruzamento sequer.

Rodrigo – não teve muito trabalho com o ataque da Ponte, mas teve sua atuação comprometida por dar um carrinho precipitado no lance do gol deles.

Douglas Silva – vinha jogado com seriedade e ganhando a maioria dos lances contra os atacantes adversários. Quando poderia ter marcado o segundo gol, numa bola alçada à área da Ponte, acabou se machucando e cedeu lugar ao Luan, que manteve o nível da atuação da zaga.

Lorran – Joel apostou no momento errado: depois de duas derrotas e precisando vencer o líder diante da torcida, estava claro que a partida teria pressão demais para alguém tão novo. O resultado? Procurando mostrar serviço, acabou cometendo muitas faltas e só não foi expulso por conta da quebrada de galho do juiz. Com isso, Natalino se viu obrigado a queimar uma substituição ainda no primeiro tempo, colocando Marlon no lugar do garoto. Esse, fez o que faz quase sempre: tenta apoiar, mas não consegue dar prosseguimento às jogadas.

Guiñazu – não dá pra falar mal do único jogador que parece estar atento e que mostra disposição para cumprir sua função por todos os 90 minutos. Mesmo que para isso tenha que fazer uma penca de faltas e passar boa parte do jogo dando carrinhos.

Aranda – uma daquelas atuações que não enchem os olhos da torcida, mas foi por conta do paraguaio que o Renato Cajá fez muito pouco pela Ponte. Marcou bem o meia adversário e cumpriu importante função tática.

Dakson – tentou muito, não acertou nada. Foi quem mais finalizou, mas nenhuma levou perigo; arriscou várias bolas enfiadas para os companheiros, mas errou todos os passes. Só valeu pela sua participação na jogada do gol vascaíno.

Maxi Rodríguez – uma participação que poderia ser uma explicação do porque Joel não lhe dá mais chances como titular. Não conseguiu ser o articulador que o time precisava e abusou das jogadas individuais, volta e meia tentando passar por dois, as vezes três marcadores. Finalizou uma vez com perigo.

Lucas Crispim – o melhor jogador de frente do time, não apenas por ter marcado o gol, mas também por sua movimentação. Em alguns momentos também pecou pelo individualismo, mas se saiu melhor que o Maxi nessas horas. Pediu para sair e deu lugar ao Montoya, que entrou quando o Vasco já estava no tudo ou nada e não conseguiu se sobressair no meio da bagunça que imperava no time.

Kléber – justificou sua presença em campo ao dar o passe para Crispim abrir o placar. Fora isso, correria e disposição, mas pouca efetividade. Perdeu o gol mais feito do Vasco, ainda no primeiro tempo, cabeceando uma bola relativamente fácil para fora.

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Lobotomia

Segundo Joel Santana, a partida contra a Portuguesa ontem “Foi uma vitória que não deixou dúvida. Fomos superiores o tempo todo do jogo“. Para quem viu o que aconteceu ontem no Canindé, uma declaração dessas só pode significar que, além da vesícula, os médicos que o operaram retiraram também alguns pedaços do cérebro do Natalino.

A operação não foi responsável pela perda de visão do nosso treinador. Pelo contrário, para enxergar uma superioridade completa do Vasco no jogo é preciso ter uma visão além do alcance, no estilo olho de Thudera. Talvez o caso do Joel seja de alucinações intermitentes, que aparecem principalmente nos 45 minutos finais.

Esse diagnóstico ganha força se lembrarmos que, se o Vasco teve algum domínio em todo o jogo, ele só aconteceu no primeiro tempo. Ainda que não tivéssemos criado muitas chances de gol, o time controlou a partida, não sofreu riscos e teve a posse de bola na maior parte do tempo. Ainda que meio capenga, avançando apenas pela esquerda, chegamos ao gol quase no fim da etapa inicial, após algo totalmente inesperado acontecer: Marlon acertar um belo cruzamento e Douglas aparecer para cabecear e balançar a rede em um lance de bola rolando.

Mas no segundo, longe de termos sido superiores, simplesmente deixamos de jogar e chegamos ao ponto de tomar calor da fraquíssima equipe verde-rubra. A Lusa tomou a iniciativa desde o princípio e o que era maior posse de bola se tornou pressão na prática quando nosso meio de campo velhusco cansou de vez. Joel, no meio dos seus delírios de superioridade, demorou a ver que Fabrício e Douglas se arrastavam em campo. Com isso, não conseguíamos marcar, nem criar. E tome a Portuguesa, aos trancos e barrancos, chegando à nossa área. Nem a primeira alteração do Joel, Maxi no lugar de Crispim, mudou o panorama deprimente do jogo.

As alucinações do técnico vascaíno só pareceram terminar nos cinco minutos finais, quando Joel finalmente substituiu os rastejantes Fabrício e Douglas para as entradas de Dakson e Jhon Clay. Mas aí, não haveria muito mais coisa a se fazer. A Lusa, já combalida e prostrada, não tinha forças para reagir e o Vasco, satisfeitíssimo com os três pontos, não tinha vontade para nada além de dar bicões para afastar a bola do nosso campo.

Não vou bancar o chato e ficar apenas reclamando, já que a vitória e os resultados da rodada – tirando a vitória ganha de presente da Macaca – foram bons para o Vasco e na maciota vamos chegando ao topo da tabela. E, na realidade, a torcida já sofreu muito nessa série B pra se preocupar com exibições de gala. Vencer já está mais que de bom tamanho. Sendo fora de casa, melhor ainda.

Mas, na boa…jogar mal, até vai. Já dizer que o time foi bem, mesmo quando foi muito mal, não rola. A torcida ainda não foi lobotomizada para aceitar qualquer insanidade que nos falem.

As atuações…

Jordi – tirando algumas saídas estabanadas – e uma defesa meio no susto à la Diogo Silva – mostrou segurança e alguma sorte.

Diego Renan – pavoroso: nem apoiou, nem deu a segurança necessária na defesa. Ontem parecia mirar nos adversários antes de dar um passe.

Rodrigo – procurou orientar a defesa, passando segurança ao time no primeiro tempo; no segundo, quando tomamos calor da Lusa, fez o que devia ser feito e virou zagueiro-zagueiro. Cobrou uma falta com relativo perigo.

Douglas Silva – no nível do companheiro de zaga, mas perdeu alguns lances de velocidade que poderiam nos dar problemas. Marcou um golaço, infelizmente em posição irregular, no primeiro tempo e quase fez outro de cabeça no segundo.

Marlon – apoiou bastante, sendo boa opção ofensiva no primeiro tempo. Seria mais útil se conseguisse acertar mais passes, tanto que seu único cruzamento certo resultou no gol da vitória. Podia depender menos da cobertura dos volantes para proteger sua lateral.

Guiñazu – ontem foi um Guiña “de raiz“: ateve-se ao combate e distribuiu mais carrinhos que candidato a deputado em dia das crianças.

Fabrício – talvez uma das piores atuações individuais de um jogador vascaíno no ano. Não acertou nada que tentou. Até ao ser substituído deu uma vacilada ironizando as mais que justas vaias da torcida. Dakson entrou em seu lugar e apenas ocupou os espaços no meio de campo.

Pedro Ken – boa movimentação e alguma habilidade em alguns lances, apesar de não ter conseguido efetividade na criação. Faltou atenção à cobertura ao Marlon em alguns lances.

Douglas – vinha tendo uma atuação discreta e com mais passes errados do que se espera de um camisa 10, até garantir a vitória com um gol que mostrou precisão no arremate e bom posicionamento. No segundo tempo cadenciou demais o jogo quando precisávamos de velocidade. Saiu no final para a entrada de Jhon Cley, que só teve tempo de isolar a bola numa finalização equivocadíssima.

Lucas Crispim – procurou levar maior movimentação ao ataque e acabou sendo o jogador mais agudo do time. Se errasse menos passes teria sido mais efetivo. Maxi Rodriguez, entrou em seu lugar e dessa vez não conseguiu fazer nada de útil.

Kleber – seu estilo brigador errou o alvo e o atacante se digladiou principalmente com a bola. Quando não errava os passes, as jogadas morriam com a bola batendo nele e indo para os marcadores. Finalizou apenas uma vez, em chute fraco de fora da área no segundo tempo.

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Qual é o problema com o Maxi?

Até os 48 mintuos do segundo tempo do empate entre Vasco e Bragantino, eu sabia exatamente o que escreveria no post de hoje: faria uma brincadeira com a Umbro, perguntando se as novas camisas eram confeccionadas com ferro. Isso explicaria o peso da nossa armadura, que fez com que os jogadores que a vestem esquecessem das suas – nem tão grandes – qualidades e de tudo o que é treinado e conversado com o técnico.

Claro que isso não explicaria as diversas atuações abaixo da crítica que tivemos nessa Série B, o que nos levaria à conclusão de que não é a vestimenta que atrapalha nosso elenco, e sim a responsabilidade de atuar em um clube como o Vasco. Podem ter certeza de que se fossem em clubes menores, Marlons, Douglas Silvas, Diegos Renans e outros ainda menos cotados estariam todos jogando bem e sendo pretendidos pelas grandes equipes do país. Para, assim que fossem contratados, voltarem a amarelar e jogar mal.

Essa amarelância explicaria a irregularidade dos sujeitos que atualmente usam a cruz de malta no peito. Depois de uma boa partida contra o Joinville, a maioria voltou a jogar mal contra o Bragantino, errando passes em demasia e se deixando anular pela marcação do Bragantino. A vacilada da defesa no primeiro gol adversário numa bola área – lance que nem tem nos dado tanto problema ultimamente – facilitou as coisas para o time paulista, que se fechou ainda mais enquanto esperava uma chance no contra-ataque. O que demorou um pouco, mas acabou acontecendo no segundo tempo, com o Braga abrindo 2 a 0 e praticamente garantindo a vitória.

Mas foi justamente o segundo gol sofrido pelo Vasco que motivou a mudança no jogo. Quando Douglas se contundiu ainda no primeiro tempo, Montya entrou no time; No intervalo, quem entrou no lugar do Dakson foi Lucas Crispim; Foi preciso que o Bragantino abrisse dois gols de diferença para Marcelo Salles (provavelmente por ordem do Joel, que estava na sala da presidência assistindo o jogo) colocar Maxi Rodriguez em campo. E depois de um começo onde pecou pelo individualismo, o uruguaio acabou sendo responsável direto pelo empate vascaíno no apagar das luzes. Vieram dos seus pés, já nos acréscimos, os passes que resultaram nos gols que evitaram mais um vexame completo em São Januário.

O inexplicável não aproveitamento do Maxi entre os titulares é o que me fez mudar o tema dessa resenha. Nas poucas vezes em que foi titular, Maxi sempre foi substituido, algumas vezes sendo o melhor em campo. Quando está no banco, raramente é a primeira opção numa substituição. O uruguaio é, no mínimo, tão lutador quanto qualquer um dos nosso jogadores ofensivos. E nos seus melhores dias, sempre faz a diferença positivamente, exatamente como ontem. Ainda assim é preterido pelo Joel.

Depois dessa partida, ficou claro que Maxi Rodriguez tem algum problema. Agora a torcida precisa saber se o problema é DO jogador ou COM O jogador. E quem precisa explicar os motivos pelos quais Daksons, Crispins e até Jhon Clays da vida tenham mais chances que o uruguaio é o Natalino.

As atuações…

Martin Silva – pode parecer uma opinião meio rigorosa da minha parte, mas achei que Martin poderia estar melhor colocado no lance do primeiro gol. No segundo, o goleiro não podia fazer nada. No mais, não teve muito trabalho.

Diego Renan – depois da boa partida na última rodada, voltou a dar muitos espaços na sua lateral (vaciloi no lance do segundo gol, que saiu pela direita) e não conseguiui ser efetivo no apoio.

Rodrigo – não era ele quem estava marcando o atacante que marcou o primeiro gol e no segundo não pode fazer muita coisa. Quando pôde trabalhar, foi bem.

Douglas Silva – permitiu a antecipação do atacante que marcou o segundo gol, mas compensou marcando o gol de empate aos 48 do segundo tempo.

Marlon – até tentou apoiar, mas acertando dois cruzamentos na partida anterior, era óbvio que nessa não acertaria nenhum. Defensivamente também deixou muitos espaços pela esquerda.

Guiñazu – o melhor do time, chegou a ser em alguns momentos o jogador a iniciar as jogadas de ataque. Nos acertos de passe, fez inveja a todos os armadores que passaram pelo time ontem.

Pedro Ken – procurou se movimentar muito, dando opções para receber passes. Mesmo não deixando de lado o combate, ajudou na criação de jogadas.

Dakson – vagalumeou, como sempre: se foi bem na partida passada, nessa foi uma nulidade. Saiu no intervalo para a entrada do Lucas Crispim, que deu outra dinâmica ao meio de campo, ajudando o Vasco a pressionar durante todo o segundo tempo. Acreditou até o fim, tanto que marcou seu gol aos 46 do segundo tempo.

Douglas – se machucou ainda no primeiro tempo e foi substituído. Mas pelo que chegou a fazer em campo, se não entrasse ninguém em seu lugar talvez não fizesse diferença. Montoya o substituiu e pouco conseguiu fazer além de correr. Mas como são raras as chances que o colombiano tem para jogar, sempre terá a falta de ritmo como desculpa para as jogadas que não consegue concluir. No lance do segundo gol tomou uma caneta desmoralizante.

Thalles – tentou ajudar o time, alternando jogadas pelos lados do campo e penetrações pelo meio. Mas sua atuação só ficou marcada pela subida fora de tempo que permitiu o cabeceio do adversário que marcou o primeiro gol do Bragantino.

Edmilson – foi completamente anulado pela marcação adversária, não mostrando mobilidade para ser útil no ataque. Demorou a ser substituído por Maxi Rodriguez, que demorou para engrenar na partida, mas quando o fez, foi decisivo: colocou Crispim na cara do gol para marcar o primeiro e acertou o lançamento para Douglas Silva empatar a partida. Não há nada que justifique as poucas chances que tem no time.

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