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Esse dia foi loko!

Antes mesmo da bola rolar, a torcida do Vasco já podia esperar emoções extras na partida contra o CRB: Jomar, substituto natural do suspenso Rodrigo, sentiu uma contusão, não apareceu e quem foi a campo junto com os titulares foi o Aislan.

Nos minutos iniciais, vimos o Vasco se acuado, um time que não parecia muito ligado na partida e um adversário que não abriu o placar por perder uma penca de gols.

Quando resolvemos acordar – ainda demonstrando uma grande fragilidade defensiva – o CRB marca seu gol em um lance completamente controlado, depois de um recuo péssimo para um zagueiro desatento, o que deixou Martin Silva vendido na jogada.

Mas só precisamos de três minutos para igualar o placar, depois de uma saída de bola equivocada do CRB, um corte do Marcelo Mattos que parou nos pés do Leandrão, que lutando com a bola e com os marcadores, conseguiu marcar um belo gol.

Na volta do intervalo, ainda empatada a partida, o Vasco veio mais ligado. Ainda assim, nossa marcação ainda falhava e o CRB criava oportunidades para desempatar. Mas fomos nós quem marcamos, conseguindo a virada com um gol olímpico espetacular do Andrezinho.

No restante da partida, vimos o CRB partir pra cima e perder mais uma batelada de gols, se não por grandes defesas do Martin, por uma falta de mira de causar inveja aos nossos atacantes. Mesmo contra o adversário que parecia implorar por sofre um gol no contra-ataque, conseguimos sair da nossa defesa.

No minuto final a maior emoção, com Aislan mais uma vez envolvido: o zagueiro disputou uma bola com um atacante, que se joga. O árbitro não comprou o caô, mas o bandeirinha sim; cobrada a penalidade, San Martin impede que o Diego, ex-lateral do Vasco, marque seu segundo gol em 2016 no clube que o formou e garante os três pontos para o Gigante.

Numa partida em que o Vasco se viu dominado boa parte dos 90 minutos, em que vencemos mesmo com Aislan na zaga, em que Nenê mal apareceu em campo, que teve gol olímpico e defesa de penal no minuto final só pode ser classificada de uma forma: esse jogo foi louco!

As atuações…

Martín Silva – garantiu a vitória com uma penca de defesas, algumas difíceis, incluindo um penal aos 46 minutos do segundo tempo.

Madson – segue naquela de correr muito e fazer pouco. Ontem até que bateu uns escanteios com relativo perigo, mas nada MESMO que justifique manter o Yago Pikachu no banco. O Pokémon acabou entrando após Madson sentir uma contusão e no pouco tempo que ficou em campo quase marcou um belo gol em uma arrancada. O chute foi para fora.

Luan – pareceu ter sentido muito a falta do Rodrigo e em diversos lances foi superado (as vezes com facilidade inaceitável) pelos atacantes adversários. Nem a bela jogada de linha de fundo, com direito a caneta humilhante no marcador, serviu para dizermos que teve uma boa atuação.

Aislan – não tem jeito, o rapaz carrega uma zica que o torna inviável como zagueiro de um clube como o Vasco. Ontem, se não fosse por dois lances, poderia ter saído de campo como o melhor zagueiro do time. Pena que os lances foram capitais: no primeiro gol do CRB, não conseguiu pegar a bola recuada por Júlio César; e no final do jogo, o bandeirinha marcou um pênalti – maroto, é verdade – numa disputa de bola entre ele e o atacante adversário, que se jogou. O azar do sujeito é tão grande que, num lance que ele conseguiu espanar a bola da área, a bola bateu na bandeirinha de córner, voltou para o campo e o CRB conseguiu uma falta perigosa a seu favor.

Júlio César – pelo menos 50% do primeiro gol do CRB pode ir para a conta do veterano lateral, que recuou com um passe quadradíssimo justo para o zagueiro mais azarado do mundo. Sentiu uma pancada e acabou dando lugar para o Henrique, que entrou quando o Vasco estava sendo pressionado e acabou mais preso à marcação.

Marcelo Mattos – o estilo cão de guarda de sempre, sem conseguir fazer uma proteção à zaga de forma eficiente. Acabou participando do lance do primeiro gol do Vasco ao dar o bote na saída de bola do CRB que acabou sobrando para o Leandrão.

Julio dos Santos – com ele no lugar do William Oliveira, o meio de campo vascaíno ficou exposto como há muito não ficava, já que o Paraguaio cerca muito e pouco combate (e quando o faz, vive indo de primeira nas bolas e sendo driblado) Na criação foi irrelevante.

Andrezinho – foi o único a criar alguma coisa no time, e mesmo assim com muitas dificuldades, já que tinha que vir buscar o jogo quase sempre no nosso campo. Mas quem faz um gol olímpico como o que ele fez não pode receber críticas.

Nenê – uma completa nulidade em campo, nem bolas paradas cobrou (o que pareceu ser proposital). No único lance em que teve chance de fazer algo efetivo, deu uma de Casalbé e virou o braço no rosto do seu marcador, levando um amarelo.

Jorge Henrique – correu pelo campo todo como sempre e acaba não sendo visto no ataque. Acertou um bom chute de longa distância, obrigando o goleiro do CRB a fazer uma defesa difícil. Saiu para a entrada do Éder Luís que de marcante, só conseguiu errar um passe fácil e armar um contragolpe para o adversário.

Leandrão – mesmo sendo lento toda vida e limitadíssimo, incomoda a defesa adversária muito mais que o Thalles. Com o gol feito deve ter eliminado qualquer dúvida que restava sobre merecer ou não ser titular do time.

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Um caminho alternativo

atalhoQuando encaramos o CRB pela segunda fase da Copa do Brasil, o Vasco estava prestes a conquistar o bicampeonato estadual de forma invicta, defendia uma longa invencibilidade e se falava em quebra de marcas históricas dentro do clube. E no meio de um momento de relativa euforia, uma coisa passou meio que batida por muitos: nós penamos muito para eliminar o time alagoano. Nós avançamos na competição por conta de um magro 1 a 0 (com gol de bola parada e uma atuação salvadora do Jordi) e um empate em São Janú, com aquele gol do Vaz já nos acréscimos.

E se nossos anfitriões de hoje nos deram muito trabalho quando estávamos numa fase inegavelmente melhor, é certo que não encontraremos uma partida fácil no Rei Pelé. O CRB está por um ponto fora do G4 da competição e uma vitória lhe garantirá o terceiro lugar na tabela e uma moral gigante diante da sua torcida, que não deve ter ficado muito satisfeita com o empate contra o Paraná no último jogo em casa.

Para o Vasco evitar que isso aconteça, terá que jogar mais do que tem jogado. Vencemos na última rodada, mas o 1 a 0 sobre o Londrina – com um gol de sorte e sofrendo pressão nos minutos finais – não foi o bastante para provar que a equipe do Jorginho está voltando a apresentar um bom futebol. E já passou da hora do Vasco confirmar todo o favoritismo que tem na competição. Temos time de sobra pra isso, independente dos desfalques: Rodrigo nem tem jogado tanto assim e Jomar pode dar conta do recado; e sem William Oliveira perdemos um pouco de força no combate, mas ganhamos mais qualidade no passe longo com Julio dos Santos.

Mas superioridade teórica não garante três pontos pra ninguém. O Vasco tem que justificar em campo seu favoritismo, e para isso, precisa errar menos passes, ter mais atenção na defesa e, principalmente, ser mais efetivo na criação de jogadas e finalizações. Nas últimas rodadas ficou claro o preço pago pela dependência dos lampejos do Nenê: não estando o camisa 10 em campo ou quando está e não faz nada, o time cai vertiginosamente de produção.

Jorginho precisa encontrar alternativas para manter a efetividade ofensiva quando Nenê não consegue render, seja quando ele não tiver condições de jogo, seja por conta de uma marcação muito forte sobre o meia. Principalmente nesse segundo caso, que é o que provavelmente acontecerá não apenas hoje contra o CRB, mas já vem ocorrendo há muito tempo e ocorrerá pelo resto do campeonato.

CRB X Vasco

CRB X Vasco

Juliano; Bocão, Audálio, Boaventura e Diego; Olívio, Galdezani, Somália e Eder; Welinton Júnior e Lúcio Maranhão.

Martín Silva; Madson, Luan, Jomar e Julio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Técnico: Mazola Júnior.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Rei Pelé. Data: 25/06/2016. Horário: 16h30. Arbitragem: Leandro Bizzio Marinho. Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho e Oberto da Silva Santos.

A TV Brasil e a Rede TV transmitem ao vivo (exceto Maceió-AL). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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E o Pikachu, Jorginho????

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A loucura funcionou (dessa vez)

– Ou as pessoas me chamariam de maluco ou falariam que fiz o certo.

A declaração do Jorginho na coletiva após o empate em 1 a 1 com o CRB incorre em um erro que aprendemos a distinguir nas aulas de lógica do colégio: a falácia. Pelo que fez ontem, o técnico do Vasco poderia sim ser chamado de maluco e, mesmo que a classificação tenha vindo, isso não quer dizer necessariamente que ele tenha feito o certo. As loucuras cometidas pelo Jorginho ontem poderiam ou não dar certo, mas isso teve muito mais a ver com a obra do acaso do que por sua genialidade ou sua visão como estrategista da bola.

As maluquices do Jorginho começaram já na escalação. As entradas de Bruno Ferreira na lateral e Yago Pikachu no meio desequilibraram demais o time; com o Madson vetado (o que só ficamos sabendo na coletiva pós-jogo), parecia lógico que o Pokémon jogasse na lateral e não no lugar do Julio dos Santos, poupado sabe-se lá por qual razão. Jorginho até costuma trocar o paraguaio pelo Pikachu, mas sempre quando o Vasco precisa abdicar de uma marcação mais forte no meio de campo e ser mais ofensivo.

Começar a partida com essa formação só serviu para cedermos espaços para o CRB encaixar seus ataques. Tanto que o Vasco só teve uma chance clara de gol no primeiro tempo, justo na única jogada certa da dupla reserva que começou a partida: Bruno Ferreira foi até a linha de fundo, toca para trás e a bola chegou ao Pikachu que, como de costume, isolou a bola mesmo estando na cara do gol.

O gol do time alagoano saiu pouco depois disso, em cobrança de falta na qual Martín Silva fez um golpe de vista e acabou vendo a bola estufar a rede. E o CRB só não ampliou ainda na primeira etapa por que o goleirão compensou a falha tirando a bola dos pés de um atacante quando ele estava prestes a marcar. O fim do primeiro tempo deixou na dúvida o que tinha sido pior: estar perdendo o jogo ou constatar que o placar era justo.

O time precisava mudar e Jorginho mexeu na equipe. O time até entrou mais ligado, mas a troca do Bruno Ferreira pelo Eder Luis não resolveu nossos problemas de marcação. Criamos algumas oportunidades – duas com Thalles – mas estávamos ainda mais vulneráveis aos contragolpes. Vendo que o time não conseguia marcar, Jorginho partiu para o tudo ou nada antes da metade da etapa final: ele tirou Marcelo Mattos e colocou o Evander em campo, deixando o time sem nenhum volante de origem.

Parecia desespero demais para um placar que não nos eliminaria. As alterações acabaram com a pouca organização que o time tinha, já que Andrezinho e Jorge Henrique (???) tiveram que recuar para ajudar na marcação. Continuamos sofrendo com os contra-ataques e não melhoramos ofensivamente. Aos 35, Jorginho cometeu sua maior loucura, trocando um centro-avante por um zagueiro: Thalles saiu e Rafael Vaz entrou para jogar na frente.

A maluquice deu certo. Já nos acréscimos, Eder Luis recebeu passe do Andrezinho e tentou o arremate. O chute errado – como tudo que tentou no jogo – se transformou num passe perfeito para Vaz, que penetrou como um verdadeiro camisa 9 e empurrou para a gol. Não havia mais tempo para o CRB reagir. O 1 a 1 manteve nossa invencibilidade e nos classificou para a próxima fase da Copa do Brasil sem precisarmos dos pênaltis.

O Vasco começou o jogo com três laterais em campo e terminou com três zagueiros, três meias, um atacante e nenhum volante. Ao longo da partida, um atacante virou volante e um zagueiro jogou no ataque. Com a classificação, a torcida fez brincadeiras com a genialidade do treinador. Mas as piadas se tornariam críticas raivosas se as coisas não dessem certo e, dentro de uma normalidade que nem sempre acontece no futebol, não eram para dar mesmo. A escalação inicial do Jorginho foi equivocada e as substituições ao longo da partida foram exageradamente arriscadas. Não havia razão para as alterações na escalação inicial nem para jogar o time tão para frente ainda na metade do segundo tempo. Dessa vez, as loucuras do Jorginho deram certo. Mas isso não quer dizer que darão certo sempre.

As atuações…

Martín Silva – uma grande defesa, tirando a bola dos pés do atacante do CRB. Mas a falta que originou o gol do adversário era defensável.

Bruno Ferreira – ninguém lembrava que o jovem lateral ainda estava no Vasco. Depois dos 45 minutos que esteve em campo, faremos de tudo para esquecê-lo novamente. Eder Luis entrou em seu lugar e até tentou ser efetivo puxando contra-ataques, mas errou tudo o que podia. Errou inclusive o chute que passou longe do gol mas acabou nos pés decisivos do Rafael Vaz.

Rodrigo – com a frouxidão da marcação no meio de campo, teve problemas com o ataque adversário.

Luan – parece ter sentido a falta de ritmo no seu primeiro jogo desde a final do Estadual. Foi mal no tempo de bola e cometeu de forma infantil a falta que originou o gol do CRB.

Julio Cesar – ineficiente tanto no apoio como n marcação. Na sua melhor jogada, sofreu pênalti ignorado pelo juiz.

Marcelo Mattos – não conseguiu fazer uma proteção eficiente à zaga e errou passes demais. Saiu quando Jorginho partiu para o tudo ou nada, dando lugar ao Evander, que tem muito a crescer no futebol ainda antes de ficar tentando lances de efeito quando o time está precisando marcar gols.

Yago Pikachu – quando estava no meio, não ajudou Marcelo Mattos na marcação como deveria e ainda perdeu o gol mais feito do Vasco; indo pra lateral com a saída do Bruno Ferreira, apenas transformou a direita do time numa avenida.

Andrezinho – um dos poucos a se salvar do fiasco que foi a atuação geral do time. Tentou levar o time ao ataque, mas a bagunça que se transformou o time o atrapalhou. Iniciou a jogada do nosso gol acertando bom passe para o Eder Luis.

Nenê – pelo visto, gastou seu poder de decisão todo contra o Sampaio Corrêa. Ontem não acertou nada e pouco contribuiu.

Jorge Henrique – acompanha o lateral, recompõe a defesa quando perdemos a bola e até terminou a partida como volante. Só não é visto no ataque.

Thalles – passou em branco no primeiro tempo, sendo muito pouco acionado. No segundo tempo chegou a finalizar com perigo duas vezes, mas nas duas a defesa adversária cortou a bola. Ainda assim, não dá pra negar que lhe falta buscar o jogo e pelo menos tentar criar mais oportunidades. Deu lugar ao Rafael Vaz que entrou mesmo para jogar no ataque e acabou sendo mais efetivo, marcando mais uma vez um gol que salvou, se não a classificação (já que iríamos para os penais), a sequência invicta do time.

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A chance do Thalles

O único desfalque que a equipe do Jorginho terá para a partida contra o CRB, logo mais na Colina, talvez nem deva ser considerado um desfalque. Sem contrato e com uma renovação de empréstimo improvável, Riascos não joga hoje e ao que tudo indica não jogará mais pelo Vasco, pelo menos nessa temporada. E, pela lógica, não podemos chamar de “desfalque” um jogador que não tem mais vínculo com o clube.

Uma pena a saída do colombiano, ainda mais se lembrarmos que todos – tirando a diretoria cruzeirense e a zaga mulamba – torciam pela sua permanência. Mas o time não pode ficar se lamentando. Temos uma classificação na Copa do Brasil para confirmar e quem entrar no lugar do Riascos deve ter em mente que a saída do artilheiro do time no ano é o tipo de problema que deve ser encarado como uma oportunidade. Jorginho ainda não confirmou o time, mas entre Thalles e Eder Luis, a balança da titularidade hoje pende para o primeiro. E entre os dois, é justamente o jovem Thalles quem mais deve se agarrar à essa chance como titular e mostrar que pode ser o principal atacante do time.

As soluções caseiras têm sido adotadas por praticamente todos os clubes e com a grana curta e as poucas opções disponíveis no mercado, o Vasco não pode abrir mão desse recurso. E a saída do Riascos joga sobre o Thalles a responsabilidade de, finalmente, provar que o potencial que muitos viram no seu futebol pode se tornar realidade. E, mais importante e urgente, uma realidade no Vasco, o clube que o revelou. A torcida não precisa nesse momento de mais um Alan Kardec, que teve chances na Colina por anos e só conseguiu algum reconhecimento quando saiu do clube.

E se olharmos bem, a responsa do Thalles em se sair bem é ainda maior que a do AK: ele chegará à titularidade com um time de qualidade, com um técnico competente e disputando um Brasileiro no qual o Vasco é franco favorito, coisa que o Kardec não teve em nenhuma das temporadas que passou no clube. Para um jogador jovem, o 2016 vascaíno será um ano perfeito para se buscar a afirmação. Thalles não pode desperdiçar a chance que lhe caiu no colo.

Aparentemente Thalles corrigiu algumas atitudes que lhe prejudicaram muito no ano passado e já tem mostrado uma eficiência maior nessa temporada. Torçamos que contra o CRB ele confirme essa impressão com uma boa atuação e de preferência com gols. Mesmo que joguemos por um empate para avançarmos na Copa do Brasil, o ideal é que esqueçamos essa vantagem e busquemos a vitória desde o início. E que o novo atacante titular mostre que tem capacidade para se firmar nessa posição.

Vasco x CRB

Vasco X CRB

Martín Silva; Madson, Rodrigo, Luan e Julio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Thalles (Eder Luis).

Juliano; Bocão, Audálio, Jussani e Diego; Olívio, Rivaldo, Dakson, Gerson Magrão e Luidy; Neto Baiano.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Mazola Júnior.

Estádio: São Januário. Data: 18/05/2016. Horário: 19h30. Arbitragem: Francisco de Paula dos Santos Silva Neto. Auxiliares: Jorge Eduardo Bernardi e Lucio Beiersdorf Flor.

A ESPN Brasil e o SporTV 2 transmitem para seus assinantes em todo país.

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O primeiro reforço para a disputa da Série B é o volante William Oliveira, de 24 anos e vindo do Madureira. E não, a chegada de um volante não é motivo, pelo menos por enquanto, para reclamações da torcida.

Primeiro porque, mesmo que não seja uma posição que demandasse prioridade numa contratação, não dá pra dizer que tendo Diguinho como reserva o elenco não precise de opções. E reclamar da origem do reforço é besteira: de onde vocês esperavam que viessem jogadores? Do Real Madrid? Infelizmente essa é a atual realidade do Vasco.

O rapaz – que nem é tão novinho assim – pode se sair bem no final das contas. Precisamos ter paciência e torcer que os reforços, mesmo que de times modestos, valham a pena. Vamos ver o William em campo antes de criticá-lo.

Isso, claro, se o caso do volante não for o mesmo de algumas contratações feitas pela diretoria, que chegam ao Vasco, esquentam o banco (ou nem isso) e vão embora sem jogar um minuto sequer pelo time.

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Com a vantagem nas mãos (do goleiro)

Vasco e CRB não fizeram uma partida primorosa tecnicamente. Aliás, pelo lado do Vasco, nem uma boa partida foi. E se a atuação meio capenga não foi o bastante para evitar o jogo de volta contra o time alagoano, ao menos serviu para conseguirmos uma vitória pelo placar mínimo. Não é nada, não é nada, melhor brigar pela vaga na terceira fase da Copa do Brasil tendo a vantagem do empate em São Januário que nada.

E o CRB não vendeu barato o 1 a 0 para o Vasco. Diante da sua torcida e logo no primeiro compromisso após a conquista do bicampeonato alagoano, os donos da casa não se assustaram com o bicampeão carioca e buscaram o jogo, com mais vontade que nós, inclusive. O ímpeto ofensivo do CRB fez com que a primeira etapa fosse bastante movimentada, já que suas subidas ao ataque nos deram bastante espaços para os contra-ataques.

O lá e cá durou até metade do primeiro tempo, quando as chances de gol dos dois lados apareceram (e Jordi foi obrigado a fazer pelo menos duas grandes defesas). Mas depois de uma paralisação de quase meia hora por falta de energia, aos poucos o Vasco passou a cadenciar o jogo e controlou a partida. Mas o controle não fez com que o time conseguisse ameaçar muito o goleiro adversário, que só teve trabalho após marcarmos o gol, aos 42 minutos. Depois de Rodrigo acertar a bomba em cobrança de falta e abrir o placar, Andrezinho quase amplia no lance seguinte, o que não aconteceu por conta de boa defesa do goleiro Juliano.

Já no segundo tempo, o CRB não deixou o Vasco jogar. Isso porque quando não estava com a bola, cometia faltas para parar as nossas jogadas. Sem poder contar com Nenê – que não conseguia andar em campo tal era a caçada da qual virou alvo – e com Andrezinho cansando, os alagoanos passaram a atacar mais. Mas graças à bela atuação do Jordi, o empate não aconteceu.

O ideal seria termos conseguido evitar o jogo da volta, mas diante do que vimos em campo, nem dá pra reclamar do resultado. O CRB mostrou não ser a molezinha que muitos poderiam pensar, mas ainda assim será preciso uma hecatombe para, precisando apenas de um empate, não confirmarmos a classificação na Colina. Só espero que não dependamos tanto de uma atuação excelente de quem estiver no nosso gol para conseguir a vaga.

O melhor em campo (foto: www.vasco.com.br)

O melhor em campo (foto: http://www.vasco.com.br)

As atuações…

Jordi – não fez a torcida lamentar a falta de Martín Silva na partida, realizando pelo menos cinco grandes defesas e fazendo saídas do gol muito boas. Foi o melhor jogador do Vasco disparado.

Madson – no primeiro tempo teve bastante espaço para subir ao apoio, mas tirando um lance no qual arrancou e até chegou a tirar a bola do goleiro (sem conseguir finalizar na sequência), pouco fez de efetivo no ataque. No segundo tempo ficou a maior parte do tempo preso à marcação.

Jomar – não foi uma noite muito feliz para o jovem zagueiro: quase entregou o ouro no começo do primeiro tempo e passou boa parte do tempo dando chutões para onde o nariz apontasse.

Rodrigo – assim como o Jomar, também perdeu uma bola na frente da área de forma perigosa. Compensou marcando o gol da vitória com uma bomba em cobrança de falta.

Julio Cesar – outro a quase entregar a mariola, não conseguindo dominar uma bola dentro da área e a entregando nos pés do Neto Baiano, que só não marcou por conta de excelente defesa de Jordi. Como de costume, as investidas adversárias foram mais frequentes pelo seu lado do campo.

Marcelo Mattos – foi envolvido pelo toque de bola da equipe alagoana, principalmente no segundo tempo, com a entrada do Pikachu e o natural cansaço que o abateu.

Julio dos Santos – chegou a ser visto dando piques em campo e até tentou ajudar na criação mais vezes que o normal. Mas quando arrisca mais que passes laterais, erra muito. Yago Pikachu o substituiu e foi quem teve a melhor chance de marcar o segundo, mas finalizou sem força.

Andrezinho – uma atuação discreta. Enquanto teve fôlego, fez bem a ligação entre o meio e o ataque, mas no segundo tempo sumiu.

Nenê – caçado em campo, passou mais tempo levando pancadas que criando jogadas. Mas como não poderia deixar de ser, acabou participando do lance do gol: foi o camisa 10 que sofreu a falta que originou o gol do Rodrigo.

Jorge Henrique – foi mais efetivo ajudando a cobrir nosso lado esquerdo – principalmente na etapa final – que no ataque. Cansou no fim do jogo e cedeu lugar ao Eder Luis, que não conseguiu fazer muito nos poucos minutos em que esteve em campo.

Riascos – mais apanhou da bola que finalizou. Foi substituído pelo Thalles, que foi muito pouco acionado e praticamente não recebeu bolas em condições para finalizar.

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Mudança de prioridade

TacacopadobrasilNo jogo da volta contra o Remo, pela primeira rodada dessa mesma Copa do Brasil, Jorginho escalou um time misto, quase reserva. À época, achei correta a opção: a final de contas, quatro dias após a partida começaríamos a decidir o Estadual com o Botafogo, jogaríamos em São Januário e só precisávamos do empate para nos classificar. A medida se mostrou correta: com um time recheado de garotos e reservas, conseguimos vencer a partida, avançamos na Copa e ainda demos um bom descanso para alguns titulares.

Mas passada a decisão e bicampeonato conquistado, as prioridades mudaram. O Vasco deve jogar com todos os seus titulares contra o CRB, na partida de ida pela segunda fase da Copa do Brasil e se for isso mesmo, Jorginho estará corretíssimo. “Mas não seria melhor poupar os jogadores para a estreia na Série B? Não seria essa a prioridade do Vasco?”, pode perguntar o torcedor.

E eu respondo: a Série B, aliás, a volta do Vasco à elite, não é uma prioridade. É uma OBRIGAÇÃO; prioridade é vencer o único campeonato em âmbito nacional que se pode contar em 2016.

Claro que há outros motivos para irmos com a força máxima hoje para o Rei Pelé. Pra começar, temos hoje um adversário mais complicado que o Remo. Empolgados com a conquista do bicampeonato alagoano, o CRB será um dos nossos adversários na Série B e certamente não vai querer ver sua faixa carimbada logo na primeira partida depois do título. Ainda nada disso credencie o Galo da Praia como um adversário extremamente complicado, seria muita pretensão imaginar que não teremos dificuldades.

Além disso, não faria muito sentido poupar titulares, já que o Vasco permanecerá no Nordeste até o sábado para a estreia no Brasileiro contra o Sampaio Corrêa e o elenco todo viajou. E se jogar com o time principal aumenta as chances de eliminarmos o jogo de volta (e ter um compromisso a menos ajudaria bastante), melhor assim.

Não devemos ignorar que uma possível conquista da Copa do Brasil tornaria um ano no qual teremos poucos motivos para comemorar bem melhor. Se voltar à Série A é nosso dever, voltar já com uma vaga na Libertadores de 2017 seria perfeito.

CRB X Vasco

CRB X Vasco

Juliano; Bocão, Jussani, Audálio e Diego; Olívio, Wigor, Rivaldo e Gerson Magrão; Luidy e Luciano Maranhão.

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Técnico: Mazola Júnior.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Rei Pelé. Data: 13/04/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Cleisson Veloso Pereira. Auxiliares: Felipe Souza Leal e Magno Arantes Lira.

A TV Globo transmite o jogo para RJ, ES, AL, PB, PI, MA, PA (Santarém), AM, RO, AC, RR e DF. A ESPN Brasil e o SporTV 2 transmitem para seus assinantes em todo país .

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O Blog da Fuzarca não conseguiu o primeiro lugar no Prêmio Top Blog esse ano. Mas eis o certificado do honroso terceiro lugar que vocês ajudaram a conquistar:
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