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Só mudou a mosca

Pelo que vimos na derrota – e subsequente eliminação na Copa do Brasil – do Vasco para o ABC, podemos dizer que, finalmente, a Era Adilson acabou. Todos os defeitos que o time vinha apresentando sob o comando do agora definitivamente ex-treinador foram seguidos à risca pela equipe comandada pelo interino Jorge Luiz. Erros de passe em profusão, falhas de cobertura, criação inexistente e uma total incapacidade de variações táticas que fossem capazes de superar as mais ridículas retrancas é a descrição da partida. Resumindo, mudou a mosca, mas merda continuou a mesma.

No fim das contas, a pergunta feita no post de ontem só poderia ter uma resposta: Jorge Luiz não poderia fazer nada pelo time. E nada foi exatamente o que o interino fez. Até a mania do Vasco apenas assistir o adversário jogar um tempo inteiro (mesmo com a necessidade de marcarmos gols) para só tentar uma pressão na etapa final aconteceu mais uma vez.

Claro que a derrota não é culpa exclusiva da dupla Adilson/Jorge Luiz. A incapacidade de alguns jogadores, a queda de rendimento de outros e o descontrole geral da equipe também contribuíram para a bizarra eliminação. Tão bizarra que veio com um gol irregular do ABC e com Diogo Silva sendo um dos poucos destaques do Vasco, senão o melhor em campo. Esperar que algo desse certo num cenário como esse era demais.

A eliminação, com derrota, para um time que luta para não entrar no Z4 da Série B era a vergonha que faltava à gestão Dinamite, que pelo menos nas Copas do Brasil que disputou, não fez feio em nenhuma. E mais uma vez o time precisa se reconstruir depois de mais um fracasso, com o agravante de não ter um técnico para conduzir a renovação e com a instabilidade política comprometendo ainda mais o ambiente do clube.

Agora, sem a vinda de Enderson Moreira (que fechou com o Peixe em cima da hora) e sem um nome aceitável para assumir o grupo, a diretoria terá que se esforçar muito para reverter esse quadro. Rodrigo Caetano (que tem grande parcela de culpa nisso, por bancar a permanência do Adilson por tanto tempo) terá que tirar da cartola um treinador que ao mesmo tempo seja competente, aceite ganhar pouco e, tão importante quanto, que agrade a torcida. Porque nesse momento o Vasco não pode, de maneira nenhuma, prescindir do apoio dos vascaínos.

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As atuações? Uma preguiça absoluta e falar do que os jogadores fizeram ontem…Se salvaram Diogo Silva (!!!!) e Maxi Rodriguez, pelo gol.

Na defesa, mais uma gol de bola parada, ainda que em impedimento, é o bastante para mostrar como nossos zagueiros foram mal. E quando subiram, não foram melhores: Rodrigo desperdiçou duas boas cobranças de falta e Douglas Silva, que vacilou feio no segundo gol do ABC, ainda perdeu o gol mais feito do Vasco aos 47 do segundo tempo.

Nas laterais, Diego Renan nem comprometeu, se levarmos em consideração que acabou de voltar de contusão. Apoiou quando pode mas perdeu um gol feito. Na esquerda, uma lástima: tirando um cruzamento certo para o Kleber, Marlon foi uma negação em todos os sentidos. Nem foi visto onde deveria estar no lance do primeiro gol do ABC, que saiu pela ponta esquerda. Lorran entrou em seu lugar, não conseguiu executar o primeiro drible que tentou e aparentemente perdeu toda confiança, errando tudo o que tentou.

Sobre os volantes, Aranda surpreendeu positivamente, tentando criar e sendo até mais efetivo que os meias que tinham essa função. Também tentou finalizar duas vezes. Já o Guiña, foi o de sempre: produz mais carrinhos que a indústria automobilística. Mas é alguém a tentar acordar um time que parece dormir durante boa parte do jogo.

Os meias titulares foram terríveis: Douglas não fez nada e só apareceu quando, descontrolado, arrumou uma briga e foi expulso. Dakson até tentou se movimentar para criar opções de jogo, mas tentou resolver tudo sozinho vezes demais. Montoya foi só correria e quando tentou ajudar na defesa, tomou um chapéu ridículo e deixou o atacante do ABC livre para marcar o primeiro gol.

Os atacantes passaram em branco. Apesar da luta, Kleber pouco conseguiu fazer e Thalles entrou em campo numa posição muito longe da área para quem deveria entrar como centroavante.

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O que Jorge Luiz pode fazer?

Tentem imaginar o que se passa na cabeça o Jorge Luiz hoje. Recebendo no colo a interinidade como treinador do Vasco, tem a missão de conquistar a vaga para as quartas-de-final da Copa do Brasil, sabendo que, mesmo que o time faça a melhor apresentação do ano e goleie o ABC na Arena das Dunas, em pouco tempo ele voltará a ser um mero assistente técnico (provavelmente do Enderson Moreira que, dizem, está bem perto de ser anunciado).

Mas não deve ser apenas isso que passa pela cabeça do ex-zagueiro. Ele sabe que independente do empate em 1 a 1 na Colina, será uma vergonha absoluta perder a vaga. Não apenas porque estamos falando de um confronto entre um dos maiores clubes do mundo contra o 14º colocado da segunda divisão do combalido futebol brasileiro, mas também porque o elenco que ele tem em mãos é muito mais qualificado (pelo menos no papel e nos salários) que o do seu adversário.

O que fariam vocês se estivessem na pele do Jorge Luiz? Sabendo que não têm muito a perder fariam um time mais ousado? Ou seriam mais cautelosos, tentando o resultado com paciência, para não correr o risco de perder uma partida que definitivamente queimaria o filme de vocês?

Infelizmente, o que pensa o deixa de pensar a torcida é irrelevante. Somente o técnico interino tomará decisões hoje. E se analisarmos bem, Jorge Luiz nem tem muito o que fazer.

Ele pegará um time que não tem padrão de jogo e com desfalques. Terá pela frente um adversário que tentará a todo custo não sofrer gols, o que lhe garantirá a classificação. E, sejamos sinceros, se o Jorge Luiz tivesse tantas ideias assim sobre como melhorar o time, talvez o Adilson as tivesse escutado em algum momento.

Uma das provas de que não veremos muitas mudanças na partida de hoje começa logo pelo começo: com a saída do Adilson e a ausência do Martín Silva – que serve sua seleção – criou-se a expectativa de que poderíamos ver outro goleiro, que não o Diogo Silva, como titular. Mas Jorge Luiz não se fez de rogado e manteve o “goleirão”, o que significa que deveremos fazer, no mínimo, dois gols para conseguir a classificação sem precisar de penalidades. Para compensar a decisão discutível, Jorge Luiz deu alguma sorte por poder contar com Diego Renan, que volta de contusão. E ao invés de escalá-lo onde vinha jogando, na lateral esquerda, colocou-o na direita. Nessa o interino mandou bem, já que é melhor ter uma íngua como o Marlon em campo a ter André Rocha, que consegue ser muito pior.

 Na frente, Jorge Luiz também não ousou e nem teria como ousar. O rodízio de atacantes caindo pelos lados do campo já era uma prática com Adilson e a escolha pelo Montoya não foi uma tirada de coelho da cartola. Como Fabrício foi estupidamente expulso no jogo de ida, Aranda toma seu lugar, jogando ao lado do Guiñazu. Já vimos o Vasco tentar jogar com esse esquema, que na teoria até seria bom (dois cães de guarda, dois meias abertos pelos lados e Douglas centralizado). A questão é: se várias vezes o time falhou atuando de forma parecida, porque dará certo hoje?

 Se Jorge Luiz motivar os jogadores e conseguir transformar em superação o natural clima ruim depois de uma goleada humilhante e a demissão do técnico, o treinador interino terá feito metade do caminho para a classificação. E essa talvez seja a maior contribuição que ele pode oferecer nesse momento.

Copa do Brasil 2014

ABC x Vasco 

Gilvan, Patrick, Marlon, Samuel e Somália; Fábio Bahia, Daniel Amorim, Liel e Lúcio Flávio; Dênis Marques e João Paulo.

Diogo Silva, Diego Renan, Rodrigo, Douglas Silva e Marlon; Guiñazu, Aranda, Dakson, Douglas e Montoya; Kleber.

Técnico: Zé Teodoro.

Técnico: Jorge Luiz (interino).

Estádio: Arena das Dunas. Data: 02/09/2014. Horário: 19h30.  Árbitro:  Luiz Flavio de Oliveira (SP). Assistentes: Rogerio Pablos Zanardo (SP) e Anderson José de Moraes Coelho (SP).

O canal Fox Sports transmite para seus assinantes de todo o Brasil. 

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Menos que pouco

O empate contra o ABC em São Januário foi terrível, mas acaba sendo o menos grave se analisarmos toda a situação com calma. O resultado de ontem, a forma como deixamos a vitória escapar e a postura do time foram as mesmas de tantos outros empates e derrotas esse ano. Com isso, infelizmente já deveríamos estar acostumados e não deveria ser mais um motivo de preocupação. Mais preocupante pra mim é o cenário da equipe sob uma visão mais ampla.

Sofrer um gol antes dos 5 minutos de bola rolando, pressionar sem conseguir levar muito perigo ao adversário, correr riscos nos contra-ataques, errar um caminhão de passes, perder gols e penar para conseguir um empate contra um adversário evidentemente inferior tecnicamente e que passou 80% do jogo se defendendo poderia ser, como falei acima, a descrição de outros tantos jogos do Vasco. Mas pior que o resultado e mesmo pior que complicar a classificação para as oitavas da Copa do Brasil é saber que, do Vasco sob o comando do Adilson, não podemos esperar nada muito diferente.

Estamos empatados com os líderes da Série B – repito, SÉRIE B! – por conta de uma sequência de vitórias, que por sinal não foram suficientes para nos levar ao topo da tabela. Isso porque o Vasco não consegue vencer adversários de uma fragilidade evidente. O treinador mexe daqui, muda dacolá, mas não sai disso: tem na sua mão um elenco absurdamente valorizado para o nível da competição e não faz mais que patinar.

Vem uma sequência de empates e caímos posições? Aí temos uma série de barangas pela frente, vencemos algumas partidinhas de forma medíocre e subimos de novo. Empatamos em casa na decisão de uma vaga da Copa do Brasil? Isso não quer dizer muita coisa, já que pelo Brasileiro vencemos o mesmo ABC na sua casa e podemos repetir o feito, mesmo jogando mal. E com isso, nessa gangorra de rendimento, vamos atingindo metas modestas e mantendo as coisas como estão.

Mas digamos que passemos pelo ABC – o que nem é, ou não deveria ser, uma missão das mais complicadas – e avancemos na competição? É quase certo que enfrentaremos nada mais, nada menos que o Cruzeiro. Acontecendo novamente a lógica, rodaremos na próxima fase. Mas aí, os responsáveis pelo futebol vascaíno certamente vão racionalizar o resultado e seguirão o “planejado”, já que ser eliminado para o melhor time do país há quase dois anos não é um absurdo.

Esse, amigos, é um problema muito pior que um empate contra o ABC (até porque, os caras tiveram méritos pelo resultado e futebol é assim mesmo). Enquanto quem dirige o futebol estiver satisfeito e os jogadores apoiarem o Adilson, nada mudará. Mesmo com o nível indigente do futebol que temos apresentado, vamos subir para a Série A. Mesmo com esse empate de ontem, ainda aposto na nossa classificação para as quartas da Copa do Brasil. O problema é que o desempenho ridículo do time não é o bastante para agradar nem o vascaíno mais tranquilo. Ficar satisfeito com o Vasco do Adilson é se contentar com menos que pouco; é se contentar com nada.

As atuações…

Martín Silva – não tinha o que fazer no gol sofrido e impediu pelo menos um outro. Contou com a sorte também em pelo menos dois outros lances no primeiro tempo, quando tirou as bolas da direção do gol com o olhar.

Carlos Cesar – correria e só: é fraco na cobertura – o gol saiu pela sua lateral – e no apoio erra tudo o que tenta. Saiu contundido e Aranda entrou em seu lugar e, mesmo contra um adversário que poucas vezes arriscou atacar no segundo tempo, deixou alguns espaços pelo meio.

Rodrigo – deu muito azar no lance do primeiro gol: tentou cortar uma bola que evidentemente iria para fora e acabou ajeitando o lance para o atacante do ABC. Com o time avançando desordenadamente para tentar o empate, teve alguns problemas com os contra-ataques adversários. Tomou um amarelo por reclamação, algo inaceitável para alguém com a sua experiência.

Douglas Silva – menos tenso que seu companheiro de zaga, acabou sendo importante ao ganhar uma disputa de bola na área adversária no lance do gol do Kleber.

Marlon – deve ser o dono do título mundial de lateral que mais isola cruzamentos.

Guiñazu – Um dos melhores da partida. Além de ser o monstro de sempre na marcação (talvez exagere um pouco na quantidade de carrinhos que dá), ontem até quando avançou foi bem, distribuindo bem a bola e quase marcando um gol ainda no primeiro tempo.

Fabrício – mostrou empenho, mas o gol logo no começo fez com que o volante avançasse mais que o normal para o ataque, onde tirando um chute de fora da área com relativo perigo, pouco fez. Foi para a lateral no segundo tempo e só fez uma coisa de marcante: conseguir ser expulso por reclamação.

Douglas – ontem até que correu bem mais do que estamos acostumados a ver, mas infelizmente não conseguiu ser o articulador de jogadas que o time precisava. E, mais uma vez, não foi bem nas bolas paradas.

Maxi Rodríguez – se movimentou bem, mas na maioria das vezes não conseguiu superar a marcação adversária. Sem repetir o bom desempenho da estreia, cedeu lugar ao Thalles, que jogando muito afastado da área pouco fez.

Montoya – não tem medo de arriscar jogadas e mostra muita raça. Mas sem concluir jogadas, acaba sendo pouco efetivo. Edmilson entrou em seu lugar e nos pouco mais de 15 minutos que esteve em campo foi mais notado ajudando na marcação que no ataque.

Kléber – no primeiro tempo, uma atuação que pode ter sido a sua melhor com a camisa do Vasco: correu, brigou, abriu espaços para os companheiros, criou jogadas e foi premiado com o gol de empate. Nessa, foi outro a tomar um amarelo ridículo, ao tirar a camisa na comemoração. No segundo tempo caiu de produção, não sendo nem de longe tão perigoso quanto na primeira etapa.

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Legião Estrangeira

legião estrangeira

Nem vou comentar sobre o horário ingrato na qual a CBF resolveu marcar o jogo de ida do Vasco pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Quem trabalha longe de casa e/ou não pode ir a São Janu pelo mesmo motivo, ou outros, dificilmente conseguirá ver os 90 minutos do confronto contra o ABC. Mas especificamente nessa partida, os vascaínos têm motivos para agradecer à nossa achincalhada confederação: se a entidade não tivesse aumentado o número limite de jogadores estrangeiros nos times brazucas, não poderíamos ver a escalação que o Adilson ameaça colocar em campo logo mais.

O Vasco deve encarar o alvinegro potiguar com nada menos que QUATRO gringos como titulares. Uma verdadeira legião estrangeira, formada por Martín Silva, Guiñazu, Montoya e Maxi Rodriguez. E tendo Aranda no banco, o Gigante pode terminar a partida com o número máximo de estrangeiros em campo.

A torcida, que já gosta de ver a gringaiada jogando, deve ir ao delírio. Numa competição de mata-mata então, a possível formação de hoje fará os olhos dos vascaínos brilhar. A imagem de raça e disposição dos sul-americanos – ainda que isso não seja uma verdade completa – é praticamente um dogma para os brasileiros em geral. Isso deve fazer com que o time seja aprovado de primeira.

Mas não apenas pela “raza sudamericana”, o provável time com os quatro gringos (reforço o “provável” porque nunca se sabe o que o Adilson pode fazer) é também mais ofensivo e, se tudo der certo, não acabando com o equilíbrio defensivo. Sem um centroavante fixo, a movimentação de Kleber, Montoya e Maxi facilitará o trabalho do Douglas, tanto por oferecer mais opções de passe como por dividir a atenção da marcação adversária. Com os armadores e atacantes se movimentando com mais constância, não precisaremos tanto do apoio dos laterais e nem das subidas do Fabrício. E isso pode garantir a segurança necessária à zaga.

(Parêntese: falo isso tudo como se fosse necessária tanta preocupação com o adversário de hoje. Em CNTP – pros esquecidos de física, condições normais de temperatura e pressão – o Vasco não deveria nem tomar conhecimento do ABC dentro da Colina. Mas com Adilson como técnico, sempre vale uma precaução a mais. Fecha parêntese)

O maior perigo que a Legião Estrangeira corre é o de não atuar bem ou não conseguir um resultado interessante. Isso certamente traria um retrocesso, já que Adilson mais de uma vez mostrou que, se um esquema não dá certo (dentro dos seus critérios alucinados, e mesmo que a equipe de hoje não tenha o entrosamento ideal), o que se deve fazer é muda-lo na próxima partida. E se isso acontecer, a chance de vermos uma formação mais defensiva contra o Avaí, mesmo sendo em São Januário, é enorme.

Por isso, os gringo hoje têm duas missões hoje: vencer e, se possível, jogar de forma convincente.

Copa do Brasil 2014

Vasco X ABC

Martín Silva; Carlos César, Rodrigo, Douglas Silva e Marlon; Guiñazú, Fabrício, Douglas e Maxi Rodriguez; Montoya e Kléber.

Gilvan; Patrick, Suéliton, Marlon e Luciano Amaral; Fábio Bahia, Liel (Somália), Daniel Amora e Júnior Timbó; João Paulo e Dênis Marques.

Técnico: Adilson Batista.

Técnico: Zé Teodoro.

Estádio: São Januário. Data: 26/08/2014. Horário: 19h30.  Árbitro: Wagner Reway (MT). Assistentes: Paulo Cesar Silva Faria (MT) e Rafael da Silva Alves (RS).

A Fox Sports transmite ao vivo para seus assinantes em todo Brasil.

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Um pouco mais que a classificação

Colocando a qualidade das duas equipes dentro de uma perspectiva realista, podemos dizer que Vasco e Ponte Preta fizeram uma boa partida. Foi um jogo disputado, com ambas as equipes buscando o gol e alguns lances até interessantes.


Deve-se se dar o mérito a quem merece. O que fez do jogo algo mais do que uma simples confirmação da nossa ida às oitavas da Copa do Brasil foi o interesse da Macaca na partida. Nosso adversário sabia que seria muito complicado evitar a eliminação e ainda assim buscou o resultado que lhe interessava até o fim. Dentro das suas limitações, os dois times fizeram uma partida um pouco acima do que suas próprias torcidas esperavam. Mas a atuação do Vasco ainda deixou uma pergunta no ar: será que não teríamos vencido mais vezes no Brasileiro com outras atuações parecidas com essa? Por que o Vasco não joga sempre como ontem?

Simples: não joga porque não consegue. Porque poucos dos nossos adversários equilibram a vontade de atacar e o medo defensivo, preferindo na maioria das vezes a retranca e o contra-ataque. E o Adilson até hoje não conseguiu fazer sua equipe jogar de forma eficaz contra esse tipo de oponente.

Outra preocupação, também confirmada na partida de ontem, foi o nosso aproveitamento pífio nas finalizações. Mesmo tendo criado mais jogadas e conseguido finalizar mais vezes que o normal, o Vasco só acabou vencendo marcando dois gols que não saíram de jogadas do time. Quando criamos o lance até o último passe, erramos muito nos arremates. E aí voltando ao Brasileiro, contra as retrancas, o Vasco naturalmente cria menos. E criando menos, não podemos desperdiçar as raras oportunidades de marcar (até porque, nem sempre haverá pênaltis e gols contras a nosso favor). Como é isso o que vem acontecendo em várias das nossas partidas, o resultado não poderia ser outro além de sete empates no Brasileirão.

Mas deixemos de ser ranhetas pelo menos por hoje. Vencemos e vimos um Vasco um pouco mais criativo, o que pode nos dar uma esperançazinha de melhores atuações daqui pra frente. Desde que, claro, nossa zaga deixe de entregar a rapadura (como fez ontem o Rodrigo e antes disso toda a zaga no empate com o América-RN) e que o treinador se resolva a armar o time de maneira mais ofensiva.

Nisso, sinceramente, não creio muito. A entrada do Dakson efetivamente deixou o time mais vulnerável defensivamente e, para manter o time com apenas dois volantes, Adilson terá que considerar que o maior número de jogadas ofensivas compensou a maior exposição da zaga. Alguém acredita que nosso cauteloso treinador pensará dessa forma?

As atuações…

Martín Silva – vendido no lance do gol, não teve o que fazer. De resto foi pouco exigido, mas quando foi, rebateu uma bola à moda Fernando Prass.

Carlos César – merece elogios por ser muito presente no apoio, mas Adilson precisa urgentemente bater um papo com o rapaz. Ele abusa da violência e ontem não foi expulso por pura sorte.

Rodrigo – não há como ignorar a falha grotesca que culminou no gol da Macaca. Não fosse por esse erro grave, teria tido uma atuação regular, quase marcando em duas perigosas cobranças de falta.

Douglas Silva – ele e Rodrigo tiveram um pouco de problema por conta do meio de campo menos marcador. Mas ainda assim, mesmo que a Ponte tivesse tido mais chances do que seria o ideal, Douglas não comprometeu.

Diego Renan – Adilson parece ter pedido ao Diego que segurasse mais na marcação para que Carlos César tivesse mais liberdade. Só isso justifica suas poucas subidas ao ataque. Mas numa das raras vezes em que subiu, quase marcou um gol.

Guiñazu – com menos um volante em campo, acabou tendo que jogar com disposição redobrada (tanto que me lembro mais dele no chão, dando carrinhos, que de pé no campo). Mas fez bem a parte que lhe cabia, já que não poderia se desdobrar em dois. Também tentou ajudar na frente quando teve espaço para isso.

Fabrício – quase marcou um gol, cabeceando uma bola no travessão. Fez bem a transição para os armadores, dando mais uma opção para a criação de jogadas.

Dakson  – faltou um golzinho, mas de resto, fez quase tudo: armou jogadas, puxou jogadas em velocidade, acertou bons passes – colocou o Thalles na cara do gol – e até na marcação ajudou. Sofreu o pênalti que originou nosso primeiro gol. Com a fatura fechada, Adilson colocou Montoya em seu lugar e o colombiano, mesmo não sendo muito efetivo, mostrou disposição e fez pelo menos uma bela jogada, se infiltrando no meio da zaga símia com dribles.

Douglas – com outro meia em campo, o camisa 10 acaba tendo mais espaço, já que a marcação adversária precisa se dividir entre os dois. E tendo mais espaço, Douglas acaba aparecendo, dando bons passes. Teve participação direta nos dois gols, cobrando o pênalti e o escanteio que terminou em gol contra.

Kleber – ainda não justificou sua contratação, apesar de não deixar de lutar enquanto está em campo. Saiu no intervalo para a entrada de Lucas Crispim, que deu outra dinâmica ao time, mas ainda precisa caprichar no último passe e nas finalizações.

Thalles – como sempre, lutou e correu o tempo inteiro, mostrando inclusive uma movimentação um pouco mais intensa. Mas teve poucas chances de finalizar, e nas duas únicas, foi mal. Edmilson entrou em seu lugar no apagar das luzes e acabou não contribuindo muito.

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Risco calculado

riscoEis que no fim de julho, Adilson encontrou um jogo para experimentar com o time. Para enfrentar a semi-eliminada Ponte Preta, nosso treinador fez tantas mudanças que só faltou mesmo promover a estreia do Jordi no time profissional.

O momento é oportuno. Mesmo que a diretoria não admita, as declarações do Rodrigo Caetano sobre o desempenho do time no Brasileiro mostram que Adilson está com os dois pés na berlinda (não que o Dinamite, sempre lento em suas decisões e prestes a sair da presidência, vá tomar uma atitude). E para tentar amenizar seu filme queimado pelo menos junto à torcida em São Januário, Adilson abre mão dos três volantes pela primeira vez desde o fim da Copa.

É ousadia? Muito pouca. As duas partidas contra a Macaca serviram para mostrar que nosso adversário de hoje não prima pela qualidade ofensiva. E a vantagem da classificação mesmo perdendo por um gol de diferença parece ter sido o bastante para amenizar a constante cautela do treinador vascaíno. Com a entrada de Dakson no lugar do Aranda, o time ganha mais mobilidade e, pelo menos em teoria, mais criatividade com dois meias.

Mas essa não foi a única mudança no time. Rodrigo volta ao time e, para a surpresa da maioria, entra no lugar do Luan, que realmente vinha caindo de produção. A torcida achava que tendo um zagueiro mais experiente ao seu lado, o garoto voltaria a jogar bem. Mas isso também pode acontecer com Douglas Silva, que tirando os momentos em que suas vaciladas colocam em risco resultados positivos, tem jogado pelo menos no mesmo nível do Luan.

No fim das contas, seria melhor que a regra de eliminação por derrota em casa por dois gols de diferença estivesse valendo nessa rodada. Já teríamos resolvido nosso problema com a Ponte, o time teria mais tempo para treinar/descansar e o Adilson teria que mostrar coragem em um jogo que valesse alguma coisa. Porque na prática, a partida de hoje não serve para quase nada: a classificação, seja qual for o resultado e qual for o futebol apresentado, é uma obrigação. Qualquer coisa diferente disso não pode sequer ser cogitada. E demonstrar ousadia em um jogo como hoje não é arriscar. É fazer cálculo.

Copa do Brasil 2014

Vasco X Ponte Preta

Martín Silva; Carlos Cesar, Douglas Silva, Rodrigo e Diego Renan; Guiñazu, Fabrício, Dakson e Douglas; Kleber e Thalles.

Roberto; Rodinei (Daniel Borges), Luan, Diego Sacoman e Magal; Adilson Goiano, Alef, Juninho e Adrianinho; Cafu e Rafael Costa.

Técnico: Adilson Batista.

Técnico: Guto Ferreira.

Estádio: São Januário. Data: 30/07/2014. Horário: 22h.  Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL). Assistentes: Fabio Pereira (TO) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE).

A TV Globo (RJ, ES, MG – menos Uberlândia e Ituiutaba -, SP – só Campinas -, MS, MT, BA, SE, AL, PE – menos Caruaru -, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmite ao vivo. O SporTV 2 transmite para seus assinantes em todo Brasil.

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A justiça decidiu e as eleições no Vasco serão mesmo em agosto. Uma Assembléia Geral já foi inclusive convocada para decidir a data do pleito.

Isso, claro, se não houver outra liminar cassando a liminar que determina a eleição no mês que vem. E, depois, se não houver outra liminar cassando essa segunda. E assim vai o clube, nesse jogo de empurra eleitoral. Infelizmente uma rotina no clube desde a gestão anterior.

Que a próxima administração tenha competência para, pelo menos, sair do poder na data certa.

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Vitória controlada

Se não podemos dizer que o Vasco teve uma vitória convincente sobre a Ponte Preta, o 2 a 0 que conseguimos ontem ao menos mostrou mais pontos positivos que negativos. Se o time ainda oscilou ao longo da partida e a fragilidade da macaca facilitou as coisas pro nosso lado, por outro lado podemos afirmar que, como gosta muito de dizer o Adilson, tivemos um jogo controlado.

Isso porque a equipe conseguiu a tão desejada compactação, evitando na maioria do tempo os buracos entre os setores. Fora alguns minutos no sonolento primeiro tempo – quando permitimos que nosso adversário tivesse seu melhor momento – a proximidade da defesa, meio e ataque fez com que valorizássemos a posse de bola e ocupássemos bem os espaços quando estávamos sem ela. Isso também facilitou tanto na recomposição defensiva quanto nas jogadas de ataque, explorando muito bem as viradas de jogo.

Como eu disse, a vitória não foi daquelas para deixar o torcedor exultante, mas valeu por deixar nossa classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil bem mais tranquila e pelo ligeiro progresso apresentado. Dessa vez, principalmente pelo segundo tempo da partida, Adilson pode falar com propriedade que o Vasco teve o controle do jogo. E se mantivermos esse nível de atuação, ou para ficar perfeito, se o melhorarmos, não apenas a vaga estará garantida, como nossa situação no Brasileiro ficará mais aceitável em pouco tempo.

As atuações…

Martin Silva – só precisou trabalhar efetivamente no finalzinho do jogo, fazendo uma grande defesa quando vários jogadores encobriam sua visão da bola.

Carlos César – não foi tão presente no apoio – para compensar a liberdade que teve o Diego Renan – e não comprometeu defensivamente. Se machucou e acabou sendo substituído pelo André Rocha, que já mereceria aplausos só por não ter dado nenhuma pixotada, mas também por mostrar, ao menos, empenho.

Luan – tirando uma vacilada no primeiro tempo, que acabou rendendo um contra-ataque para a Ponte, não teve muitos problemas com o ataque adversário.

Douglas Silva – algumas falhas de posicionamento na etapa inicial, mas nada que trouxesse muito perigo. No segundo tempo teve menos trabalho.

Diego Renan – uma das melhores opções ofensivas do time, também não fez feio na cobertura. Acabou sendo um dos nomes do jogo por ter aberto o placar com um belo gol.

Guiñazú – teve uma noite de cão de guarda, fazendo com eficiência a proteção à zaga (ainda que para isso tenha aberto a caixa de ferramentas algumas vezes).

Fabrício – foi bem ao fechar os espaços pelo meio de campo mas quando tentou ajudar na criação, acabou pecando na qualidade do passe.

Aranda – se saiu bem melhor que contra o América, errando apenas um passe em quase quarenta. Bem ao cobrir os avanços do Diego Renan, apareceu pouco na criação e finalizou uma vez.

Douglas – ditou o ritmo do time, cadenciando – as vezes em excesso – o toque de bola ou acelerando o ataque com bons lançamentos (como no lance do primeiro gol). Se perdeu em alguns momentos em toques sem muita objetividade, mas foi importante enquanto esteve em campo. Dakson entrou em seu lugar no fim e pouco acrescentou.

Thalles – se movimentou bastante, buscou o jogo incessantemente e ainda marcou um gol por acreditar no lance e aproveitar o rebote. Mas parece afobado em alguns momentos (como no gol mais que feito que perdeu ainda no primeiro tempo). Deu lugar ao Yago, que correu bastante e ajudou a marcar a saída de bola adversária, sem no entanto fazer algo de prático para o ataque.

Kléber – vem adquirindo ritmo aos poucos, melhorando gradualmente sua movimentação. Ontem não deixou o dele, mas deu trabalho para a zaga símia (tanto que foi o jogador que mais sofreu faltas) e teve importante participação no segundo gol, tabelando com Thalles e dando o chute que originou o rebote do goleiro.

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O basquete sempre foi – com uma larga distância para o futebol, evidentemente – meu segundo esporte favorito. E fico muito feliz em ver o Vasco novamente com uma equipe profissional e não só isso, fazer sua reestreia na modalidade com um título. Por isso, nada mais justo que darmos nosso parabéns à equipe vascaína, campeã do Torneio Carioca. Que esse seja apenas o primeiro passo rumo à conquistas maiores, como é apropriado ao clube carioca mais vencedor no esporte.

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