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Mais que merecido

Joinville, Icasa, Santa Cruz, Boa Esporte e Atlético-GO. Nenhum desses times conseguiu perder para o Ceará, na sua sequência de cinco jogos sem vitórias. De todos esses, apenas o Joinville está acima do Vasco na tabela. Um deles, o Icasa, inclusive está no Z4. Mas já faz algum tempo que uma das nossas manias é ressuscitar defuntos e ontem não poderia ser diferente: Ceará 2 x 0, com o Vasco reacendendo as chances do Vozão subir para a elite ano que vem.

Mas dessa vez nós ajudamos muito o adversário. Da armação do time ao aparente descompromisso dos jogadores, o resultado não poderia ser outro. A derrota acabou sendo mais que merecida, mas justa, já que nosso anfitrião acabou marcado seus gols meio que por acaso (o primeiro em lance irregular e o segundo numa cobrança de falta com um desvio providencial).

Joel Santana, que não tem conseguido fazer o time render nem com os esquemas manjados que usa desde que conseguia ter algum resultado como treinador, resolveu inventar um esquema com três zagueiros que não tinha como dar certo. Isso porque, além de Anderson Salles – o zagueiro que ele tinha à disposição para completar o esquema – ainda estar completamente sem ritmo de jogo depois de meses inativo, o 3-5-2 – ou ainda, o 3-6-1, já que Kléber era o único atacante no time titular – de ontem é uma formação que depende de muito treinamento para funcionar. E, como era de se esperar, não funcionou.

O Vasco ainda manteve mais posse de bola e perdeu alguns gols feitos, como sempre, até sofrer os dois gols. Mas depois disso e principalmente na volta do intervalo, a apatia e falta de disposição para buscar o resultado eram evidentes. E como as substituições do Natalino foram tão efetivas quanto seu esquema inicial de jogo, não chegamos a criar qualquer chance de mudar o cenário da partida. No final das contas, mesmo que o Ceará tenha contado com a incompetência de um bandeirinha e com a sorte para marcar seus gols, o mérito pelo resultado acabou sendo confirmado pela quantidade de oportunidades que criaram na etapa final. Se algumas delas entrassem, poderíamos ter passado mais um vexame de proporções avaianas nesse campeonato.

Nossa sorte é que a tabela acabou nos favorecendo e poderemos garantir a vaga em casa, em duas partidas contra equipes da parte debaixo da tabela, uma delas inclusive já rebaixada. Com o futebol apresentado pela equipe comandado por Joel, é bom saber que contaremos com a força da torcida e com a fragilidade dos adversários.

As atuações…

Martín Silva – nada podia fazer no lance do primeiro gol. No segundo, a cobrança de falta teve um desvio, mas há quem ache que, ainda assim, era uma bola defensável. Tenho minhas dúvidas.

Luan – dos três zagueiros, foi o que mais vacilou: no primeiro gol, deveria estar marcando o jogador que finalizou. No segundo tempo, quase permitiu que o Ceará ampliasse.

Rodrigo – ficou na sobra e não deu mole para o ataque alvinegro, travando um duelo em especial com o atacante Bill, contra quem se saiu melhor na maioria dos lances. Quase marcou um gol de cabeça no segundo tempo.

Anderson Salles – fora de ritmo, acabou cedendo alguns espaços na parte do campo que deveria cobrir. Ainda assim se saiu melhor que o Luan, principalmente no combate direto. Acabou sendo sacado no intervalo, dando lugar ao Rafael Silva, que puxando pela memória, só foi citado uma vez pelo narrador da partida após sua entrada em campo. E foi porque não alcançou uma bola tocada para ele.

Carlos Cesar – ontem, quando em teoria teria mais liberdade para apoiar, foi mais tímido que no jogo contra o ABC. De efetivo, apenas um bom cruzamento na etapa final.

Aranda – foi tão mal que os únicos feitos dignos de nota na sua atuação foram o desvio da bola no segundo gol (que bateu na cabeça do volante) e o amarelo que levou e o deixará fora da próxima partida.

Guiñazu – imagino o desespero do gringo, que sempre se doa ao máximo em todo jogo, ao ver a moleza dos seus companheiros. Ontem, além de se desdobrar na marcação, foi visto até no ataque, as vezes tabelando e até finalizando.

Douglas – seu “estilo cadenciado” já não engana: Douglas, com aquela pança que parece não parar de crescer, não corre em campo, apenas trota. De útil na partida de ontem, apenas um belo passe que deixou Kleber na cara do gol. É muito pouco para quem é titular absoluto e pretenso “maestro” da equipe. Saiu, não muito satisfeito, no segundo tempo para a entrada do Edmílson, que não podia fazer nada sem receber uma única bola sequer em condição de finalizar.

Maxí Rodriguez – o uruguaio já sofre tendo que jogar mais a frente do que deveria. Fazer isso em um esquema diferente e sem o tempo de treino necessário o prejudicou ainda mais. Volta e meia se embolava com Diego Renan e pouco conseguiu fazer. Acabou sendo substituído pelo colombiano Montoya, que trouxe outra nacionalidade para o time, mas nada de diferente na armação de jogadas.

Diego Renan – um pouco mais de consistência no apoio que nas últimas partidas, o que foi desperdiçado pela bagunça que o novo esquema provocou no time. Ele e Maxi (e depois Montoya) estavam disputando um espaço na mesma faixa do campo.

Kléber – não adianta nada correr muito, dar combate na frente e fazer declarações contundentes após resultados ruins se sempre peca na hora de fazer o trabalho pelo qual é pago. Depois de receber uma bola açucarada do Douglas, Kleber perdeu uma chance claríssima quando o placar ainda estava 1 a 0.

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Falta pouco

Sands of TimePassada a eleição e com o próximo presidente definido, voltemos a nos preocupar com o futebol. E a partida contra o Ceará é importantíssima, tanto que se não fosse a tara vascaína por empates nessa Série B, uma vitória no Castelão poderia assegurar nossa volta à elite ainda hoje. Ainda assim, conquistar os três pontos contra o Vozão pode nos deixar a um empate da vaga (desde que o Boa Esporte perca para o Sampaio Corrêa nesse sábado) e precisamos entrar em campo com isso em mente.

No primeiro turno, o Vasco fez uma das suas melhores partidas na competição justo contra o alvinegro cearense. O cenário era outro: o Ceará era o líder da competição e aparentemente achou que poderia jogar de igual para igual contra nós. E esse foi o maior erro do nosso adversário. Quase todos que se deram bem pra cima do Vasco nesse campeonato o fizeram da mesma forma: na retranca e esperando os contra-ataques. Quem tem acompanhado a campanha vascaína já deve ter se ligado que aguentar a nossa pressão não é o pior dos mundos, já que perdemos muitos gols; e que volta e meia damos uma vacilada na defesa que proporcionam boas chances aos adversários.

Agora, qual Ceará entrará em campo? O que “joga e deixa jogar” do primeiro turno, já que sua última esperança de chegar ao G4 é vencer todos os jogos que lhe restam? Ou um Vozão mais cauteloso, com a experiência de ter nos visto jogar uma Série B inteira tendo problemas contra as retrancas?

Para o nós, o Ceará do primeiro turno seria o ideal. Com a contusão do Pedro Ken e a escolha do Joel pelo Dakson como seu substituto, teremos alguém para pelo menos tentar ajudar o Douglas na criação. Não é o melhor dos mundos – particularmente eu preferiria ver o time com Maxi no meio e Thalles no ataque – mas teremos mais gente com funções ofensivas no meio. Já um Ceará mais fechado pode nos trazer as dificuldades que todos conhecemos, com o agravante de termos um a menos para fechar os espaços na meiuca com eficiência.

O resultado da eleição pode não ter agradado boa parte da torcida e é natural o desânimo depois de um ano tão complicado para o Vasco. Depois de perder o Estadual numa garfada bisonha, ter que disputar a Série B, fazer uma campanha medíocre na mesma e ser eliminado na Copa do Brasil para o ABC, ver a volta de um presidente que já teve sua chance e fez um trabalho ruim é de abater até o torcedor mais otimista. Mas o clube está acima dessas questões e até confirmarmos de vez o retorno para a Séria A, a torcida deve continuar apoiando time. Falta pouco para esse tormento ter fim e não é agora que podemos largar o Vasco de mão.

Campeonato Brasileiro 2014

Ceará x Vasco 

Luís Carlos; Samuel Xavier, Sandro, Diego Ivo e Vicente; João Marcos, Michel, Ricardinho e Eduardo; Bill e Magno Alves.

Martín Silva, Carlos César, Rodrigo, Luan, Diego Renan; Guiñazu, Aranda, Dakson, Douglas; Maxi Rodríguez e Kléber.

Técnico: PC Gusmão.

Técnico: Joel Santana.

Estádio: Castelão. Data: 15/11/2014. Horário: 16h20.  Árbitro: Fabrício Neves Correa (RS). Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Lucio Beiersdorf Flor (RS).

A Rede Globo transmite para o Rio de Janeiro. O Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema pay-per-view. 

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Na hora certa

O Vasco vinha subindo de produção desde a volta do Brasileiro, o que não se refletia numa melhora técnica da equipe. O time vinha vencendo, mas estava muito longe de convencer a torcida. Por isso, todos esperavam uma partida complicada contra um Ceará cheio de moral. Mas depois de muito tempo e justo quando tínhamos pela frente o time de melhor campanha na competição, o Gigante fez a sua melhor partida e venceu o Vozão sem maiores complicações.

A atuação do time justo nesse momento serve para deixar a torcida mais confiante. Fazia tempo que o Vasco fracassava na hora em que precisava construir um resultado e dessa vez conseguiu, algo que não começou ontem, mas com as difíceis vitórias sobre o ABC e o Náutico fora de casa. Foram essas vitórias que nos permitiram chegar ao jogo em condições de empatar em número de pontos com o líder do campeonato.

E, diferente das últimas três vitórias, quando penamos para vencer adversários evidentemente mais fracos, conseguimos impor nosso futebol sobre uma equipe que vinha de resultados expressivos: longa invencibilidade, três vitórias consecutivas jogando fora de casa e eliminação do Internacional (no momento, líder da Série A) na Copa do Brasil, com duas vitórias. Mas seus resultados ou a motivação extra pelo bom desempenho não foi o bastante para que o Ceará pudesse nos trazer problemas na construção do resultado.

Partindo desde o começo para o atque, o Vasco encurralou o alvinegro em seu campo e, mesmo com nosso oponente muito bem preparado para atuar no contra-ataque, conseguimos criar jogadas e impedir que o Ceará partisse em velocidade quando recuperava a bola.

Com o meio de campo congestionado, o caminho era usar os lados do campo, explorados com eficiência tanto pelos laterais como por Guilherme Biteco. Em uma jogada assim quase abrimos o placar: Biteco avançou e recebeu pela direita e viu seu centro para o meio da área ser cortado com o braço por um defensor adversário. O juiz marcou pênalti e Douglas não conseguiu converter, vendo sua cobrança ser defendida pelo goleiro.

Mostrando uma atitude diferente da que tinha, o Vasco não se abateu com o lance e seguiu pressionando até marcar, menos de cinco minutos depois: Douglas deu excelente passe para Marlon, que cruzou para área. Kléber acertou um voleio de primeira após o corte do goleiro estufou as redes.

No segundo tempo era inevitável a expectativa da torcida por uma repetição do que temos visto há muito tempo: o Vasco se contentando com uma diferença mínima e dando espaços ao adversário. E isso até aconteceu. Ainda que sem levar muito perigo, vimos o Ceará finalizar mais vezes no começo da etapa final do que durante todo o primeiro tempo. Mas não demorou para o Vasco voltar a marcar bem e dar o golpe final logo aos 11 minutos, com um belo gol de falta de Douglas. Depois disso, o Vozão não mostrou qualquer força para reagir e controlamos o restante do jogo com muita facilidade.

A vitória, quarta seguida na competição, chegou no momento ideal. Vencemos com autoridade, contra um dos poucos adversários que poderiam nos trazer alguma preocupação. Além disso, chegamos à mesma pontuação do líder, abrimos quatro pontos para o terceiro colocado e teremos dois adversários teoriacamente fáceis nas próximas rodadas, o que pode facilitar nossa chegada ao topo isolado da tabela. Agora é esperar que o Vasco mantenha o nível e que não se deixe influenciar pela bagunçada política do clube para consolidar o caminho do título e, principalmente, da volta à elite.

As atuações…

Martín Silva – quase levou azar no primeiro lance do jogo, quando rebateu uma bola em cima do Douglas Silva que quase foi para as redes. Tirando isso, pouco teve o que fazer.

Carlos Cesar – foi útil como forma de escapar da forte marcação do Ceará pelo meio. Falta maior precisão nos cruzamentos. Na defesa não chegou a ter muitos problemas.

Rodrigo – se deu melhor sobre o ataque cearense na maioria absoluta dos lances. No início da partida cometeu uma falta violenta que poderia render um vermelho (e que pareceu uma forçada de amarelo, para desfalcar o time contra o lanterna Vila Nova, na próxima rodada).

Douglas Silva – também não teve muito trabalho com os homens de frente do Ceará e quase marcou um gol de cabeça no primeiro tempo.

Marlon – até ele foi bem no jogo, ajudando constantemente no apoio e fazendo o cruzamento que terminou no gol do Kléber. No segundo tempo, quase fez sua segunda assistência, mas Edmilson cabeceou pra fora.

Guiñazu – fechou bem os espaços, ajudando a parar o ataque mais positivo da competição. Chegou a ajudar a puxar contra-ataques no segundo tempo.

Fabrício – também acertou no posicionamento, sendo importante no bloqueio dos contragolpes do Vozão. Deu belo passe para Biteco no lance do pênalti.

Dakson – acabou ficando um pouco abaixo dos outros companheiros do meio por não conseguir fugir da marcação adversária. Que, a bem da verdade, o parou muito com faltas, inclusive obrigando Dakson a ser substituido por contusão. Jhon Cley entrou em seu lugar e foi mais presente ajudando na marcação que na criação de jogadas. Poderia ter feito uma assitência para o que poderia ser nosso terceiro gol, mas errou bisonhamente um passe simples.

Douglas – poderia terminar a partida como vilão depois de perder um pênalti com o placar ainda zerado, mas acabou sendo o nome do jogo: iniciou a jogada do primeiro gol com um passe que mostrou sua visão de jogo e marcou o outro cobrando falta com precisão. Saiu no final para a entrada do Montoya que não teve tempo para mostrar muita coisa.

Guilherme Biteco – um dos nomes da partida, foi a melhor opção no ataque ao longo do primeiro tempo. Caindo pela direita, deu trabalho para a zaga adversária e foi o autor da jogada que nos rendeu um pênalti. No segundo tempo caiu de produção e cedeu lugar para Edmilson, que mesmo sem ter tido muitas chances desde a volta da Copa, parece estar com um pouco mais de ritmo de jogo: mostrou bom posicionamento e teve duas chances de marcar em jogadas áreas.

Kleber – a luta de sempre e um belo gol, mostrando bom posicionamento e precisão no arremate.

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Vale comentar sobre a presença da torcida, pelo que houve de bom e o que houve de ruim.

Ponto positivo para os torcedores que lotaram São Januário e apoiaram o time como devem, ou pelo menos deveriam, fazer sempre. Se o time mantiver o nível das atuações, em breve a Colina ficará pequena para o número de torcedores que desejarão ver o time em campo.

Ponto negativo para a briga entre membros da Força Jovem do lado de fora do estádio. É inacreditável ver torcedores de um mesmo clube brigarem, mas ver membros de uma mesma torcida é algo estarrecedor. Essa cena deprimente é mais uma no longo prontuário de episódios negativos das organizadas. E mais uma que entra na conta da brigalhada política por conta da eleição no Vasco. E não será surpresa para ninguém se o nome de dois candidatos estiverem no rol de motivos para a pancadaria.

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Confronto de Série A

brasileiro2006_crop_galeriaPelo que vem jogando nosso adversário de hoje, podemos praticamente dizer que teremos um confronto de Série A contra o Ceará. Líder da segundona com propriedade – posição que não perderá mesmo com uma derrota na partida de logo mais – e classificado para as oitavas da Copa do Brasil ganhando os dois confrontos contra o forte Internacional, o Vozão chegará a São Januário cheio de moral, com a confiança de quem, no momento, é a equipe que pode efetivamente ser uma ameaça para o único clube grande na competição.

E é exatamente por isso que o Vasco tem ainda mais motivos para vencer o jogo.

Não apenas porque igualaremos o número de pontos do Ceará, ficando ainda na segunda colocação por conta do nosso número menor de vitórias, mas para mostrar de uma vez por todas que o Gigante cumprirá seu papel natural de favorito absoluto ao título. Isso, independente dos equívocos do nosso treinador, dos vacilos dos nossos defensores e do pé torto dos nossos atacantes. Ainda que o Vasco venha jogando mal na maioria do tempo, o investimento feito no elenco cruzmaltino não deveria permitir que nossos erros, por maiores que sejam, sejam ainda maiores que os dos nossos adversários na competição.

Adilson mais uma vez escalará o time com dois volante e dois armadores, mantendo a base da escalação que venceu o Náutico na última rodada. Algumas alterações foram inevitáveis (Lucas Crispim, contundido, cede lugar ao Guilherme Biteco); outras, como a volta do Fabrício no lugar do Aranda, que também está suspenso, esperadas. Mas das mudanças efetuadas, uma poderia não ter acontecido: o retorno de Douglas Silva, provocando a volta do Luan para o banco. Adilson deve preferir uma zaga mais experiente contra um adversário complicado, o que é até aceitável. Mas a dupla de hoje ainda não conseguiu ter uma atuação melhor que a zaga formada por Rodrigo/Luan. Com a Colina lotada, qualquer descuido do Douglas Silva contra o ataque mais positivo do campeonato será alvo de muita gritaria por parte da torcida, ainda mais com um prata da casa no banco.

Devemos ter muita atenção à marcação contra o veloz e eficiente ataque cearense, mas ainda mais importante é ser efetivo na frente. Douglas e Dakson não podem vagalumear hoje e aproveitar a movimentação que o ataque formado por Biteco e Kleber proporcionam. Dakson, principalmente, precisa se destacar, já que a chegada de Maxi Rodriguez deve levá-lo para o banco caso tenha uma atuação irregular.

O Ceará será certamente nosso adversário mais complicado na competição e, como já disse, é exatamente por isso o Vasco precisará mostrar, talvez pela primeira vez, a sua força. Se lembrarmos que mesmo os três pontos não nos trarão a liderança e que mesmo um empate certamente nos fará perder uma posição – já que a Luverdense encara o Náutico em casa e precisa de apenas um ponto para nos ultrapassar – a necessidade de ganharmos o Vozão se torna ainda maior. A torcida esgotou os ingressos e fará a sua parte fazendo mais uma vez da Colina um caldeirão. O time em campo precisa corresponder essa confiança e cumprir o papel que todos esperamos.

Campeonato Brasileiro 2014

Vasco X Ceará

Martín Silva, Carlos César, Douglas Silva, Rodrigo e Marlon; Guiñazu, Fabrício, Dakson e Douglas; Guilherme Biteco e Kleber.

Jaílson; Samuel Xavier, Diego Ivo, Sandro e Vicente; João Marcos, Ricardinho, Eduardo e Nikão; Magno Alves e Bill.

Técnico: Adilson Batista.

Técnico: Sérgio Soares.

Estádio: São Januário. Data: 16/08/2014. Horário: 16h20.  Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR). Assistentes: Moises Aparecido de Souza (PR) e Rafael Trombeta (PR).

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As armações de bastidores na política do clube têm sido tão frequentes que, confesso, tenho ignorado propositalmente o assunto ultimamente (mas prometo que retornarei a falar disso quando meu estomago permitir). Mas a contratação do Maxi Rodriguez faz com que valha a pena fazer um breve comentário sobre política: a decisão absurda de dois candidatos em campanha para a presidência do Vasco definirem quem vai comandar o clube até as eleições deve fazer do Rodrigo Caetano a primeira perda para o futebol vascaíno. A saída do diretor, no meio do campeonato e justamente quando o Vasco consegue uma regularidade na competição é uma prova absoluta de que, para Eurico Miranda e Roberto Monteiro, o que importa é conseguir vencer a eleição, não o que é melhor para o Vasco.

E o que tem o Maxi Rodriguez com isso? Simples: vocês acreditam que sem o Rodrigo Caetano, conseguiríamos trazer um reforço desse nível para disputar a Série B?

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Uma questão matemática

É uma simples questão numérica: mesmo que o jogo contra o Náutico não tivesse sido adiado e mesmo que tivéssemos vencido a partida, hoje o Vasco não estaria entre o times classificados para a Série A em 2015. Estaríamos, em plena sétima rodada, com 12 pontos e ridículos 57,1% de aproveitamento, atrás de potências como América-MG, Ceará, ABC e do próprio Joinville, com quem não passamos do 0 a 0 ontem.

E pelo futebol que apresentamos, podemos dizer – mais uma vez, é bom lembrar – o pontinho conquistado em Santa Catarina foi uma grande sorte. Os donos da casa dominaram boa parte do jogo e não fosse a incompetência do seu ataque, teríamos perdido a partida. Merecidamente, aliás.

O primeiro tempo foi daqueles de se apagar da história do clube. O 3-5-2 com que jogamos, esquema que naturalmente depende de tempo para se ajustar, mostrou uma ineficiência aberrante na etapa inicial. Sem que os jogadores encontrassem o posicionamento correto, o Vasco não conseguiu atacar, nem reter a posse de bola e ainda cedeu todos os espaços possíveis para os contra-ataques do adversário. Enquanto o Joinville teve pelo menos três chances claríssimas para marcar, nós só ameaçamos, e ligeiramente, numa jogada em que o goleiro adversário tentou driblar o Edmilson e quase perdeu a bola. E mesmo quando conseguimos equilibrar um pouco a partida, marcando um pouco melhor no meio de campo, as jogadas ofensivas eram facilmente anuladas pela defesa dos nossos anfitriões.

Não podemos deixar de citar que o Vasco melhorou na segunda etapa, mas apenas em parte por conta do melhor acerto do time. O Joinville, que no primeiro tempo procurou fazer mais que apenas esperar pelos contra-ataques, resolveu se fechar e aceitou uma certa pressão vascaína. Mas mesmo quando passamos a ficar mais tempo no campo adversário, não conseguíamos criar jogadas para nossos atacantes. Adilson mexeu no time, mudou o 3-5-2 para um 4-4-2 (com a saída do Luan e a entrada do Biteco), mas o ataque seguia inexpressivo. Um chute do Diego Renan e uma finalização do Edmilson foram as únicas boas chances que tivemos de marcar. E ainda que não fosse tão efetivo quanto no começo do jogo, o Joinville criou mais e melhores chances com seus contragolpes. Mais uma vez, podemos agradecer à sorte pela má pontaria dos atacantes adversários, que mesmo finalizando com muito perigo, não fizeram com que Diego Silva tivesse que fazer defesas complicadas na etapa final.

As mudanças que Adilson fez na equipe depois do terrível jogo contra o Sampaio Corrêa não surtiram o efeito desejado e o Vasco segue sem poder dizer que é favorito numa competição na qual, em teoria, não deveria ter concorrentes à altura. Seja pelos desfalques, pelo desentrosamento, cansaço ou qualquer desculpa que for, a realidade é uma só: se o Vasco hoje está em uma posição intermediária de uma tabela de Série B, a culpa é única e exclusiva do grupo, que não conseguiu ainda mostrar uma superioridade que seu elenco – e, principalmente, seus salários – deveriam ter diante de adversários da categoria que temos. A autoridade de time grande que comentei no último post, ainda parece muito longe de ser mostrada pelo time do Adilson.

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As atuações…

Diogo Silva – não sofrer gols já é um grande feito para nosso atual goleiro titular. Mas não só isso, Diogo chegou a fazer algumas boas defesas no primeiro tempo (ainda que tenha feito uma saída em falso que não resultou em gol apenas porque o atacante Jael errou a cabeçada). No segundo, apesar dos perigosos contra-ataques do Joinville, não teve tanto trabalho.

Luan – com apenas um dia de treinamento no 3-5-2, não se deu bem com o novo esquema (o que valeu para todos na zaga). No segundo tempo acabou indo para a lateral direita e até apareceu algumas vezes no apoio. Acabou sendo substituído pelo Biteco, que não foi decisivo como na sua estreia: entrou para ajudar Douglas a criar, mas pouco apareceu.

Rodrigo – volta de contusão, falta de ritmo e esquema novo. Era muita coisa para um zagueiro só e Rodrigo acabou sendo o que se saiu pior no primeiro tempo. Quando o 3-5-2 foi pro espaço, passou a se posicionar melhor, mas ainda precisa de mais jogos para voltar ao normal.

Douglas Silva – mais um a não se adaptar ao jogo com três zagueiros, teve como principal mérito conseguir cortar uma bola que, depois de bater na trave, fatalmente acabaria no fundo das nossas redes.

Diego Renan – um jogo na média, já que naturalmente é um lateral que apóia muito. Acabou jogando boa parte do tempo no ataque e teve uma das melhores chances do time, em chute cruzado que obrigou o goleiro adversário a fazer grande defesa.

Fabrício – no começo do jogo tentou dar uma finta num atacante em frente da nossa área e quase entregou a rapadura. Falhou também ao ocupar os espaços no meio de campo, facilitando a vida do adversário. Mas joga sério e com disposição e deve melhorar com uma sequência maior de jogos.

Pedro Ken – se quando está adaptado ao esquema ele fica meio perdido em campo, ontem não poderia ser diferente. Quando fica mais preso a marcação é mais útil. Ajudando no apoio foi apenas discreto.

Douglas – tentou ditar o ritmo do time, fazendo a bola rodar sem precipitações. Se não foi tão decisivo, pelo menos levou perigo nos lançamentos e acertou algumas boas viradas de jogo.

Marlon – deveria ser o mais interessado na implantação do esquema com três zagueiros, mas não justificou a liberdade que 3-5-2 lhe deu: praticamente não foi visto no ataque e não ajudou em nada na marcação.

Rafael Silva – outra partida em que não conseguiu superar a marcação adversária, não conseguindo ser minimamente efetivo. Yago acabou tomando seu lugar ainda no intervalo e seu estilo de jogo era mais adequado ao adversário: partindo pra cima dos marcadores, ajudou o Vasco a ter mais presença ofensiva. Só precisa melhorar na definição das jogadas, seja dando o último passe, seja finalizado.

Edmilson – talvez seja a falta de ritmo, mas a falta de mobilidade prejudicou sua atuação. Recebeu poucas bolas em boas condições de finalizar, mas quando teve a chance, desperdiçou chutando fraco e em cima do goleiro.

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