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Boas novas

marcinhoQuando se anuncia uma entrevista coletiva com dirigentes, no meio de uma semana sem jogo, é porque algo fora da rotina será anunciado. Foi o que imaginei quando soube que Paulo Angioni falaria à imprensa após o treino de hoje.

Por sorte, eram boas notícias no fim das contas. A situação do time exigia algumas medidas e, ainda que não sejam a garantia de uma solução no curto prazo, elas serão tomadas.

A mais impactante foram as rescisões contratuais do Marcinho e Douglas Silva e o afastamento do Bernardo. Ainda que a saída da “referência técnica do time” não tenha partido da diretoria – já que seria o mesmo que admitir o equívoco numa aposta que tinha tudo para dar errado. E deu – devemos agradecer seu bom senso em aceitar o pedido de rescisão do Marcinho. Foi um sinal de que o jogador tem mais senso de ridículo que nossos dirigentes têm do que deva ser uma contratação diferenciada.

Douglas Silva fez o mesmo e pediu sua rescisão. O caso dele se assemelha mais ao do Marquinhos: por não ter chances com Doriva, o zagueiro preferiu procurar outro clube onde possa jogar.

Aí entram duas questões. O destino de Douglas deve ser o Joinville, agora sob o comando do Adilson Batista. Acontecendo isso, o Vasco terá algum retorno financeiro ou ele foi dispensado de graça? E, se foi de graça, pra que renovar com um jogador que nem tinha sido pedido pelo treinador, pagar seus salários por cinco meses e depois reforçar um adversário sem levar qualquer compensação? Seria interessante a diretoria esclarecer esses pontos (não que eu tenha muita esperança disso acontecer).

Já o Bernardo…bom, o que falar dele? Um jogador mais cotado nas colunas de fofoca que nas resenhas esportivas não deveria mesmo ter outro destino. Seu contrato foi apenas suspenso, mas se for outro a ser rescindido não fará muita falta.

Levar o elenco para três dias de treinos em Mangaratiba também foi uma medida salutar. O momento da equipe exige calma e no Rio os jogadores dificilmente teriam o sossego necessário para se reerguer antes do jogo contra o Cruzeiro. Sem o natural assédio da imprensa e da torcida, o grupo pode manter o foco apenas no que interessa: a recuperação no Brasileiro. O apoio dado ao Doriva também foi importante, já que além de tranquilizar o treinador, acaba com a boataria, mais forte a cada resultado negativo do Vasco.

Pelo dia de hoje a diretoria está de parabéns. Ainda que tenha esperado demais por uma recuperação do time antes de fazer alguma coisa, acabou tomando uma atitude, algo que na gestão anterior era uma raridade.

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Falando em atitude…

Como você avalia a atual situação do Vasco, com a torcida protestando na porta do clube e jogadores sendo afastados?

Para mim não houve nada. Pode estar havendo para você. Tudo está acontecendo por orientação minha.

E a pressão da torcida? E o policiamento na porta do clube?

Há policiamento porque o clube está fechado. Se tem alguém querendo entrar, não vai entrar. É uma questão de garantia do patrimônio. Quem entrou indevidamente foi a imprensa. E digo a você que a imprensa só entrou porque houve uma determinação para que ninguém entrasse que não foi bem compreendida.

Pode-se não gostar da maneira ríspida com que faz declarações na maioria das vezes, ser contra o seu jeito autoritário e discordar – até veementemente – do modo como administra o Vasco. Mas é inegável que, diante de situações como a que passamos hoje, Eurico sabe se portar como uma liderança. Fosse com o Dinamite, quem duvida que o protesto da torcida terminaria dentro do gramado de São Januário?

Na primeira crise da atual gestão, uma coisa ficou clara:  para o mal ou para o bem, o Vasco hoje tem um líder.

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Muito preocupante

Durou uns quinze minutos. Esse foi o tempo em que o Vasco deu a impressão de que poderia jogar de igual contra o Atlético-MG, dentro do Independência. Mas depois do primeiro gol sofrido, o que os vascaínos, pelo menos os torcedores mais realistas, viram foi o seguinte: no primeiro teste de verdade que tivemos no Brasileiro, ficou claro que títulos estaduais ou uma longa invencibilidade não são provas de um time competitivo. Os 3 a 0 impostos pelo Galo, pela facilidade com que construíram o placar, é motivo de muita preocupação.

Procurando por algo de positivo, podemos dizer que o Vasco realmente começou jogando bem. Podemos dizer também que o primeiro gol, que acabou se tornando um momento decisivo na partida, aconteceu numa falta de sorte tremenda – se Luan não tivesse escorregado, teria cortado a bola e o jogo seguiria empatado. Tirando isso, é preciso ter uma visão extremamente otimista para encarar a derrota por um lado bom. Talvez dizer que poderíamos ter saído do Independência com uma goleada histórica (o que não aconteceu pela evidente pisada no freio dos nossos anfitriões no segundo tempo).

O fato é que, tendo iniciado bem ou não a partida, ficou clara a diferença de qualidade dos dois elencos. Se tivéssemos jogadores mais produtivos, talvez tivéssemos aprontado alguma surpresa nos tais primeiros bons 15 minutos da partida. E dizer que o erro foi o esquema montado pelo Doriva é querer se enganar: acreditar que trocar um atacante por um volante resolveria a questão é ilusão. Tanto é que o Galo só começou o atropelo quando o Vasco se abateu logo depois do primeiro gol e deixou de ser tão ofensivo. O que aconteceria de diferente se nós “respeitássemos” o Galo e fossemos com três volantes, apenas esperando os contragolpes, seria o seguinte: não teríamos nem os 15 minutos iniciais pra falar de positivo.

Óbvio que não dá pra tirar os méritos do adversário, que tem um elenco muito bom e uma movimentação absurda. Mas é evidente que nossas limitações facilitaram muito o trabalho atleticano. Apresentamos os mesmo defeitos das outras partidas: ineficiência ofensiva, falta de articulação de jogadas e falhas na recomposição defensiva. Contra adversários menos qualificados, não perdemos. Contra o Galo, o adversário só precisou de um tempo para resolver a fatura.

Na coletiva após a partida, Doriva disse que “depois que tomamos gol nos perdemos no campo”, que “os gols aconteceram muito rapidamente“ e que “não deu tempo para a gente se organizar”. Isso ficou evidente para quem viu o jogo e, mais que isso, mostra outro problema da equipe, que já tinha acontecido outras vezes no Carioca e também contra o Inter nesse Brasileiro: o time se abala quando sofre gols e não consegue se organizar. Mesmo sendo jogos com características completamente diferentes, há um ponto em comum entre os segundos tempos dos jogos de ontem e contra o Colorado, que foi a total desorganização do time quando precisa buscar o resultado. Contra os reservas do Inter, o Vasco pressionou atabalhoadamente; contra o Galo, não havia opção de jogada além das tentativas de arrancadas do Yago e do Gilberto. Nesses momentos, não se consegue ver exatamente o que o treinador pretende. Ou mesmo se pretende alguma coisa.

Terminamos a quarta rodada na zona de rebaixamento e os próximos jogos não prometem ser mais tranquilos do que os que tivemos até aqui. Até a 10ª rodada, teremos pela frente Ponte, Atl-PR e Sport (os três primeiros colocados), o Cruzeiro precisando se reabilitar e um clássico com o também desesperado Framengo. Quem seguramente pode afirmar hoje, com o futebol que temos apresentado, que sairemos dessa situação nas próximas rodadas?

As atuações…

Martin Silva – nos gols sofridos, os três com todo mérito para os jogadores do Galo, nada poderia fazer. E ainda fez pelo menos duas boas defesas e foi bem nas saídas de bola.

Madson – a incapacidade em acertar cruzamentos torna inútil sua facilidade no apoio. Iniciou várias jogadas de linha de fundo, mas apenas uma das suas bolas cruzadas chegou nos nosso jogadores, e isso já quase no fim do jogo. E defensivamente é aquilo: Thiago Ribeiro marcou dois gols recebendo pela direita. E em ambos o Madson chegou atrasado.

Rodrigo – jogou sério e travou bom duelo contra Lucas Pratto (no qual não levou vantagem em todos os lances e contou com a sorte de não ser o dia do atacante argentino). Mas vacilou no lance do segundo gol, permitindo que Dátolo chegasse para cabecear à sua frente.

Luan – não dá pra imputar a responsa pela derrota ao garoto, mas até ele escorregar e terminar por ajeitar acidentalmente a bola para Thiago Ribeiro marcar o primeiro gol da partida, o jogo até estava equilibrado. Apesar do lance, jogou o resto da partida com seriedade e se teve problemas, foi mais pela facilidade com que o Galo chegava ao ataque.

Christiano – ontem nem se pode dizer que errou os cruzamentos. Isso porque toda vez que conseguia chegar a linha de fundo, as pancadas que mandava pra área não podem ser consideradas cruzamentos. Defensivamente, além de ter tomado uma bola nas costas constrangedora no lance do segundo gol, deve ter pesadelos com Luan por umas duas semanas, tamanho foi o baile que o meia atleticano lhe proporcionou.

Guiñazu – jogar com firmeza e seriedade é algo que nem precisamos falar. Também fez apenas uma ou duas faltas apenas. Mas se viu envolvido com facilidade pelos meias adversários algumas vezes e no lance do segundo gol não conseguiu cortar o cruzamento para o Dátolo.

Diguinho – pra quem está acostumado a ver o Serginho errando passes de meio metro, a estreia do Diguinho foi até um colírio. Mas colocá-lo para voltar a praticar o futebol depois de seis meses de inatividade, justo contra o Galo, foi maldade. Apesar de se esforçar muito, não teve como parar o toque de bola atleticano e em dois lances quase proporcionou aos anfitriões um placar bem mais elástico: no primeiro lance errou um carrinho e deixou Lucas Pratto livre para finalizar e no outro escorregou e iniciou um contra-ataque que só não terminou em gol porque Thiago Ribeiro demorou a concluir a jogada.

Julio dos Santos – nos primeiros 15 minutos de jogo, QUASE tivemos um meia armador. Mas depois do primeiro gol, o paraguaio sumiu do jogo, só reaparecendo já no segundo tempo, quando acertou um belo passe em profundidade para Gilberto. Acabou sendo substituído pelo Marcinho, quando não só continuamos sem alguém para articular jogadas, como passamos a jogar com apenas 10 jogadores.

Riascos – talvez ajude o time quando fizer sua estreia. Yago, entrou no intervalo e fez o de sempre: corre como um maluco até a linha de fundo para destruir as jogadas com seu intelecto escasso.

Rafael Silva – merece palmas pela sua aplicação tática e esforço. Ontem foi visto com constância na defesa, ajudando a marcar. Mas qual é a razão de termos três atacantes em campo se um deles não leva perigo ao adversário e precisa correr como um maluco atrás dos jogadores adversários? Bernardo teve mais uma chance no time entrando em seu lugar e parece que tem a única função de esperar faltas acontecerem para chutar as bolas em direção à área adversária e torcer que ela esbarre em alguém e termine no gol. E é só isso o que ele faz.

Gilberto – pelo esforço demonstrado – no segundo tempo cansou de esperar as bolas que nunca chegam e passou a jogar na nossa intermediária – podemos dizer que foi o melhor jogador em campo. Mas como nos jogos passados, mais jogos do que é aceitável para um centro-avante, aliás, as poucas chances que teve foram desperdiçadas com finalizações imprecisas ou tentativas de dribles fracassadas, mesmo quando havia melhores opções para o passe. É triste, mas a cada dia Gilberto mostra que, para ser artilheiro, depende muito das penalidades ao nosso favor.

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Três perguntas que se tornam cada vez mais pertinentes:

Até quando o Doriva insistirá com seu kit substituição formado por Bernardo-Yago-Marcinho?

Se ele seguir demonstrando confiança nesse trio, quando explicará os motivos que justifiquem essa confiança?

Se os três são as únicas opções possíveis para melhorar o time em qualquer situação, o que fazem Jhon Clay, Marquinhos, Índio, Montoya, Romarinho, Thalles e o primo do Messi no elenco? Se não há a menor chance desses se saírem melhor que esse kit substituição, os caras não deveriam permanecer no Vasco. Aliás, nem na prática do futebol.

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Também tem coluna nova no site Vasco Expresso. Cliquem aí e confiram.

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Acordando para a realidade

rafaelA torcida do Vasco precisou acordar mais cedo nesse domingo para ver seu time em campo. E estávamos todos lá, 11 da madrugada, diante de TVs, monitores ou, para quem teve a oportunidade, nas arquibancadas do Orlando Scarpelli assistindo ao confronto contra o Figueirense. E o que vimos foi nosso time entrar em campo para um primeiro tempo ligado e terminar a partida aparentando tamanho cansaço que parecia precisar de uma cama imediatamente.

Entre os altos e baixos do 0 a 0 com o Figueira, quem resumiu nossa situação e acordou a torcida para o que realmente vivemos no Brasileirão foi o Dagoberto: “’Nossa realidade não é título algum.

Antes da torcida ficar ofendidinha, seria mais prático agradecer ao Dagol pela chacoalhada. Precisamos nos conscientizar que o que ele disse nada mais é que a dura realidade que temos hoje. O time que temos é esforçado, tem alguns valores e mostrou superação para ser campeão estadual. No Brasileiro a história é completamente diferente. E só quem quer se iludir muito desconhece esse fato.

A partida contra o Figueira deixou isso bem claro: quando jogamos bem, parece que estamos no limite das nossas capacidades. E se as coisas não dão certo, se não temos um pouquinho a mais de sorte, não conseguimos nossos objetivos mesmo quando acertamos mais que erramos. Assim foi o primeiro tempo do jogo, quando aproveitamos bem os espaços dados pelo adversário e conseguimos jogar com velocidade e inteligência. Criamos, inclusive, um bom números de jogadas ofensivas que renderam chances de gol, fugindo da rotina da “bolaparadadependência”. Mas aí, quem falhou foi nosso ataque, que normalmente recebe poucas bolas e quando as tem em bom número, desperdiça chances. Rafael Silva e Gilberto estiveram de cara para o gol, precisando apenas arrematar com qualidade para marcar. O primeiro teve três chances: cabeceou uma em cima do goleiro, isolou outra e chutou fraco na última; o segundo também colocou uma bola relativamente fácil na direção do goleiro, facilitando sua defesa.~Nossa  única boa chance no primeiro tempo em que o goleiro adversário teve mérito e que não contou com a ajuda das finalizações ruins dos nossos atacantes foi em um chute de Dagoberto, espalmado com precisão pelo André Muralha.

Já o segundo tempo foi a vez do nosso sistema defensivo falhar constantemente. Vale falar da contribuição do Doriva nisso, que não conseguiu consertar o enorme espaço entre os volantes e meias desde o primeiro tempo, o que fazia com que nossa marcação chamasse o Figueirense para o nosso campo. As alterações feitas pelo treinador também não surtiram qualquer efeito positivo, pelo contrário: Bernardo não foi nem de perto tão presente como foi Rafael Silva, Lucas não resolveu o problema de cobertura às subidas do Christianno e Jhon Cley, entrando no lugar do Julio dos Santos não teve tempo nem capacidade para levar o time à frente. Manter Dagoberto, evidentemente o mais cansado em um time que já andava em campo, até o fim da partida foi outro erro de Doriva.

Com isso, passamos a etapa final pedindo para sofrermos gols, ou por falhas de cobertura pela esquerda ou por erros individuais dos marcadores, com destaque para o Rodrigo, irreconhecível. Não fosse Martin Silva manter seu nível de excelência e, temos que admitir, a incapacidade ofensiva dos anfitriões, e nem o empate teríamos conseguido.

Com esse empate, o segundo contra adversários que provavelmente terão tantos problemas quanto o próprio Vasco na competição, terminamos a rodada na 14ª colocação. É muito cedo para qualquer tipo de desespero ou previsão pessimista, mas já está em tempo do time mostrar à torcida que temos motivos para confiar. Eurico Miranda garantiu, em um programa de TV na noite de sábado, que o Vasco não passará sufoco e que “com certeza” não será um mero participante do Campeonato. Pela nossa posição na tabela e pelo que jogamos nessas duas rodadas, Dagoberto fez uma analise muito mais próxima do que realmente acontece do que o presidente do clube.

As atuações…

Martín Silva – pelo menos duas grandes defesas, uma em cada tempo, que garantiram o empate em Florianópolis.

Madson – com menos de dois minutos de jogo, acertou um belo cruzamento para Rafael Silva. Mas depois desse raro acerto, errou tudo o que tentou: não conseguiu ser minimamente efetivo no apoio e na defesa se enrolou diversas vezes. Foi talvez sua pior atuação pelo clube.

Luan – bem no combate direto, mas o que errou de passes nas saídas de bola foi uma grandeza.

Rodrigo – definitivamente não era seu dia: erros de posicionamento, perda de bolas fáceis e até chapéu dentro da área tomou. Poderíamos ter sofrido uns dois ou três gols depois de falhas individuais suas.

Christianno – um jogo em que nosso valente lateral esquerdo é um dos melhores do time não poderia acabar bem. Tirando a constante pavimentação e recapeamento da avenida que leva seu nome pela esquerda – o que nem é culpa exclusiva dele – o rapaz foi muito bem no apoio, acertando não um, mas DOIS cruzamentos muito bons e finalizando uma vez com perigo em chute de fora da área.

Guiñazu – teve trabalho para cobrir os buracos no meio e pareceu se irritar com o time no segundo tempo, tanto que voltou a ser o Guiñazú de raiz em alguns momentos, errando passes e fazendo faltas mais duras.

Serginho – gosta tanto de roubar bolas que faz questão de devolvê-las aos adversários só para roubá-las de novo. Ou seja: o que tem de positivo no combate é desperdiçado ao errar pencas de passes. Falhou diversas vezes na cobertura dos laterais. Lucas entrou em seu lugar e não melhorou muito o nível do sistema defensivo. Fez uma finalização de cabeça com relativo perigo.

Júlio dos Santos – é o único do time que parece compreender o conceito de “virada de jogo”. Mas fora isso não acrescentou muito na criação e nem foi eficiente na marcação. Cansou e deu lugar ao Jhon Cley, mas com pouco mais de cinco minutos para fazer alguma coisa, não chegou a aparecer.

Dagoberto – tem qualidade para dar passes de primeira, coisa rara no time, e enquanto tem gás ajuda o time a ir ao ataque. Quando cansa, se arrasta em campo e não consegue fazer muito mais além de faltas bobas. Acertou um belo chute no primeiro tempo, obrigando o goleiro adversário a fazer grande defesa.

Rafael Silva – foi o jogador mais perigoso do time enquanto esteve em campo, mas desperdiçou três chances claras para marcar, o que é inaceitável para qualquer atacante que queira ser titular de um time como o Vasco. Bernardo entrou em seu lugar e, como na maioria das vezes, não ajudou em nada o time.

Gilberto – é esforçado, se posiciona bem e quando vê que a bola não chega, procura os lances por ele mesmo. Mas pelo segundo jogo seguido perde um gol feito na cara do goleiro.

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Como toda segunda-feira, publiquei uma coluna também no Vasco Expresso. Clica aí e dê uma conferida.

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Os mesmos erros de sempre

Antes de começar a escrever sobre o 1 a 1 entre Vasco e Cuiabá, perdi um tempinho procurando algum adjetivo para descrever a partida. Me ocorreu “foi melhor que contra o Goiás”, “pra quem só jogou 45 minutos tá bão”  ou “pelo menos não perdemos”. Mais que isso só sendo o Marcinho, que declarou que ambos os times estão de parabéns e que ele estava satisfeito.

Se eu fosse o Marcinho, também estaria satisfeito. Ganhar o que ganha para não fazer nada e ainda eventualmente ser titular do Vasco é realmente um feito. E ontem, a “nãofazência” do jogador parece ter inspirado todo o time, pelo menos durante o primeiro tempo. O Vasco apenas olhava o esforçado Cuiabá jogar e não parecia minimamente preocupado com que se passava em campo. Tanto que o único lance digno de nota foi uma chance clara de gol desperdiçada pelo Gilberto, nascida (como não poderia deixar de ser) em uma bola parada.

No intervalo, após uma providencial bronca do Doriva – “Costumo ser calmo, mas no intervalo eu tive uma conversa mais ríspida com o elenco”, declarou o treinador – o time resolveu ao menos aparentar algum interesse. E isso foi o bastante para passarmos a dominar o jogo e pressionar nosso anfitrião. Mas, como já vimos várias outras vezes, nossa maior posse de bola raramente se transforma em efetividade ofensiva. Mesmo controlando o jogo, ameaçávamos pouco o gol do Cuiabá e as raras chances de gol que tivemos foram desperdiçadas em finalizações bisonhas.

A partir dos 15 minutos da etapa final, Doriva começou a fazer substituições. Mas as entradas de Bernardo, Yago e Jhon Cley (nos lugares de Julio dos Santos, Rafael Silva e Marcinho, respectivamente) só serviram como uma recarga de bateria: o time manteve o ritmo, mas continuou pouco ou nada criativo. E quando parecia que só um acidente traria alguma emoção à partida, e foi justamente isso o que aconteceu: o jogador do Cuiabá erra um passe, Madson apanha da bola, ela sobra entre Luan e lateral Maninho, que tenta um cruzamento e acaba acertando o gol.

Faltando pouco mais de 10 minutos para o fim, o Vasco tentou pressionar, mas quando não errávamos o último passe, o goleiro deles fazia milagres (fez pelo menos uma excelente defesa em cabeçada do Gilberto) ou tentávamos cavar faltas próximo à área ao invés de tentar criar alguma coisa. E conseguimos o empate em mais um lance de bola parada, com Rodrigo acertando um foguete no último lance do jogo.

Não concordo com a impressão do Reizinho, que comentando a partida na transmissão global disse que o Cuiabá foi melhor na partida. Principalmente no segundo tempo, nosso anfitrião não conseguiu fazer nada e só marcou seu gol em um lance completamente acidental. Mas, ainda que tenha sido melhor, o Vasco segue mostrando os mesmos defeitos que mostrava no Estadual, somado a uma falta de vontade no primeiro tempo que não há como se justificar. O empate conseguido no finalzinho facilita muito as coisas na Copa do Brasil, mas a atuação do time não tranquiliza em nada a torcida. Se continuarmos jogando dessa forma, sem conseguir se impor diante de adversários como o Cuiabá, o que poderemos esperar no Brasileiro? Doriva ainda pode alegar que seu elenco tem limitações. Mas e se não vierem reforços que realmente agreguem qualidade ao grupo? Ficar apenas no discurso não vai salvar a pele do nosso treinador. E nem o nosso time.

As atuações…

Martín Silva – se tivesse tido mais trabalho ao longo da partida, talvez estivesse mais ligado no lance do gol do Cuiabá.

Madson – mesmo sendo presente como sempre no apoio, ontem errou quase tudo o que tentou. E o gol que sofremos só aconteceu porque o garoto não conseguiu dominar uma bola fácil. E já está começando a exagerar nas quedas ao menor contato dos marcadores.

Luan – errou alguns passes bobos e não conseguiu evitar o cruzamento do Maninho que acabou dentro do nosso gol.

Rodrigo – se havia alguma crítica a ser feita à sua atuação foi compensada pelo gol de empate.

Christianno – continua merecendo todas as críticas que sempre lhe são feitas, mas ontem há um senão: acertou o que deve ter sido seu primeiro cruzamento usando a camisa do Vasco. E foi um belo cruzamento, diga-se.

Guiñazu – o Guiña de sempre.

Serginho – segue a sina de errar passes demais até para um volante.

Julio dos Santos – o mundo já sabe: quando o paraguaio vira o corpo para a direita, o passe é para o Madson. Falta ele descobrir outras maneiras de ajudar o time. Bernardo entrou em seu lugar e deu alguns bons passes e finalizou pelo menos uma vez com perigo. Mas não precisava ficar cavando faltas tantas vezes.

Marcinho – só foi notado quando deu lugar ao Jhon Cley, que também não fez muita coisa.

Rafael Silva – só começou a jogar no segundo tempo, quando passou a tentar jogadas individuais e ao menos chutou algumas vezes a bola na direção em que parecia estar o gol. Fez pelo menos uma bela jogada, limpando até a linha de fundo e deixando Gilberto na cara do gol. Yago acabou entrando em seu lugar e mais uma vez só conseguiu correr como um desesperado pela lateral e cair quando a marcação chega junto.

Gilberto – geralmente não recebe muitas bolas em condição de marcar, mas ontem nosso centro-avante não pode reclamar: teve pelo menos TRÊS chances claríssimas de gol e falhou em todas. E apenas uma delas o mérito foi do goleiro; no resto, foi ele quem finalizou mal mesmo.

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A espera dos reforços

E o Vasco não passou de um empate sem gols contra o Goiás na sua estreia pelo Brasileirão.

Repetirei a frase acima com mais ênfase: o Vasco, jogando em casa, com seu time titular, não passou de um empate sem gols contra o Goiás, sem seu principal jogador.

E o pior de tudo é que o Vasco nem fez uma partida de um nível tão abaixo do que nos acostumamos a ver. Errou um pouco mais de passes, mas de resto, foi muito próximo do que esperávamos: muita posse de bola, jogadas pelas laterais, falta de criatividade no meio, atacantes pouco ou quase nada acionados.

O problema é que, pelo que vimos, o Goiás terá que se esforçar muito para não cair esse ano. E se o Vasco não conseguiu vencer um dos candidatos ao rebaixamento, repito, jogando em casa e com seu time titular, o que a torcida vascaína pode esperar desse Campeonato Brasileiro?

Depois da partida de ontem, esperar que a diretoria faça contratações é o que nos resta. Por dois motivos principalmente: todo mundo já sabe que nossa força ofensiva se concentra principalmente nas jogadas pela direita (o que o Goiás conseguiu neutralizar marcando os passes de Julio dos Santos para Madson) e porque não temos sequer um jogador que, entrando no decorrer da partida, possa mudar esse cenário. As alterações do Doriva ontem deixaram isso bem claro. As entradas de Yago, Marcinho e Bernardo, como era de se esperar, não facilitaram a nossa vida em nada, já que nosso adversário sequer precisou mudar sua forma de jogar para impedir que tivéssemos qualquer eficiência no ataque.

É óbvio que se desesperar numa primeira rodada é besteira. Ainda há muita coisa pra rolar, alguns reforços ainda vão estrear e, esperemos, outros chegarão. Mas fazer parte do único jogo em dez disputados a não ter gols – o que nem dá pra espantar, já que só conseguimos finalizar três vezes nos 90 minutos – é muito preocupante. Se na Colina contra o Goiás fomos tão incapazes, o que esperar dos jogos fora de casa e contra adversários mais qualificados?

Enquanto a diretoria não anuncia reforços para os setores mais carentes do time, Doriva precisa fazer sua equipe render mais. Se as escolhas de sempre não têm dado certo – e não têm desde o Estadual – é hora de tentar outras alternativas. Nosso elenco não é dos mais fortes, mas optar sempre pelos mesmos jogadores que não acertam nada não vai resolver nossa situação.

As atuações…

Martín Silva – contra um adversário que buscou se defender a maioria do tempo, teve pouco trabalho. Fez apenas uma defesa de relativa dificuldade em uma falta cobrada perto da área no segundo tempo.

Madson – mesmo com o Goiás procurando fechar seus espaços pela direita, foi o responsável pelas poucas jogadas ofensivas do time. Precisa caprichar na hora do último passe.

Luan – tirando umas engalfinhadas com um atacante goiano – que lhe renderam um amarelo – não teve muitos problemas.

Rodrigo – outro que não teve complicações ao longo da partida.

Christiano – com Madson muito marcado, acabou sendo mais acionado ofensivamente que o normal. E explica em parte nossa ineficiência ofensiva. O rapaz não acertada nada. E na defesa também deu seus moles, perdendo bolas bobas e cedendo contra-ataques para o Goiás.

Guiñazu –  soberano, se saiu melhor no combate direto na maioria dos lances.

Serginho – esgotou ontem sua cota de passes errados no primeiro turno do Brasileiro toda de uma vez. Bernardo entrou em seu lugar e só conseguiu carimbar as barreiras nas faltas que cobrou e perder bolas perigosas.

Julio dos Santos – acertou um ou outro bom passe para o Madson, mas não soube encontrar opções para essa jogada quando o Goiás passou a antecipá-la. E com isso acabou errando uma penca de passes.

Dagoberto – era o mais lúcido no time – mas poderia ser menos esquentadinho – e foi autor do lance mais perigoso do time, em cobrança de falta. Cansou no segundo tempo e deu lugar ao Marcinho, que manteve seu padrão: não fez nada de útil.

Rafael Silva – correria demais, eficiência de menos. Ontem não conseguiu concluir uma jogada de forma decente. Yago entrou em seu lugar e fez o mesmo, só que explorando apenas a direita do campo.

Gilberto – sem receber bolas, não pode fazer nada. Ainda assim, finalizou duas vezes, uma em cada tempo.

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Update: publiquei minha coluna de toda segunda-feira no Vasco Expresso. Dá uma clicada aí pra conferir.

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O Rio é nosso!

Não é de hoje que o Estadual do Rio tem a fama de ser um campeonato mequetrefe, desorganizado, sem público e envolto em reclamações por todos os lados. E ninguém que acompanhe o futebol carioca pode negar que essas críticas são verdadeiras na maioria do tempo, muito por conta da Federação. Ainda assim, nada tira os méritos e o brilho da conquista vascaína, não apenar por nos tirar da maior fila que já ficamos para levantar a taça, mas por deixar bem claro que na hora da decisão, o Gigante fez por merecer o título no campo e nas arquibancadas.

A campanha que acabou com o longo jejum de 12 anos teve seus altos e baixos, mas nos jogos decisivos, o Vasco mostrou ser superior a todos os seus adversários. Entrando nas semifinais e nas finais precisando reverter a vantagem do empate que pertencia aos seus oponentes, o time da Colina superou essa dificuldade nas duas oportunidades com três vitórias e um empate (que poderia ter sido diferente caso a arbitragem fosse menos covarde no primeiro jogo contra a mulambada). E não apenas passamos invictos pelo Framengo e pelo Canil como indiscutivelmente fomos melhores que ambos em todos os confrontos.

O herói da final e o artilheiro do time (foto: www.vasco.com.br)

De frente pra câmera, o herói da final e o artilheiro do time (foto: http://www.vasco.com.br)

Vão falar, e é justo que digam, que ser melhor não significa que jogamos um bom futebol. E, em grande parte isso é verdade. O nível do Estadual esse ano realmente foi muito fraco e foi raríssimo vermos uma partida tecnicamente aceitável. Mas o time comandado pelo Doriva foi o que melhor conseguiu superar suas limitações e o que mostrou o futebol mais eficiente. Negar isso é ignorar os fatos: em sete clássicos, vencemos quatro, empatamos dois e perdemos apenas um (e esse, numa sequência de acidentes daquelas que só o dilúvio que caiu sobre a Arena justifica).

As finais contra o Botafogo deveriam servir para acabar com discussões e mimimis. Nos 180 minutos fomos superiores, seja tendo mais posse de bola, quando precisávamos vencer a primeira partida, seja em um jogo mais equilibrado, quando poderíamos nos dar ao luxo de empatar. O alvinegro, que também fez por merecer ser um dos finalistas, não chegou a ameaçar nosso título em momento algum ontem. Ontem era de se esperar que eles exercessem uma pressão no início da partida, mas depois que igualamos a partida, o que vimos foi um Vasco seguro dentro de campo e que não permitiu que a pressão se transformasse em lances de muito perigo.

O primeiro gol vascaíno, no finzinho do primeiro tempo veio para tornar a missão botafoguense ainda mais complicada. Tanto que na volta do intervalo eles vieram com tudo o que podiam, até que conseguiram o empate aos 30. Mas nosso adversário pouco conseguiu fazer além de dar um último suspiro de emoção para seus torcedores. Depois do empate, ficou claro que o time de General Severiano não teria forças para reverter o placar. O gol do Gilberto, já nos acréscimos da etapa final só confirmou o inevitável e trouxe um motivo extra para os vascaínos fazerem a festa na Arena, já dominada pela nossa torcida.

Foto: Staff Fotos/Twitter Maracanã

Foto: Staff Fotos/Twitter Maracanã

O título veio para fazer justiça ao Vasco, que merecia estar comemorando o bicampeonato estadual e poderia ter acabado com o jejum desde 2014. Pelo que fizemos no gramado, nas arquibancadas e pelas ruas de todo o estado, hoje o Rio de Janeiro é merecidamente nosso.

As atuações…

Martín Silva – uma atuação que resumiu sua participação no campeonato: nas poucas vezes em que foi exigido correspondeu plenamente, com boas defesas e saídas do gol.

Madson – Renê Simões fez um bom trabalho, obrigando o garoto a se preocupar mais com a marcação que com o apoio. Ainda assim, quando teve a chance de subir ao ataque, levou perigo. Numa de suas arrancadas quase marcou um belo gol, mas chutou muito mal. No lance do gol, demorou a sair da área e foi quem deu condição ao jogador alvinegro para marcar.

Luan – o único cochilo foi no lance do gol botafoguense. No resto da partida, se saiu melhor que o ataque adversário em praticamente todas as disputas de bola. Quase marcou no primeiro tempo após uma boa jogada ensaiada em cobrança de falta.

Rodrigo – soberano na área, mostrou um posicionamento perfeito e ganhou quase todas as bolas pelo alto. Assim como seu companheiro de zaga, o único deslize foi no lance do gol alvinegro, quando não evitou o passe para o atacante que estava livre para marcar.

Christiano – tentar não falar mal do pior titular da equipe é complicado. Podemos dizer que, ao completar o time, eventualmente ajuda na marcação e leva o time ao ataque, apesar de vacilar nas duas funções. Não consegue concluir qualquer jogada no apoio e ontem, foi outro a preferir olhar lance que originou o gol adversário a marcar e permitiu que Diego Jardel recebesse livre para marcar.

Guiñazú – calou a boca dos seus críticos – ou seja, 100% da imprensa esportiva – nos jogos decisivos. Marcou implacavelmente nas quatro partidas, conta-se nos dedos as faltas que marcou nos 360 minutos que esteve em campo e em momento algum confundiu firmeza com truculência. Para coroar seu belo campeonato, deu a assistência para o gol de Rafael Silva e entrou com méritos para a história do Vasco ao ser o capitão do time que encerrou o maior jejum do clube na competição.

Serginho – é daqueles volantes anacrônicos, que não conseguem fazer muito além de dar o combate. Ontem ainda deu umas vaciladas, se posicionando mal em alguns momentos e errando passes além da conta. Mas após o empate botafoguense, se superou e passou a jogar com mais atenção, sendo importante para refrear a breve empolgação adversária.

Julio dos Santos – teve uma atuação mais discreta que a do primeiro jogo da final, mas ainda assim foi decisivo ao participar do lance do gol do Rafael Silva. Cedeu lugar ao Lucas no fim do jogo, que entrou para reforçar a marcação e garantir o empate que nos daria o titulo. Mas acabou fazendo mais que isso, dando a assistência para Gilberto fechar o caixão alvinegro.

Rafael Silva – indiscutivelmente o herói das finais, com um gol em cada jogo, Rafael não merece elogios apenas por isso, mas também pela sua aplicação tática e a disposição apresentada em cada momento que esteve em campo. Saiu para a entrada de Marcinho, que mais uma vez mostrou que sua contratação foi um equívoco total e absoluto. Está muito mais para candidato à capitão da barca que deveria sair da Colina para desinchar o elenco antes do Brasileiro que para craque do time do início de temporada (o que era a intenção da diretoria).

Dagoberto – mesmo sem marcar, foi a melhor atuação de Dagol pelo Vasco. Deu o toque de experiência que o time precisava no ataque, ditando o ritmo do setor ofensivo. Levou um cartão amarelo meio inexplicável e Bernardo acabou entrando em seu lugar e não conseguiu fazer algo digno de nota.

Gilberto – demonstrou suas melhores qualidades na partida e foi decisivo por isso: no primeiro gol, mostrou o quanto é combativo e roubou a bola que iniciou o lance; o faro de artilheiro ficou provado no seu gol já nos acréscimos do segundo tempo. O artilheiro do Vasco na competição pode não ser um jogador brilhante, mas com um meio de campo mais eficiente, pode marcar gols adoidado.

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Update: minha coluna de hoje no Vasco Expresso já está no ar! Basta clicar aqui para conferir

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Taxa de inconveniência

em_obrasEra algo óbvio, ainda mais depois do resultado do primeiro jogo, que a finalíssima do Estadual entre Vasco e Botafogo teria uma procura gigante por parte dos vascaínos. Pessoas passando a noite em São Januário para comprar ingressos no dia seguinte, filas quilométricas no ex-Maraca, à espera da abertura das bilheterias. O resultado disso: nossa torcida acabou com os ingressos do Setor Sul antes das 11 horas da manhã de hoje.

Era óbvio. Ainda assim, o Consórcio que administra o maior estádio do Rio de Janeiro não se preparou para isso. Apesar de todo o discurso antenado com a modernidade, ficou claro que o sistema de vendas pela internet oferecido por quem faz a gestão da Arena ainda está muito longe de ser o ideal. Quem tentou comprar seu ingresso pelo site da Arena teve problemas do começo ao fim.

Comigo se deu da seguinte maneira:

No horário em que os ingressos foram disponibilizados, o site simplesmente não funcionou. Todos sabiam que a procura seria enorme e que a quantidade de acessos seria capaz de derrubar a página. Mas quem sabia e poderia ter feito algo para evitar que isso acontecesse, aparentemente nada fez.

Horas depois, o site até carregava. Mas ainda era impossível fazer se logar à página. E esse era até um problema pequeno, se comparado com quem ainda precisava se registrar para realizar a compra.

Nisso, desisti. Fui dar um cochilo para, na madruga, tentar comprar o ingresso. Por volta das 2 da manhã, liguei o computador e a página, ainda meio capenga, abria. Enquanto esperava, fui ao Twitter e minha timeline mostrava que muitos tiveram a mesma ideia – tentar comprar na madrugada – e tinham os mesmo problemas.

Depois de finalmente conseguir fazer o login, fui direcionado para a área de compras. Fiz todo o procedimento e confirmei a compra. Vários minutos depois, a página me informa que houve um erro no meu pedido.

No Twitter, o mesmo aconteceu com uma penca de gente.

Tentei mais uma vez. Passei meus dados, número de cartão, escolhi o setor e esperei. Dessa vez, a venda foi confirmada. Descobri que precisava imprimir um voucher para retirar o ingresso. Achei meio contraditório um consórcio tão moderninho ainda apelar para uma solução tão ecologicamente incorreta como essa, mas no final das contas, isso é o de menos. O que me deixou curioso mesmo foi pensar em quem ainda tem impressora em casa…

Então fui na seção “Meus Ingressos” e o que encontrei? DOIS ingressos no meu nome. Ou seja, a operação que tinha dado erro confirmou a compra, a despeito do que haviam me avisado. Isso aconteceu também com outros torcedores e todos tivemos que nos dar ao trabalho de pedir o cancelamento do ingresso extra.

Ainda não sei se o cancelamento foi feito ou se precisarei de ajuda legal para conseguir meu dinheiro de volta (até agora, o consórcio não me deu qualquer retorno), mas a preocupação passou a ser a retirada do ingresso. Ilustremos a questão com o texto do voucher para a retirada:

voucher

Como vemos, os gestores do estádio na qual será realizada a final do Campeonato Estadual não sabem ainda onde a torcida que fez a compra pela internet poderá retirar seus ingressos no dia do jogo. Ou o torcedor se vira para ir a algum posto de troca até a véspera – lembrando que temos um feriado na sexta no qual os pontos que ficam em comércio não poderão funcionar por lei – ou terá que se dar ao trabalho de usar o telefone ou acessar o site para saber onde pegar seus ingressos (isso, claro, se a quantidade de gente que fizer isso ao mesmo tempo não derrubar ambos). Deve mesmo ser uma operação de intrincada complexidade programar os pontos que funcionarão na data de uma partida que já está prevista há meses…

Podem argumentar que os 20 mil ingressos vendidos pela internet são uma prova da eficiência do sistema. Esse argumento é pra lá de discutível se virmos como foram feitas essas vendas. Não ter servidores que suportem o número de visitantes interessados no jogo, obrigar que consumidores varem a madrugada tentando fazer um procedimento simples para qualquer site, apresentar erros na hora da compra e promover uma retirada de ingresso que não facilita em nada a vida do torcedor é oferecer um padrão de serviço tão precário que sequer compensa a tal “taxa de conveniência“. Muito menos é condizente com quem sempre posa como um dos arautos da modernização do futebol carioca.

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Ah…vivem falando que São Januário é arcaico, velho, peça de museu. Mas perguntem aos vascaínos se a compra pela internet de ingressos, com a entrada para a partida feita com o próprio cartão de crédito, não é melhor que a opção “imprimir voucher-ir ao ponto de troca-enfrentar fila do mesmo jeito-pegar o ingresso”…

Update: fui informado que a nova diretoria acabou com a parceria para venda de ingressos que permitia que o torcedor usasse o próprio cartão de crédito como entrada para os jogos. Mas a questão continua: se existe esse tipo de tecnologia, muito mais prática para o torcedor (e já antiga, até), porque a modernosa administração da Arena Maracanã não a adota? Será mesmo que a impressão de vouchers e a necessidade do torcedor (que, a princípio, comprou o ingresso pela internet pela comodidade) se deslocar e até enfrentar filas é a melhor opção que poderiam oferecer a nós, como o próprio consórcio gosta de tratar, consumidores?

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Sobre o time, sem jogo no meio da semana e com treinos fechados (como se o Doriva fosse inventar a pólvora por esses dias e mudar alguma coisa significativa na equipe), a notícia que vale falar é a absolvição do Guiñazu e do Bernardo no TJD-RJ. Com isso, ambos estarão a disposição do técnico para a partida final do Campeonato.

Pelo que aconteceu na expulsão dos dois, na partida contra a mulambada na Taça Guanabara, nada mais justo. Mesmo que ambos não sejam santinhos em campo, o que aconteceu na partida foi claro e evidente: Bernardo sofreu uma falta desclassificante e foi pra cima do Paulinho. Mas antes de fazer qualquer coisa além de correr na direção do urubulino, tomou um porrolho do Anderson Pico. O Guiña foi para o meio do bololô formado e ficou no empurra-empurra como vários outros jogadores. Já ficaram fora uma partida e não mereceriam uma punição maior.

Mas é de se pensar se, mesmo sem merecerem um gancho, eles não seriam considerados culpados se o julgamento fosse feito na gestão anterior. Talvez fossem punidos pelo mesmo motivo pelo qual foram liberados hoje: a influência do atual presidente. Mas isso, claro, é só especulação.

Certo mesmo seria ver o Anderson Pico ser julgado e punido pelo murro que deu no Bernardo. Mas aí é querer demais, né?

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