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Vitoria da maturidade sobre o descontrole

Não precisou muito tempo para vermos quem sairia vencedor na primeira semifinal do Estadual desse ano. Aliás, não precisou sequer começar a partida: a intempestiva entrada mulamba em campo, que abandonou o protocolo para dar uma demonstração de…bem, não dá pra saber exatamente o que significou aquele gesto, mostrou o descontrole do nosso adversário mesmo antes da bola rolar. Se foi uma tentativa de intimidar nossoo time, não deu certo. Os mulambos simplesmente deram – perdoem-me pelo trocadilho – uma baita bandeira de que no futebol estão longe da maturidade que tem a equipe do Jorginho. O resultado não poderia ser outro: Vasco 2 a 0 e vaga na final garantida sem muitas complicações.

E o Vasco venceu sem precisar dar espetáculo ou jogar muito bem. Nem mesmo se valeu da vantagem do empate, buscando o ataque tanto quanto à mulambada, que precisava marcar gols. A diferença é que o Framengo tinha uma posse de bola estéril, que não nos ameaçava muito, enquanto o Vasco ia ao ataque na boa e levava mais perigo. Foi assim até os 21 minutos, quando abrimos o placar após Riascos dar uma série de dribles no zagueiro César Martins (que devem ter lhe provocado danos irreversíveis na coluna), passar para Nenê (que chutou em cima do Wallace) e Andrezinho aproveitar a sobra para estufar a rede com um chute na entrada da área.

Com vantagem ainda maior, o Vasco acabou recuando suas linhas de marcação, o que fez com que o Framengo fosse mais presente no ataque, principalmente pela esquerda. Jorge Henrique, Diguinho e Júlio César não conseguiam impedir os avanços do adversário e com isso a mulambada passou a cruzar bolas perigosas pela nossa área. Por sorte, os atacantes de grife do outro lado parecem ficar ainda menos eficientes diante do Rodrigo e não conseguiram aproveitar as oportunidades que tiveram.

No segundo tempo as coisas se resolveram ainda mais rapidamente. Voltando com uma marcação melhor, o Vasco precisou de apenas 11 minutos para ampliar: Júlio César avançou para o ataque, tocou para Andrezinho que encontrou Riascos na área. O colombiano chuta, Paulo Vitor defende e a bola bate em Wallace e vai para o gol. Foi contra, mas como a arbitragem deu o gol para o atacante vascaíno, Riascos chegou ao seu nono gol e à artilharia da competição.

Precisando marcar três gols para escapar da eliminação, a mulambada acabou se abatendo. E aí, o Vasco mais uma vez mostrou segurança, garantindo o placar sem correr muitos riscos. A expulsão do Alan Patrick aos 33 minutos – após falta desqualificante sobre Yago Pikachu – decretou o fim das esperanças rubro-negras. Daí em diante foi só esperar o apito final, dado em cima dos 45 minutos. Até o árbitro sabia que acréscimos seriam inúteis.

A nona partida sem derrota para a urubulândia serviu para evidenciar como o momento vascaíno é melhor que o do rival. Ainda que não tivéssemos marcado nenhum gol, a classificação do Vasco seria inevitável, já que os mulambos pouco nos ameaçaram. No fim das contas, nada mais justo diante da campanha das duas equipes na competição. Mas vale lembrar que, como disse o Jorginho em sua coletiva, não ganhamos nada ainda e o objetivo é o bicampeonato. Eliminada a mulambada, agora é se preparar para a segunda final seguida contra o Canil e mostrar a mesma tranquilidade que tivemos ontem nas duas partidas decisivas que teremos pela frente.

As atuações…

Martín Silva – segurança em todos os lances e pelo menos uma grande defesa, ainda no primeiro tempo.

Madson – com maiores preocupações defensivas, não foi tão presente no apoio. Se saiu bem na função.

Luan – superior aos atacantes mulambos em praticamente todos os lances. Acabou iniciando com uma espanada na bola um contra-ataque perigoso, desperdiçado por Nenê e Riascos.

Rodrigo – assim como o companheiro de zaga, não teve muitos problemas para parar o ataque urubulino.

Julio Cesar – voltando de contusão e aparentemente jogando no sacrifício, acabou não dando a proteção necessária à sua lateral, que foi o caminho mais utilizado pela mulambada para chegar ao ataque. No segundo tempo melhorou e até chegou a fazer algumas boas jogadas no apoio. Cansou e deu lugar ao Rafael Vaz, que entrando com o jogo resolvido acabou mesmo improvisado na esquerda, onde se preocupou unicamente em reforçar a marcação.

Diguinho – jogando à frente da zaga, poderia ter menos problemas se adiantasse um pouquinho mais a marcação – algo que não foi exclusividade sua, mas do time como um todo – e não permitisse a constante troca de bola framenga tão próxima à nossa área. Na saída de bola deu umas vaciladas. Também atuando meio que no sacrifício, deu lugar para o Yago Pikachu, que se ateve mais à marcação. A expulsão do Alan Patrick, que praticamente acabou com qualquer chance de reação mulamba, aconteceu em uma falta sofrida pelo lateral/volante.

Julio dos Santos – não é implicância, eu simplesmente sou incapaz de ver qualquer coisa de útil que o paraguaio faça em campo. Talvez seja porque ele só faça a tal “função tática” que os técnicos tanto gostem. Mas é aquilo: quem não faz nada, não erra. E como muito ajuda quem não atrapalha, nem dá pra falar muito do cara.

Andrezinho – mais uma vez ocupou o espaço que deveria ser do Nenê e fez muito bem. Iniciou as melhores jogadas do time, participou dos lances dos dois gols, mostrando boa visão de jogo e de posicionamento no que marcou e encontrando Riascos com um bom passe no segundo.

Nenê – mesmo tendo finalizado algumas vezes no primeiro tempo e tendo iniciado a jogada do primeiro gol, foi um dos mais fracos no time: perdeu um monte de bolas bobas (e um gol feito, ao preferir tocar ao invés de chutar para o gol), errou muitos passes e passou a maioria do tempo caindo. No segundo tempo melhorou, mas ainda ficou aquém do que se espera do craque do time.

Jorge Henrique – foi muito mais presente no apoio à marcação – onde não foi muito bem, já que não conseguiu impedir os avanços do Rodinei – tendo feito apenas uma boa jogada ofensiva, quando puxou um contra-ataque e deu ótimo passe para Nenê (que desperdiçou o lance). Pelo menos não se pode ignorar a entrega do jogador em campo.

Riascos – participou dos dois gols, entortou a coluna do zagueiro mulambo no primeiro, ganhou de presente da arbitragem o segundo e ajudou a levar o Vasco à final chegando à artilharia do campeonato. Foi ou não foi um bom dia para o colombiano? Eder Luis o substituiu depois dos 30 minutos para dar novo gás aos contra-ataques vascaínos, o que acabou não sendo necessário. Ainda assim, o Chico Bento participou de duas boas jogadas.

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Antes da partida, a imprensa se esmerou em mostrar a festa da torcida rubro-negra em Manaus e em informar que os ingressos destinados ao Flamengo tinham grande procura. A intenção óbvia era mostrar que a movimentação do torcida adversária era mais intensa que a da nossa, ignorando que o Vasco jogava pelo segundo final de semana seguido na cidade e que, mesmo assim, fez uma recepção tão calorosa quanto a do rival e esquecendo de citar que não é fácil para o torcedor vascaíno pagar ingressos caros duas vezes no mesmo mês.

E qual foi a resposta do Framengo para o carinho do povo de Manaus? Ignorar os pequenos torcedores que entrariam em campo com os jogadores para fincar uma bandeira no campo. Para aliviar bastante a barra do time, podemos dizer que foi uma atitude bastante deselegante.

E no final das contas, não adiantou nada. Foram eliminados do mesmo jeito. Se a intenção ao espetar a bandeira mulamba no gramado era mostrar que “conquistariam aquele território”, o Vasco mostrou como se faz isso da maneira correta: com bola na rede.

Com a derrota, ficou claro que fincar bandeiras não adianta nada. Mas O Bandeira é quem deve estar querendo enterrar sua cabeça num buraco no chão.

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A vantagem que importa

vantagemComo todos devem se lembrar, foi na semifinal do Estadual de 2015 que iniciamos a série invicta de oito jogos sobre a mulambada. Hoje repete-se o cenário e basta ao Gigante manter a escrita recente para conseguir chegar às finais da competição.

E já que falamos em escrita, podemos dizer que mantemos uma também em disputas de semifinais contra a urubulândia. Nos últimos cinco anos, disputamos três semifinais contra eles e ganhamos todas: em 2012, quando o Estadual ainda tinha dois turnos, os tiramos das finais da Taça Guanabara e da Taça Rio e a já citada semifinal do Carioca do ano passado.

Mas escritas não valem de nada com a bola rolando e nem a vantagem de podermos empatar a partida de hoje deve ser levada em consideração. Jorginho e seus comandados devem entrar em campo pensando unicamente em vencer. Contar com tabus ou jogar com o regulamento debaixo do braço é pedir para correr riscos desnecessários.

Desnecessário porque, mesmo sabendo que a igualdade no placar nos favorece, temos plenas condições de vencer o clássico. A mulambada pode não estar mais em um momento tão ruim, mas mesmo que tenha conseguido uma sequência de vitórias (contra Boavista, Bangu e Confiança-SE), seus últimos jogos não foram exatamente o que se pode chamar de complicados. Por mais que o Vasco não venha mostrando um futebol excelente, não dá pra comparar o nível do nosso time com o dos últimos adversários do Framengo.

E talvez nem precisemos mostrar excelência para chegar à final. Se mostrarmos raça e disposição tática, temos tudo para sairmos de Manaus com a vaga. Contra o Fluzim já mostramos uma evolução com relação aos últimos jogos na Taça Guanabara e em um jogo eliminatório contra um dos nossos maiores rivais temos ainda mais razões para nos superar.

Como Diguinho substituirá Marcelo Mattos, nosso único desfalque, a forma do time jogar não mudará muito. A volta do Julio Cesar também é uma boa notícia – mesmo que Henrique não tenha ido mal nas chances que teve – já que traz mais experiência e segurança contra um adversário que explora bastante as jogadas pelos lados do campo.

De resto, é esperar que o Vasco entre pilhado em campo, mas que não caia na pilha. Entrar ligado e jogar com firmeza não é o mesmo que partir para a violência ou entrar em provocações, que certamente acontecerão. Não podemos esquecer que uma expulsão hoje significará um desfalque numa possível final. Esse recado, obviamente, tem como alvo principal o Rodrigo, que mais uma vez terá um confronto contra o Guerrero.

Não podemos esquecer que não tem essa de “campeonato à parte“. Não precisamos de mais pressão para um jogo que, a despeito de toda a rivalidade e tensão que envolve um confronto contra os mulambos, essa partida é apenas mais um passo em direção ao objetivo principal, que é a conquista do bicampeonato. Precisamos apenas de seriedade e concentração para conseguir a vaga, sem a necessidade de nos apegarmos à escrita. Até porque, já mostramos com a nossa campanha ao longo da competição que somos melhores que o Framengo. Essa é a única vantagem que deve ser levada em consideração hoje.

Vasco X Fla

Vasco X Flamengo

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.

Paulo Victor, Rodinei, César Martins, Wallace e Jorge; Cuéllar, Willian Arão, Mancuello e Alan Patrick; Marcelo Cirino e Guerrero.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Muricy Ramalho.

Estádio: Arena da Amazônia. Data: 24/04/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Jackson Lourenço Massarra Dos Santos.

As redes Bandeirantes (RJ, MG, ES, DF, PE, BA, AL, RN, PB, SE, MA, PI, PA, AM, RO, RR, AP, AC e TO) e Globo (RJ, ES, TO, BA, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF) transmitem ao vivo. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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Saiu o resultado do Prêmio Top Blog e entre milhares de concorrentes terminamos com um honroso 3º lugar. Mesmo sem conseguir o primeiro lugar, fica o agradecimento por todos os votos que os leitores desse humilde bloguinho nos deram. Valeu mesmo!

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Jogo atípico com o vencedor de sempre

Uma partida da Taça Guanabara – que dá troféu, mas não é título – disputada a milhares de quilômetros da baía que lhe batiza; em um turno que foi disputado em pontos corridos mas acabou tendo uma final; que tinha como apontado favorito um time que é contumaz freguês do seu adversário; que foi transmitido apenas por pay-per-view e essa única opção ficou fora do ar por 30 minutos da partida; que teve gol invalidado, expulsão de jogador por levar uma cabeçada e que um dos participantes terminou sem sua zaga titular em campo (e com um atacante com pouco mais de 1,50 de altura como zagueiro). E como se não bastasse e para coroar o caráter incomum dessa Guanabara, teve como vencedor um time que há 13 anos não conseguia esse feito.

De tudo o que aconteceu na Arena da Amazônia ontem, só uma coisa não pode ser chamada de esquisita: o resultado. No apito final, deu a lógica e o Fluzim mais uma vez confirmou sua vocação de cliente preferencial e perdendo outra vez para o Vasco, que acabou levando a taça para São Januário.

Foi um jogo de muita correria e não muita técnica, como é até natural em um clássico. De diferente, a disposição do Vasco, que precisando do resultado mostrou mais vontade que a equipe tricolete. No primeiro tempo, os times entraram no esquema da correria e mesmo que tenham criado algumas chances de gol – o Fluzim chegou a balançar a rede, mas o árbitro anulou o lance assinalando uma entrada faltosa em Martín Silva – os momentos de emoção não foram muitos. Os flores, precisando de um empate para garantir o primeiro lugar no turno, jogavam de forma mais cautelosa e explorando os contra-ataques; o Vasco por isso tomava mais a iniciativa e tinha mais posse de bola, porém cedia muitos espaços para o Laranjal partir para o contragolpe. Mas pelo nosso lado, apresentávamos dificuldades para furar a marcação adversária, tanto que nossa melhor chance surgiu numa bola parada, com Andrezinho acertando o travessão numa cobrança de falta de longa distância. Na sequência desse lance, Cavalieri impediu que Riascos abrisse o placar numa cabeçada perigosa.

O calor equatorial acabou fazendo com que os times diminuíssem o ritmo gradativamente, não sem antes fazer uma vítima: Luan acabou passando mal e sendo substituído por Rafael Vaz, ainda na primeira etapa. Talvez por isso os dois times tivessem precisado de um tempo maior no intervalo para se recuperar, o que fez que as equipes retornassem para a etapa final após 20 minutos de descanso.

Riascos comemora seu gol (Foto: www.vasco.com.br)

Riascos comemora seu gol (Foto: http://www.vasco.com.br)

E logo no minuto inicial do segundo tempo o Vasco criou uma boa chance, com Riascos. Mas o atacante se alongou demais nos dribles e acabou não conseguindo finalizar. Seguíamos com maior posse de bola até que a transmissão da partida foi interrompida por uma queda de sinal do Premiere. Meia hora do jogo se passou sem que a emissora voltasse com o jogo, tempo suficiente para Jorginho tirar Julio dos Santos, colocar Eder Luis e esse criar a jogada que culminou no gol de Riascos. Nesse intervalo em que apenas os vascaínos no estádio puderam ver a partida, o Flu quase empatou e Marcelo Mattos se desentendeu com o volante Edson (que após dar uma cabeçada no vascaíno provocou a expulsão dos dois).

Vendo sua vantagem ter sido tomada, o Fluzim tentou aproveitar o maior espaço em campo para pressionar, mas nos contra-ataques, o Vasco esteve mais perto de ampliar do que ceder o empate. A melhor chance foi de Eder Luis, que acertou uma bomba que não terminou em gol graças a mais uma grande defesa do Cavalieri. Nos minutos finais, Rodrigo saiu para a entrada do Diguinho e Jorge Henrique (?!?!?) terminou a partida na zaga. O Flu ainda teve uma boa chance com Osvaldo, mas Martín Silva garantiu o resultado e a conquista da Guanabara.

A vitória foi importantíssima, não pelo título – o que realmente não é – mas por aumentar a confiança da equipe, nos garantir a vantagem do empate na semifinal e, impossível não citar, por garantir um poupudo prêmio pelo primeiro lugar. Mas é importante lembrarmos das palavras do Andrezinho ao final da partida: “(…) não ganhamos nada ainda. Objetivo maior é o título carioca”. Esse deve ser sempre o pensamento de todos no grupo. A Taça Guanabara é legal, mas o que todos queremos é o bicampeonato.

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Sem poder ver o jogo na íntegra por conta da queda de sinal, nem é justo falar das atuações em detalhes. Apenas apontarei quem considerei os destaques da partida.

Martín Silva, que mesmo tendo saído mal na bola no lance do gol invalidado do Flu, garantiu o resultado com uma bela defesa aos 48 minutos do segundo tempo.

Rodrigo, que mais uma vez teve uma bela atuação em um clássico, superando os atacantes tricoletes em praticamente todos os lances (e inclusive salvando uma bola em cima da linha do nosso gol).

Andrezinho, que depois de duas ou três atuações mais apagadas voltou a compensar a pouca participação do Nenê no jogo, criando jogadas e também ajudando na marcação.

Eder Luis, que mudou a cara do jogo quando o Vasco precisava partir para buscar o resultado e deu o passe para o Riascos marcar o gol da vitória. Quase marcou um golaço com uma bomba de fora da área (o que é uma raridade no seu caso).

E, claro, Riascos, que marcou seu oitavo gol na competição e o mais importante na sua passagem pelo Vasco.

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Que vergonha, hein, Premiere? Vou te dizer, viu!

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Tem coluna nova também no Vasco Expresso. Clica aí pra dar uma conferida!

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Hora de decidir

hora-hVasco e Flores decidem hoje o “título”da Taça Guanabara bem longe do Rio, em Manaus. As duas equipes vivem momentos diferentes: o Vasco, ainda que mantenha uma grande invencibilidade, há muito tempo vem caindo de produção e já não mostra um futebol convincente há bastante tempo (não fosse por isso, já poderia ter vencido o turno antecipadamente); o Fluzim, que começou de maneira irregular o ano, trocou de treinador e subiu bastante de produção, estando invicto há 11 partidas e tomou a vantagem do empate na decisão de hoje do próprio Vasco.

Mesmo que o tal “viés de alta” esteja do lado florido do confronto, não podemos nos enganar: a responsabilidade da vitória é bem maior para o nosso lado. Eis os porquês:

1) O Fluzim entrará com um time misto enquanto nós, tirando a ausência do contundido Julio Cesar, jogaremos completos.

2) Mesmo sendo em Manaus e não sendo o mandante do jogo, nossa torcida será maioria absoluta no estádio.

3) O vencedor do turno levará um prêmio de R$1,2 milhões e o clube precisa muito de grana (lembrando que já desperdiçamos a chance de levar 60% da renda do jogo contra o Remo por não termos eliminado o jogo da volta).

4) Os tricoletes desprezaram completamente o Estadual enquanto o Vasco priorizou a competição. Será vergonhoso perder a Taça Guanabara para uma equipe que está com a cabeça em outra disputa, a final da tal liga.

5) E o mais importante, vencendo a partida garantimos não só a Taça Guanabara, mas também a vantagem do empate e o mando de campo na semifinal.

Há também o fato dos tricoletes serem nossos clientes preferenciais nas últimas décadas e não seria nada além de um ato de justiça vencermos os flores e devolvermos a derrota no Brasileiro do ano passado (a última que tivemos) e manter nosso excelente retrospecto em clássicos.

Já passou da hora do Vasco voltar a apresentar um futebol mais consistente e nada melhor que um confronto com um rival para isso. Razões para entrar 100% ligados e motivados na partida não faltam. Por ser uma possibilidade de facilitar nosso caminho para o bicampeonato, esse Fluzim x Vasco é o jogo mais importante do ano para Jorginho e seus comandados. Esse é o momento de deixar a aparente falta de interesse que mostramos nas últimas partidas e provar que temos poder de decisão.

Flu X Vasco

Fluminense X Vasco

Diego Cavalieri; Wellington Silva, Marlon, Henrique e Giovanni; Edson, Douglas, Marcos Junior, Gerson e Osvaldo; Fred.

Martin Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Henrique; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Thalles).

Técnico: Levir Culpi.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Arena da Amazônia. Data: 17/04/2016. Horário: 16h. Arbitragem: João Batista de Arruda. Auxiliares: Jackson Lourenço dos Santos e Diego Luiz Couto Barcelos.

O canal Premiere transmite ao vivo no sistema pay-per-view e para seus assinantes em todo país.

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Quando fiquei sabendo que o jogo não seria transmitido na tv aberta, imaginava que a razão seria a preferência pelo “mais querido“, apesar da partida deles não ter nem 1/10 da importância de um clássico que decide turno. Olhando o jornal hoje, descobri que não apenas não transmitirão Flor x Vasco, como não transmitirão partida nenhuma.  A disputa que estará na televisão às 16 horas é política: finalmente a Dona Globo encontrou algo pelo qual torce mais que pela mulambada.

Uma pena que a transmissão do futebol no Brasil ser um semi-monopólio. Nessas horas, seria ótimo que a emissora do Sílvio Santos pudesse ser uma opção.

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Longe de bom, mas melhor do que se esperava

A participação vascaína no Torneio Super Series se encerrou ontem com a derrota por 2 a 1 para o São Paulo. Com o resultado, completamos três partidas em 2015, sem vitória e, levando em consideração que o gol sobre os cervídeos paulistas foi contra, sem marcar um golzinho sequer. Olhando dessa forma, é definitivamente um começo de ano muito ruim. Mas será que é justo avaliar a questão apenas olhando os resultados?

Não, não é.

As coisas estão ruins, mas também há pontos positivos que, se não chegam a ser motivo de festa, servem para manter alguma esperança de melhora no futuro. Ignorando o jogo-treino contra o Volta Redonda, que poucas pessoas puderam conferir, o torneio em Manaus não pode ser considerado um fracasso absoluto. Para aqueles mais pessimistas, pelo menos para os que conseguem dar o braço a torcer, a atuação do Vasco pode ser considerada acima do esperado. Poucos esperavam que, com o tempo de preparação e o elenco que temos, conseguíssemos fazer frente aos mulambos e aos bambis.

E, apesar das derrotas, o fato é que fizemos. Jogamos mal as duas partidas, temos problemas defensivos graves (principalmente na cobertura das laterais), não mostramos criatividade o bastante para criar jogadas e nossos homens de frente foram inofensivos na maior parte do tempo. Mas não podemos ignorar o fato que as duas derrotas só aconteceram por conta de erros grotescos e inaceitáveis, o primeiro, contra o Framengo, do Sandro Silva e o de ontem da arbitragem, que cometeu uma lambança digna de um Péricles Bassols. Se não fossem esses dois presentes aos nossos adversários, poderíamos ter terminado o torneio de forma invicta.

A questão é tentar ser realista, evitando um desespero exagerado – o time não é o pior do mundo e é besteira falar em rebaixamento se nem o Carioca começou – ou encarar esse começo de ano com olhos de Pollyana, porque ficar feliz com o que vimos é loucura. Temos uma penca de problemas para resolver e ver que o time correu é muito pouco pra tranqüilizar a torcida. Mas com um pouco de boa vontade, podemos ver ao menos potencial, se não para disputar títulos, para não passar vergonha ao logo de 2015. Diante do cenário em que está o Vasco, a atual diretoria poderá levantar as mãos para o céu com isso.

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Sobre o jogo propriamente dito, a diferença técnica entre os elencos vascaíno e sãopaulino é tão gritante que era difícil esperar um resultado diferente da vitória. E no final das contas, jogamos em igualdade de condições grande parte do tempo e não merecíamos a derrota. Se lembrarmos que o São Paulo, além de melhores jogadores, manteve sua base e estava bem mais descansado, ver que perdemos a partida unicamente por conta de uma lambança dupla do juiz e do bandeira podemos dizer que nosso desempenho foi uma grata surpresa.

Mas não concordo com os que disseram que fizemos um grande primeiro tempo, por exemplo. Mostramos uma boa movimentação em alguns momentos, mas defensivamente o time ainda está uma draga. Nossos laterais, principalmente a direita, não têm a cobertura necessária, o que ficou evidente do primeiro gol tricolete, em que tínhamos três jogadores no lance e conseguimos perder a bola. E ofensivamente, só conseguimos criar na base do contra-ataque. Quando o adversário posta sua defesa à frente do nosso time, não temos qualquer efetividade. E esse foi o roteiro do segundo tempo: nos seguramos até o juizinho aprontar das suas e quando sofremos o gol não conseguimos ameaçar o São Paulo.

Isso tudo pode mudar com Doriva tendo um tempo maior de trabalho, principalmente o sistema defensivo, que necessita muito treino para se ajustar. Mas o que preocupa é o material humano que nosso treinador dispõe. As ausências de Guiña e Thalles fizeram falta, mas apenas os dois não mudarão o time da água para o vinho. Dos novos contratados, se nenhum foi extremamente comprometedor, igualmente não conseguiram mostrar o que justificasse suas contratações. Para conseguirmos evoluir o bastante para realmente ter chance de títulos, precisaremos de mais reforços. E pelo que vimos até agora, a nova diretoria não parece disposta – ou capaz – de planejar a vinda de jogadores que venham para resolver os problemas da equipe.

2015 deve ser um ano bastante complicado. Talvez menos do que os mais negativos esperam, mas ainda assim complicado.

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O mais triste do torneio foi o seguinte: o Vasco foi contratado como sparring de luxo e cumpriu seu papel direitinho. Aceitou a tabela da competição, que nos fez jogar dois jogos com um espaço de dois dias entre eles, tendo um clássico (ou melhor, um “campeonato à parte“) na primeira partida.  Algum time necessariamente teria que cumprir essa tabela, mas argumentos não faltam para justificar que os outros dois participantes a cumprissem. O Vasco era o time mais modificado com relação ao ano passado, tinha feito um jogo-treino na antevéspera da estréia do torneio e até por uma questão de público faria mais sentido tê-lo na última rodada. A única justificativa para colocar o Vasco jogando as duas primeira partidas era a certeza de que mulambos e bambis decidiriam o torneio. E mesmo que apenas os vascaínos esperassem um resultado diferente, uma diretoria que passou toda a campanha que a elegeu falando na “volta do respeito” deveria ter se esforçado mais para que o Vasco não se prestasse apenas como aquecimento para quem realente brigaria pela taça e estivesse presente na última partida da competição.

Talvez o respeito não tenha conseguido passagens para Manaus….

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Teste de verdade

testVejam vocês o interesse que o Super Series despertou: eu nem tinha me ligado que a partida contra o São Paulo é hoje. Pra mim, o encontro com os cervídeos paulistas seria no sábado.

De qualquer forma, para qualquer torcedor que tenha um interesse maior PELO VASCO que pelas rivalidades locais deve considerar o jogo dessa sexta mais interessante que o de quarta. Primeiro, porque o São Paulo é um teste de verdade para essa nova equipe vascaína, um teste no qual vamos enfrentar um adversário com um bom elenco e que não teremos o fator “campeonato à parte” influenciando no desempenho.

Digo isso porque contra a mulambada, o time do Vasco pode não ter jogado bem, mas mostrou muita disposição. Agora precisamos ver se a correria da última partida será o padrão desse time ou se o esforço extra só vai aparecer quando a pressão da torcida – e do presidente obsessivo – for maior. Clássicos são o tipo de jogo ideal para os grupos menos qualificados mostrarem poder superação, o que acaba sempre tornando os resultados mais imprevisíveis, independente da diferença técnica entre os times. Mas temos que lembrar que no Brasileirão teremos apenas quatro jogos contra times do Rio e uma penca de pedreiras contra os outros grandes do país, nas quais a motivação pela rivalidade não conta tanto.

O problema é saber até que ponto o teste de hoje terá serventia. Para que a partida contra os tricoletes do outro lado da Dutra tenha uma utilidade prática, nosso treinador precisaria colocar em campo o time mais próximo possível do ideal, mas tudo indica que Doriva repetirá a escalação do jogo contra os mulambos. Isso preocupa, não apenas pela presença do Sandro Silva, mas porque a formação com Rafael Silva como referência solitária na área já se mostrou ineficiente. E, não só isso, também porque muito dificilmente essa formação será a utilizada no Carioca, quando contaremos com o Thalles.

De qualquer forma, colocar a trupe vascaína pra correr já vale, nem que seja para dar mais ritmo ao time. O ideal seria já treinar a equipe que atuará no Carioca, mas se isso é impossível, que se dê chance aos desconhecido/questionados do elenco para mostrar seu valor. Assim, ainda que o teste contra o São Paulo não valha para o conjunto, valera individualmente.

Torneio Super Series 2015

Vasco x São Paulo

Martín Silva; Jean Patrick, Luan, Rodrigo e Christiano; Lucas e Sandro Silva; Bernardo, Marcinho e Montoya; Rafael Silva.

Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Edson Silva e Carlinhos; Denilson, Souza, Michel Bastos e Ganso; Alan Kardec e Luis Fabiano.

Técnico: Doriva.

Técnico: Milton Cruz (auxiliar-técnico).

Estádio: Arena da Amazônia. Data: 23/01/2015. Horário: 22h. Árbitragem: Não divulgada.

O SporTV transmite ao vivo para seus assinantes em todo país.

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Rubens Lopes cogita não utilizar a Arena Maracanã no Estadual. E disso, podemos falar duas coisas:

Se o Carioca é uma tristeza quando há jogos no maior estádio do Rio, imaginem sem ele.

Sem a Arena, não tem a “retomada” do nosso lado. E assim, lá se foi pelo ralo um dos grandes feitos da atual gestão até agora.

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Vice? Não para o Vasco.

IMG_3155Eis o resultado da ideia fixa na mulambada que acomete o presidente do Vasco, Eurico Miranda. Graças à sua obsessão, uma partida que não representava nada vira motivo de chacota nas capas de jornal. Quem perde com isso? O clube e toda a sua torcida, que agora, além de ter tido que suportar o péssimo futebol apresentado pelo time e se resignar com a derrota, precisa aturar um motivo a mais para ser zoado.

Agora, a zoação pela derrota eu aceito. Por esse vice, não. Não compactuo com essa de “campeonato à parte”. Esse primeiro vice-campeonato da nova gestão fica apenas para o Presidente e quem o apoia.

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Sobre o jogo, não há muito que falar. Muita correria e pouca técnica nos 90 minutos, nos quais os dois times criaram muito pouco. Méritos para a mulambada, que teve no seu goleiro o melhor jogador. Mas se não fosse por isso, a partida poderia ter um resultado bem diferente.

O que ficou evidente é que, pelo menos nesse momento da preparação das equipes, os dois times se equivalem na ruindade. Venceu quem errou menos (ou, no caso, quem não tinha um Sandro Silva no time).

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Já vi gente satisfeita com o jogo, apesar do resultado. Esses defendem seu ponto de vista alegando que esperavam algo muito pior.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Eu também esperava uma apresentação pior do Vasco, mas não dá pra ficar satisfeito com a atuação do time porque o adversário também era muito ruim. Depois que sofremos o gol, o jogo foi de dar calo no olho: o Vasco, incapaz de articular uma jogada ofensiva e a mulambada, que só queria cozinhar a partida esperando pelo contra-ataque, igualmente incompetente nos seus objetivos.

Pelo que vimos ontem, era capaz do Voltaço vencer qualquer um dos dois times.

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Doriva também deu pelo menos uma vacilada nas alterações. Bernardo foi irritante – errando passes e tentativas de dribles e chutando qualquer bola que aparecesse a 10 metros da área – mas pelo menos levava o time pra frente. A opção para a saída ontem era o Montoya, que muito pouco fez de útil (tirando uma finalização com relativo perigo e um corte salvador na zaga, foi uma nulidade).

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Não poderia deixar de citar o principal responsável pela nossa derrota. O problema do Sandro Silva é claro: uma completa desconexão com a realidade. Ele sinceramente acredita que joga muito mais do efetivamente pode.

Mas se fosse só isso, estava bom. Esse tipo de defeito é compartilhado por uma penca de outros jogadores, inclusive no Vasco. O pior de tudo é a total falta de responsabilidade do sujeito. Isso também é decorrência da sua impressão de que joga muito, claro: a autoconfiança que ele sempre demonstra é que o faz ter uma fé inabalável na sua pretensa habilidade. E assim, ele arrisca jogadas que não tem capacidade para executar e quem sofre é o time.

A justificativa dele para o lance que acarretou no gol mulambo é uma prova disso. Ao dizer que não percebeu que era o último homem, Sandro dá a entender que, se houvesse alguém na sua cobertura, não teria problema nenhum em arriscar um drible na frente da área. Maior sinal de irresponsabilidade, impossível.

O primeiro vice campeonato da nova gestão Eurico só aconteceu por conta de uma falha individual que poderia ser evitada. Quero ver agora qual será a reação do presidente com relação ao jogador.

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