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Anticlímax

disappointment

Esperei a tão aguardada coletiva do presidente Eurico Miranda para escrever um novo post. Prometendo surpresas, certamente as declarações e anúncios da autoridade máxima do clube renderiam uma boa última coluna no ano.

Porém, não apenas eu, frustrado em ter muito assunto pra comentar, mas também grande parte da torcida (tirando, obviamente, os euriquistas xiitas) acabamos desapontados com a coletiva. O anúncio da entrevista veio numa bela caixa de presente; o problema é que a caixa estava vazia: nem foram anunciados os reforços de peso que tínhamos uma ínfima esperança que aparecessem – alguns, mais empolgados, chegaram a dizer que Dagoberto e Jô já estariam no Rio para assinar com o clube – nem as surpresas prometidas surpreenderam tanto assim.

Tudo que Eurico Miranda fez foi confirmar a vinda de jogadores que há muito eram especulados, nenhum de encher os olhos da torcida ou apavorar os rivais. Além de Bruno Ferreira (ex-Portuguesa), Lucas (ex-Macaé) e Jean Patrick (ex-Luverdense), que já sabíamos que viriam, foram anunciados Erick Luis (ex-Bragantino) e Marcinho (ex-Vitória), contratações vazadas na imprensa alguns dias antes. Também foi confirmada a contratação do meia Julio dos Santos, especulação já antiga, vindo do Cerro Porteño.

É claro que precisamos levar em consideração a situação do clube: antes que o Vasco tenha sua saúde financeira reestabelecida, a austeridade será a principal marca das ações da nova diretoria. O problema aqui não são as contratações modestas, que eram esperadas no atual momento e que, no final das contas, podem se revelar até boas contratações no futuro. O que eu me pergunto é, para que toda a pompa de uma coletiva e a promessa de surpresas quando o que se vai anunciar, além de não ser novidade, não faz nenhum vascaíno (ou quase nenhum) dar saltos de alegria?

Mesmo que dos seis reforços apresentados apenas Julio dos Santos possa ser considerado um jogador de primeira divisão – ainda que seja a do Paraguai – cabe à torcida apoiar no que der e vier o time que está sendo montado. E isso, não por confiar ou desconfiar da competência da nova diretoria, mas simplesmente porque o Vasco depende da força dos seus torcedores nesse momento. Agora que 2014 está prestes a, graças a Deus!, virar passado, precisamos renovar nossas esperanças custe o que custar. Mesmo que as surpresas que nos apresentem eventualmente se revelem um tremendo anticlímax.

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Querem uma boa chance para exercitar a esperança no futuro vascaíno? Dizem que o clube ainda pode trazer mais três reforços antes de encerrar o ciclo de contratações para o primeiro semestre. Quem sabe não é nessa leva que pinta uma contratação que agrade a todos?

Não custa ter esperança….

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No final das contas, a coletiva até que trouxe uma novidade que deve agradar a maioria dos vascaínos: duble de atacante e mascote das Olimpíadas, William Barbio foi emprestado para a Chapecoense. Outro que deixa o clube é o Aranda, que não conseguiu se firmar no clube e foi emprestado para Olimpia-PAR.

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Um bom final de ano para toda a galera que acompanha o blog e meus votos de um 2015 melhor que o ano que está acabando. O que, convenhamos, não deve ser muito difícil para a torcida do Vasco.

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Mais que merecido

Joinville, Icasa, Santa Cruz, Boa Esporte e Atlético-GO. Nenhum desses times conseguiu perder para o Ceará, na sua sequência de cinco jogos sem vitórias. De todos esses, apenas o Joinville está acima do Vasco na tabela. Um deles, o Icasa, inclusive está no Z4. Mas já faz algum tempo que uma das nossas manias é ressuscitar defuntos e ontem não poderia ser diferente: Ceará 2 x 0, com o Vasco reacendendo as chances do Vozão subir para a elite ano que vem.

Mas dessa vez nós ajudamos muito o adversário. Da armação do time ao aparente descompromisso dos jogadores, o resultado não poderia ser outro. A derrota acabou sendo mais que merecida, mas justa, já que nosso anfitrião acabou marcado seus gols meio que por acaso (o primeiro em lance irregular e o segundo numa cobrança de falta com um desvio providencial).

Joel Santana, que não tem conseguido fazer o time render nem com os esquemas manjados que usa desde que conseguia ter algum resultado como treinador, resolveu inventar um esquema com três zagueiros que não tinha como dar certo. Isso porque, além de Anderson Salles – o zagueiro que ele tinha à disposição para completar o esquema – ainda estar completamente sem ritmo de jogo depois de meses inativo, o 3-5-2 – ou ainda, o 3-6-1, já que Kléber era o único atacante no time titular – de ontem é uma formação que depende de muito treinamento para funcionar. E, como era de se esperar, não funcionou.

O Vasco ainda manteve mais posse de bola e perdeu alguns gols feitos, como sempre, até sofrer os dois gols. Mas depois disso e principalmente na volta do intervalo, a apatia e falta de disposição para buscar o resultado eram evidentes. E como as substituições do Natalino foram tão efetivas quanto seu esquema inicial de jogo, não chegamos a criar qualquer chance de mudar o cenário da partida. No final das contas, mesmo que o Ceará tenha contado com a incompetência de um bandeirinha e com a sorte para marcar seus gols, o mérito pelo resultado acabou sendo confirmado pela quantidade de oportunidades que criaram na etapa final. Se algumas delas entrassem, poderíamos ter passado mais um vexame de proporções avaianas nesse campeonato.

Nossa sorte é que a tabela acabou nos favorecendo e poderemos garantir a vaga em casa, em duas partidas contra equipes da parte debaixo da tabela, uma delas inclusive já rebaixada. Com o futebol apresentado pela equipe comandado por Joel, é bom saber que contaremos com a força da torcida e com a fragilidade dos adversários.

As atuações…

Martín Silva – nada podia fazer no lance do primeiro gol. No segundo, a cobrança de falta teve um desvio, mas há quem ache que, ainda assim, era uma bola defensável. Tenho minhas dúvidas.

Luan – dos três zagueiros, foi o que mais vacilou: no primeiro gol, deveria estar marcando o jogador que finalizou. No segundo tempo, quase permitiu que o Ceará ampliasse.

Rodrigo – ficou na sobra e não deu mole para o ataque alvinegro, travando um duelo em especial com o atacante Bill, contra quem se saiu melhor na maioria dos lances. Quase marcou um gol de cabeça no segundo tempo.

Anderson Salles – fora de ritmo, acabou cedendo alguns espaços na parte do campo que deveria cobrir. Ainda assim se saiu melhor que o Luan, principalmente no combate direto. Acabou sendo sacado no intervalo, dando lugar ao Rafael Silva, que puxando pela memória, só foi citado uma vez pelo narrador da partida após sua entrada em campo. E foi porque não alcançou uma bola tocada para ele.

Carlos Cesar – ontem, quando em teoria teria mais liberdade para apoiar, foi mais tímido que no jogo contra o ABC. De efetivo, apenas um bom cruzamento na etapa final.

Aranda – foi tão mal que os únicos feitos dignos de nota na sua atuação foram o desvio da bola no segundo gol (que bateu na cabeça do volante) e o amarelo que levou e o deixará fora da próxima partida.

Guiñazu – imagino o desespero do gringo, que sempre se doa ao máximo em todo jogo, ao ver a moleza dos seus companheiros. Ontem, além de se desdobrar na marcação, foi visto até no ataque, as vezes tabelando e até finalizando.

Douglas – seu “estilo cadenciado” já não engana: Douglas, com aquela pança que parece não parar de crescer, não corre em campo, apenas trota. De útil na partida de ontem, apenas um belo passe que deixou Kleber na cara do gol. É muito pouco para quem é titular absoluto e pretenso “maestro” da equipe. Saiu, não muito satisfeito, no segundo tempo para a entrada do Edmílson, que não podia fazer nada sem receber uma única bola sequer em condição de finalizar.

Maxí Rodriguez – o uruguaio já sofre tendo que jogar mais a frente do que deveria. Fazer isso em um esquema diferente e sem o tempo de treino necessário o prejudicou ainda mais. Volta e meia se embolava com Diego Renan e pouco conseguiu fazer. Acabou sendo substituído pelo colombiano Montoya, que trouxe outra nacionalidade para o time, mas nada de diferente na armação de jogadas.

Diego Renan – um pouco mais de consistência no apoio que nas últimas partidas, o que foi desperdiçado pela bagunça que o novo esquema provocou no time. Ele e Maxi (e depois Montoya) estavam disputando um espaço na mesma faixa do campo.

Kléber – não adianta nada correr muito, dar combate na frente e fazer declarações contundentes após resultados ruins se sempre peca na hora de fazer o trabalho pelo qual é pago. Depois de receber uma bola açucarada do Douglas, Kleber perdeu uma chance claríssima quando o placar ainda estava 1 a 0.

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Futebol pragmático

A Arena Maracanã com um ótimo público, 50 mil vascaínos fazendo uma festa linda, o fim da ridícula sequência de quatro jogos sem vitórias na Série B e a volta para a elite mais perto não foram o bastante para ignorarmos o fato de que o Vasco não fez nada de muito diferente do que vimos nos fracassos contra Paraná, Ponte, América-RN e Santa Cruz.

Não que tivéssemos algum motivo para acreditar numa mudança da água pro vinho só porque estaríamos em grande número no estádio. Aliás, o Joel já tratou de nos tirar essa esperança de véspera, já indicando que escalaria três volantes contra o 13º colocado da tabela. O resultado não poderia ser outro: mais uma vez tivemos muita posse de bola e pouca criatividade no meio. Foi o mesmo rame-rame de sempre, de toques para o lado e para traz e objetividade zero. E isso sem trazer a maldita segurança adorada ao nível da obsessão pelo Joel, já que o ABC ainda teve as melhores chances no primeiro tempo.

A torcida foi quem fez mais bonito na Arena Maracanã (foto: www.vasco.com.br)

A torcida foi quem fez mais bonito na Arena Maracanã (foto: http://www.vasco.com.br)

O que impediu que o time fosse para o vestiário no intervalo sob as vaias de todo o estádio foi o gol já nos acréscimos do primeiro tempo. Mas vale lembrar que o pênalti convertido por Douglas só aconteceu por conta de uma pixotada dupla da defesa do ABC até Carlos César se derrubado na área.

Começamos o segundo tempo com vantagem no placar e um jogador a mais em campo (o goleiro Gilvan foi expulso ao cometer a penalidade no primeiro tempo). Ainda assim isso não foi o bastante para que nosso treinador resolvesse dar um jeito na falta de criatividade do time. Foi preciso que Pedro Ken se machucasse no primeiro minuto da etapa final para que o Natalino decidisse jogar o time para frente, substituindo o volante pelo Thalles. Se por um lado a alteração fez com que o domínio da partida aumentasse, por outro serviu para que mostrássemos outro defeito mais que batido do time: a falta de qualidade nas finalizações. Perdemos uns três ou quatro gols por conta dos chutes fracos e/ou sem direção ou por nossos atacantes não chegarem a tempo de dar o toque para as redes.

Valeu pela vitória, por aumentarmos a diferença para o quinto colocado e por estarmos mais próximos da vaga para a série A. Mas não adianta esperarmos nas partidas que restam algo além da preocupação em garantir três pontos. Aparentemente, comissão técnica e jogadores ficaram satisfeitos com o resultado, independente do nível do futebol apresentado (tanto que já falam em “conforto” no caso de um empate contra o Ceará na próxima rodada). O vascaíno já pode conformar em guardar suas esperanças de ver o Vasco jogando como Vasco apenas ano que vem. Até o fim desse Brasileiro, nos restará aturar o futebol pragmático e de resultados que Joel tanto aprecia.

As atuações….

Martín Silva – no primeiro tempo evitou que o ABC abrisse o placar com pelo menos duas grandes defesas. No segundo tempo praticamente não trabalhou.

Carlos César – aparentemente quer conquistar a vaga na lateral direita em definitivo, mostrando muita disposição e velocidade no apoio. No primeiro tempo, o Vasco atacou praticamente o tempo todo pelo seu lado do campo, contanto várias vezes com sua ajuda, iniciando jogadas com algumas arrancadas. Foi decisivo para o resultado ao sofrer o pênalti convertido por Douglas.

Luan – praticamente não teve problemas com o adversário, fazendo uma partida tranquila.

Anderson Salles – parece ter sentido a falta de ritmo em alguns momentos, principalmente quando errou o tempo de bola em botes e divididas pelo alto. Mas também jogou com tranquilidade e mostrou que poderia muito bem ter tido mais chances no time. Quase marcou após cruzamento de Maxi no segundo tempo.

Diego Renan – apagado no primeiro tempo, quando quase não subiu ao ataque, cresceu de produção quando o Vasco passou a ter um jogador a mais e apoiou mais vezes. Foi quando acertou um belo cruzamento que só não terminou em gol porque Thalles furou o chute.

Guiñazu – a disposição de sempre no combate, mas dessa vez sem cometer tantas faltas (tanto que milagrosamente acabou o jogo sem ser advertido).

Aranda – errou alguns passes, principalmente quando esteve mais avançado e acabou cedendo alguns espaços no meio de campo quando passou a atuar mais recuado. Quase marcou em chute na entrada da área no segundo tempo.

Pedro Ken – discreto, participou muito mais da marcação que da criação de jogadas. Saiu no início do segundo tempo com dores. Thalles entrou em seu lugar e começou a partida apanhando da bola, errando passes em profusão e estragando jogadas por falta de domínio. Melhorou com o tempo e levou perigo algumas vezes, inclusive deixando Kleber na cara do gol.

Douglas – começou a partida sem conseguir criar jogadas de perigo e trotando em campo, aparentando estar até acima do peso. Ainda assim acabou resolvendo a partida ao converter a cobrança de pênalti que nos deu a vitória. No segundo tempo quase marcou em chute colocado de fora da área. No fim deu lugar ao Rafael Silva, que mesmo ficando pouco tempo em campo, conseguiu finalizar com perigo uma vez.

Maxi Rodríguez – mais uma vez não justificou a moral que tem com a torcida quando começa como titular. O uruguaio tem visão de jogo, mas na maioria das vezes erra o passe decisivo ou perde a bola quando tenta jogadas individuais. Tem a seu favor o fato de que jogou todo o primeiro tempo mais avançado do que deveria, tanto que melhorou um pouco com a entrada do Thalles e pode jogar mais recuado.

Kleber – luta sempre e com relação à disposição que mostra em campo não há do que reclamar. Mas sendo o único atacante em campo desde o início da partida, deixa muito a desejar, já que não consegue nem finalizar. Sua única boa chance aconteceu com o segundo tempo já bem adiantado, depois de receber bola açucarada de Thalles. Mas aí, o Gladiador chutou como uma mocinha, nas mãos do goleiro. Edmilson entrou em seu lugar e não teve tempo sequer para encostar na bola.

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Update: publiquei uma coluna nova no Vasco Expresso hoje: “Desculpe, Arena…

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A luta é pela vaga

Cada vez mais difícil escrever sobre as partidas do Vasco. Esse é o motivo pelo qual os posts têm demorado a sair por aqui. Difícil não protelar uma tarefa repetitiva e irritante como tentar analisar os mesmos erros de sempre. Ou será que a culpa é minha? Será que alguém conseguiu ver algo no empate com a Ponte Preta que seja diferente do que vem acontecendo há séculos com o time?

Talvez a escalação do Joel possa ser considerada uma diferença, já que o notório retranqueiro optou por uma armação mais ofensiva e até moderninha, com dois volantes apenas (e um deles NÃO era o Fabrício) e três meias, com dois jogando mais pelas pontas e apenas um atacante centralizado. Com essa formação, Natalino pode colocar não apenas o Maxi Rodriguez como titular, mas também o Crispim e o Dakson. Dessa vez, gente pra armar jogadas não ia faltar.

Mas faltou. Vale lembrar que dos três meias em campo, apenas Maxi poderia cumprir a função do suspenso Douglas. Tanto Dakson como Crispim são meias-atacantes, sem as características necessárias para armar jogadas ou dar aquele passe que deixa os companheiros na cara do gol. A questão é que Maxi não jogou nada e Dakson errou quase tudo o que tentou. Crispim foi o que se saiu melhor, mas não o bastante para fazer com que o Vasco fizesse diferente do que tem feito por todo o campeonato: ter posse de bola, não saber o que fazer com ela, perder gols feitos quando conseguimos criar alguma coisa e sofrer com contra-ataques.

O começo do segundo tempo nos deu esperança apenas para nos tirar minutos depois. Fizemos um gol logo aos dois minutos, na única cochilada que a defesa da Macaca cometeu. Mas devolvemos o favor quatro minutos depois, vacilando na marcação e permitindo o empate. E o tempo passou, sem que o time mostrasse capacidade criativa para fazer outro gol, não fazendo qualquer diferença as alterações que Joel tivesse tentado. A Ponte, com méritos, foi o único dos líderes a não perder para o Vasco em São Januário. Isso porque sabia exatamente como parar o time: jogou fechadinha, esperando os contragolpes. Bastou não nos deixar jogar, como fez o Ceará e o Joinville.

O fato é que agora, faltando apenas seis jogos e com seis pontos de diferença para o líder, o que deve interessar ao Vasco é conseguir logo sua classificação para a Série A. O título, que deveria ser uma obrigação para o único dos grandes na competição, foi perdido não apenas no sábado, mas ao longo de todo o campeonato, com as apresentações ridículas que tivemos e com os absurdos 13 empates que deixamos acontecer. O que deixa claro algo que muitos já perceberam há tempos: vamos subir sim, mas muito por conta da incapacidade dos nossos concorrentes. Se Avaí e Ceará não estivessem brigando pra ver quem permanece na segundona ano que vem, estaríamos com muito mais problemas do que temos hoje.

As atuações….

Martin Silva – praticamente não trabalhou e não teve responsabilidade no gol sofrido.

Diego Renan – no primeiro tempo não comprometeu defensivamente, mas não foi visto no apoio. No segundo, a jogada do gol de empate da Ponte saiu pelo seu lado. Depois disso, até foi visto mais vezes no ataque, mas não conseguiu acertar um cruzamento sequer.

Rodrigo – não teve muito trabalho com o ataque da Ponte, mas teve sua atuação comprometida por dar um carrinho precipitado no lance do gol deles.

Douglas Silva – vinha jogado com seriedade e ganhando a maioria dos lances contra os atacantes adversários. Quando poderia ter marcado o segundo gol, numa bola alçada à área da Ponte, acabou se machucando e cedeu lugar ao Luan, que manteve o nível da atuação da zaga.

Lorran – Joel apostou no momento errado: depois de duas derrotas e precisando vencer o líder diante da torcida, estava claro que a partida teria pressão demais para alguém tão novo. O resultado? Procurando mostrar serviço, acabou cometendo muitas faltas e só não foi expulso por conta da quebrada de galho do juiz. Com isso, Natalino se viu obrigado a queimar uma substituição ainda no primeiro tempo, colocando Marlon no lugar do garoto. Esse, fez o que faz quase sempre: tenta apoiar, mas não consegue dar prosseguimento às jogadas.

Guiñazu – não dá pra falar mal do único jogador que parece estar atento e que mostra disposição para cumprir sua função por todos os 90 minutos. Mesmo que para isso tenha que fazer uma penca de faltas e passar boa parte do jogo dando carrinhos.

Aranda – uma daquelas atuações que não enchem os olhos da torcida, mas foi por conta do paraguaio que o Renato Cajá fez muito pouco pela Ponte. Marcou bem o meia adversário e cumpriu importante função tática.

Dakson – tentou muito, não acertou nada. Foi quem mais finalizou, mas nenhuma levou perigo; arriscou várias bolas enfiadas para os companheiros, mas errou todos os passes. Só valeu pela sua participação na jogada do gol vascaíno.

Maxi Rodríguez – uma participação que poderia ser uma explicação do porque Joel não lhe dá mais chances como titular. Não conseguiu ser o articulador que o time precisava e abusou das jogadas individuais, volta e meia tentando passar por dois, as vezes três marcadores. Finalizou uma vez com perigo.

Lucas Crispim – o melhor jogador de frente do time, não apenas por ter marcado o gol, mas também por sua movimentação. Em alguns momentos também pecou pelo individualismo, mas se saiu melhor que o Maxi nessas horas. Pediu para sair e deu lugar ao Montoya, que entrou quando o Vasco já estava no tudo ou nada e não conseguiu se sobressair no meio da bagunça que imperava no time.

Kléber – justificou sua presença em campo ao dar o passe para Crispim abrir o placar. Fora isso, correria e disposição, mas pouca efetividade. Perdeu o gol mais feito do Vasco, ainda no primeiro tempo, cabeceando uma bola relativamente fácil para fora.

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Informação demais

Sabe aquelas situações em que um amigo seu começa a contar com riqueza de detalhes como o banheiro o aliviou de um almoço que o fez passar mal? Ou então, quando seus pais entram numa de fazer reminiscências da juventude, contando o que aprontaram ou deixaram de aprontar (e são coisas que te deixam completamente constrangido e que nem você, nos dias permissivos de hoje, teria coragem de fazer)? É nessas horas que falamos, ou pelo menos pensamos, que a conversa está com informação demais e podia ter terminado há muito tempo. Em 100% dos casos de “muita informação”, os assuntos são desagradáveis, degradantes ou desnecessários. Quando não tudo isso junto.

O empate entre Vasco e Oeste foi exatamente uma dessas situações. Teve tanta informação em apenas 90 minutos, e a maioria foi tão desagradável, que é até difícil falar sobre a partida.

Tentando resumir para não irritar quem não viu a partida e não enervar quem acompanhou a transmissão, foi mais ou menos isso:

Antes do apito inicial

Ia ter a execução do Hino Nacional. Mas não teve.

Primeiro tempo

  • O Oeste jogando melhor e com mais posse de bola.
  • O Vasco, mesmo com três volantes, não conseguia se encontrar na marcação e o adversário colocava nosso time na roda.
  • O Oeste antecipava TODOS os lances e o Vasco via o adversário jogar.
  • Sofremos um gol que não foi gol: uma bola que estourou no travessão, bateu na linha e o bandeirinha confirma o que não aconteceu.
  • Na comemoração, a torcida do Vasco acerta uma lata de cerveja no jogador do Oeste que marcou o gol.
  • A cerveja era Itaipava.
  • Douglas, senão o pior em campo, certamente o mais irritante disparado, recebe um bolão na cara do goleiro e desperdiça canhestramente o lance por não conseguir matar a bola.
  • A etapa inicial só não terminou 2 a 0 porque Martín Silva fez um milagre.

Segundo tempo

  • Joel mexe no time. Misteriosamente Douglas permanece em campo.
  • Dakson entra no jogo. Aparentemente para chutar ao gol qualquer bola que pare no seu pé
  • Em determinado momento da partida, o Vasco contabilizava 26 passes errados. O Oeste, cinco. E eram eles que tinham maior posse de bola.
  • Joel dá uma de Joel e faz uma daquelas alterações loucas: tira o Fabrício e coloca Thalles no jogo. O time fica com três atacantes e um volante. E olha que nem era final da Mercosul.
  • A torcida ajuda jogando outro objeto em campo.
  • A organização do time era tanta que em um lance, Luan avançou pela esquerda como um lateral e tocou para o meio. Quem recebeu a bola foi o Lorran.
  • Thalles cai na área e o juizão marca o penal meio Mandrake. Compensação?
  • Douglas, o pior em campo, o que perdeu as duas últimas cobranças de pênalti vai bater e, surpresa!, empata a partida.
  • Bastou o time empatar para voltar a perder a bola de forma infantil no meio de campo, permitindo que o Oeste antecipasse as jogadas e ficasse com todas as sobras.
  • Poderíamos até ter virado a partida, e ainda fazendo de um dos vilões do time seu herói inconteste. Mas o bandeirinha que enxergou um gol inexistente não viu que Douglas tinha condição e invalida o que seria um lance claro de gol para o Vasco.
  • Finalizando, o juizão terminou a partida antes do tempo que daria de acréscimo. E com o Vasco com a bola no ataque.

***

Depois do fim do jogo, para coroar a bizarrice toda, Joel solta duas pérolas na coletiva.

Perguntado sobre o que achou do primeiro tempo, nosso treinador respondeu: “estava chegando pouca gente dentro da área“. SERÁ QUE ELE NÃO PENSOU QUE FOSSE TALVEZ, APENAS TALVEZ, PORQUE O TIME SÓ TIVESSE UM ATACANTE E TRÊS VOLANTES?????

E no fim ainda mandou um hilário (porém muito, MUITO preocupante) “Eu acho que o Vasco fez uma boa partida”.

Somando tudo isso, é ou não é muita informação para apenas 90 minutos?

***

As atuações…

Martin Silva – não teve que suar muito a camisa, mas quando precisou mostrar serviço, salvou o time com mais um dos seus milagres. No gol, mesmo que a bola tivesse entrado, não poderia fazer nada.

Diego Renan – no primeiro tempo confirmou a má fase pela direita, mal sendo notado em campo (ou seja, nem subiu ao ataque, nem protegeu sua lateral); no segundo, apareceu mais no apoio, mas errou praticamente tudo o que tentou.

Rodrigo – teve alguns problemas com as triangulações do ataque do Oeste, principalmente no primeiro tempo, quando os volantes não marcavam decentemente. No segundo, teve menos trabalho, já que o Vasco passou a pressionar.

Luan – lento em alguns lances, também se enrolou no primeiro tempo. No segundo, partiu pro desespero e foi visto mais perto da área adversária que da nossa. Estava tropeçando na própria língua no fim do jogo, o que para um garoto tão jovem é preocupante.

Lorran – com um time que não ajuda, adversários que não dão espaço e a torcida pressionando, o garoto escolheu o pior momento para estrear no profissional. E se Lorran continuar cheio de boas intenções, mas não conseguindo executar as jogadas, em breve terá o filme queimado definitivamente. Pelo menos não amarelou, não fugindo do jogo em momento algum.

Aranda – um verdadeiro “Gasparziño, lo fantasmita paraguayo“. Não foi visto em campo, seja defendendo, seja ajudando na criação, em nenhum dos 45 minutos em que esteve em campo. Saiu no intervalo para a entrada do Dakson, que apesar de ter ajudado o Vasco a ter maior domínio de bola no campo do Oeste, resolveu ser tal e qual um “Boneco Chuta Tudo da Estrela“, entrou em campo achando que resolveria a partida com um arremate longínquo. Pena que todas as suas tentativas foram horrendas, não dando qualquer trabalho para o goleiro adversário.

Guiñazu – é difícil reclamar do único sujeito do time que efetivamente se entrega em campo, mas ontem eu tenho minhas dúvidas se o Guiña foi o jogador vascaíno que mais correu, tamanho foi o tempo em que ele passou deitado ou deslizando pelo gramado. Mas além da produção em escala industrial de carrinhos, o gringo também tentou ajudar no ataque, talvez mais do que devesse até.

Fabrício – limitou-se a marcar e distribuir o jogo no limite da intermediária adversária. Não foi bem em nenhuma das funções. Quando Joel entrou em desespero, foi substituído pelo Thalles, que jogou pelos lados do campo e decretou o abafa definitivo assim que entrou em campo. Foi importante para evitarmos a derrota, já que foi ele quem sofreu o pênalti.

Douglas – o nome do jogo, tanto positiva quanto negativamente. No primeiro tempo, foi uma negação completa: lento, disperso, errando passes e perdendo um gol feito por pura displicência. No segundo tempo pelo menos correu. Até deu – pasmem! – um carrinho para roubar uma bola. Acabou garantindo o pontinho conquistado e a permanência no G4 convertendo a penalidade máxima e acabando com a sequência de dois pênaltis perdidos.

Maxi Rodríguez – parece ser o atual alvo da queimação de filme por parte do técnico. Joel insiste em escalar o uruguaio numa posição onde ele não rende tudo o que pode e o resultado disso é óbvio: ele não rende tudo o que pode. Saiu no intervalo para a entrada de Edmilson, que lutou bastante, tanto no ataque quanto ajudando na defesa. O problema é que ontem ele queria tanta luta que acabou brigando com a bola em vários momentos.

Kléber – só não foi o ectoplasma do time no primeiro tempo porque Aranda fez questão de ficar com o cargo. Começou a fazer alguma coisa apenas na etapa final, e mesmo assim, só passou a aparecer quando o time passou a jogar com três atacantes.

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Melhor o “old” Joel…

Quando saiu a escalação definida por Joel para iniciar a partida contra o Atlético-GO, alguns torcedores se revoltaram com a escalação do Aranda e do Edmilson tendo Pedro Ken e Thalles no banco. Para mim, não havia motivo para celeumas: na minha opinião, Aranda ou Pedro Ken era o típico “6 por ½ dúzia” e colocar o artilheiro do time na temporada para recuperar o ritmo estava longe de ser um equívoco do treinador.

Com o time mostrando a dificuldade de sempre para criar jogadas contra adversários que esperam os contragolpes, uma breve olhada no Twitter mostrava em tempo real que mais torcedores contrariados com a escalação. Eu sinceramente não via como o Pedro Ken poderia fazer o Vasco criar mais ou o que o Thalles poderia ter feito de diferente do Edmilson, se a bola não chegasse no garoto tanto quanto não chegou ao camisa 7. Mas ainda assim, um monte de gente tuitava que Aranda e Edmilson eram os problemas do time.

O primeiro tempo foi entediante pela falta de emoção. O Vasco não conseguia criar chances e o Atlético não tinha capacidade de contra-atacar. Tirando um lance do Dragão, num dos poucos contragolpes que arrumou, que obrigou Martín Silva fazer uma defesa espetacular, nada acontecia. Até que aos 42, Maxi Rodriguez acertou um belo passe para Edmilson, que avançou e chutou sem chances para o goleiro. 1 a 0 Vasco.

A incipiente criação de jogadas fez com que Joel mexesse no time ainda no intervalo, tirando o criticado Aranda e colocando Ken no seu lugar. O time ganhou um pouco em movimentação, mas ficou claro que o poder de marcação diminuiu. O Atlético teve mais espaços e o Vasco não parecia muito interessado em resolver a questão. Com uma marcação displicente e uma aparente descrença no poder do adversário, deixamos nossos anfitriões empatarem numa cochilada generalizada da defesa.

Thalles já havia substituído Edmilson e como os meias não criavam, o garoto teve que, mais uma vez, se afastar muito da área para buscar jogo, tornando-o uma peça sem efetividade alguma no time. Guilherme Biteco, a outra substituição do Joel, não conseguiu trazer qualquer melhoria ao que Maxi Rodriguez já vinha fazendo. A pressão vascaína, que nada conseguia fazer de prático, não adiantou. Empatamos, seguimos sem vencer no novo Mané Garrincha e jogamos no lixo nossa segunda chance de chegar à liderança (ou, como vimos ao fim da rodada, de chegar à segunda colocação, mas empatados com o líder).

Adepto da cautela, é raro vermos o Joel colocar o time pra frente com suas alterações, e estando com vantagem no placar, então, isso é quase impossível. Ontem, ao tirar Aranda e colocar Ken, nosso treinador tirou um jogador que vinha dando maior consistência à marcação pelo meio para colocar outro que não tem capacidade para armar jogadas a ponto de compensar a perda no poder de combate pelo meio. Se fosse o Dakson ou mesmo Jhon Clay no lugar do Aranda, a alteração faria sentido. Ou, mais condizente com o que conhecemos do Natalino, que ele começasse a partida com o Ken e, caso abríssemos o placar, colocasse o Aranda para dar mais segurança à zaga.

Joel fugiu das suas características e se deu mal. Se essa foi uma tentativa de mostrar que não está parado no tempo, melhor contarmos com o velho Natalino de sempre.

As atuações…

Martin Silva – não podia fazer nada no gol e ainda evitou um gol certo do Dragão com uma defesa inacreditável ainda no primeiro tempo.

Diego Renan – voltou de contusão atuando pela direita e nunca mais foi o mesmo. Nem apóia como costumava, nem defende bem: na jogada do gol de empate, deixou o jogador que centrou a bola dentro da área com toda a liberdade do mundo.

Rodrigo – foi bem nos desarmes e estava na podre no lance do gol. Cobrou duas faltas perigosas.

Douglas Silva – no lance do gol, cortou a bola no início da jogada e não pode acompanhar a sequência. Não chegou a ter problemas no resto da partida.

Lorran – tem mostrado mais personalidade nos jogos, mas ainda erra mais do que acerta. Se lança ao ataque demais e vacila na marcação (não acompanhou o atacante que marcou o gol de empate, por exemplo). Mas é preciso paciência com o garoto, até porque, pior que o Marlon ele não é.

Guiñazu – mais uma vez foi o grande cão de guarda do time, mas exagerou nas faltas. Um juiz mais rigoroso poderia tê-lo expulsado, se não pela violência, pela quantidade de faltas. Tentou ajudar na criação quando pode e fez bem as saídas de bola do time (exceto numa jogada em que perdeu a bola esperando o juiz marcar uma falta que não aconteceu e quase sofremos a virada).

Fabrício – passou a maioria do tempo se preocupando com a marcação – onde vinha bem – e pouco ajudou na parte ofensiva. Caiu junto com o time no meio do segundo tempo e não fechou tão bem os espaços pelo meio. Quase marcou um gol de cabeça.

Aranda – era o volante com mais liberdade para chegar à frente, mas tirando a vez em que deixou Douglas na cara do gol para desperdiçar uma chance clara de gol, pouco fez. Em compensação, garantiu um maior poder de marcação no meio, o que acabou com a entrada do Pedro Ken no seu lugar. Ken até trouxe mais movimentação ao time, mas não o bastante para que conseguíssemos criar chances de gol. No combate, Ken não teve a mesma eficiência que o volante paraguaio.

Douglas – sua atuação só não pode ser chamada de discreta porque o gol feitíssimo perdido pelo camisa 10 mandou a discrição pro espaço. Nem nas bolas paradas tem se destacado.

Maxi Rodríguez – luta muito e sempre procura o jogo, mas a única jogada que acertou foi o passe para Edmilson marcar o gol vascaíno. Fora isso, muitas tentativas e muitos erros. Guilherme Biteco entrou em seu lugar e desse sim podemos dizer que não acertou nada. Na única chance que teve para fazer algo que preste, preferiu o chute sem ângulo a passar a bola para Edmilson, que entrava de frente pro gol.

Edmilson – passou o primeiro tempo praticamente sem receber bolas, já que os meias não conseguiam municiá-lo. Quando teve uma chance, não desperdiçou: mandou um balaço para marcar seu 13 gol na temporada. No segundo tempo, faltou perna para marcar o segundo em uma arrancada que começou ainda no nosso campo. É pouco, mas o cara ainda é o artilheiro do time na temporada. Precisa de mais ritmo de jogo para voltar a ajudar mais vezes o Vasco. Thalles entrou em seu lugar e, passando pelo mesmo problema da falta de bolas em condições de marcar, volta para buscar jogo. E nessa, o garoto fica muito longe da área para tentar os arremates.

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O mais ou menos de sempre

A vitória sobre o América-MG é daquelas que de tão importantes, podem marcar uma virada na campanha de uma equipe. Começar o returno da competição vencendo, fora de casa e de virada, um adversário direto na briga pelo G4 é ótimo para a moral do time e para nossa classificação (já estamos novamente entre os quatro primeiros). Sem falar que melhora a situação do time perante a torcida, que passa a ter um pouco mais de confiança e a oferecer um apoio maior à equipe.

Mas tirando as questões matemáticas, o jogo de ontem não apresentou muitos motivos para o torcedor mais atento mudar suas impressões sobre o time do Vasco. O que vimos no Independência foi mais uma demonstração da impressionante regularidade da equipe: nossas muitas deficiências e as poucas qualidades são sempre as mesmas, todo jogo. E ontem não foi diferente, seguimos o roteiro de sempre: sofrer gol no começo, jogar muito mal a primeira etapa, falha do Diogo Silva, pressionar no segundo tempo e dificuldades para superar a retranca adversária. Se dessa vez o roteiro repetido terminou com um happy end, foi por um único motivo: dessa vez as bolas entraram.

E nem isso serve muito para ficarmos muito felizes com o time. Marcamos três vezes, até criamos mais chances, mas nenhum dos gols surgiu de uma jogada trabalhada. Os dois primeiros contaram com grande colaboração da zaga adversária e o terceiro, além de sair em um lance de bola parada, teve a ajuda da mão de alface do goleiro mineiro.

Não é o caso de se reclamar da vitória, ainda mais nesse momento em que o Vasco simplesmente não estava conseguindo bater nenhum oponente. Mas os três pontos que conquistamos ontem poderiam não ter vindo, assim como poderíamos ter ganhado algumas das cinco últimas partidas que não conseguimos vencer. Não houve qualquer evolução contra o América e nem jogamos pior contra os adversários de antes. Esse futebolzinho maioumenos é o que temos apresentado há muito tempo.

As atuações….

Diogo Silva – assim como todo o time, mantém uma regularidade incrível: não passa uma partida sem sofrer gols e invariavelmente comete alguma falha capital. Como não poderia deixar de ser, o segundo gol do América-MG só saiu por que o “goleirão” errou bisonhamente.

Diego Renan – tenta ajudar no apoio, mas não tem tido a mesma eficiência, talvez por ainda estar sem ritmo, talvez por estar atuando agora pela direita.

Douglas Silva – na função pela qual é pago, tem mandado mal: ontem errou uma saída de bola que acabou iniciando a jogada do primeiro gol do Coelho. Pra compensar, continua fazendo o trabalho dos atacantes, marcando gols. Com o de ontem, consolidou-se na artilharia do time.

Rodrigo – seguindo seu companheiro de zaga, alternou bons e maus momentos defendendo e acabou sendo decisivo marcando o terceiro gol.

Lorran – na média, não faz feio diante da fraca competição que há pela vaga na esquerda. Mas ontem vacilou feio errando um passe simples que originou o segundo gol do América.

Guiñazu – a garra de sempre acaba por vezes deixando sua marcação previsível: todo mundo sabe quando o gringo vai dar um carrinho, e assim, basta dar um tapa na bola para se livrar no lance. Mas foi importante também na distribuição de jogo, iniciando as jogadas sem complicar.

Aranda – teve liberdade para ajudar na criação e no primeiro tempo foi visto várias vezes além da intermediária adversária. No segundo tempo ficou mais preocupado em fechar os espaços para impedir os contragolpes do América-MG.

Pedro Ken – para quem voltou de longa inatividade, foi até bem. Mesmo tendo funções defensivas, apareceu constantemente na frente, principalmente no segundo tempo. Infelizmente, mandou mal todas as vezes que chegou com perigo: ou finalizava mal, ou errava o último passe. Rafael Vaz entrou em seu lugar e não teve tempo nem de encostar na bola.

Douglas – com três volantes em campo, o camisa 10 passou o primeiro tempo inteiro sem conseguir fazer muita coisa. Na etapa final os espaço não aumentaram muito, mas ainda assim Douglas voltou, depois de um bom tempo, a fazer passes precisos, deixando os companheiros em boas condições para marcar. No fim do jogo foi substituído pelo Dakson, que não chegou a fazer algo digno de nota.

Maxi Rodriguez – o uruguaio não é atacante, e jogando muito a frente, não rende tanto quanto renderia se viesse de trás conduzindo a bola. Quando um atacante foi colocado na posição – Rafael Silva, que substituiu Maxi – o setor melhorou de produção. Rafael teve duas ou três boas chances e quase marcou duas vezes.

Thalles – não teve muitas oportunidades para marcar ao longo do jogo, muito por não receber bolas em condição para isso. Tanto que o gol que fez foi mérito único e exclusivamente da sua luta e por acreditar no lance.

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