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Só dá ele. Até quando?

A dúvida que a torcida pode ter com a atuação do Vasco na sua vitória sobre o América por 3 a 1 é a seguinte: as dificuldades que tivemos na partida foram fruto da qualidade do Mequinha ou das nossas limitações? Escolhendo a segunda opção, que parece ser a mais óbvia, podemos desdobrar essa dúvida em várias outras.

Por outro lado, quem viu o jogo também confirmou uma certeza: sem o Nenê, a vida do Vasco seria muito mais complicada. Mais uma vez, só deu o camisa 10 na equipe do técnico Jorginho.

E é o Jorginho quem mais deve agradecer ao melhor jogador do seu time. Mantendo a escalação do jogo contra o Madureira, mais uma vez vimos o Vasco ter muitas dificuldades na etapa inicial. Com Nenê marcado de perto e um forte bloqueio feito pelos donos da casa, não conseguimos levar muito perigo ao gol americano. A tal “valorização da posse de bola” foi, durante boa parte dos primeiros 45 minutos, apenas uma troca de passes sem qualquer objetividade na nossa própria intermediária. Só conseguimos abrir o placar numa das poucas jogadas pelos lados do campo, com mais uma infiltração do Madson, que para o frenesi da imprensa esportiva carioca, terminou com o lateral sendo derrubado. Mais um penal para o Vasco, mais uma cobrança perfeita de Nenê.

Aberto o placar, voltamos a ver as dificuldades defensivas do meio de campo armado pelo Jorginho. O América passou a ficar mais tempo no nosso campo e nosso meio de campo não conseguia marcar com eficiência. Por muito pouco não sofremos o empate antes do intervalo, o que não aconteceu apenas porque o velhusco Jean não chegou a tempo de empurrar a bola para o gol vazio.

Na volta do intervalo, Jorginho novamente colocou Yago Pikachu no lugar de Mateus Vital e mais uma vez o Vasco melhorou, mas as chances de gol não surgiam. Até que aos 20, Nenê mais uma vez resolveu a parada: levantou uma bola na medida para Riasco acertar um inacreditável voleio para as redes. 2 a 0.

A vantagem no placar fez o Vasco relaxar e o América voltou a crescer no jogo. E aos 32, o atacante Leandro Aguiar avançou pela esquerda, entortou o Luan e diminuiu. A lembrança de vários empates bobos que nos levaram ao rebaixamento em 2015 chegou a aparecer, mas foi por pouco tempo. Mais uma vez Nenê, recebendo boa bola após a único lance decente do Rúlio dos Santos em 2016, centrou na medida para Rodrigo, que só teve o trabalho de empurrar a bola para o gol. O América ainda seguiu na luta, mas tirando alguns chuveirinhos sem consequência e uma bola no travessão no último lance da partida, não chegou a ameaçar nossa vitória.

Com os três pontos, as dificuldades inesperadas nem chegam a ter maiores consequências. Mas não podemos ignorar que muitos dos problemas que tivemos parecem ter sido causados pelas opções do Jorginho. Sua insistência com a escalação do meio de campo que começou as duas partidas no Carioca segue não sendo capaz de dar a proteção necessária à zaga e ainda deixa o time numa dependência extrema do Nenê (que também acaba sofrendo por ser o único alvo de marcações especiais). Enquanto nosso camisa 10 conseguir tirar da cartola os lances que nos garantem gols, ótimo. Mas contra adversários mais qualificados, certamente Nenê precisará de mais apoio do time na criação de jogadas. Espero que nosso treinador perceba isso o mais rápido possível.

As atuações…

Martín Silva – não teve muito trabalho, nem culpa no gol, mas é a segunda partida na qual foi muito econômico nas saídas do gol.

Madson – deve ter deixado orgulhoso o ex-lateral vascaíno Wagner Diniz – que estava presente ao jogo, nas arquibancadas – com as faltas sofridas quando subia ao apoio. Mais uma vez sofreu um pênalti, que nos rendeu a abertura do placar.

Rodrigo – fechou o placar marcando um gol de oportunismo.

Luan – foi bagunçado pelo atacante Leandro Aguiar no lance do gol do América.

Julio Cesar –  com sua discrição no apoio, poderia ter sido mais eficiente na defesa.

Julio dos Santos – não fosse o bom lançamento para Nenê no lance do terceiro gol, seria mais uma atuação na qual, nem de longe, justificou sua titularidade.

Andrezinho – se alguém tentou dar mais qualidade na saída de bola vascaína, foi ele. Mas o meio de campo segue deficiente na marcação.

Mateus Vital – apareceu mais para o jogo que na partida contra o Madureira, mas seu principal lance acabou sendo um erro de passe que matou um contra-ataque. Mais uma vez saiu no intervalo para a entrada do Yago Pikachu, que melhorou um pouco a cobertura pelo lado direito.

Nenê – prendeu demais a bola em alguns momentos, finalizou mal em outros, mas como continua sendo o jogador mais decisivo do time, nem dá pra criticar muito. Com mais um gol (novamente de pênalti) e duas assistências, o camisa 10 do Vasco já acumula, em sete gols marcados pela equipe, dois gols e três assistências.

Jorge Henrique – errou menos que no jogo anterior, mas ainda não contribui o bastante para manter o status de titular absoluto. Novamente foi substituído pelo Eder Luis, que poderia ter marcado um gol, mas finalizou mal após puxar um contragolpe em velocidade.

Riascos – outra atuação bipolar (dando motivos tanto para aplausos como para xingamentos) e outra partida marcando gol, o de ontem um golaço de voleio. Saiu para a entrada do Matheus Índio, que só apareceu ao desperdiçar uma boa jogada tentando um drible quando poderia ter passado a bola.

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Encarando o diabo

brasinha_zps27921022Olhando pra tabela do Estadual vemos que o América, nosso adversário de hoje, não passou de um empate fora de casa com a Cabofriense. E como a própria Cabofriense levou um sapeca do Madureira ontem, podemos ligar os pontos e ver que o simpático time da Tijuca não deve nos trazer complicações absurdas. Ou fazendo um trocadilho infame com o mascote do Mequinha, “o diabo não é tão feio quanto pintam”.

Mas é bom lembrar que eles jogarão em casa e ainda podem contar com a estreia do gringo Matias Sosa (isso se o nome do argentino for publicado no BIRA a tempo). Mas, sendo sincero, e daí? Alguém realmente acredita que Edson Passos fará toda essa diferença? Ou mesmo o reforço importado? Achar que o cara, só porque é argentino, será uma espécie de Messi que resolverá todos os problemas do América é esperar demais.

O fato é que se tudo sair dentro dos conformes, o Vasco conseguirá sua segunda vitória logo mais. Se Jorginho realmente fizer as mudanças que disse em coletiva que poderá fazer – Pikachu no lugar do garoto Mateus e Eder Luis no lugar do Jorge Henrique –  melhor ainda. Talvez coubesse uma outra alteração (Bruno Gallo no lugar do Rúlio dos Santos), mas essas possíveis duas mexidas já mostrariam que nosso treinador não se apega desesperadamente às suas ideias iniciais. Mateus Vital, por ser ainda muito garoto, pode ser colocado aos poucos no time; já o Jorgenrique não há paciência que reste com o cara.

Apesar de não ter confirmado os titulares, Jorginho pode, ainda assim, manter o time que começou jogando contra o Madureira e que não funcionou muito bem. Ele pode optar por não queimar logo na segunda rodada o filme de uns e outros no time. Se o time for um pouquinho melhor do que foi no primeiro tempo contra o Madura, talvez nem tenhamos tantos problemas. Mas quem viu a vitória na estreia do Carioca sabe que o time do segundo tempo se saiu muito melhor.

No fim das contas, o clima é meio de “tanto faz”. Essa fase inicial do campeonato é tão irrelevante que nem dá pra criticar muito o treinador se ele forçar um pouco a barra com uma escalação que ele considerou a ideal num primeiro momento. Se tudo isso servir para o time chegar ajustado e definido para o primeiro clássico, terá valido a pena.

VascoXMadura

América X Vasco

Felipe; Erick, Fábio Braz, Marcão e Marlon; Jefferson Muniz, Darlan, Renato, PH, Thiago Accioli; Jean.

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Julio dos Santos, Mateus Vital (Yago Pikachu), Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Eder Luis) e Riascos.

Técnico: Ricardo Cruz.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Edson Passos. Data: 04/02/2016. Horário: 19h30. Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhães. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Patricia Silveira de Paiva Retondario da Silva.

O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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giganteOntem foram divulgadas as modalidades de planos do novo programa de sócios do Vasco, batizado de Gigante. O torcedor poderá analisar cada uma das categorias oferecidas no site do programa com calma, já que as associações começarão apenas no fim de março.

Sei que muitos leitores esperam que eu fale alguma coisa do programa, mas sinceramente, nem seria preciso. O presidente Eurico Miranda já falou tudo a respeito da característica mais importante dos sócios que chegarão através do Gigante: não terão direito a voto.

O Vasco já tem muitos sócios para votar. Os sócios do programa não têm direito a voto. Isso é limitado. Até porque a maioria não sabe votar.

Em outras palavras, o objetivo do programa é capitalizar a ajuda da torcida, sem dar a contrapartida aos que pagam as mensalidades de decidir quem vai gerir os recursos que surgirem. A diretoria quer a grana do vascaíno, mas não sua opinião sobre o futuro do Vasco.

Alguns dirão que outros clubes também não dão direito a voto com seus programas de sócio e que o Gigante foi criado nos moldes do Avanti, o bem-sucedido programa do Palmeiras. E eu responderia que nós não temos nada a ver com os outros clubes, que podem ter ou não a necessidade de uma renovação do seu colégio eleitoral (e, mesmo assim, há vários outros clubes que dão ao sócio-torcedor o direito ao voto, como o Internacional). E também diria que, se o Vasco tivesse um presidente que injeta grana no clube e não um que perdoa as próprias dívidas milionárias que tem com a instituição, talvez cogitasse a possibilidade de abrir mão do direito de participar das eleições no clube.

A verdade é que qualquer clube precisa da ajuda dos seus torcedores. A sorte de alguns desses clubes é ter uma diretoria que seja competente o bastante para não temer que novos sócios com poder de voto acabem por lhes tirar do poder. Essa sorte, infelizmente, o Vasco não teve.

No fim das contas, o Dotô acabou falando uma verdade indiscutível: a atual diretoria estar no poder é uma prova inegável de que a maioria dos eleitores do Vasco não sabe votar.

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