Alívio na zaga

Rafael Marques foi contratado, apresentado e já está registrado no BID. Ou seja, já tem condições de jogo, dependendo apenas da vontade do Jorginho escalá-lo. Eis uma boa notícia, numa fase em que elas andavam rareando. Com Luan às portas de se apresentar à seleção olímpica (desfalcará o Vasco por três rodadas, depois do jogo contra a Luverdense), é um alívio ver no elenco uma alternativa ao Aislan. Como o Rafael estava integrado ao Coritiba, não deve levar muito tempo para recuperar o ritmo e os 16 dias que terá até Luan se ausentar devem ser mais que suficientes.

Não que o zagueiro de quase 33 anos seja um primor. Retornando ao Brasil depois de dois anos na Itália, Rafael integrou a equipe do Hellas Verona, lanterna e rebaixada na última temporada. Chegando ao Coxa como titular, foi perdendo espaço numa equipe que não chega a ser um exemplo de competitividade. Resumindo, não devemos esperar um futebol do mesmo nível do seu quase homônimo ex-Barça e seleção mexicana. Ainda assim, se lembrarmos com quem disputará uma vaga, dificilmente ficará de fora do time nas três rodadas em que teremos a zaga desfalcada.

Assim, Jorginho conta com mais um ex-botafoguense veterano no elenco. Num futuro próximo, poderemos ver o Vasco entrar em campo com seis jogadores que já passaram pelo canil.

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Uma coisa deve ser dita:  na questão de regularização de jogadores, a atual diretoria costuma mostrar eficiência. Ver um reforço já com condições legais de jogo no dia em que foi apresentado é algo que nem em sonhos a gestão anterior conseguiria.

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A história de Edilson

titulo2Edilson Fernandes Arruda é um torcedor do Vasco. Como muitos outros vascaínos, ele se tornou sócio com o lançamento do programa O Vasco é Meu. Edilson era sócio geral do Vasco desde 2009, com título adquirido e tudo.

Era, com o verbo no passado, porque Edilson não é mais sócio do Vasco. Cancelaram sua titularidade com base no Estatuto do clube. É o que acontece com quem fica inadimplente mais de três meses.

O problema todo é que Edilson não deixou de pagar suas mensalidades porque quis. Ele deixou de pagar porque os boletos de cobrança deixaram de chegar à sua residência. Isso foi em dezembro passado. Em janeiro desse ano o boleto também não apareceu. Edilson tentou gerar os boletos atrasado no site (isso, depois de descobrir por seu próprio esforço que o site do programa de sócios havia mudado, já que ninguém o informou do fato). Nada. Resolveu então mandar um e-mail para o setor de cobrança do clube. Sem resposta.

Como a internet não resolveu seu problema, Edilson resolveu ligar para o clube. Finalmente atendido, ouviu que nem o funcionário do Vasco conseguia gerar os boletos em atraso. Foi informado que seu caso seria encaminhado ao financeiro. Isso foi há quatro meses.

Não obteve resposta até receber um e-mail. No dia 21 de junho. Eis a mensagem enviada pelo clube a seu agora ex-sócio:

Caro Edilson,

De acordo com o Estatuto do clube, o plano é cancelado após 90 dias sem pagamento referente à categoria Sócio Geral.

Com isso, é necessário efetuar nova adesão em uma das categorias do novo programa de sócio Gigante, poderá entrar contato através o número (21) 3190-5019 ou comparcer (SIC) na central de atendimento, localizada em são januário (SIC). De treça (SIC) a sábado, de 10:00h às 18:00h. Desde já, agradecemos a compreensão.

Ou efetuar adesão no título de sócio proprietário. Com taxa de adesão de R$ 1.500,00 a vista ou em 3x de R$ 500,00, R$ 60,00 de mensalidade e R$ 20,00 de seu cartão de acesso.

Em caso de dúvidas, poderá entrar em contato através do número (21) 2176-7383 ou compareça no Setor de Cobrança do Clube, em São Januário. Desde já, agradecemos o contato.

Saudações Vascaínas!

Edilson não é mais sócio do Vasco por conta de um erro no sistema e se quiser voltar a ser, precisará pagar mais caro por algo a que ele já tinha direito e deixou de ter por conta do descaso com o associado. No caso, com o associado que comprou seu título no programa da gestão anterior.  Não creio que isso venha a acontecer com quem se associe agora.

Pelo e-mail que recebi relatando esses fatos, Edilson parece conformado com a situação. Não dá a menor indicação de que pense em procurar seus direitos na justiça (o que, convenhamos, teria toda razão em fazer). Edilson foi prejudicado e não pensa em prejudicar o Vasco.

Talvez Edilson não seja o único vascaíno, torcedor e sócio a passar por essa situação, e por mais triste que seja para o próprio, tomara que seja. Se casos como esse se tornarem rotineiros, como não crer que cancelar associações, esperando que os ex-sócios invistam novamente em títulos do clube, não se trata de uma estratégia para conseguir novas associações? Ou ainda, uma forma de fazer uma “limpeza ideológica” no quadro de sócios votantes?

Caso algum leitor tenha uma história similar, compartilhe conosco nos comentários.

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Reconstrução urgente

Na coletiva, após a derrota do Vasco para o Avaí por 2 a 1 – e a segunda seguida, algo que não acontecia desde o dia 5 de setembro de 2015 – Jorginho falou da arbitragem, da força do adversário, do reduzido plantel que tem em mãos e da necessidade de reforços. Falou também que confia no Aislan e de outras coisas, mas de importante mesmo, apenas uma frase: “temos que reconstruir nosso trabalho”.

Basicamente, é isso. Mesmo que todos os argumentos expliquem o resultado, não o justificam. O problema não foi a arbitragem – realmente péssima e justo quando o juiz é do mesmo estado do nosso principal concorrente ao título – ou os problemas com o elenco, nem a maratona de jogos. O problema é que o Vasco se tornou um time muito previsível, que qualquer retranquinha um pouco mais ajustada consegue complicar a vida irredutivelmente.

E não é de hoje que o Vasco não consegue jogar bem. O time vem tendo atuações abaixo da crítica há muito tempo, mesmo quando vence. Ontem não foi diferente. O Vasco pode até ter tido mais posse de bola, mas foi uma nulidade ofensiva. Ficou rondando a área, desperdiçou uma penca de jogadas de linha de fundo por ter laterais irritantemente incompetentes, e pouco chutou a gol. Os atacantes, que estão longe de serem uma maravilha, quase não recebem bolas. Quando pressionamos (e graças unicamente ao um total recuo do time catarinense), vivemos de balõezinhos para área sem qualquer efetividade.

Ainda assim, graças às limitações do Avaí, conseguimos marcar um golzinho na marra. Golzinho esse que, aliás, até poderia ter nos dado a vitória, se não fossem os erros individuais do time. Aliás, não do time, de um único jogador. Enquanto o Luan não estiver bem ou estiver com a Seleção, o Aislan até pode ficar no time; mas entregando gols ao adversário como tem feito todo jogo, precisaremos ser MUITO mais eficientes no ataque. Com o rapaz na zaga, já podemos considerar o placar pelo menos 1 a 0, seja qual for nosso adversário.

Apenas uma pessoa pode resolver esses problemas e o nome dela é Jorginho. Quem tem que pensar em alternativas táticas para o time é o treinador. Quem pode tirar a titularidade de quem não está jogando nada é o treinador. Quem deveria dar mais chances à molecada da base e dar um descanso para uns dois ou três veteranos que não rendem é o treinador.

Jorginho terá uma semana para pensar na vida e no seu trabalho até o, agora mais que nunca, importante jogo contra o Brasil de Pelotas. Um resultado ruim pode significar a saída da liderança pela primeira vez na competição e, em caso de derrota, um inesperado terceiro fracasso seguido dentro de São Januário. Caso isso aconteça, arbitragem, elenco reduzido ou falta de reforços não servirão como desculpa: as cobranças pela “reconstrução” do Vasco recairão todas sobre o mestre de obras do time.

As atuações…

Martín Silva – com a zaga que vem tendo à sua frente, vai precisar fazer mais que agarrar uma penalidade por jogo para não ver o Vasco perder.

Madson – como não teve chance de cobrar um lateral dentro da área, fez apenas o de costume: estragar jogadas de linha de fundo. Jorginho demorou séculos para colocar Yago Pikachu no seu lugar, quando o jogo já estava 1 a 0. E só de não ter aquela cara de chorão do Madson, o Pokémon já pode ser considerado melhor. Ainda assim, não conseguiu acompanhar o atacante que empurrou a bola pra rede no lance do segundo gol.

Rodrigo – estava desatento no lance do primeiro gol e levou um corte simples no segundo. Teve uma chance para marcar, mas seu chute acabou sendo bloqueado pelo braço do zagueiro do Avaí.

Aislan – é uma espécie de anti-Nenê: enquanto o camisa 10 participa dos lances de quase todos os gols feitos pelo Vasco, Aislan está sempre envolvido nos gols que sofremos: ontem, no primeiro gol, fez acidentalmente a assistência para o atacante adversário; no segundo, olhou o passe que originou o gol passar à sua frente sem esboçar qualquer reação além de observá-la.

Julio Cesar – não fosse a presença do Aislan seria indiscutivelmente o pior em campo. E mesmo com o Nenê do Mundo Bizarro na zaga pode haver dúvidas. Acabou com uma penca de jogadas no ataque, errou um monte de passes e vacilou também nos dois gols: o jogador do Avaí que marcou o primeiro passou pelas suas costas e no segundo tomou um drible vergonhoso.

Marcelo Mattos – pode parecer estranho, mas nem chegou a ter tanto trabalho assim. Mas com a defesa entregando a paçoca toda hora, não adianta ficar carregando piano. Quando o Vasco passou a pressionar, até arriscou algumas subidas, com resultados sofríveis.

Julio dos Santos – esteve em campo, dizem. Me lembro vagamente do paraguaio perdendo uma bola fácil perto da nossa área. Saiu para a entrada do Caio Monteiro, outro a entrar no jogo com o time já atrás no placar. Deu maior movimentação ao ataque e acabou marcando o gol vascaíno.

Andrezinho – jogou mais afastado da área para ajudar na saída de bola e, longe do ataque, não chegou a contribuir muito municiando o ataque.

Nenê – mostrou disposição e não fugiu do jogo, mas ainda não voltou a ser decisivo como era em outros tempos. Teve uma boa chance no primeiro tempo, mas chutou pra fora. Acabou participando do lance do gol: o rebote aproveitado pelo Caio veio depois de um chute do camisa 10 rebatido pelo goleiro Renan.

Eder Luis – substituiu Jorge Henrique, mas sem precisar executar as 468 funções que Jorginho lhe atribui. Com isso, tivemos efetivamente um atacante de lado de campo. E, surpreendentemente, Chico Bento foi bem, criando boas jogadas e dando trabalho à defesa adversária. Mas é aquilo: na hora de definir, Eder Luis é terrível. No segundo tempo perdeu o gol mais feito do jogo, mandando para fora uma cabeçada de frente pro gol. Cansou, sumiu e cedeu lugar ao Evander, que não precisou cansar para sumir.

Leandrão – pesado como um trator e com a velocidade de um (com o pneu furado), não conseguiu escapar da marcação avaiana em momento algum.

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Só com bola de cristal

previewFazer prognósticos sobre os jogos do Vasco virou exercício de futurologia. Não adianta levarmos em consideração a superioridade do elenco cruzmaltino, a possível fragilidade dos adversários, o local do jogo, a campanha dos times, a presença do Nenê, as opções do Jorginho…nada disso nos dá a menor dica do que acontecerá com a bola rolando. Podemos ganhar jogando muito mal, perder dominando a partida, golear como visitante, sermos esculachados em São Januário e por aí vai.

Por isso, me faltando as habilidades de uma Mãe Dinah para falar sobre o confronto contra o Avaí na Ressacada, só me resta fazer aquilo que nossos atacantes têm feito muito pouco: chutar. Hoje, mesmo jogando fora de casa, mesmo com Eder Luis e Leandrão no ataque e mesmo com a possibilidade do Aislan entrar em campo, acredito numa vitória do Vasco.

Na situação não muito confortável em que se encontra na classificação, o Avaí não poderá se dar ao luxo de jogar “apenas por uma bola” e deve ao menos tentar ditar o ritmo da partida. O retrospecto do time em casa – quatro vitórias em seis jogos – também indicam que, pelo menos no seu estádio, o Leão da Ressacada mostra mais atitude. E ai, com mais espaço para jogar, as coisas podem ficar mais fáceis para nosso lado.

Mas independente do que virá do outro lado, o Vasco precisa muito da vitória. Não apenas porque uma derrota pode fazer com que o Atlético-GO chegue de vez (se perdermos e eles vencerem, empatarão em pontos conosco), mas porque não há justificativa para tal queda no desempenho do time. O elenco tem uma média de idade alta, a sequência de jogos é absurda, os adversários todos nos enxergam como o time a ser batido… tudo isso é verdade e tudo isso prejudica o trabalho do grupo. Mas para um time que manteve 90% de aproveitamento nas sete primeiras rodadas, uma queda para 50% nas últimas seis é difícil de ser explicada apenas por esses motivos. Falta de motivação? Erros da comissão técnica? Falta de opções no elenco? Só os jogadores, o treinador e a diretoria podem fazer o Vasco voltar a ter o desempenho que tinha antes. Contar com a fraqueza dos adversários para nos darmos bem na competição é muito pouco.

Temos mais entrosamento, estamos em melhor fase e temos um elenco superior ao Avaí. Mas enquanto não resolvermos nossos próprios problemas, só com uma bola de cristal para saber se venceremos ou não.

Avaí X Vasco

Avaí X Vasco

Renan; Renato, Fábio Sanches (Celio), Gabriel e Capa; Luan, Alemão, Jajá e Diego Jardel; Rômulo e William.

Martín Silva; Madson, Luan (Aislan), Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, William Oliveira, Andrezinho e Nenê; Eder Luis e Leandrão.

Técnico: Silas.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Ressacada. Data: 02/07/2016. Horário: 16h30. Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha. Auxiliares: Cristhian Passos Sorence e Adailton Fernando Menezes.

A TV Brasil e a Rede TV transmitem ao vivo (exceto Florianópolis – SC). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Rafael Marques, zagueiro de 32 anos, rescindiu seu contrato com o Coritiba e, pelas notícias, deve aportar na Colina. Com a saída do Vaz e a participação do Luan na Seleção Olímpica, a contratação é mais que bem-vinda, mesmo que seja mais um trintão num elenco formado basicamente por veteranos. Afinal de contas, ou chega um reforço, ou teremos que ver o Aislan em campo.

Fica a dúvida sobre as razões para o jogador pedir a dispensa no Coxa. “Perder espaço” é a justificativa padrão, mas o que levou o jogador a amargar o banco é que seria interessante saber.

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E aí, Vasco???

Nesses quase 10 anos em que escrevo sobre o Vasco na internet, há uma coisa que sempre falo porque é minha convicção pessoal sobre o assunto: a torcida vaiar o próprio time é burrice. Vaiar um jogador não fará com que ele jogue melhor (menos ainda que aprenda a jogar) e é fazer o trabalho da torcida adversária.

Esse é um ponto. Agora, querer colocar qualquer tipo de responsabilidade sobre a derrota do Vasco para o Paraná Clube na torcida ou nas vaias vindas das arquibancadas de São Januário é mais que nonsense; é buscar uma desculpa esfarrapada para a incompetência do time.

Dizer que o time do Vasco, cheio de jogadores com mais de uma década como profissionais “se abala” com vaias a ponto de não conseguir vencer um time limitado como o Paraná é fazer pouco da inteligência do torcedor.

As vaias também justificam um time que teve 62% de posse de bola finalizar apenas 12 vezes em mais de 90 minutos? E explica o fato de metade dessas finalizações ter sido pra fora? Foi por causa das vaias que só conseguimos fazer um gol, mais uma vez, de forma acidental e não numa jogada trabalhada?

As vaias justificam as escolhas do treinador? Será que, mesmo com um elenco limitado em número – não falarei em qualidade – como temos, somente Diguinho, Eder Luis, William Oliveira, Leandrão e, para citar alguns titulares, Jorge Henrique e Madson merecem chances? São as vaias que impedem o Jorginho de ir colocando com mais frequência a molecada da base?

Foram as vaias que justificaram a renovação de contrato do Aislan? Ou o fato de não termos qualquer outra opção para a zaga além dele?

As vaias, que a bem da verdade foram direcionadas para um ou dois jogadores apenas, não explicam nada disso. O fato é que o Vasco não vem jogando bem há tempos. Seja ganhando, seja perdendo.

Falar que os jogos são difíceis porque os adversários jogam na retranca é retórica furada. O que a diretoria, a comissão técnica e os jogadores esperavam dos outros times jogando contra um gigante do futebol nacional, com um elenco várias vezes mais caro que os demais e franco favorito ao título? Mesmo que não tivéssemos passado por essa experiência outras duas vezes não seria necessária inteligência de sobra para saber que furar retrancas seria o trabalho primordial do Vasco nessa Série B.

O que Jorginho e seus comandados precisam é se justificar menos e trabalhar mais. O treinador precisa, mais que urgentemente, encontrar alternativas táticas para o time. E os jogadores, alguns de maneira extrema, precisam treinar mais e se aprimorar tecnicamente. Fora isso, é conversinha pra tentar acalmar a torcida que não resolve nada.

E aí, Vasco? Vamos voltar a justificar o favoritismo na competição ou não?

As atuações…

Martín Silva – nada pôde fazer nos gols. No resto do jogo, pouco teve a fazer.

Madson – mais um cruzamento certo. Com as mãos. Tirando isso, não se vê sendo efetivo em momento algum.

Rodrigo – começou entregando uma bola que quase virou um lance de perigo, mas depois não chegou a ter trabalho com o ataque adversário. Se lançou ao ataque no segundo tempo e quase marcou de cabeça. No lance do segundo gol, estava completamente vendido no lance.

Luan – se contundiu ainda no primeiro tempo e deu lugar ao Aislan, que entre lances bizarros e alguns bons cortes, falhou mais uma vez e foi responsável direto pela derrota.

Henrique – foi visto com frequência no apoio, mas não conseguiu acertar qualquer cruzamento. E ainda deixou sua lateral desguarnecida em vários momentos.

Diguinho – é praticamente um zagueiro jogando no meio de campo: sua irresistível vontade de sair dando bicões em qualquer bola que lhe apareça pela frente é irritante.

Julio dos Santos – vinha fazendo uma partida na média, e pelo que vinha apresentando, provavelmente seria substituído de qualquer forma, como acontece na maioria das vezes. Mas Jorginho acabou queimando o paraguaio ao tirá-lo de campo justo no momento em que ele começou a ser vaiado. William Oliveira entrou no seu lugar e, pilhado em excesso, não conseguiu fazer muito além de dar um novo gás ao meio de campo. Acabou sendo coadjuvante da pixotada do Aislan.

Andrezinho – tentou organizar o time, mas afunilou demais as jogadas e acabou errando os passes decisivos. Quase marcou um belo gol, em chute que só carimbou o travessão por conta do desvio do goleiro adversário.

Nenê – ontem até que resolveu jogar bola, voltando a marcar, criando boas chances e deixando companheiros na cara do gol, como fez com Andrezinho. Mas não foi o bastante para superar a retranca paranaense.

Jorge Henrique – um dia muito infeliz para o minicraque: além de fazer um gol contra, atrapalhou o Nenê numa chance clara de gol. Eder Luis entrou em seu lugar e não conseguiu fazer nada. Ou seja, por atrapalhar menos que o JH, se saiu um pouco melhor.

Leandrão – não conseguiu fazer muita coisa além de cavar penalidades e errar passes quando tentou ser o pivô. O lance do segundo gol começou com o centroavante apanhando da bola ao tentar dominá-la ao receber um lançamento longo.

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Os números enganam

numbersA matemática é simples. Ninguém vai discutir que a soma de dois mais dois é quatro. Já quando aplicamos a matemática ao futebol, as coisas complica um pouco. Um exemplo claro: segundo o site Footstats, uma seleção da Série B até essa 11a rodada só incluiria dois jogadores do Vasco, e um deles seria o Marcelo Mattos! Tal bizarrice só pode ser explicada por se levar em consideração apenas as estatísticas.

Seguindo mais uma vez os números, poderíamos dizer que o Paraná Clube, nosso adversário de logo mais na Colina, não seria um oponente tão fácil de encarar. Sua campanha como visitante está longe de ser das piores: de seis partidas fora de casa, o rubro-anil perdeu apenas duas vezes. Ou seja, o time paranaense tem o hábito de tirar pontos dos seus anfitriões.

Mas esses são os números apenas. Olhando mais atentamente a campanha do Paraná, as coisas não são bem assim. Nosso adversário venceu apenas uma das partidas fora de casa – e contra o lanterninha Sampaio Corrêa – e empatou outras três, duas contra times abaixo do próprio Paraná na classificação e uma contra o CRB, que pode ser considerado seu melhor resultado longe do Durival Britto. Nas outras duas partidas, derrotas aparentemente incontestáveis: um 2 a 0 do Brasil de Pelotas e um 5 a 1 (!!!) contra o Náutico.

Resumindo, o Paraná pode até não estar fazendo uma campanha das piores como visitante. Mas isso se deve muito mais ao fato de ter encarado times mais fracos. Quando bateu de frente com equipes um pouco melhores, não conseguiu evitar a derrota. E como hoje a equipe paranaense, além de ter uma penca de desfalques, terá pela frente o melhor time da competição…

Não termino a frase porque esse “melhor” também se baseia em números. Com a bola rolando, há controvérsias. O time não tem jogado nada bem e as duas últimas vitórias não foram nada convincentes. Hoje, mais uma vez, Jorginho não poderá contar com seu time ideal, mas a quase certa entrada do Diguinho (rezem!), que na prática não é tão pior que o “selecionável” Marcelo Mattos, não servirá como desculpa para outra atuação ruim. Com a volta do Rodrigo à zaga e Aislan – o “entregador oficial” do time – longe, a defesa ficará mais segura. Assim, bastaria que o Nenê voltasse a jogar bola, coisa que não faz há algum tempo.

Jogando em casa contra o 10o colocado na tabela, uma vitória é o único resultado aceitável. Mas o ideal seria vencer mostrando, ao menos um pouco, as razões para o favoritismo que nos atribuem. No momento, apenas os números da nossa campanha confirmam isso.

Vasco X Paraná

Vasco X Paraná

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho, William Oliveira, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Leandrão.

Marcos; Diego Tavares, Alisson, Zé Roberto (Leandro Silva) e Fernandes (Rafael Carioca); Leandro Silva (Fernandes), Basso, Murilo e Válber; Róbson e Lúcio Flávio.
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Técnico: Jorginho.

Técnico: Marcelo Martelotte.

Estádio: São Januário. Data: 28/06/2016. Horário: 20h30. Arbitragem: Rodrigo Batista Raposo. Auxiliares: Jose Reinaldo Nascimento Junior e Lehi Sousa Silva.

O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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Esse dia foi loko!

Antes mesmo da bola rolar, a torcida do Vasco já podia esperar emoções extras na partida contra o CRB: Jomar, substituto natural do suspenso Rodrigo, sentiu uma contusão, não apareceu e quem foi a campo junto com os titulares foi o Aislan.

Nos minutos iniciais, vimos o Vasco se acuado, um time que não parecia muito ligado na partida e um adversário que não abriu o placar por perder uma penca de gols.

Quando resolvemos acordar – ainda demonstrando uma grande fragilidade defensiva – o CRB marca seu gol em um lance completamente controlado, depois de um recuo péssimo para um zagueiro desatento, o que deixou Martin Silva vendido na jogada.

Mas só precisamos de três minutos para igualar o placar, depois de uma saída de bola equivocada do CRB, um corte do Marcelo Mattos que parou nos pés do Leandrão, que lutando com a bola e com os marcadores, conseguiu marcar um belo gol.

Na volta do intervalo, ainda empatada a partida, o Vasco veio mais ligado. Ainda assim, nossa marcação ainda falhava e o CRB criava oportunidades para desempatar. Mas fomos nós quem marcamos, conseguindo a virada com um gol olímpico espetacular do Andrezinho.

No restante da partida, vimos o CRB partir pra cima e perder mais uma batelada de gols, se não por grandes defesas do Martin, por uma falta de mira de causar inveja aos nossos atacantes. Mesmo contra o adversário que parecia implorar por sofre um gol no contra-ataque, conseguimos sair da nossa defesa.

No minuto final a maior emoção, com Aislan mais uma vez envolvido: o zagueiro disputou uma bola com um atacante, que se joga. O árbitro não comprou o caô, mas o bandeirinha sim; cobrada a penalidade, San Martin impede que o Diego, ex-lateral do Vasco, marque seu segundo gol em 2016 no clube que o formou e garante os três pontos para o Gigante.

Numa partida em que o Vasco se viu dominado boa parte dos 90 minutos, em que vencemos mesmo com Aislan na zaga, em que Nenê mal apareceu em campo, que teve gol olímpico e defesa de penal no minuto final só pode ser classificada de uma forma: esse jogo foi louco!

As atuações…

Martín Silva – garantiu a vitória com uma penca de defesas, algumas difíceis, incluindo um penal aos 46 minutos do segundo tempo.

Madson – segue naquela de correr muito e fazer pouco. Ontem até que bateu uns escanteios com relativo perigo, mas nada MESMO que justifique manter o Yago Pikachu no banco. O Pokémon acabou entrando após Madson sentir uma contusão e no pouco tempo que ficou em campo quase marcou um belo gol em uma arrancada. O chute foi para fora.

Luan – pareceu ter sentido muito a falta do Rodrigo e em diversos lances foi superado (as vezes com facilidade inaceitável) pelos atacantes adversários. Nem a bela jogada de linha de fundo, com direito a caneta humilhante no marcador, serviu para dizermos que teve uma boa atuação.

Aislan – não tem jeito, o rapaz carrega uma zica que o torna inviável como zagueiro de um clube como o Vasco. Ontem, se não fosse por dois lances, poderia ter saído de campo como o melhor zagueiro do time. Pena que os lances foram capitais: no primeiro gol do CRB, não conseguiu pegar a bola recuada por Júlio César; e no final do jogo, o bandeirinha marcou um pênalti – maroto, é verdade – numa disputa de bola entre ele e o atacante adversário, que se jogou. O azar do sujeito é tão grande que, num lance que ele conseguiu espanar a bola da área, a bola bateu na bandeirinha de córner, voltou para o campo e o CRB conseguiu uma falta perigosa a seu favor.

Júlio César – pelo menos 50% do primeiro gol do CRB pode ir para a conta do veterano lateral, que recuou com um passe quadradíssimo justo para o zagueiro mais azarado do mundo. Sentiu uma pancada e acabou dando lugar para o Henrique, que entrou quando o Vasco estava sendo pressionado e acabou mais preso à marcação.

Marcelo Mattos – o estilo cão de guarda de sempre, sem conseguir fazer uma proteção à zaga de forma eficiente. Acabou participando do lance do primeiro gol do Vasco ao dar o bote na saída de bola do CRB que acabou sobrando para o Leandrão.

Julio dos Santos – com ele no lugar do William Oliveira, o meio de campo vascaíno ficou exposto como há muito não ficava, já que o Paraguaio cerca muito e pouco combate (e quando o faz, vive indo de primeira nas bolas e sendo driblado) Na criação foi irrelevante.

Andrezinho – foi o único a criar alguma coisa no time, e mesmo assim com muitas dificuldades, já que tinha que vir buscar o jogo quase sempre no nosso campo. Mas quem faz um gol olímpico como o que ele fez não pode receber críticas.

Nenê – uma completa nulidade em campo, nem bolas paradas cobrou (o que pareceu ser proposital). No único lance em que teve chance de fazer algo efetivo, deu uma de Casalbé e virou o braço no rosto do seu marcador, levando um amarelo.

Jorge Henrique – correu pelo campo todo como sempre e acaba não sendo visto no ataque. Acertou um bom chute de longa distância, obrigando o goleiro do CRB a fazer uma defesa difícil. Saiu para a entrada do Éder Luís que de marcante, só conseguiu errar um passe fácil e armar um contragolpe para o adversário.

Leandrão – mesmo sendo lento toda vida e limitadíssimo, incomoda a defesa adversária muito mais que o Thalles. Com o gol feito deve ter eliminado qualquer dúvida que restava sobre merecer ou não ser titular do time.

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