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Oportunidade de ouro (para o Damião)

Dam_1651839aNão costumo falar a respeito de especulações sobre a vinda de reforços para o Vasco, ainda mais quando muito badalados. Afinal de contas, todo mundo sabe que a situação financeira do clube não nos qualifica para entrar em disputas salariais contra a maioria dos grandes clubes brasileiros (sem falar no caozinho da “responsabilidade”, que na prática não é bem como pintam e ainda serve como excelente desculpa para fazer contratações raras e de nível duvidoso) e quando surgem boatos sobre contratações de peso, na maioria absoluta das vezes a história termina em decepção para a torcida.

Mas a possível vinda do Leandro Damião merece alguns comentários porque, pelo menos aparentemente, há um fundo de verdade na coisa. A negociação, pelo que tem aparecido na imprensa, realmente existe. E como Damião não está podendo fazer exigências financeiras exorbitantes, pode ser que ele realmente pinte na Colina. Isso, claro, se nenhum dos outros clubes com mais fôlego monetário resolva disputar a contratação.

Agora, se há mesmo a possibilidade do Leandro Damião ser contratado, a questão que realmente interessa é: a vinda do atacante seria um bom negócio para o Vasco?

Que Jorginho precisa de um centroavante, não há quem discuta (exceto os lobotomizados seguidores do Dotô, que mudarão de ideia imediatamente caso a negociação evolua). E Damião, pelo menos em teoria, é um atacante muito melhor que as opções disponíveis no nosso elenco, por pior que seja a fase que o jogador atravessa. Porém, ser melhor que Leandrão ou que o “BalofoThalles” não chega a ser muita vantagem e, mais grave, não garante que o sujeito trará a solução para nosso problema de referência na área.

Pode-se dizer que essa é uma visão pessimista. Mesmo estando longe da sua fase áurea no Internacional, não podemos dizer que Damião esqueceu de como se faz gols. Embora não tenha balançado as redes esse ano – e não podemos ignorar que ele jogou muito pouco nessa temporada – em 2015, por exemplo, ele marcou 18 vezes, ou seja, marcou quase o dobro de gols que o artilheiro vascaíno do ano passado, a lembrar, Rafael Silva (que fez 10 gols). Achar que ele não se sairá melhor que nossos atacantes hoje, jogando uma série B, é ser muito implicante com o cara.

Ainda assim, não podemos esquecer que mesmo aceitando reduzir drasticamente o salário que recebe hoje, Damião será um jogador bastante caro no elenco vascaíno. Ignorando a possibilidade disso gerar um certo incômodo no restante do elenco, uma possível vinda do Damião certamente decretaria o fim das contratações para essa temporada. E por mais que estejamos bem no Brasileiro, temos outras carências no grupo que também precisariam ser resolvidas.

Pesando prós e contras, me parece que se Damião aceitar uma proposta do Vasco, o atacante a princípio terá feito um negócio melhor que o clube. Se jogar a série B e ter um salário reduzido não é o melhor dos mundos para o jogador, fazer parte de um time franco favorito ao título que disputa, numa competição com pressão menor e adversários mais limitados é uma oportunidade de ouro para quem precisa se firmar novamente como um dos grandes nomes da posição no país. Ainda mais sendo em um dos maiores clubes do Brasil, com um vasto histórico em recuperar carreiras desacreditadas e já chegando com moral junto a uma torcida apaixonada. Já do lado do Vasco, teremos um bom reforço, mas que sairá caro para nossa realidade e que, apesar de tudo, é uma aposta: chegando ao time, ele ainda precisará provar, com gols, que sua contratação foi um acerto.

Update: assim que publiquei o post, essa matéria resumiu tudo o que eu tinha falado. Ou seja, mais pessoas chegaram à mesma conclusão que eu. Nada impede que o próprio Damião acabe por se convencer de tudo isso. De qualquer forma, Isaías Tinoco desconversou e disse que não sabe de qualquer proposta feita ao jogador. Atitude normal, ainda mais sabendo-se que outros clubes têm interesse no atacante. Ainda assim, o mais prudente para a torcida é não alimentar esperanças demais. Mesmo que a possibilidade exista, ainda me parece uma contratação difícil de acontecer no atual momento do Vasco.

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Mais vale um pássaro na mão

birdEnquanto a renovação da parceria com a Caixa Econômica não se resolve, o Vasco acaba de ter mais uma notícia ruim sobre patrocínios: a Viton 44 deixará de ser patrocinador do clube, o que acarretará numa perda de receita milionária. Marco Antônio Monteiro, VP de marketing vascaíno, não está muito otimista. Apesar de afirmar que tem “as coisas mais ou menos prontas”, admite que o mercado está numa fase ruim. Dificilmente encontraremos um patrocinador único que banque as costas e as mangas da camisa.

Monteiro espera que o programa Gigante equilibre a perda do patrocínio. Com cerca de 30 mil pré-cadastrados, o sócio-torcedor pode garantir uma boa injeção de grana ao clube. Mas isso não muda o fato de que teremos dois espaços na camisa vagos. É preciso correr atrás de investidores que estejam dispostos a apostar na nossa marca.

Esse será um grande desafio, não apenas porque a crise inibe investimentos desse tipo. Hoje, não temos na prática nenhum patrocinador. E se lembrarmos que tanto Caixa como Viton 44 chegaram por terem uma estratégia de marketing que focava o patrocínio em vários clubes, ficamos na dúvida se a atual diretoria terá capacidade de conseguir empresas interessadas em uma parceria exclusiva com o Vasco. Na primeira vez que comandaram o clube, os mesmos gestores demoraram anos para conseguir patrocinadores. E ainda assim, também eram empresas que patrocinavam diversos clubes Brasil afora.

O marketing vascaíno terá que superar não apenas a falta de dinheiro no setor, mas também a imagem que o clube passou a ter desde a volta do Eurico Miranda à presidência. Ainda que as polêmicas envolvendo o presidente estejam menos frequentes que no seu primeiro mandato, não podemos ignorar que muitas das suas decisões não são das mais simpáticas. A imagem de uma gestão ultrapassada e retrógrada, o apoio a FERJ, a defesa intransigente de um campeonato deficitário como o Estadual, as eternas insinuações de favorecimentos, as rusgas com a imprensa… Sejam ou não motivos que justifiquem a falta de interesse de novos patrocinadores, é inegável que para uma empresa que deseje divulgar positivamente sua marca, o melhor é escolher um clube no qual nada disso aconteça.

Diante desse cenário, a renovação com a Caixa se torna ainda mais importante, já que será nosso “pássaro na mão“. Se o banco se recusar a aumentar sua proposta para os valores pedidos pelo clube, não haverá outro jeito: a diretoria terá que engolir seu orgulho e aceitar a quantia oferecida. É isso ou corremos o risco de ver dois patrocínios voando e passar 2016 sem novos investidores.

Update: mal tinha publicado o post e me aparece esse tweet aqui:

Ou seja, o outro pássaro acaba de voar. E com um agravante: sem conseguir a renovação, o Vasco simplesmente fez propaganda gratuita para a Caixa por vários meses. Algo que a atual diretoria e seus defensores criticaram muito quando aconteceu com a gestão anterior (com a diferença que, nessa ocasião, o patrocínio foi renovado).

Marco Antonio Monteiro terá que correr muito atrás para conseguir novos parceiros que compensem as saídas da CEF e da Viton 44.

Update II: diretoria divulga nota oficial no site do clube negando o encerramento das negociações com a Caixa. Menos mal. Que ambas as partes tenham bom senso para resolver essa questão da melhor forma possível.

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As incoerências de sempre

Divulgação BC 10122010-CinquentaReais.jpg Brasília - O Banco Central (BC) lança na próxima segunda-feira (13) a segunda geração da família de cédulas do real. Primeiro, entrarão em circulação as novas notas de R$ 50 e de R$ 100. Em 2011, será a vez das notas de R$ 10 e de R$ 20 e, por último, a partir de 2012, começará a substituição das notas de R$ 2 e de R$ 5. De acordo com o BC, as duas notas de maior valor são as que demandam maior proteção contra tentativas de falsificação e, por isso, estão sendo lançadas antes das demais. Mais de 70% das cédulas falsas apreendidas no país são de R$ 50 e de R$ 100

Eurico Miranda, presidente do Vasco, em janeiro de 2015:

Eu sou contra esse processo de elitização do futebol. Falam que futebol é do povo e o clube que falam que é do povo, que é o Flamengo, quer jogar com o ingresso lá em cima. Aí tem pessoal que comenta, que tem de fazer estádio com polo gastronômico e o torcedor não tem dinheiro nem para comprar ingresso. Como quer ter isso? (…) “Não é discutir se tem jogador ou não, se o espetáculo é bom ou não. O principal é que o preço é muito abusivo. Não pode jogar três partidas no mês e querer cobrar R$ 80 por cada jogo”.

Corta para janeiro de 2016. Um ano após dar as declarações acima, a diretoria anuncia os preços para a estreia do Vasco no Estadual desse ano: arquibancadas a R$ 50 e sociais a R$ 80. Não se encontra uma justificativa para a prática de tais preços, não numa primeira rodada de Carioca, não em uma partida contra o Madureira, não no meio da crise pela qual todo país passa.

Mas, claro, o problema do Carioca é a liga ou a imprensa que menospreza a competição. Já o Vasco, cuja diretoria considera o Estadual a competição mais importante do mundo, faz o que para contribuir? Além de não fazer qualquer ação para promover sua estreia na disputa, aumenta os preços dos ingressos.

Esse tipo de contribuição só ajuda a esvaziar ainda mais o Estadual. Dois dos grandes do Rio já não dão à mínima para o Carioca, e com esse tipo de atitude, o que a diretoria vascaína parece querer é que nossa torcida também passe não se importar mais. Mas esperar o que de uma gestão que oferece um desconto de apenas 20% no bilhete para quem é sócio e que procrastina há meses o lançamento de um programa para novas associações? Para eles, 5 mil torcedores na Colina é casa cheia.

São dessas incoerências as quais, infelizmente, a torcida já está bastante acostumada.

Update: aparentemente entendi de forma equivocada as informações sobre preço de ingressos para a partida de amanhã. No site oficial está escrito o seguinte:

Preços

Quando dizem que sócio do Vasco paga R$ 40 sem especificar qual tipo de ingresso sai por esse preço, pode-se interpretar a informação de três formas:

1) Ou os sócios têm apenas 20% de desconto nas arquibancadas;

2) Ou a meia-entrada para sócios só vale para as cadeiras;

3) Ou o torcedor paga R$40 de qualquer jeito, seja nas arquibancadas ou nas cadeiras. Nesse caso, para alguns o desconto será de 50% e para outros, apenas de 20% mesmo.

Qualquer que seja a interpretação correta, o sócio perde. O correto seria meia-entrada para o sócio onde quer que ele desejasse ver a partida. R$ 25 para arquibancada e R$ 40 para cadeiras. E, claro, isso não muda o fato de que os preços parecem muito altos para a partida que é.

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Dos R$114 milhões gastos em reforços pelos 12 grandes clubes do Brasil em 2016, o Vasco contribuiu com ZERO Reais para a soma (lembrando que as contratações de Yago Pikachu e Marcelo Mattos vieram sem custos).

Mas tá na boa. Afinal de contas, o elenco de 2015 era bem forte.

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Feliz Natal? Como?

Nos quase nove anos em que comando um espaço para falar sobre o Vasco na internet, não me lembro de ter deixado de deixar um feliz Natal aos leitores e torcedores em geral. Esse ano não seria diferente, mas acabou sendo.

Até falei com parte dos meus leitores pelo Twitter, mas no dia em que me preparava para escrever minha saudação natalina, me deparei com a seguinte manchete no Netvasco:

Título

Isso, confesso, me pareceu algo tão triste que simplesmente me vi sem forças para desejar uma “noite feliz” para os vascaínos. Pessoalmente, meu desejo é de que todos os meus leitores tenham tido um ótimo Natal. Mas como torcedor, me parece impossível ver um título desses e ainda querer que algum torcedor do Vasco fique feliz.

Aí, quando eu resolvo justificar meu sumiço e explicar a ausência de um post no dia 25, me deparo com um possível interesse da diretoria em trazer para o clube, pela enésima vez, o meia Léo Lima.

Com uma notícia dessas, tem como um vascaíno ter um feliz Natal esse ano?

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Celso Roth conseguiu!

Depois de frequentar a lista em 2012 (2º lugar) e 2014 (7ª colocação), em 2015 o cérebro por trás do Rothbol conseguiu finalmente ser eleito o pior técnico do país. É um grande feito ser lembrado todo ano por jogadores dos times das Séries A e B. Sorte do Roth a pergunta não ter sido feita em 2013, já que dificilmente ele ficaria de fora da lista também esse ano.

O que todos os jogadores (e imprensa e torcedores em geral) estão cansados de saber não é o que pensa o presidente do Vasco. Tanto que na coletiva que deu para assumir responsabilidades – mas não a culpa – por mais uma queda do clube, o Dotô disse não considerar um erro a contratação do Celso Roth, que na sua opinião, é “um técnico de primeira linha“.

Bom…não deixa de ser um título para a carreira desse “grande” treinador do futebol brasileiro.

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Também vale citar: outro dos preferidos do Dotô também ganhou um prêmio. Na mesma pesquisa realizada pelo portal UOL, o zagueiro Rodrigo foi considerado o jogador mais chato do Brasil.

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Update: depois de um longo tempo sem escrever nada no site Vasco Expresso, publiquei uma coluna nova lá no site. Dá uma clicada aqui e confira!

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Finados antecipado

Por um dia, o clássico entre Vasco e Fluminense escapou de cair em um Dia de Finados. Infelizmente, a derrota para os tricoletes por 1 a 0 – depois de quase três anos de invencibilidade diante do time do laranjal – poderia até ser mais adequada se coincidisse com a data. Isso porque, amigos, por mais que tenhamos fé, nossas chances de permanência na elite em 2016 estão com um pé e meio na cova.

Não falo isso pela matemática. Nossos concorrentes diretos estão longe de serem confiáveis e podem muito bem perder todas as partidas que lhes restam. O problema é maior que esse e não serão os números que nos ajudarão a resolvê-los. Uma prova disso é que essa deve ser a terceira ou quarta rodada em que tivemos uma oportunidade real de nos aproximar da 16ª colocação e, ainda assim, a desperdiçamos.

Essa é a questão. Nossos adversários têm constantemente nos ajudado. É o Vasco que tem falhado em se ajudar.

Vejamos o jogo de ontem. Mesmo que a vitória fosse absolutamente imprescindível para nós, o que vimos ontem no Engenhão foi um Fluzim muito mais aplicado que o Vasco. Quem não soubesse a quantas anda o campeonato, pensaria que eram os tricoletes que buscam escapar do rebaixamento.

Claro que precisamos levar em consideração que, mesmo com o Flu jogando sem seu maior destaque e com alguns reservas, mais da metade do seu time seria indiscutivelmente titular no atual elenco vascaíno. Não se pode dizer que o Vasco fez uma partida displicente, pelo contrário, percebe-se o empenho dos caras. Mas é aquilo: o máximo que o time pode oferecer é isso ou algo muito próximo. Se não podemos dizer que falta entrega, é evidente que falta técnica, fôlego, tranquilidade e em muitos momentos, inteligência.

Ainda assim, poderíamos ter um resultado melhor, mas também falta sorte. Como no lance do gol tricolete, aos 47 minutos do primeiro tempo, quando uma tentativa de jogada de pivô saiu errada e se transformou num contragolpe mortal. Ou no chute do Nenê que bateu Cavalieri e parou nos pés do Wellington Silva em cima da linha. Ou na cabeçada de Riascos que explodiu no travessão.

A luta do time é mais que louvável, mas falta o essencial: força para escapar do Z4 por seus próprios méritos. Ainda que daqui pra frente todos os resultados nos favoreçam, fica difícil crer que vamos fazer a nossa parte. Pelo que apresentamos nas últimas cinco rodadas, como acreditar que vamos vencer o Palmeiras, os gambás e o Santos? E, mesmo contra dois adversários diretos como Joinville e Coritiba, dá pra confiar em vitórias fora de casa (lembrando que não os vencemos nenhum dos dois no Rio)?

Sei que domingo que vem estarei nesse mesmo blog, cheio de esperanças e acreditando firmemente que o Vasco poderá vencer na Allianz Arena. Mas esse é o lado torcedor, aquele que vai acreditar sempre enquanto os números permitirem sonhar. Mas o lado racional, aquele que analisa o time sem as lentes da paixão vascaína, sabe que se a esperança é a última que morre, ela hoje está em estado terminal.

As atuações…

Martin Silva – fez algumas boas defesas e não teve qualquer culpa no gol sofrido.

Madson – foi presença constante no ataque, mas como sempre, falhou nos cruzamentos. Defensivamente deixou quilômetros de espaço na sua lateral (por onde, aliás, saiu o gol tricolor)

Luan – facilmente superado pelo Gerson no lance do gol.

Rodrigo – mostrou segurança e cobrou uma falta com perigo.

Júlio César – preocupou-se mais com as subidas do Osvaldo e foi bem defensivamente. Nas raras vezes em que surgiu no apoio, não acertou.

Bruno Gallo – com Julio dos Santos ao seu lado, sempre tem trabalho dobrado na marcação. Em um corte errado no meio do campo, foi obrigado a fazer uma falta que lhe rendeu o terceiro amarelo.

Julio dos Santos – uma boa jogada no começo da partida, mas de resto, o mesmo cisca-cisca na marcação e pouca efetividade na armação de jogadas. Com ele em campo, a recomposição defensiva do time é de uma lentidão inaceitável. Deu lugar ao Eder Luís quando Jorginho partiu para o tudo ou nada e, mesmo sem ritmo, foi mais eficiente que os outros atacantes de lado de campo que atuaram ontem.

Andrezinho – se esforça, mas quando tem que superar marcadores mais jovens, fica em evidente desvantagem. Ontem não conseguiu fazer nada de efetivo.

Nenê – sofreu com a marcação tricolete e acabou não conseguindo fazer a diferença. Ainda assim foi responsável por dois lances de perigo, quase marcando em chute de virada dentro da área (cortado sobre a linha) e tentando marcar um gol olímpico.

Jorge Henrique – não tem mais idade para fazer o que fazia há alguns anos, quando acompanhava o lateral e ainda tinha forças para ter presença no ataque. O que acontece hoje é que ele não se sai bem em nenhuma das funções e ainda se esgota rapidamente. Tanto que nem voltou do intervalo, dando lugar ao Rafael Silva, que deu novo gás ao ataque, mas produziu muito pouco na prática

Leandrão – Jorginho deve ser a única pessoa no mundo que ainda tem paciência com o atual camisa 9. É a terceira vez que joga mais recuado, o que o prejudica duplamente, já que nem tem velocidade para fazer arrancadas e ainda fica embolado no meio dos volantes e zagueiros adversários. O problema é que mesmo quando ele está mais próximo do gol, Leandrão atua como uma parede na qual a bola insiste em bater e voltar para o adversário. Foi outro que nem voltou do intervalo. Riascos o substituiu e deu muito mais trabalho à defesa tricolete, o que nem seria muito difícil, já que ele tem mais velocidade, mobilidade, domínio e habilidade que o Leandrão (o que igualmente não é muito difícil).

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Update: tem coluna nova no Vasco Expresso também! Cliquem aqui para dar uma conferida!

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Não precisava, né?

desnecessauroPerguntinha: só eu acho temerário escalarem um árbitro de Santa Catarina em um jogo do Vasco quando três dos clubes do estado estão na briga contra o rebaixamento? Talvez seja paranoia – e eu nem sou o tipo de pessoa que costuma enxergar conspirações em tudo quanto é lugar – mas depois de tudo o que o Vasco passou no Mineirão, não seria mais prudente escolher outro árbitro que não fosse o Sr. Heber Roberto Lopes?

Sem querer colocar em questão a qualidade do juiz pouca telha como árbitro, esse é o típico problema que poderia ser evitado. Vejam a situação que o Sr. Lopes terá pela frente no jogo do Vasco contra o Sport: por um lado, há a eterna desconfiança da imprensa com relação ao presidente vascaíno, que mesmo que não faça nada é sempre suspeito de arrumar favorecimentos ao time nos bastidores; por outro, terá a pressão natural de arbitrar uma partida com um time que foi severamente prejudicado na rodada anterior.

Imaginemos o seguinte cenário: o jogo está complicado e surge um lance polêmico a favor do Vasco. O que passará na cabeça lustrosa do árbitro? Assinala o lance e se sujeita a ouvir as insinuações da imprensa de apito amigo? Ou não marca e entra na lista de juízes que, assim como o que apitou o empate do Vasco com o Cruzeiro, prejudicaram o clube na sua luta contra o rebaixamento? Dirão os mais racionais que não podemos pensar dessa forma e que devemos crer na competência e imparcialidade da arbitragem. Mas me parece impossível que essas dúvidas não surjam na cabeça de qualquer juiz nessa situação.

Mas qualquer árbitro passaria por essa situação”, dirão vocês. Mas apenas os nascidos em Santa Cataria somam isso tudo ao fato de serem do mesmo estado que Joinville, Figueirense e Avaí, times que seriam favorecidos em caso de uma derrota vascaína.

Update: como alertado por um leitor, Heber Roberto Lopes é natural de Londrina (PR). Fato que não muda a lógica do post, já que o árbitro atua pela Federação Catarinense.

Pode ser que o jogo não traga problemas para o juiz, que o Sr. Lopes faça uma arbitragem perfeita e que tudo isso não passe mesmo de mania de perseguição da minha parte. Mas houvesse  a CBF pensado com um pouco de bom senso, evitaria pressões além das que naturalmente a arbitragem sobre e não colocaria juízes catarinenses no sorteio para essa partida.

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Uma discussão, digamos, filosófica surgiu ontem no Twitter: o que deveríamos fazer ontem? Torcer ou não pela mulambada? Não que tivesse adiantado de alguma coisa, claro…

Alguns torcedores disseram que não torceriam por uma derrota do Coritiba nessa partida específica porque o Vasco deveria se livrar da sua situação com suas próprias forças. Outros, que não torceriam para o framengo de maneira nenhuma. Eu sempre torço para o que favorece o Vasco. Por mais que tenha sido muito divertido ver a framengada decepcionar um estádio inteiro ontem, eu preferia ver o Coxa perder três pontos. É uma questão de como se encara a situação. Ontem eu estava torcendo CONTRA o Coritiba, não A FAVOR dos mulambos.

Com a vitória de ontem, o Coxa abriu 10 pontos de vantagem para o Vasco. Se tivesse perdido, seguiria com 27 pontos e a diferença para primeiro time fora do Z4 teria se mantido em oito pontos. Hoje, é de nove. Resumindo, quem gostou do placar de ontem ficou feliz com um resultado que foi ruim para o Vasco.

Se a lógica de “não torcer nunca para mulambada” for coerentemente mantida por todos que pensam dessa forma, esses poderão colocar mais três pontos para Joinville, Figueira e Goiás (que ainda enfrentarão a urubulândia no segundo turno). E isso, amigos será péssimo para o Vasco.

Diante disso, a questão que fica é: torcer que nossos concorrentes na briga pelo rebaixamento vençam a mulambada não é ser mais anti-flamenguista que vascaíno? Não é dar mais importância ao fracasso mulambo que ao sucesso do Vasco?

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“Reforço”

Leandro Costa Miranda Moraes (mais conhecido como Leandrão) tem 32 anos.

Formado na base do Internacional, não chegou a ter muitas chances no Colorado a foi para o Botafogo para a disputa da Série B. A primeira Série B do alvinegro, em 2003. Era banco, mas conquistou a titularidade e foi artilheiro do time com 12 gols em 35 jogos disputados pela equipe.

O destaque na segundona lhe garantiu um contrato no exterior: foi para o Vissel Kobe, onde jogou 11 vezes, marcou dois gols e ajudou a equipe japonesa a conquistar a 11ª colocação na J League.

Voltou ao Inter após a temporada no futebol japonês apenas voltar em seguida para a Ásia, dessa vez para passar três temporadas na Coreia. Passou por três clubes, atuou em 43 partidas e fez 11 gols.

No fim de 2008 mais uma vez retornou ao Inter e mais uma vez foi negociado em seguida, sendo emprestado ao Vitória, equipe pela qual disputou sua última Série A, há seis anos. Pelo clube baiano, jogou nove partidas e fez dois gols.

2010 foi um ano agitado para o atacante: como o Inter não tinha interesse em permanecer com o jogador, o emprestou o Porto Alegre (pequeno clube do RS) e em seguida ao Sport, que disputava a Série B. Porém, no meio da competição, acertou com o ABC, onde fez sucesso: ajudou o clube potiguar a conquistar a Série C e o Estadual.

Depois do ABC, Leandrão vagou por vários clubes, passando por Ponte Preta, São Caetano (2012), Hapoel (futebol israelense, em 2013), Remo (2014), Novo Hamburgo e Brasil de Pelotas (2015).

Com esse portentoso currículo e com o status de artilheiro da Série C, Leandrão chega ao Vasco, seu terceiro clube no ano, onde – vale lembrar – disputará uma Série A após seis anos. O atacante também interessava ao ABC, mas a diretoria vascaína venceu a queda de braço pelo jogador.

Décimo-quarto jogador do elenco com mais de 30 anos, espera-se que Leandrão seja a solução para o ataque vascaíno. A confiança no desempenho do jogador é tanta que ele deve assinar por dois anos com o clube.

É, amigos…acho que agora vai!

Update: a diretoria segue no seu incansável trabalho para “reforçar” o elenco vascaíno. Depois do goleador da série C, chega mais um jogador, esse um velho conhecido da torcida: o meia Jéferson, aquele que prometia ser um dos destaques do time na Série B mas acabou atuando mais no departamento médico que nos gramados.

Além de reforçar sua predileção por jogadores acima dos 30 anos (Jeferson tem 31), a diretoria parece querer deixar claro que as apostas em jogadores fora de evidência é tudo o que teremos na luta conta o rebaixamento e na briga pela Copa do Brasil.

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