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O jogo do ano

calendario-2015-02-580x330A partida de hoje contra o Corinthians é, sem dúvida nenhuma, o jogo do ano para o Vasco. E exatamente por isso, a vitória não é apenas importante; é indispensável. Razões que confirmem essa impressão são várias e do conhecimento de todos:

Vencer o virtual campeão brasileiro, na partida que – mesmo sendo em nossa casa – vem sendo chamada de “jogo do título” por toda a imprensa esportiva dará ao time ainda mais confiança para a difícil missão que ainda temos pela frente.

Com São Januário lotado – os ingressos estão esgotados – conseguir os três pontos não aumentará a confiança apenas do time, mas também da torcida, que vendo o Vasco passando pela melhor equipe da competição, terá mais motivos para acreditar na recuperação.

Acima de tudo, vencer hoje é indispensável porque o Vasco não pode contar com ninguém mais além dele para escapar do rebaixamento. Não depois dos resultados de ontem  – vitórias de Coxa, Avaí e Figueira -, mas principalmente da forma como os resultados ocorreram, principalmente a derrota da Macaca para o Figueirense, com mais um erro absurdo da arbitragem a favor de uma equipe catarinense. Como nas próximas rodadas o Avaí terá pela frente um Fluzim sem a menor vontade de vencer e o Figueira deve fazer um jogo de compadres com a Chapecoense, não restará opção ao Vasco vencer TODAS as partidas que lhe restam para aí torcer que os “erros” dos juízes e adversários “desmotivados” não permitam que o Avaí faça mais que sete pontos até o fim.

Claro que haverá quem discorde de tudo isso, alegando que o jogo contra os marsupiais é importante, mas não pode ser o jogo do ano para o Vasco porque disputamos a final do Carioca. Mas nem o mais lobotomizado euriquista há de discordar que a partida de hoje na Colina, dependendo do seu resultado, trará consequências de muito mais impacto que um título estadual. Ou alguém acha que os benefícios de termos saído da fila no Carioca superam os malefícios de um terceiro rebaixamento?

Não, ninguém deve achar isso. E essa é mais uma razão para dizermos que a partida de hoje contra o Corinthians é o jogo do ano para o Vasco. Pelo menos até a próxima rodada.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Corinthians

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo, Julio César; Diguinho, Serginho, Andrezinho e Nenê; Rafael Silva e Riascos.

Cássio, Edilson, Felipe, Edu Dracena e Guilherme Arana; Ralf, Bruno Henrique, Rodriguinho, Jadson e Malcom; Vagner Love.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Tite.

Estádio: São Januário. Data: 19/11/2015. Horário: 22h. Arbitragem: Anderson Daronco(RS). Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Fabiano da Silva Ramires (ES).

As Redes Bandeirantes (RS, SC, PR, SP, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PE, CE, MA, PA, AP, MG, DF e RJ, menos Grande Rio) e Globo (RJ – exceto a capital -, SP, RS, SC, PR, MG – menos Varginha, Coronel Fabriciano, Montes Claros e Belo Horizonte -, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PE – menos Petrolina -, CE, PA – menos Santarém -, MA, AP e DF). O canal Premiere transmite para seus assinantes em todo país e no sistema Pay-per-view.

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Jorginho deve confirmar a mesma escalação que eu sugeri no post passado. A meu ver, não há mérito nenhum nisso. A maioria da torcida deve concordar que essa é a formação mais equilibrada para tentar anular o jogo envolvente dos gambás sem comprometer a parte ofensiva do time.

Agora é torcer que tudo dê certo. E também para que o Tite se lembre que basta o São Paulo não perder para o Galo no Morumbi para o título corintiano se confirmar. Sendo assim, talvez ele deixe os três jogadores marsupiais que atuaram pela seleção na terça no banco e os poupe para a festa no Itaquerão no fim de semana…

***

Nem preciso recomendar que a torcida do Vasco aja com civilidade e não dê motivos para que a imprensa esportiva estampe amanhã os jornais com enormes “eu não disse?” sobre o risco de realizar a partida de hoje na Colina.

Se não for porque a violência e a briga entre torcidas é uma estupidez que não leva a nada, pensem então no Vasco: se acontecer qualquer problema em São Januário hoje, não tenham dúvidas: o STJD fará um julgamento relâmpago para nos tirar os poucos mandos de campo que nos restam.

Portanto, é aquilo: vão ao estádio e voltem para suas casas na paz.

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Qual é o time ideal?

esquema2Um seguidor do blog no Twitter enviou uma sugestão de armação que ele considera ideal para a partida contra os Gambás. Gostei da brincadeira e resolvi fazer a minha também. É essa – um cadinho confusa, confesso – que está ilustrando o post de hoje.

A única diferença da minha escalação com relação ao time que venceu o Palmeiras é a volta do Bruno Gallo, que pra mim, deve entrar no lugar do Serginho. O Corinthians costuma fazer uma forte marcação no campo adversário, e com Gallo e Diguinho, a nossa saída de bola ficará melhor (isso, claro, se Diguinho estiver em um bom dia).

Ainda falando sobre como os Gambás jogam sem a posse de bola: Tite fez da compactação uma das maiores virtudes defensivas do seu time. Para furarmos esse bloqueio, precisaremos superar a movimentação deles, não esquecendo que eles, basicamente, marcam com os 10 jogadores da linha. Rafael Silva e Riascos deverão não apenas puxar jogadas pelos lados do campo, como também alternar posições e tentar jogadas na diagonal, pra frente da área. Esse movimentação dos atacantes trará mais problemas para a marcação marsupial e com isso, Nenê acabará tendo mais liberdade para chegar a frente para finalizar (fundamento no qual ele se sai melhor que Rafael e o colombiano).

Mas Nenê não poderá ficar apenas fixo na frente, tendo também que ajudar o Andrezinho na armação das jogadas. Bruno Gallo e Diguinho também poderão ajudar nisso, desde que um deles guarde posição à frente da zaga.

Defensivamente, a movimentação também é imprescindível. A marcação deve ser pegada e não se pode dar espaços, principalmente para Jadson e Renato Augusto pensarem no que fazer. E nisso, o time terá que se sacrificar mesmo, todo mundo tem que ajudar na marcação pelo meio, inclusive Andrezinho e Nenê. Rafael Silva e Riascos naturalmente deverão acompanhar as subidas dos laterais para não sobrecarregar Gallo e Diguinho, que se tiverem que cobrir JC e Madson o tempo todo, acabarão deixando espaços na meiuca.

A palavra do jogo é intensidade. Os gambás, quando estão realmente interessados na partida, jogam em cima o tempo todo. E já está claro que os sujeitos querem o título já nessa quinta. Assim, além de superar o Corinthians, teremos que superar duas grandes limitações nossas: definir o jogo o mais rápido possível, antes que o time fatalmente canse na metade final do segundo tempo. A primeira, mesmo que tenhamos feito isso contra o Palmeiras na rodada passada, aconteceu raríssimas vezes nesse Brasileiro; a segunda é algo inevitável pela média de idade que o elenco tem.

Será uma partida complicadíssima, e até por isso, uma vitória servirá para aumentar a confiança da equipe e da torcida. Sabemos que boa parte do elenco e da comissão técnica não são os maiores responsáveis pela situação do time, mas é o momento da equipe jogar tudo o que deveria ter jogado ao longo do campeonato e não jogou.

E para vocês, caros leitores? Qual seria a escalação ideal para a partida de quinta-feira?

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Os jogadores precisarão se superar para conseguir a vitória. E boa parte da torcida deverá também se superar para estar no estádio e fazer a sua parte: não é todo mundo que, no meio do mês e na crise que vivemos, terá 80 realetas para garantir seu lugar nas arquibancadas.

Dobrar o preço do ingresso – lembrando que muitos sócios sequer têm direito à meia entrada – em uma partida na qual o apoio do torcedor é importantíssimo é, pra dizer o mínimo, escolher o pior momento para privilegiar o lado financeiro. Para dizer o máximo, o cúmulo do oportunismo.

O vascaíno que tiver condições de ir, deve ir. Nesse momento, todos precisam dar sua cota de sacrifício pelo Vasco. Mas por esse preço, não dá pra reclamar muito se o estádio não lotar.

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Quem cala….

ziperQuando não há jogos no meio da semana é complicado para a imprensa esportiva conseguir pautas. Quando são dez dias sem jogos, então, a coisa só piora. O que fazer então? Arrumar uma polemicazinha para ter o que colocar nas manchetes.

Depois da pressão marsupial para tirar Vasco x Corinthians de São Janu, pintou outra controvérsia. A notícia é de que a diretoria vascaína pagaria uma premiação aos jogadores caso a equipe escape do rebaixamento. A Rádio Bradesco Esportes também apurou o valor da premiação: R$ 300 mil para cada jogador.

Obviamente, a notícia não caiu bem ao ouvido do torcedor. Se o Vasco estivesse nadando em grana, pagar uma fortuna dessas para fazer algo que deveria ser uma obrigação para um atleta que tenha a honra de usar a armadura cruzmaltina seria uma piada de mau gosto. Na pindaíba em que nos encontramos é um absurdo.

Eurico Miranda, em pessoa, desmentiu a notícia, afirmando que a informação é absolutamente falsa. Já a assessoria de imprensa do clube confirmou não existir o tal prêmio de R$300 mil, mas que existe um bicho por vitória (contra o Palmeiras foi de R$ 40 mil). No final das contas, se houver um bicho a cada vitória, a história da Rádio Bradesco Esportes – que informou também que a premiação seria dada por produtividade – não estará tão longe da verdade .

Ficaria o dito pelo não dito e tudo não passaria de mais uma daquelas histórias que se passam nas internas do clube e que nós torcedores não saberíamos o que realmente aconteceu. Mas aí veio a tréplica do Rodrigo Campos, jornalista que apurou a notícia. E com a nota, uma declaração que torna as coisas mais graves:

Dito isso, devo acrescentar que, AO CONTRÁRIO do que disse hoje o presidente, as pessoas citadas na minha matéria, são integrantes da diretoria do CRVG. Um é vice de futebol e o outro, vice geral.

Se a premiação não existe, por que Eurico, Francisco Horta e Zé Luis Moreira. se recusaram a negar a informação na Rádio quando lhes foi oferecida a chance? E como ficam Horta e Zé do Táxi, citados nominalmente pelo jornalista? Mentiram ao jornalista ou mentem para a torcida? E se quem mente é o Rodrigo Campos, que medidas o Vice Geral e o VP de Futebol tomarão a respeito? Se nada for feito, como não pensar que quem cala, consente?

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No final das contas, certo mesmo está o Júlio César, que na coletiva de hoje disse o seguinte:

Obrigação é deixar o Vasco na Série A, tem que comemorar título só. Claro que vamos ficar aliviados porque não queremos manchar o currículo, mas comemorar como se fosse título da minha parte não.

Pois é. O cara acabou de chegar ao clube e já compreende que, para um gigante do futebol como o Vasco, fugir de rebaixamento não é motivo nenhum de festa, orgulho ou comemoração. E nem para oferecer prêmios.

***

Mas também tem notícia boa: o Corpo de Bombeiros fez nova vistoria em São Januário e o estádio está liberado para receber até 21.800 torcedores.

Agora é com a torcida. Essa é uma partida que precisa de casa cheia e apoio total de cada vascaíno que estiver no caldeirão.

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Toda poderosa pressão

0,,15212039-EX,00Eu estava no Pacaembu na semifinal da Copa do Brasil de 2009. Vasco e Gambás haviam empatado em 1 a 1 no ainda Maraca e o 0 a 0 no jogo da volta resultou na nossa eliminação (ainda que tenha havido um pênalti claro a nosso favor não marcado pelo sr. Leonardo Gaciba).

Porém o mais marcante para mim não foi a partida em si. Foi a violência fora do estádio que ficou na memória. A torcida corintiana atacou uma caravana de vascaínos na Marginal Tietê, levando a morte de um torcedor da equipe paulista. No Pacaembu, incendiaram um dos ônibus da torcida do Vasco. Ainda casado à época, eu e minha esposa fomos obrigados a correr como malucos pelos morros que cercam o estádio, para fugir das organizadas dos dois lados e, como não poderia deixar de ser, da polícia.

Pelo que me lembro, esse foi o maior incidente entre as duas torcidas. Tudo aconteceu a mais de 400 km de distância de São Januário e sempre com a iniciativa dos “fiéis” torcedores. Mas agora é um problema terrível haver uma partida entre Vasco e Gambás em São Januário.

O temor em se realizar a partida na Colina tem a ver com a segurança do público. Mas se é assim, porque será que apenas nesse jogo específico? Em 2010 houve um Vasco X Corinthians em São Januário. Em 2011 e 2012 também. Mas o temor por problemas entre as torcidas acontece justo agora, mais de seis longos anos depois daquela semifinal da Copa do Brasil. Coincidentemente em um jogo que pode dar o título aos Gambás.

Coincidência, claro. Talvez seja por isso que a imprensa paulista deu tanto destaque a um “Manual de Guerra” que teria sido divulgado em redes sociais. Deu o destaque, mas não fez seu trabalho com um mínimo de cuidado, já que o texto é de autoria de um grupo chamado “amigos da zueira eterna e não de qualquer torcida organizada do Vasco. Uma coisa é uma torcida, olhando seus interesses, utilizar uma brincadeira de internet como argumento para procurar o Ministério Público. Outra, é a imprensa paulista cair nessa zoeira e dar ares de seriedade à coisa.

E assim, a pressão corintiana já dá resultados. O policiamento para o jogo será maior, a torcida no estádio – graças à redução da capacidade de São Januário pelo Corpo de Bombeiros – será menor. Por pouco os paulistas não conseguiram tudo o que queriam: a redução de público no estádio só permite que jogos no Brasileiro sejam realizados lá por meros 312 expectadores.

Entendo a ansiedade dos corintianos, mas, convenhamos, fazer esse tipo de pressão para antecipar um título que está praticamente garantido chega a ser feio. Será que o “todo poderoso timão” precisa mesmo fazer isso tudo para ter a vida facilitada contra o – segundo a própria imprensa de um modo geral – combalido Vasco, penúltimo colocado na tabela e que luta à duras penas para se manter na Série A?

***

Agora, vale o comentário: se a redução do público em São Januário é algo que favorece o Corinthians, quem deu os motivos para que isso ocorresse foi a diretoria vascaína. Para quem passou seis anos reclamando do abandono do estádio na gestão anterior, estar no poder há um ano e não ter tomado providências para que algo desse tipo não acontecesse é um absurdo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, “A redução de público se deve a um não atendimento dos responsáveis pelo estádio a normas de segurança contra incêndio e pânico, como, por exemplo, iluminação de emergência, para-raios e plano de escape. Neste momento não há previsão de aumento da capacidade de público do estádio“.

Iluminação de emergência? Para-raios? Plano de escape? Será que 365 dias é pouco tempo para resolver essas questões? O clube não tem grana? E o dinheiro que havia sobrado da vaquinha feita para a reforma do ginásio? Não daria para bancar essas melhorias no estádio?

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Mais uma polêmica

É interessante falar alguma coisa sobre a mais nova polêmica entre Juninho e o Vasco. Não que isso fosse necessário, já que a questão é muito simples e não creio que reste qualquer dúvida após ouvir o áudio do próprio Reizinho explicando a situação:

Todos conhecemos as práticas diversionistas da atual diretoria e dos seus devotos. Ao longo do Brasileiro, quanto mais o Vasco se afundava na tabela, mais alvos de ataque surgiam: foi o Juninho, o Doriva, o Roth, a torcida, as arbitragens, etc, etc, etc. O importante era aparecer algo ou alguém que desviasse o foco da crise. E assim, as cobranças também seriam desviadas.

E quando tentam mais uma vez colocar o Juninho no centro das atenções (ou melhor, acusações), ele apenas explicou a situação antes que o séquito de lobotomizados começasse a espalhar em tudo quanto é canto que o Reizinho estaria querendo tirar vantagem do clube. Mas o tiro saiu pela culatra: Juninho não só explicou que não tem nada a ver com a ação do empresário José Fuentes, como se comprometeu a repassar o valor da dívida que o clube tem com ele para a construção de um CT para o Vasco.

Agora é ver como a diretoria agirá: aceitará uma grande doação (digna aliás de tornar o Juninho um grande benemérito) de um desafeto ou colocará um benefício ao Vasco em segundo plano apenas para não dar moral a alguém que pode eventualmente se tornar uma força política dentro do clube?

Não tenham dúvidas: eles arrumarão um jeito de não aceitar a grana. E ainda vão tentar fazer da oferta mais um motivo para queimar o Juninho com a torcida.

***

O que eu achei engraçado é que essa história toda começou por conta de uma matéria que ainda nem foi publicada, e pelo que se pode entender da reação do Juninho, tentará mais uma vez alfinetar o ex-jogador.

Agora, é completamente inusitado ver alguém de São Januário tentar plantar matérias ligando o Juninho à ação do seu empresário contra o Vasco. Não é precisamos nos esforçar muito para lembrar que o Dotô e e o Sr. Zé do Taxi, atuais presidente e VP de futebol do clube, entraram na justiça contra o Vasco e amealharam uma grana BEEEM maior que a dívida do Vasco com o Juninho.

Mas desses, não se ouviu falar em doação para a construção de um CT para o clube. O máximo que fizeram foi organizar uma vaquinha para que os torcedores bancassem a reforma na quadra poliesportiva.

***

Mas o Reizinho também mandou mal: foi desnecessária a comparação entre salários e feitos com a armadura vascaína que o Juninho fez com o Nenê. O fato do Dotô ter criticado os valores recebidos pelo Juninho na gestão Dinamite não são desculpa para expor alguém que até pouco tempo seria um companheiro de profissão.

Além disso,  a comparação é completamente estapafúrdia: não tem sentido comparar os poucos meses do Nenê com os vários anos do Juninho. Entrar nessa só diminui a própria história do Reizinho.

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Mimimi mulambo-tricolete

chororoComeçando pelo começo, acho a Federação do Estado do Rio de Janeiro uma entidade que mais presta desserviços ao futebol do que qualquer outra coisa. E também não sou daqueles que detonaram a FFERJ pelo campeonato que perdemos na mão grande em 2014 e que agora a acham maravilhosa, quando temos um presidente alinhado com os interesses do Sr. Rubens Lopes.

Agora, entrando propriamente no assunto desse post, falemos sobre o regulamento inventado pelo Sr. Lopes para o Estadual do ano que vem.  A história de Vasco e Botafogo serem mandantes nos clássicos do primeiro turno da competição virou motivo para críticas. E, como sempre, acusações de favorecimento ao clube.

Óbvio que quem reclama são os presidentes mulambo e tricolete. Mas o curioso na história é que a cláusula que criou a polêmica é inútil: sendo mandante do jogo, as vantagens que o Vasco teria seriam determinar os valores dos ingressos e escolher o lado no qual sua torcida seria acomodada.

No primeiro caso, a mulambada poderia reclamar se o Vasco determinasse um valor de ingresso que não trouxesse lucros para a urubulândia por conta do seu acordo com o consórcio que administra a Arena Maracanã. Mas não faz o menor sentido reclamar de um valor que ainda não foi definido e em uma partida que pode nem acontecer na Arena, que será fechada em 2016 por conta das Olimpíadas.

No segundo caso, o pessoal do Laranjal tinha mais é que ficar calada mesmo, já que o clássico contra eles será no segundo turno e a cláusula só vale no primeiro. Ou seja, nem a novela do lado da torcida no estádio entra na questão (isso, mais uma vez, se o jogo for realizado na Arena).

No fim das contas, as lamentações urubulinas e tricoflores são apenas desculpas para possíveis fracassos na competição. E nem isso se justifica, já que os dois clubes estão tentando disputar outra competição no mesmo período e as próprios presidentes estão cansados de declarar a desimportância do Estadual. Se ambos pensam dessa forma, porque o mimimi? Que vão jogar sua liga fora do Rio e parem de reclamar!

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Mas eu me pergunto: se na prática a cláusula tem pouca utilidade e fará uma diferença mínima para a competição (se é que fará alguma), pra que inclui-la no regulamento? É óbvio que foi apenas uma alfinetada nos dois clubes que hoje são desafetos da FFERJ e do seu presidente.

E com isso, o Vasco terá mais uma sessão de linchamento público via nossa competentíssima imprensa esportiva. Vamos levar a fama de favorecidos sem ter qualquer favorecimento real.

O lance é que tem vascaíno que adora isso. Para eles, é a prova da influência da diretoria junto à Federação. Esses não conseguem entender que, mesmo que estivéssemos mesmo tendo algum favorecimento – e, repito, não estamos -, não é nenhum motivo de orgulho ser apontado como um clube que tem vantagens.

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E aí? Já compraram seus ingressos para o jogo dessa quinta-feira? Nem preciso falar da importância da torcida lotar a Arena e apoiar o time contra Chapecoense, preciso?

As informações para a compra de ingressos estão aqui.

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Realidade ou pessimismo?

fatocopoPor obra do acaso, Vasco e Atlético-MG jogarão hoje, um sábado, justo no dia em que tenho um compromisso inadiável na hora da partida. Com isso, essa deverá ser a segunda vez no ano em que não verei o time em campo ao vivo, seja pela TV ou no estádio.

Será uma pena, mesmo tendo quase certeza que, mais uma vez, vamos nos dar mal.

Pessimismo ou realismo? Vejamos os fatos…

No primeiro turno, menos de um mês depois da conquista do Estadual e quando o Vasco ainda não tinha qualquer motivo para se sentir pressionado, levamos um 3 a 0 no qual mal vimos a cor da bola. E isso na quarta rodada, quando a equipe mineira ainda não havia mostrado tudo o que podia.

Nesse momento, a confiança pela conquista do Carioca não tem mais qualquer efeito motivacional – até porque a equipe mudou consideravelmente – e a pressão é incontáveis vezes maior. Além disso, nas últimas duas partidas na Arena, o Vasco perdeu para times que lutam contra o rebaixamento. Hoje, teremos pela frente outro Galo, vice-líder da competição e notadamente uma das melhores equipes da competição. E que, vale lembrar, venceu os dois jogos que teve na Arena (contra o fluzim e contra a mulambada).

O Galo terá alguns desfalques, mas ainda assim terá Victor, Leonardo Silva, Rafael Carioca, Dátolo, Thiago Ribeiro e Pratto, bons – ou muito bons – jogadores em todos os setores e que já contam com o entrosamento de quem atua como junto há muito tempo. Já o Vasco não terá seu principal jogador (Martín Silva) e terá um time muito modificado, até mesmo para uma equipe que, em toda competição, mal pode afirmar que tem uma base titular. Teremos a estreia do Leandrão, o primeiro jogo como titular do Bruno Ferreira (que, vá lá, sejamos otimistas, podem até ajudar mais que os antigos titulares) e a volta de Diguinho depois de semanas no estaleiro ao lado do “cercador” Lucas.

Sobre a meiuca vale um comentário extra: mais uma vez Jorginho escala um meio de campo lento (que ainda terá o Rúlio Paraguaio, uma espécie de personificação da lerdeza) contra um adversário muito veloz. Diguinho, que nas vezes em que atuou – inclusive na primeira partida contra o mesmo Galo – cometeu falhas gravíssimas, e Lucas, que nunca foi um exemplo de eficiência no combate, dificilmente resolverão nosso problema de saída de bola. Ou seja: comparando com a dupla Guiñazu/Serginho, os volantes que teremos hoje não fará com que o time acerte mais passe e ainda teremos um poder de combate menor. Substituir um dos volantes titulares me parece aceitável; mudar os dois, com as opções escolhidas, me parece um erro.

Vale lembrar também que o Atlético precisa desesperadamente da vitória se ainda quiser brigar pelo título. Mesmo que em matéria de desespero o Vasco esteja muito mais inteirado, todos sabemos como nosso time tem reagido em situações desse tipo.

A frieza desses fatos não nos deixa com muitos motivos para sermos otimistas, e isso não significa deixar de apoiar o time. Como todo vascaíno, torço muito por uma vitória e que a cada vez mais complicada reação vascaína comece hoje. Mas será muito difícil, principalmente pelo futebol que o Vasco tem apresentado. Não encarar isso é ilusão, considere-se você pessimista ou realista.

Campeonato Brasileiro 2015

Vasco x Atlético-MG

Jordi; Bruno Ferreira, Luan, Rodrigo e Christianno; Diguinho e Lucas; Julio dos Santos, Nenê e Jorge Henrique; Leandrão.

Victor; Patric, Leonardo Silva, Edcarlos e Pedro Botelho; Leandro Donizete, Rafael Carioca, Giovanni Augusto e Dátolo; Thiago Ribeiro e Lucas Pratto.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Levir Culpi.

Estádio: Arena Maracanã. Data: 04/09/2015. Horário: 19h30. Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha (GO). Auxiliares: Evandro Gomes Ferreira (GO) e Jesmar Benedito Miranda de Paula (GO).

O SporTV transmite para seus assinantes em todo o Brasil (exceto RJ). O Canal Premiere transmite para seus assinantes e no sistema pay-per-view em todo país.

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A torcida protestar pelo péssimo momento que vive o time não apenas é certo como necessário. Mas há formas certas e erradas para se fazer isso. Agredir jogadores, por exemplo, obviamente não é uma das certas. Mesmo que a vontade da maioria absoluta dos vascaínos seja dar um coro em uma meia dúzia de sujeitos que, momentaneamente, estão representando o Vasco no Brasileiro, nada justifica partir pra violência. É o tipo de coisa que – além de ser um crime – não ajuda em nada. Pelo contrário, só pressiona ainda mais os jogadores.

Além de não ajudar, ainda escolheram o alvo errado. Se a campanha do time é vergonhosa, a culpa não é dos pernas de pau. É de quem escolhe a dedo os pernas de pau para serem contratados.

***

Enquanto isso, Eurico Miranda finalmente falou algo sobre o terrível jogo contra o Internacional…

Tirando o pedido de desculpas à torcida, a reafirmação de que “a luta continua” e sua mais recente assinatura pessoal (o PONTO), nada de aproveitável, nada que indique que o presidente vá fazer algo para tirar o time da sua rota para o terceiro rebaixamento.

E, o pior de tudo, é que aparentemente não há muito o que fazer para nos tirar dessa situação.

***

No campo o Vasco vai mal, mas na internet ainda podemos fazer uma graça  votando no Blog da Fuzarca no prêmio Top Blog 2015. Cada leitor pode votar mais de uma vez, então não se acanhem em clicar aqui ou no banner na coluna à esquerda da página todos os dias (mais de uma vez, se for possível)….

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