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E os reforços?

grafiteA janela de transferência internacional para o Brasil acaba hoje. Ou seja, quem quiser contratar jogadores vindos do exterior precisa fazê-lo até 23h59 dessa quarta, caso contrário, é contar com reforços que estejam jogando no país.

O Brasileiro está nas bicas e o Vasco tem algumas deficiências evidentes no elenco (sendo otimista, um reserva para o Nenê e um centroavante). Mas no atual momento que o clube vive, nem especulações têm aparecido. Nem falo de um reforço vindo das Zoropa, o que seria demais. Mas um boatozinho sobre alguém vindo da Coréia, Arábia Saudita, Paraguai talvez, já poderia nos deixar um pouco alegres.

Porém, o único boato que surgiu foi o possível interesse no veteraníssimo Grafite, do alto dos seus 37 anos. E mesmo essa história foi desmentida por um dirigente do Santa Cruz, atual clube do jogador. Há não muito tempo, a torcida reclamava do monte de notícias que plantavam jogadores no Vasco. Éramos felizes e não sabíamos.

O clube não tem grana, isso, todos sabemos. Mas a falta de recursos não torna nosso elenco mais variado ou completo. O que não pode acontecer é um repeteco de 2015: a campanha no Estadual fez com que a diretoria considerasse o time bom o bastante para disputar a Série A. Deu no que deu. Ainda podemos dizer que esse ano será diferente porque o elenco atual é melhor que o do Carioca passado e disputaremos a Série B. Tudo isso é verdade, mas isso não quer dizer que é impossível passarmos apertos na competição. A segundona exige muito de qualquer time e se não tivermos um elenco com mais opções, podemos nos complicar.

Na ponta do lápis, a verdade é uma só: mesmo que viesse, o Grafite não resolveria todas as deficiências do elenco. E quem tem a obrigação de resolver esse problema é a diretoria. Precisamos de reforços para o segundo semestre (não apenas por causa do Brasileiro, mas também pela Copa do Brasil) e o Dotô terá que se virar para conseguir isso. Se faltou capacidade para fazer um contrato melhor com a Caixa, que se arrume outros patrocinadores. O que não podemos é correr riscos justo quando nem na elite estamos.

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Chuta que é macumba

MacumbaComeça hoje mais uma Copa do Brasil para o Vasco, a nona participação do clube na competição sob a presidência do sr. Eurico Miranda. E como em 2016 essa é a nossa única possibilidade de um título decente em âmbito nacional, é vital que a equipe não siga a tradição de protagonizar fiascos na Copa quando o Dotô é o mandatário vascaíno.

Relembrando para os mais distraídos: nas outras oito vezes em que o Vasco esteve na Copa do Brasil com o Eurico presidente, fomos eliminados três vezes nas quartas de final (2002, 2003 e 2015), uma vez nas oitavas (2005) e em 2004 e 2007 não passamos sequer da segunda fase, quando fomos eliminados – as duas vezes em casa – pelo XV de Campo Bom e pelo Baraúnas, respectivamente.

PS: antes que os defensores do Dotô falem que eu esqueci que chegamos a uma semifinal e a uma final com o Eurico no comando, vale lembrar que mesmo nessas situações pagamos mico: em 2006 acabamos perdendo a final justo para a mulambada; e em 2008 fomos eliminados pelo primeiro time de primeira divisão com o qual cruzamos, o Sport. E rodamos em pleno São Januário, com erro grave de arbitragem, o que mostra a quantas andava o tal “respeito” já há oito anos.

Então, além de nos preocuparmos com o Remo – que mesmo sendo um clube tradicional no futebol brasileiro, anda mal das pernas – precisamos nos preocupar com a uruca que o atual presidente carrega quando se trata da Copa do Brasil. Tomara que a fé do nosso treinador seja suficiente para anular as energias negativas do homem do charuto.

E falando no nosso treinador, Jorginho aparentemente deve colocar todos os titulares que tiver a disposição para jogar. Julio Cesar, vindo de contusão, e Rodrigo, que se machucou na última partida, serão substituídos por Henrique e Rafael Vaz. Riascos deve voltar ao ataque, mas como o técnico não confirmou a quem vai pro jogo, Thalles ainda corre por fora. Jorge Henrique deve voltar ao time. Ou seja, nem podemos dizer que o Vasco irá com um time misto.

Seja isso uma boa notícia ou não, jogando o que pode – e não o que tem jogado nas últimas partidas – é uma equipe que tem totais condições de vencer o Remo, que sequer conseguiu chegar à fase decisiva do campeonato paraense. Por conta disso, a motivação maior dos donos da casa é a grana: se conseguir manter o jogo da volta, o Remo fica com 100% da renda da partida. Então devemos estar preparado para encarar um adversário que fará de tudo para não perder por dois gols de diferença.

Mas não podemos esquecer que, em se tratando de grana, o Vasco também não pode vacilar. Além de conseguir um descanso eliminando a partida em São Januário, a classificação automática nos garantirá 60% da renda do Mangueirão (algo que até seria justo, já que o grande apelo do jogo é por conta do nosso time e da nossa torcida no Pará). Então vencer e vencer bem deve ser o objetivo do time. Para isso, Jorginho e seus comandados precisarão superar o adversário, os erros que temos cometido ultimamente e também a urucubaca que nosso presidente carrega na Copa do Brasil.

Remo X Vasco

Remo X Vasco

Fernando Henrique; Levy, Henrique, Ítalo e Igor João; Yuri, Chicão, Welthon e Eduardo Ramos; Ciro e Luiz Carlos Imperador.

Martín Silva; Madson, Luan, Rafael Vaz e Henrique; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Thalles).

Técnico: Marcelo Veiga.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Mangueirão. Data: 13/04/2016. Horário: 21h45. Arbitragem: Rodolpho Toski Marques. Auxiliares: Marcos Santos Vieira e Uesclei Regison Pereira dos Santos.

A rede Globo (RJ, PA e parte da rede) transmite ao vivo. A ESPN Brasil e o SporTV 2 transmitem para seus assinantes em todo país .

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Depois de muitos anos acompanhando o futebol, fica difícil esperar alguma coisa da justiça desportiva. Mas dessa vez, confesso, o TJD-RJ me surpreendeu.

Ontem tinha feito no Twitter um prognóstico do que aconteceria no julgamento do Rodrigo e do Guerrero:

Por mais que não tenha nenhuma confiança nos critérios utilizados nos julgamentos do Tribunal Desportivo, não acreditei que eles teriam coragem de punir apenas o jogador do Vasco, mesmo que o outro julgado fosse do “mais querido“.

Só que eu estava enganado. No julgamento, Rodrigo pegou um jogo de suspensão e Guerrero, uma advertência.

Ou seja, para o TJD-RJ, uma provocação é pior que uma agressão. A meu ver, isso abre um precedente perigoso. Isso, claro, se ele fosse ser usado em qualquer outra situação daqui pra frente, o que eu duvido. Quem sabe num próximo jogo em que o atacante mulambo acerte uma cotovelada em outro adversário.

Vão dizer que o Rodrigo é famoso por sua conduta, digamos, “provocativa“. Isso é verdade, mas problemas disciplinares não são exclusividade do zagueiro vascaíno. Uma breve procurada no Google mostra rapidamente a quantidade de vezes que o Guerrero já foi réu nos TJDs da vida, desde os tempos de gambá. Se a punição ao primeiro é por conta da reincidência, não punir o segundo é completamente sem sentido.

Ou SERIA sem sentido…se a regra do “aos amigos tudo, aos inimigos os rigores da lei” não fosse tão comum no mundo do esporte. E como podemos ver abaixo, não é por falta de amigos que jogadores do Flamengo pegarão um belo gancho quando julgados…

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Foto: Rafael Chimelli/GloboEsporte.com

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A Caixa Econômica Federal anunciou em seu site a renovação do contrato de patrocínio com o Vasco. O valor no papel é mesmo de R$ 7,5 milhões, mas há uma cláusula de desempenho: caso o time consiga o retorno à elite do futebol nacional, o Banco pagará um bônus de R$ 1,5 milhões para o clube.

O acerto acabou sendo favorável para os dois lados. O Vasco não ficará com apenas metade do que recebeu ano passado (e ainda pode negociar áreas que deixarão de exibir a marca da CEF) e a Caixa “não deu o braço a torcer”, já que oficialmente pagará o valor que queria e o bônus….bem, é um bônus, não faz parte do patrocínio.

Tudo certo então. Basta o Vasco fazer a sua obrigação e conseguir o acesso.

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O final possível

happyNoticiam que a novela da renovação do patrocínio entre a Caixa Econômica Federal e o Vasco terá um fim em breve. O contrato deve ser assinado na próxima sexta, dia 8 de abril.

Final feliz? Talvez.

Pelo que diz a matéria, o valor deve ser mesmo metade do pago ano passado, ou seja, R$ 7,5 milhões por ano. Para compensar a diminuição do patrocínio, a marca da Caixa terá uma exposição menor, ficando apenas na parte mais privilegiada da camisa do time.

Como o Vasco já vinha desde o início de 2016 exibindo o logo da CEF sem um contrato em vigor, a solução não chega a ser ruim. Mas é preciso analisar a história toda, que a meu ver remonta ao momento da renovação do contrato de 2014.

Naquela época, a renovação também foi demorada e o clube também passou um tempo, à guisa de boa vontade, expondo a marca do banco sem ter um contrato em vigência. A decisão de manter a exposição do logo foi da gestão anterior e foi seguida pela atual, a responsável pelas tratativas para a renovação.

Á época, a diretoria do Vasco achou grande negócio renovar o patrocínio para 2015 pelos mesmos valores pagos em 2014, mesmo sabendo que no primeiro ano de contrato o Vasco disputou a Série B e que ofereceria uma exposição bem maior para a marca da Caixa estando na elite em 2015. Ou seja, quando tínhamos argumentos para pleitear um aumento de valores, não o fizemos. E o patrocinador se deu muito melhor, já que pagou o mesmo e recebeu muito mais (ainda mais se contarmos com a exposição pelo título estadual e a briga contra o rebaixamento).

Era evidente que a queda para a Série B faria a Caixa rever os valores do patrocínio. E aí, a intransigência da diretoria prejudicou o clube. A primeira oferta do Banco, abaixo dos R$ 10 milhões/ano, chegou a ser aumentada para cerca de R$ 12 milhões pelo mesmo período. Mas a diretoria recusou os valores e firmou posição na manutenção dos valores de 2015. Nessa briga a corda rompeu do lado mais fraco, ou seja, do que precisa de grana e não teria como oferecer o mesmo retorno que oferecia antes. A Caixa diminuiu ainda mais os valores e até aventou-se que o Vasco teria desistido da renovação com a empresa.

Diante disso, renovar por R$ 7,5 milhões não é a pior das notícias. Mas também não é nem de longe o ideal, já que a atual gestão jogou no lixo a oportunidade de fechar por R$ 12 milhões. Diminuir os espaços de exposição para a marca não chega a compensar, já que esses ativos dificilmente serão negociados sem a inclusão da marca na parte mais nobre do uniforme no pacote. Melhor seria procurar outro patrocinador master que levasse todos os espaços utilizados pela CEF hoje, pagando mais que o valor pelo qual o Vasco deve assinar o contrato. Mas com a crise e uma diretoria que nunca se notabilizou por conseguir patrocínios vantajosos, é difícil não encarar a renovação com a Caixa como uma solução aceitável. Até porque, se ela não acontecesse, o clube teria feito propaganda gratuita para o banco por três meses.

A novela pode até chegar ao fim nessa sexta. Mas o Vasco dificilmente terá um final feliz. Teremos que nos contentar com o final possível.

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Altruísmo vascaíno

Desde ontem estão abertas as inscrições no Gigante, o novo programa de sócio-torcedor do Vasco. O vídeo abaixo foi feito para divulgar o programa.

Um detalhe, que deve ter chamado a atenção de muitos – mas que me foi alertado em um comentário feito pelo leitor Beto antes de ter visto o vídeo – é que Nenê e Luan, os protagonistas da peça publicitária, usam camisas do clube sem o logotipo da Caixa Econômica.

Pode não significar nada. Afinal de contas, o patrocínio do banco estatal com o clube está encerrado há muito tempo e nada mais natural que não exibamos a marca da CEF em nosso uniforme. Se não há um contrato, não há exigências com relação ao que deve ou não aparecer na nossa camisa.

Mas e se significar algo? A diretoria decidiu mostrar boa vontade e manteve a exposição do logotipo da CEF por quase quatro meses sem ter direito a receber um tostão por isso. Por que justo agora, quando as negociações se complicaram e cada vez mais a tal “boa vontade” parece ser necessária, o clube produz um vídeo que será largamente divulgado sem a marca do banco?

A última informação oficial sobre o imbróglio entre o Vasco e a Caixa era de que as negociações não foram encerradas,  mesmo que a estatal tenha diminuído absurdamente os valores oferecidos. Difícil acreditar que o gesto de tirar o logo da CEF da divulgação do novo plano para sócios-torcedores seja visto com bons olhos pela diretoria do banco.

Mesmo que a diretoria esteja com um patrocinador master engatilhado e que a negociação com a Caixa não tenha mais toda essa importância (e, realmente, pelo último valor oferecido o ideal seria procurar outro investidor), ainda fica a dúvida: se o patrocínio não for renovado, o Vasco receberá alguma compensação por ter feito propaganda para o banco por mais de três meses sem um contrato ou teremos sido apenas altruístas ao exibir a marca de uma instituição bilhardária gratuitamente?

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Falando um pouco sobre o Gigante: quem puder colaborar e se associar ao programa deve sim fazê-lo. Pensar que “essa diretoria não merece meu dinheiro” é perder uma chance de ajudar ao Vasco em um momento no qual ele precisa como nunca do apoio da sua torcida. Os planos não são exatamente baratos, a iniciativa parece muito mais um clube de vantagens que um programa de sócios propriamente dito, e é fato que não dá pra confiar muito no destino final da grana que entrará nos cofres vascaínos. Mas o importante agora é ajudar a instituição a sair da draga em que se encontra, independente de quem irá gerir o dinheiro das mensalidades.

Se você é vascaíno e tem condições de arcar com os valores de algum dos planos do Gigante, se associe. Agora, se você tem grana MESMO, o ideal é que vá até São Januário, adquira um título do clube e torne-se um sócio com direito a voto. Além de ajudar no curto prazo com o investimento no título e com suas mensalidades, você ainda poderá decidir, na prática, o que é melhor para o futuro do Vasco.

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Mais vale um pássaro na mão

birdEnquanto a renovação da parceria com a Caixa Econômica não se resolve, o Vasco acaba de ter mais uma notícia ruim sobre patrocínios: a Viton 44 deixará de ser patrocinador do clube, o que acarretará numa perda de receita milionária. Marco Antônio Monteiro, VP de marketing vascaíno, não está muito otimista. Apesar de afirmar que tem “as coisas mais ou menos prontas”, admite que o mercado está numa fase ruim. Dificilmente encontraremos um patrocinador único que banque as costas e as mangas da camisa.

Monteiro espera que o programa Gigante equilibre a perda do patrocínio. Com cerca de 30 mil pré-cadastrados, o sócio-torcedor pode garantir uma boa injeção de grana ao clube. Mas isso não muda o fato de que teremos dois espaços na camisa vagos. É preciso correr atrás de investidores que estejam dispostos a apostar na nossa marca.

Esse será um grande desafio, não apenas porque a crise inibe investimentos desse tipo. Hoje, não temos na prática nenhum patrocinador. E se lembrarmos que tanto Caixa como Viton 44 chegaram por terem uma estratégia de marketing que focava o patrocínio em vários clubes, ficamos na dúvida se a atual diretoria terá capacidade de conseguir empresas interessadas em uma parceria exclusiva com o Vasco. Na primeira vez que comandaram o clube, os mesmos gestores demoraram anos para conseguir patrocinadores. E ainda assim, também eram empresas que patrocinavam diversos clubes Brasil afora.

O marketing vascaíno terá que superar não apenas a falta de dinheiro no setor, mas também a imagem que o clube passou a ter desde a volta do Eurico Miranda à presidência. Ainda que as polêmicas envolvendo o presidente estejam menos frequentes que no seu primeiro mandato, não podemos ignorar que muitas das suas decisões não são das mais simpáticas. A imagem de uma gestão ultrapassada e retrógrada, o apoio a FERJ, a defesa intransigente de um campeonato deficitário como o Estadual, as eternas insinuações de favorecimentos, as rusgas com a imprensa… Sejam ou não motivos que justifiquem a falta de interesse de novos patrocinadores, é inegável que para uma empresa que deseje divulgar positivamente sua marca, o melhor é escolher um clube no qual nada disso aconteça.

Diante desse cenário, a renovação com a Caixa se torna ainda mais importante, já que será nosso “pássaro na mão“. Se o banco se recusar a aumentar sua proposta para os valores pedidos pelo clube, não haverá outro jeito: a diretoria terá que engolir seu orgulho e aceitar a quantia oferecida. É isso ou corremos o risco de ver dois patrocínios voando e passar 2016 sem novos investidores.

Update: mal tinha publicado o post e me aparece esse tweet aqui:

Ou seja, o outro pássaro acaba de voar. E com um agravante: sem conseguir a renovação, o Vasco simplesmente fez propaganda gratuita para a Caixa por vários meses. Algo que a atual diretoria e seus defensores criticaram muito quando aconteceu com a gestão anterior (com a diferença que, nessa ocasião, o patrocínio foi renovado).

Marco Antonio Monteiro terá que correr muito atrás para conseguir novos parceiros que compensem as saídas da CEF e da Viton 44.

Update II: diretoria divulga nota oficial no site do clube negando o encerramento das negociações com a Caixa. Menos mal. Que ambas as partes tenham bom senso para resolver essa questão da melhor forma possível.

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Pra tirar a dúvida

Duvida
Seguindo nessa interminável primeira fase do Estadual, o Vasco encara hoje o Friburguense, que se não chega a ser um adversário daqueles que podemos dizer “puxa, um jogo complicado pra variar!”, pelo menos é um dos melhores colocados no grupo B.

Sendo realista, não, nem isso chega a trazer um interesse extra para a partida. Já classificados para a próxima fase e sendo obrigado a jogar com um monte de times inclassificáveis, alguns torcedores devem precisar mesmo de uma motivação adicional para sair correndo dos seus afazeres e ir ao estádio ou se plantar diante da TV para assistir um jogo como esse.

Mas para o torcedor que precisar MESMO de um incentivo, podemos dizer que será curioso ver o Vasco atuar com uma escalação bastante diferente da que vem sido utilizada. Jorginho aproveitou a classificação antecipada e a suspensão do Nenê para mudar o time praticamente todo. Do camisa 6 em diante, teremos uma equipe completamente formada por reservas.

A questão é: se os titulares não têm empolgado tanto a torcida, porque seus suplentes o fariam? Talvez porque, tirando um ou dois dos titulares fora da partida de hoje, qualquer um dos reservas de hoje poderiam ter a titularidade (eu colocaria o Madson também como um titular passível de ir pro banco, mas como ele começará jogando, tiro ele dessa conta). Conferir se algum reserva terá uma atuação que justifique um novo olhar do treinador já é um motivo para assistirmos o jogo.

Senão vejamos…Se depois do tempo enorme parado o Henrique conseguir ser minimamente efetivo no ataque, já não poderia pleitear o lugar do Julio Cesar? Ou o Bruno Gallo, que para muitos já deveria ser titular, não terá capacidade para apresentar um futebol melhor que o Julio dos Santos? Quem não adoraria ver os garotos Andrey e Mateus se saírem bem e passarem a, pelo menos, terem mais chances futuramente? Sobre o ataque, nem precisamos comentar. Riascos e Jorge Henrique poderiam ir pro banco numa troca com qualquer outro sujeito que esteja no elenco.

Isso tudo seria muito bonito, se não dependesse não apenas do desempenho dos reservas, mas também da decisão do Jorginho. Por mais que se diga que a partida hoje servirá como um teste para jogadores que não vêm atuando, nada nas atitudes do treinador evidencia que ele pensará em mudar sua equipe titular, mesmo que apliquemos uma sonara goleada e ainda demos um baile sobre o Friburguense. De qualquer forma, o jogo servirá para nos tirar a dúvida: a permanência de uns e outros no time é apenas uma prova da cabeça dura do nosso treinador ou seus reservas diretos realmente tão piores que alguns titulares?

VascoXMadura

Vasco X Friburguense

Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Henrique; Bruno Gallo, Andrey, Mateus Vital e Yago Pikachu; Eder Luis e Thalles.

Afonso; Ronaldo, Cadão, Diego Guerra e Flavinho; Bidú, Vitinho, Jorge Luiz e Gleison; Romulo e Maycon.

Técnico: Jorginho.

Técnico: Gerson Andreotti.

Estádio: São Januário. Data: 25/02/2016. Horário: 19h. Arbitragem: Leandro Newley Ferreira Belota. Auxiliares: Daniel de Oliveira Alves Pereira e Thiago Rosa de Oliveira.

O SporTV transmite ao vivo para todo o Brasil. O canal PFC transmite para seus assinantes em todo país .

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A novela da renovação com a Caixa continua e as últimas notícias, infelizmente, não parecem muito boas. Gerson Bordignon, superintendente de marketing do banco, não está otimista com um fechamento rápido da renovação. A negociação parece ter chegado a um impasse e, nas próprias palavras do executivo, é “impossível saber se vai dar certo”.

A Caixa ofereceu R$ 9 e depois R$ 12, 5 milhões até o fim do ano. A diretoria vascaína queria um aumento, mas não aceita menos que os R$ 15 milhões pagos em 2015. Nenhuma das partes parece muito disposta a ceder. Mas como eu havia comentado há algum tempo, o problema é a falta de argumentos que temos para exigir tais valores: se aceitamos uma quantia disputando a Série A, como exigir a mesma grana estando numa competição com uma visibilidade menor.

E ao que tudo indica, Bordignon seguirá a lógica. Citando-o novamente, “não existe gosto ou preferência. A gente vê o que o cara tem para entregar e daí patrocina”. E não há como discutir: em 2016, o Vasco terá menos a entregar do que entregou em 2015.

Nesse impasse, há duas possibilidades. Ou o Vasco aceita os valores oferecidos pela Caixa ou a renovação não acontecerá. Lembrar o tamanho da nossa torcida é bonito e um argumento mais que justo para quem é vascaíno. Já para um executivo de marketing, o que importa é a quantidade de vezes que sua marca aparecerá na mídia. E quanto a isso não há discussão: disputar a Série B nos renderá menos espaço na cobertura esportiva. Sem falar no fato de termos uma diretoria que vive às turras com a imprensa de um modo geral.

Se a Caixa realmente não aceitar aumentar o patrocínio, que a diretoria engula seu orgulho e não abra mão da renovação. Isso seria péssimo, não apenas porque será muito complicado arrumar outro patrocínio master que ofereça um valor como o oferecido, mas também porque seria um mico gigantesco ter mantido a marca em nosso uniforme por todo esse tempo sem um contrato em vigor. Isso acontecendo, teríamos apenas feito propaganda gratuita para o banco.

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Pagando por 2015

taxmanEurico Miranda deve ir a Brasília resolver a renovação do patrocínio da Caixa Econômica após o carnaval. O principal problema é que o banco estatal quer diminuir o valor investido e a diretoria quer manter os R$ 15 milhões do contrato firmado ano passado.

O problema é a falta de argumentos do presidente para conseguir o que quer.

Lembremos como foi a renovação feita em 2015. O Vasco fechou em maio o acordo de R$ 15 milhões até 31 de dezembro do mesmo ano. Para a diretoria, foi uma vitória: manteve-se o valor conseguido pela gestão Dinamite por um ano de contrato, mas por um compromisso de apenas sete meses.

O que a diretoria esqueceu de falar – e seus defensores fizeram questão de esquecer – é que o clube seguiu exibindo a marca da Caixa entre os meses de janeiro e maio, mesmo sem ter um contrato com o banco. Ou seja, na prática, os sete meses de contrato eram 12. Exatamente como o contrato da gestão Dinamite.

A diferença crucial era a seguinte: a Caixa pagou R$15 milhões em 2014 quando disputamos a série B. Já o Dotô aceitou o mesmo patrocínio disputando a Série A. Levando em consideração a exposição da marca (ainda mais com o título carioca do ano passado e a luta contra o rebaixamento, que colocou o Vasco em grande evidência nos últimos meses do ano), a CEF teve uma entrega MUITO maior pagando os mesmos valores do ano anterior.

Resumindo: a diretoria acabou rebaixando o valor da nossa marca com o contrato firmado com a Caixa em 2015. E agora, que argumentos terá o Dotô para convencer à Caixa a valorizar o Vasco se o próprio clube não o fez ano passado?

Mesmo utilizando como argumento o tamanho da nossa torcida, não há como negar que a exposição da marca na Série B não será, nem de perto, a mesma que teria na elite. Para a Caixa, não adianta nada termos milhões de torcedores em todo o Brasil se seu logotipo não aparecer na mídia.

Será preciso muita lábia para convencer os homens do marketing da CEF, não para manter os R$ 15 milhões, mas para não reduzir bastante esse valor. Para dar um exemplo, o Galo, um dos melhores times da atualidade e que disputará a Libertadores, receberá R$14 milhões da Caixa. A troco de que o banco pagaria mais para quem aparecerá menos na cobertura esportiva?

Olhando para essa questão de uma maneira mais ampla, podemos dizer o quanto o planejamento – ou a falta de, pra ser mais exato – em 2015 prejudicará o Vasco esse ano. Ficou-se na tal “responsabilidade fiscal” até onde foi possível, depois os cofres foram abertos quando já não havia tempo para nos salvar da queda. E agora, além de estarmos fora da elite, vemos as receitas fatalmente diminuírem por conta disso.

Só nos resta torcer para que o Dotô esteja com o papo afiado e consiga um bom acordo com a Caixa, o que parece ser muito difícil. Caso ele tenha sucesso, merecerá todos os elogios possíveis. Caso não tenha, teremos a confirmação de que começamos a pagar em 2016 pelos erros cometidos ano passado.

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