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Viés político de quem?

url7Ontem o Vasco passou por algo que já é, infelizmente, uma rotina: ver uma dívida ser cobrada em juízo e ter que arcar com o valor estipulado pela justiça. A dívida – em outro infeliz hábito – vem da gestão anterior e caiu no colo da atual gestão. A diferença é que, dessa vez, quem pleiteou o pagamento se dispôs a devolver parte do valor em benefício do clube. E, ainda mais diferente (pra não dizer sem sentido), a diretoria não quis aceitar a doação.

Como todos já devem saber, falo do caso do Juninho Pernambucano. Contratado na gestão Dinamite, o jogador ficou sem receber o que devia e procurou os seus direitos. Alguns torcedores se perguntarão: “mas se Juninho gosta tanto do Vasco como diz, porque processou o clube?”. O próprio já explicou a situação quando ela apareceu pela primeira vez na imprensa:

Resumindo, se Juninho não entrasse com a ação, ela caducaria e ele perderia a grana que ele tem todo o direito de receber. Só que ele se comprometeu publicamente a doar a parte que lhe cabia (tirando, obviamente, os custos processuais) para ajudar na construção de um CT para o Vasco. E como ficamos sabendo, ao tentar cumprir o que prometeu, a diretoria não aceitou o dinheiro por conta de um alegado “viés político” que teria o ato.

Então é assim. Perdoar dívidas milionárias do presidente, pode; anular a ação do próprio Vasco questionando os valores exorbitantes cobrados pelo atual – e licenciado – VP de Futebol e fazer um acordo no qual paga uma quantia enorme, também. Mas aceitar uma doação de um ex-jogador para ajudar o clube, não, isso não pode.

O que fica claro é que a doação do jogador seria uma prova da gratidão e do comprometimento do Juninho com o clube e isso tornaria sua imagem ainda melhor junto à torcida. E daí, vai que ele resolve entrar na política do Vasco, não é mesmo? Para quem faz de tudo para evitar uma renovação no colégio eleitoral vascaíno (incluindo aí a criação de um “plano de sócios” que não dá direito a voto), esse é um risco que não se pode correr. O Dotô sabe muito bem o que ídolos dos gramados podem fazer em uma disputa eleitoral.

O resultado dessa história é um só. Com a desculpa do “viés político” que teria a doação do Juninho, a diretoria prejudica o clube mais uma vez. Isso porque, para quem comanda o Vasco atualmente, mais importante que a instituição é se perpetuar no poder eternamente.

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O fato do Juninho ter acionado o clube judicialmente certamente servirá como um argumento para que seus detratores (a maioria deles, devotados fãs do Dotô) apontassem a situação como uma prova de que o ex-jogador é oportunista e não se preocupa com o Vasco. Mas quem utilizar isso como argumento só mostrará a incoerência do pensamento lobotomizado: qual é a lógica em crucificar quem cobra R$ 475 mil (e deseja abrir mão de 70% desse valor) e concordar com a dívida que a atual gestão assumiu com o Romário, que é milionária e que o Baixinho nem tinha como comprovar os valores?

Ah, mas ele poderia simplesmente não abrir o processo e deixar a grana nos cofres do clube!“. Ah, sim…e você acreditam, sinceramente, que se o Juninho não exigisse um documento assinado, que obrigasse a utilização da quantia nas obras de um CT, essa grana teria esse destino? Aí, é ter muita fé nos desígnios do São Eurico.

Se com um acordo feito diante de um juiz já não poderíamos ter 100% de certeza que a doação iria para as obras, imaginem sem um contrato assinado! Juninho tinha direito de receber a grana que o Vasco lhe deve. Também tem todo o direito de doá-la para a construção de um CT. E mais direito ainda de assegurar, legalmente, que a doação tivesse o destino que ele quisesse. O que não vai acontecer porque quem reclamou de viés político é justamente quem pensa mais na política do que no bem do Vasco.

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Mais uma polêmica

É interessante falar alguma coisa sobre a mais nova polêmica entre Juninho e o Vasco. Não que isso fosse necessário, já que a questão é muito simples e não creio que reste qualquer dúvida após ouvir o áudio do próprio Reizinho explicando a situação:

Todos conhecemos as práticas diversionistas da atual diretoria e dos seus devotos. Ao longo do Brasileiro, quanto mais o Vasco se afundava na tabela, mais alvos de ataque surgiam: foi o Juninho, o Doriva, o Roth, a torcida, as arbitragens, etc, etc, etc. O importante era aparecer algo ou alguém que desviasse o foco da crise. E assim, as cobranças também seriam desviadas.

E quando tentam mais uma vez colocar o Juninho no centro das atenções (ou melhor, acusações), ele apenas explicou a situação antes que o séquito de lobotomizados começasse a espalhar em tudo quanto é canto que o Reizinho estaria querendo tirar vantagem do clube. Mas o tiro saiu pela culatra: Juninho não só explicou que não tem nada a ver com a ação do empresário José Fuentes, como se comprometeu a repassar o valor da dívida que o clube tem com ele para a construção de um CT para o Vasco.

Agora é ver como a diretoria agirá: aceitará uma grande doação (digna aliás de tornar o Juninho um grande benemérito) de um desafeto ou colocará um benefício ao Vasco em segundo plano apenas para não dar moral a alguém que pode eventualmente se tornar uma força política dentro do clube?

Não tenham dúvidas: eles arrumarão um jeito de não aceitar a grana. E ainda vão tentar fazer da oferta mais um motivo para queimar o Juninho com a torcida.

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O que eu achei engraçado é que essa história toda começou por conta de uma matéria que ainda nem foi publicada, e pelo que se pode entender da reação do Juninho, tentará mais uma vez alfinetar o ex-jogador.

Agora, é completamente inusitado ver alguém de São Januário tentar plantar matérias ligando o Juninho à ação do seu empresário contra o Vasco. Não é precisamos nos esforçar muito para lembrar que o Dotô e e o Sr. Zé do Taxi, atuais presidente e VP de futebol do clube, entraram na justiça contra o Vasco e amealharam uma grana BEEEM maior que a dívida do Vasco com o Juninho.

Mas desses, não se ouviu falar em doação para a construção de um CT para o clube. O máximo que fizeram foi organizar uma vaquinha para que os torcedores bancassem a reforma na quadra poliesportiva.

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Mas o Reizinho também mandou mal: foi desnecessária a comparação entre salários e feitos com a armadura vascaína que o Juninho fez com o Nenê. O fato do Dotô ter criticado os valores recebidos pelo Juninho na gestão Dinamite não são desculpa para expor alguém que até pouco tempo seria um companheiro de profissão.

Além disso,  a comparação é completamente estapafúrdia: não tem sentido comparar os poucos meses do Nenê com os vários anos do Juninho. Entrar nessa só diminui a própria história do Reizinho.

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