Salvou a festa

Além da manutenção da liderança na tabela, o jogo de ontem contra o Goiás tinha um outro significado para o Vasco. Era também a 50a partida do Nenê com a camisa do clube e, dada sua importância para o time desde a sua chegada, natural haver um clima de festa. Mas por pouco o time goiano não colocou água no nosso chope. A vitória por 1 a 0 acabou sendo garantida por um convidado que há algum tempo não aparecia em campo.

Nenê, como sempre, teve participação direta na vitória. Mas apesar de ter feito o cruzamento que originou nosso gol, foi Andrezinho quem garantiu a festa do homenageado da tarde. E não foi apenas por ter colocado a bola na rede, mas pela mudança que sua volta trouxe ao time.

A diferença entre os dois tempos da partida deixou clara a importância do Andrezinho. Isso já tinha ficado óbvio nas outras partidas sem o meia, mas a atuação do Vasco na primeira etapa de ontem foi ainda mais fraca que nesses jogos. A escalação muito mexida, também sem Pikachu, Marcelo Mattos e Julio dos Santos, perdeu muito do seu conjunto. Com isso, passamos os 45 minutos iniciais praticamente sem criar jogadas, levando riscos mínimos ao gol adversário. E não apenas isso, o ataque goiano ainda nos trouxe perigo, principalmente nas bolas paradas.

Mas tudo mudou após o intervalo. Com Andrezinho relacionado, Jorginho colocou o meia no lugar do pavoroso Bruno Ferreira, deslocando Jorge Henrique para a lateral. A alteração mudou completamente a equipe: passamos a ter uma saída de bola consciente, o passe de bola melhorou no meio de campo e passamos a ter mais opções ofensivas. Com isso passamos a pressionar completamente o Goiás, que mal conseguia cruzar a linha divisória.

Aos 25 minutos, a pressão deu resultado: Nenê se livrou da marcação e cruzou na medida, com altura suficiente para Eder Luis não estragar o lance na sua tentativa de cabeceio e caindo nos pés de quem sabe: Andrezinho, que dominou e colocou com calma no canto do goleiro.

O Vasco não manteve o ritmo após o gol e nem as alterações seguintes do Jorginho chegaram a camuflar o aparente desinteresse do time, algo inaceitável para quem vencia pelo placar mínimo. Mas as limitações do Goiás – que se mantiver o mesmo padrão de jogo terá muitos problemas na competição – não permitiram que nosso adversário chegasse a esboçar uma reação. O jogo terminou sem que Nenê, o homenageado do dia, fosse seu principal nome. Se mantivemos a liderança, devemos agradecer mesmo ao Andrezinho.

As atuações…

Jordi – praticamente não teve trabalho. Fez uma boa saida do gol.

Bruno Ferreira – sua segunda chance como titular só serviu para reforçar a impressão que a torcida já tinha: não tem condições de ser sequer um reserva do Vasco numa Série B. Quando subia ao ataque, perdia a bola com facilidade deixando sua lateral abandonada. Defensivamente não fez muito além de dar bicões. Saiu no intervalo para a entrada do Andrezinho, que em poucos minutos mostrou a falta que fez ao time. Organizou o meio de campo, ajudou na marcação e na saída de bola e ainda marcou o gol da vitória.

Luan – o ataque goiano não lhe trouxe muitos problemas.

Rodrigo – sem ter muito com o que se preocupar na defesa, subiu algumas vezes ao ataque e quase marcou em jogada ensaiada.

Julio César – poderia ter sido mais incisivo no apoio, já que o Goiás havia improvisado o zagueiro Anderson Sales na lateral direita. Quase entregou a rapadura em um recuo de bola mal feito.

Willian Oliveira – entrou querendo mostrar serviço, mas tirando o empenho no combate direto, não chegou a fazer uma partida muito boa (apesar de muitos torcedores terem aprovado). Errou muitos passes, principalmente no começo da partida, e teve a sorte do juiz não assinalar um empurrão que deu dentro da nossa área.

Diguinho – se limitou a marcar.

Nenê – na sua 50a partida, teve uma atuação padrão: discreta até aparecer o momento de decidir. Fez o cruzamento que originou o gol do Andrezinho, fazendo sua 486a assistência na temporada.

Jorge Henrique – em mais um capítulo da novela “A peregrinação do Jorge Henrique no time Vasco”, dessa vez atuou na lateral direita metade da partida. Está aguardando uma expulsão de goleiro para poder dizer que literalmente joga nas 11.

Eder Luis – o Chico Bento é daqueles jogadores que o inferno está cheio: tem boas intenções, mas não consegue nunca executá-las. Os pés não conseguem fazer o que a cabeça pensa e erra passes e finalizações o tempo todo. Caio Monteiro entrou em seu lugar e não chegou a trazer mais efetividade para o setor.

Thalles – marcou um belo gol, mas estava impedido. Finalizou com perigo numa cabeçada, mas no lance, tirou a bola do Nenê, que vinha melhor posicionado. No final das contas, sua maior contribuição foi ter insistido na jogada que originou o gol, brigando pela bola e dando o passe para o Nenê mesmo sentado. Saiu para a entrada do Leandrão.

***

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23 Comentários

Arquivado em Atuações, Resenhas, Vídeos

23 Respostas para “Salvou a festa

  1. Marcos

    A base do Vasco é fraca hein? Nos últimos anos só o Luan e o Jordi podem vir a ser grandes no futebol, muito pouco.

  2. Fabio

    Mesmo com as mudanças no time do Vasco, o time do Goiás não veio aqui para jogar. Tanto que o Jordi não fez nada. Salvo uma jogada ou outra que ameaçou, eles vieram para ficar no 0x0 e fazer cera. Cada tiro de meta deles era uma encebação irritante.

    Esse Willian parece ter alguma noção com a bola no pé. Mostrou disposição, correu bastante, tentou atacar, mas errou alguns lances, deu um passe errado que quase entregou o jogo. Vamos com calma e vê-lo jogar mais um pouco.

  3. Gustavo P.

    Gostei do William, mas é jogador de destruição, desarme. Até tenta sair jogando, ir ao ataque, mas a gente vê que é complicado para ele. Apesar disso, o time é menos ameaçado com ele em campo, é uma boa opção nesse sentido. Agora, o tal do Bruno Ferreira, pelo amor de Deus, isso não é jogador de futebol, péssimo……

  4. ODILON C SILVA = RJ

    Sou da seguinte teoria, quero meu time ganhando jogando bem, pois ganhando jogando bem, trás tranquilidade, motiva torcida, um bom futebol é sempre um bom futebol, o time vascaino vem ganhando, as vezes vitórias sem empolgar, isso não é legal, porque se pegar um adversário forte pode complicar………………….Será que existe interesse em ganhar a COPA BRASIL em São Januario?…………………Não tó sentindo firmesa nesse sentido, parece que estão satisfeitos pela série invicta, por ter ganho o carioca, por ter ganho do flamerda, o VASCO é o gigante, precisa pensar grande……………………Bacana a luta dos jogadores, a entrga, sempre acreditando, sempre se doanto, não falta luta e respeito, isso é bom…………….ANTES QUE EU ESQUEÇA, TRAGAM MEU VASCO DE VOILTA……………

  5. Beto

    Boa análise, JC.
    Sobre o Eder Luiz eu até falei num jogo passado que sua entrada possibilitava a criacão de jogadas, mas ele, realmente, erra tudo que tenta, fica difícil. O Caio Monteiro entrou muito lento, teve um lance que o Eder toca pra ele, tem um burado na defesa do Goiás ele fica com a bola próximo a linha lateral , burocrático pra gastar o tempo….mesmo assim o testaria no lugar do Eder. Thales não se posiciona bem, briga com a bola.
    O Pikachu faz falta na lat. direita eo Marcelo Mattos, mesmo com suas limitacoes, acho o mais constante com atuacoes medianas. Julio dos Santos, Willian e Diguinho estao abaixo. Sobre o Willian, discordo da maioria do torcida que está empolgada com ele. Acho fraco.
    Ofensivamente o Vasco segue dependendo do Nene e do Andrezinho.
    Defensivamente,neste jogo, lances complicados foram o penal do Wilian e as saídas de bola nos pés dos jogadores do Goiás do Luan, do Andrezinho, do Julio Cesar e do Wiliam , em quatro oportunidades o Vasco perdeu a bola no seu campo defensivo de forma incrível, errando passes em que os jogadores nem estavam pressionados.

  6. Gilberto SOARES SC

    É muito nítido, que o Andrezinho é o motor desse time, ele faz o time tocar a bola, é o que precisamos fazer, trabalhar a bola para que os times tenham que correr atras de nós, e não o contrário. O Goias jogou com uma marcação muito forte no primeiro tempo, e partindo rápido para o ataque, mas é muito difícil jogar nesse rítimo durante os noventa minutos, por isso o nosso time, que é muito mais técnico que os outros, tem que rodar a bola para cansar nossos adversários. JC. vou fazer uma crítica com relação ao Caio Monteiro, um moleque desse tem que entrar voando em campo, e não foi o que aconteceu, o Éder Luis correu muito mais que ele, apareceu muito mais para jogar, um guri novo desse tem que correr o tempo todo, pois entra na metade do segundo tempo, com o adversário ja cansado e não rende nada, ou é malandro ou muito fraco. Teve um momento do jogo, aos 45′ do segundo tempo, que o Andrezinho roubou uma bola na esquerda e foi carregando esperando que alguem encostasse para jogar, o Caio estava na jogada atras dele, e não passou do lado pois veio numa lentidão desgraçada, era pra ter passado voando ao lado do Andrezinho. Prece que falta vontade ou medo de participar da jogada e acaba se escondendo.

  7. markus sandino pereira rocha Caldeira

    O meio de campo melhorou no segundo tempo com a saida do Jorge Henrique e entrada do Andrezinho. O JH é polivalente mas no meio para frente não dá, ele joga como volante porque erra passe e domínio de bola e velocidade ja foi embora, a melhor qualidade e o posicionamento.

    • Carlos Couto

      Jorge Henrique não saiu e vc não deve ter visto o jogo, ele se saiu muito bem como lateral, jogou muito nessa partida mesmo não tendo mais a velocidade que tinha quando era mais novo. SDV

      • markus sandino pereira rocha caldeiramarkus

        Jogou muito? Ok! Questionei ele do meio para frente.

      • carlos

        Jogou muito?
        Por favor, dê uma olhada no vt e verá que ele fez um pênalti desnecessário e não consegue acompanhar ninguém.
        Jorge Henrique e Julio Cesar, dois veteranos nas laterais, só jogam para trás. Esse time não é Barcelona e o Brasil não é Espanha.
        Na hora que o time começar a perder por causa dessas maluquices do Jorginho, não vamos reclamar.

  8. Juvenal

    Dois tempos em São Janu
    No 1º tempo o time do Vasco mereceu nota zero pois teve uma péssima atuação, principalmente em razão da lentidão, enrolação e falta de objetividade e o Goiás só não fez gol pela sua falta de pontaria.
    No 2º tempo com a entrada do Andrezinho o esquema de jogo mudou e ele mesmo teve a sorte de marcar o gol que deu a vitória ao Vasco.
    Mas quem tambem mereceu nota zero foi o juiz, que deixou de marcar muitas faltas e até penal, e não aplicou os devidos amarelos. Aliás se formos depender dos juizes estamos perdidos.
    Agora virá o primeiro confronto no sul num estadio do qual o Vasco não tem boas lembranças pois foi rebaixado lá com brigas de torcidas etc….
    Com a dupla Nene e Andrezinho o Vasco é outro time.
    Força Vascão….

  9. Leon da Cruz

    O Vasco não jogou bem, mas fez uma partida totalmente controlada. Andrezinho alterou completamente o jogo (para melhor, claro!). Mas creio que teríamos vencido mesmo se o Andrezinho não tivesse entrado, pois o Goiás fez uma partida horrorosa (na verdade, parece ser um time horroroso).

    • JC Barbosa

      Aí é que está. No primeiro tempo a partida não foi tão controlada assim. O Goiás poderia ter feito pelo menos dois gols no primeiro tempo. E o segundo tempo só melhoramos com a entrada do Andrezinho. Se isso não acontecesse, a probabilidade de continuarmos sem criar nada, exatamente como na primeira etapa, era enorme.

      • Thebar Augusto Guedes

        Sei não JC, não acho que foi só a mexida do Andrezinho, foi JH na lateral, chico bento na esquerda e nenê na direita, foram 4 mexidas com uma substituição só, tudo isso somado a grande partida do Andrezinho é que fez a diferença.

  10. Renato

    “esperei ver o que tantos torcedores enxergam para defende-lo. Sigo ignorando a razão dele ter um fã clube tão fiel”

    Reconhece, JC?

    Pelo visto, você agora também enxerga o que a massa via lá atrás.

    O desespero do rebaixamento não te deixou ver que tínhamos um craque no time depois de muitos anos.

    Nenê é a chave de uma conquista histórica na Copa do Brasil.

    • JC Barbosa

      Não foi o “desespero do rebaixamento”. Àquela época, o Nenê não estava jogando o que joga há alguns meses (a citação é de setembro de 2015).

      E o fato do Nenê estar sobrando em campo (e não vou levar em consideração a qualidade dos adversários que temos tido) não apaga o fato de que o próprio camisa 10 perdeu uma penca de gols em 2015 que poderiam ter garantido nossa permanência na Série A esse ano.

      • Renato/JC – Não há dúvidas que o Nenê é um craque. Mas não nos esqueçamos q “uma andorinha só não faz verão” e q o Andrezinho, sem firulas e jogo espetáculo, acerta, sempre, o time, contribuindo para q o Nenê tenha as chances q precisa e ipso facto (gostaram?) o sucesso do time.Abçs.

  11. LUIS CLAUDIO

    Concordo com o início nervoso do Willian querendo mostrar serviço ( já tomou o segundo cartão e fez um pênalti besta) mas acho que o cara tem muito futuro,basta diminuir a ansiedade. O time esta quase no seu ponto ideal,Picachu na direita,Marcelo Matos e Willian na proteção da zaga e Nene e Andrezinho livres na criação.Na frente o Tales não participa tanto como o Riascos e talvez,talvez testar o Caio monteiro enfiado de resultado. Na esquerda me parece que o Henrique dá mais mobilidade.
    Precisamos rejuvenescer o time porque nossos “velhinhos” não vão aguentar.

  12. alex-es

    “Saiu pra entrada do Leandrao” … kkkk

    • JC Barbosa

      Falar o que, né não?

      • Carlos Couto

        Atualmente vc vê muita diferença entra o Thales e o Leandrão? Eu só vejo a idade e a possibilidade de o Thales vir a ser um jogador melhorzinho, não o vejo merecedor de vestir a camisa do Vasco, assim como o Leandrão. Ainda preferia ter visto mais chances para o Kaiser, não tiveram a mínima paciência com o garoto, deve ter sido horroroso nos treinos, só isso justifica emprestá-lo novamente.SDV.

      • Gostaria de ver o Leandrão jogar uns 15 a 20 minutos, com o time como está agora, para ver se melhorou, pois naquela época o time quase só jogava na base do chutão.

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