Adeus 100%

Era óbvio que em algum momento o Vasco acabaria perdendo pontos nesse Brasileiro. Ainda que seja franco favorito numa disputa de Série B, seria esperar demais que mantivéssemos os 100% de aproveitamento ao longo de 38 rodadas. Olhando por esse lado, um empate com o organizado Oeste jogando fora de casa não é um resultado absurdo. Mas diante do que vimos em campo, o placar de 1 a 1 da Arena Barueri deixa um gostinho de frustração inevitável.

Essa frustração não vem do fato de termos feito uma partidaça ou por conta da fragilidade do adversário (pelo contrário, o time do Fernando Diniz foi disparado o melhor que enfrentamos até aqui). Chato mesmo é saber que ficamos na igualdade em um jogo que poderíamos ter vencido.

Mas não vencemos porque não aproveitamos a enorme vantagem de termos aberto o placar aos 23 segundos de jogo, o tipo de situação que abalaria qualquer time e de fato abalou o Oeste. Depois do gol do Nenê – sempre ele! – poderíamos ter pressionado mais a saída de bola do adversário, que correu riscos diversas vezes com sua estratégia anti-chutões. Até tentamos ficar em cima do time paulista, mas criamos poucas chances de gol. E nas que criamos, mais uma vez não soubemos aproveitá-las por não finalizarmos com precisão (Nenê perdeu um gol incrível e um arremate perigoso do Jorge Henrique parou nas mãos do goleiro).

Também não vencemos porque ainda não encontramos um equilíbrio no meio de campo sem Andrezinho no time. Julio dos Santos nem ajuda na marcação e nem faz a saída de bola com eficiência. Contra um adversário com bom toque de bola, nossos volantes acabaram sendo envolvidos e com o isso o Oeste foi criando chances até conseguir o empate. Com a saída do paraguaio no intervalo e a entrada do William, a marcação pelo meio ficou mais forte e corrermos bem menos riscos.

É preciso lembrar também que o juizão nos atrapalhou bastante. Foram três os erros graves da arbitragem: o gol do Oeste, que se originou em uma jogada irregular (um impedimento não marcado no início do lance), um pênalti claríssimo sobre o Rodrigo que o árbitro fez questão de não marcar e um impedimento inexistente marcado no último lance da partida, quando Caio Monteiro estava prestes a empurrar a bola para a rede. Houve também dois contra-ataques vascaínos interrompidos de forma estúpida pelo Sr. Diego Almeida Real, mas diante dos outros erros tão mais graves, nem vale a pena contar com isso.

Como disse no começo do post, tirando as expectativas que a torcida naturalmente cria, um empate fora de casa não chega a ser um resultado ruim, ainda mais se levarmos em consideração que com o fim da rodada, continuamos invictos e pela primeira vez chegamos à liderança isolada da competição. Mas esse era um jogo que dava para ganhar, mesmo tendo um bom adversário como mostrou ser o Oeste. Já que os três pontos não vieram, resta tentar ajustar o que houve de errado e nos preparar para a próxima partida, esperando que voltemos a vencer. Não precisamos mais lutar por uma campanha 100%, mas ainda temos muitas marcas a quebrar nesse Brasileiro.

As atuações…

Jordi – apesar de ter feito pelo menos uma defesa complicada (com o rosto, mas ainda assim, boa defesa), a falha no jogo passado parece ter tirado um pouco da sua segurança. Não falhou no gol, mas catou borboleta em duas bolas alçadas à área.

Yago Pikachu –em três partidas como titular na sua posição de origem já provou com sobras que merece a titularidade. Ontem deu mais uma assistência e participou ativamente do ataque. Mas teve a boa atuação manchada: depois de cortar um chute do adversário, ao invés de continuar ligado no lance parou para comemorar e não evitou a finalização na sobra, que acabou entrando.

Luan – no começo do jogo, errou um passe em uma saída de bola que quase acabou em gol para o Oeste e o empate do Oeste começou com um corte errado do zagueiro. Mas se recuperou no restante do jogo e teve uma atuação muito segura.

Rodrigo – também jogou com segurança, tendo como ponto alto um corte numa finalização que tinha endereço certo. Sofreu um pênalti claro ignorado pelo juiz.

Julio César – mais preso à marcação, quando apoiou foi pouco eficiente.

Marcelo Mattos – se empenhou na marcação, mas foi várias vezes envolvido pelo toque de bola do Oeste. Pareceu cansado no segundo tempo e acabou sendo substituído pelo Henrique, que entrou para jogar como ponta, mas teve pouco tempo para fazer a diferença.

Julio dos Santos – perdido em campo, não soube fechar os espaços como deveria (seu lado do campo foi o melhor caminho para o ataque do Oeste) e nem ajudou na criação. Saiu ainda no intervalo para a entrada do William Oliveira, que depois de algum tempo pouco para se encontrar em campo, melhorou a marcação pelo meio e ainda foi mais incisivo no ataque que o paraguaio. Quase marcou um gol no fim do jogo.

Nenê – um gol aos 23 segundos de jogo, uma chance claríssima desperdiçada ainda no primeiro tempo. Mas na segunda etapa não conseguiu resolver a partida a nosso favor.

Eder Luis – a correria de sempre, mas sem qualquer efetividade.

Jorge Henrique – mesmo jogando mais recuado que o Chico Bento, acabou sendo mais perigoso. Fez uma finalização com perigo, bem defendida pelo goleiro paulista.

Thalles – segue buscando mais o jogo, mas de útil, apenas um bom passe para Nenê ainda no primeiro tempo. Saiu antes dos 20 minutos do segundo tempo para a entrada do Caio Monteiro, que para não ficar isolado no ataque recuou para buscar o jogo, mas pecou ao carregar demais a bola em vários lances. Na única chance que teria para marcar, no último lance do jogo, o juiz marcou um impedimento fantasma.

***

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39 Comentários

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39 Respostas para “Adeus 100%

  1. Luiz Afonso

    Concordo em parte com o Paulo Araujo. Foi muito bom assistir ao estilo de jogo implantado pelo time do Oeste. Tivemos muito mais tempo de bola rolando, e o time deles em certos momentos envolveu o nosso. Agora, é o tipo de estilo que depende bastante da boa qualidade do gramado. Mas, confesso que me surpreendeu a boa execução, por parte deles, da forma de jogar imposta pelo treinador. O mais efetivo dessa forma de jogar é que quando eles conseguiam passar pela primeira linha de pressão, eles chegavam com muita gente no campo ofensivo e, quase sempre, no mano a mano.

    Dito isso, tenho que ressaltar, contudo, que o Vasco ajudou bastante para a tática deles dar certo, uma vez que perdíamos a posse de bola com enorme facilidade, seja com um domínio errado, seja em razão de um passe totalmente equivocado. Isso fez com que eles tivessem repetidas oportunidades para praticar o toque de bola deles, levando alguns de nossos jogadores à exaustão, envolvidos em rodinhas de bobo. Tivéssemos caprichado mais nos passes, e no trato com a bola, certamente teríamos saído com a vitória e não sofreríamos tanto desgaste físico.

    Gostei muito da percepção de jogo da dupla Jorzinho. Perceberam que a gente precisava entrar no segundo tempo com jogadores mais leves e velozes, para poder complicar a troca de passes dos caras. E nisso, achei que ele agiu muito certo ao colocar o William, o Caio Monteiro e o Henrique. Nos 15 minutos finais, principalmente depois da entrada do Henrique, voltamos a exercer pressão no combate da saída de bola e conseguimos criar boas situações pela esquerda.

    Achei que o Thales se saiu bem no jogo. Não foi o centroavante dos sonhos, mas teve boa participação, inclusive tendo deixado o Nenê na cara do gol.

    E JC, revi o gol dos caras várias vezes: o impedimento foi sim milimétrico e cá pra nós, ainda que o Pikachu não tivesse iniciado uma comemoração, ele não conseguiria cortar o chute do rebote, que surpreendeu a todos.

    Saudações.

    • JC Barbosa

      Essa distância entre os parênteses ( ) é milimétrica. Não foi esse o caso. De qualquer forma, a questão não é o “tamanho” do impedimento e sim o fato: a jogada era irregular. Fosse seguida à risca, o Oeste não teria feito o gol.

      Sobre o Pikachu não conseguir cortar a bola, outra especulação, concorda? Foi um chute reto, rasteiro e nem tão forte. Um pé no meio do caminho desviaria a bola.

  2. jota - ES

    Jotacê, vc acredita em sonhos? Sonhei quase um pesadelo sobre esse número 33. Não jogo no bicho, mas antes pesquisei no google. 33 é cobra.
    Seria uma premonição de que nossa série invicta vai ser picada? Prefiro acreditar no rastejo de mais vitórias.
    ________
    William foi muito bem no pouco tempo que atuou em duas partidas. Gostei do cara.
    ________
    Ano passado os mulambos entraram no G4 por apenas 72 horas. Não duvido que o raio vá cair no mesmo ponto.
    ________
    Vasco 3×1, confiram amanhã.
    ________
    SV

  3. Gustavo P.

    Na boa, o Vasco teve de tudo pra ganhar esse jogo. Esse “tiki-taka” desse técnico marqueteiro do Oeste/Audax ao meu ver só melhora um pouco a qualidade do passe, mas não mostrou efetividade nenhuma. Nosso grande problema no jogo se chama Julio do Santos. Ele não funciona no meio, nem para armar jogadas, nem para o combate. Voltando o Andrezinho ele tem que vazar e formarmos o meio com Mattos, William, Andrezinho e Nenê. Precisamos de sangue novo no ataque também, o clube tem que abrir o cofre se quiser contratar alguém de qualidade.
    Mudando de assunto, tomamos outra nas finais da Liga Ouro, agora complicou. O sonho do charuteiro de colocar o Vasco na NBB vai ser adiado. Sob o ponto de vista financeiro, melhor assim….

    • Alex-es

      Colocar o Willian no lugar do Julio dos Santos sim e colocar o Julio dos Santos no ataque ja que ele foi artilheiro da libertadotes acho que valeria o teste.

    • LUIS CLAUDIO

      Concordo com voce, o Mattos fica exausto pois corre sozinho.
      Mas se o Andrezinho não puder voltar poderia testar o Julio dos Santos mais a frente e tirar o Eder Luiz,com a entrada do Willian.
      O time fica com masi pegada no meio campo.

  4. Caloteiro

    Galera, prestem atenção no jogo do Eder Luís. Totalmente Improdutivo! Parece que jogamos com 10 jogadores…

  5. Yasmin

    Campo pesado, chuvoso, bola escorregadia, não seria uma boa ter colocado o Leandrão ao invés de Caio Monteiro?

    • JC Barbosa

      Trocar um atacante pesado por outro (com menos ritmo de jogo)? Acho que não daria muito certo. Acredito que o Jorginho tinha desejado mudar a dinâmica ofensiva, por isso um jogador veloz.

  6. Bubanno

    Acho que você poderia analisar mais o Chico Bento, pois o cara não acerta um passe, péssimo nos arremates para o gol, e marca mal demais…

  7. Claudinei

    Precisamos de artilheiro já (não basta mais um atacante), ou de um sistema que consiga fazer com que as bolas cheguem ao Thalles. Isso é imprescindível. Acho que o Jordi começou bem, mas depois das primeiras falhas voltou a ficar inseguro. Vejo que não é da idade, visto que há goleiros com a mesma idade defendendo times e seleções europeias muito bem e isso já deveria ter sido trabalhado, nada contra o garoto, mas o Vasco não pode ficar a mercê dessa insegurança.

  8. Ulisses Pinheiro

    Acho que este é de longe o melhor time que tivemos para disputar o inferno da série b, e confesso também que acho que está é a serie b mais fraca das três edições que tivemos que disputar. Não sou poliana, mas as saídas do Andrezinho e Madson nos possibilitou enxergar mais opções para o time. Pra mim a principal delas é que o Pikachu é muito melhor que o Madson, principalmente no apoio. Se não fosse este maldito amarelo ia ser difícil ele sair do time. Acho que o Julio dos Santos vai perder a vaga para o Willian, que no pouco tempo que teve já se mostrou ser muito melhor do que os volantes que temos na casa. Agora a coisa que não da pra ficar enrolando é a contratação de um atacante decente. Como o dinheiro que ia pagar Rafael Vaz e Riasco, da pra levantar um salário de 300 mil fácil e trazer o quanto antes alguém. Nomes já foram ventilados vários, particularmente, gosto do Kieza, André Lima ou talvez até o próprio André que esta encostado no Corinthians. Melhor ainda se fosse o Barcus que esta na reserva do Sporting de Portugal. Agora trazer o artilheiro da segunda divisão do campeonato argentino é valido pra compor o elenco, como aposta e não para resolver de vez nossos problemas. Enfim, para serie B, prevejo águas calmas, mas se quisermos a copa do Brasil, a diretoria terá que se mexer mais uma vez.

  9. ZE VASCAINO - RJ

    TEMOS QUE MANTER O RITMO, TEMOS QUE TRAZER O VASCO PRO SEU GRUPO, COMO INCOMODA NOSSO VASCO FORA DA PRIMEIRONA, JOGANDO EM DIAS QUE NÃO ESTAMOS ACOSTUMADOS, SÁBADO ESTAREI MA COLINA LADO ALADO DO MEU VASCO.

  10. ODILON C SILVA = CENTRO = RJ

    Um pontinho na conta, o negócio é fazer pontos agora, pontuar o máximo, aproveitar que o time tá num bom momento, depois quando o time naturalmente cair de rendimento já tenha uma boa pontuação, geralmente não dá para manter o mesmo ritmo ate o final, então aproveitar o momento e pontuar, quando vier o momento ruim já ter acumulado boa pontuação…………………………A torcida cobra do garoto THALLES, já virou moda, cada fez essa cobrança aumenta mais, é preciso jogadas pelos francos, cruzamentos, infiltrações, jogadas de fundo, ou simplesmente a bola não tá chegando……………………………EDER LUIS e JORGE HENRIQUE, dois atacantes importantes taticamente, só isso não basta, atacante precisa fazer gols, pelo menos uma vez ou outra…………..Sábado tem outro jogo pela segundona custando 50 pratas, haja grana dos vascaínos em tempos de crise, tremenda judiaria fazer isso, quando estiverem no sufoco,quando estiverem desesperados, na certa vão baixar o preço do ingresso para torcida apoiar, aí vão fazer promoção…………………..Agora preparar para COPA BRASIL, Santa Cruz vai ser dureza, lamentávelmente única competição de primeira grandeza de nível nacional do ano dos vascainos………………….O RESTO……………TRAGAM MEU VASCO DE VOLTA………………….

  11. Lucas Ottoni

    Acho que o Luan deveria ser vendido, enquanto ainda tem mercado.

  12. CFortuna

    JC,

    Mais uma roubada, ou melhor, rodada prejudicial ao Vasco. Vamos manter o discurso de revolta por isso pra ninguém começar a achar que isso é normal. Pelo contrário, essa roubalheira pra cima do Vascão é um ABSURDO!

    Abraços

  13. Juvenal

    Jogo estranho
    Após o gol relampago do Nene – sempre ele – acabou a pontaria e permitimos o empate. Mas o Vasco continua lider e invicto. O importante é continuar batalhando pra voltar a Serie A.
    Ontem o time do Vasco entrou na roda do tictac tipo barça de um time cigano, que já não tem casa própria(está interditada) e em cada mando de campo joga em outro estadio.
    O pior é que o goleiro deles quase não defendeu bolas, ou pela falta de pontaria dos vascainos ou porque nossos jogadores se en rolavam com a bola e não chutavam.
    Agora vamos encarar o Goias no sabado.

  14. adamor ribeiro

    Boa tarde J.C. Acho até que ficou de bom tamanho o empate.O time do Oeste não é bobo,sabe tocar bem a bola,e isso dificulta a marcação do advérsario.O problema é que o Jorginho insisite com esse paraguai, que ja mostrou por N vezes, que não tem futebol pra ser titular.Espero que ele reveja sua teimosia,e passe a escalar o William de titular, que em duas partidas,ja mostrou mais eficiencia que o paraguai,e que o F.Gabriel tenha logo condiçòes de jogo,pra suprir á ausencia do Andrezinhoi.Abrço

  15. Gleidson

    Achei um bom jogo. Até gostei… Incrível como o esquema tático do Oeste obriga outros times a jogar bola. Esse time do Oeste com este treinador vai brigar lá em cima da tabela, então o empate até que não foi de todo ruim. Se tem alguém que poderia ter mudado a partida a nosso favor esse alguém era o Jorginho. Mas ontem ele foi infeliz em algumas escolhas. A primeira e maior dúvida da humanidade é a titularidade do Júlio dos Santos (caso para estudos científicos). A segunda, mais uma vez, a entrada do Caio Monteiro… Estávamos perdendo o jogo no meio campo, até colocaria o Caio, mas tiraria o Éder. A terceira foi a entrada do Henrique… Essa nem Freud explica…

    Agora, esse garoto que entrou, o Willian Oliveira, já sua segunda partida que agrada a torcida, marcando bem e saindo para o jogo. Será que o time precisa mesmo de reforços ou os jogadores que tem é que não estão sendo testados??? Por mim Júlio dos Santos já era banco pra ele no próximo jogo…

  16. Carlos Queiroz

    Boa Tarde JC, conceito é fogo, enquanto um time tentava sair jogando, sempre e até perigosamente, outro abusava de tentar ligação direta com “lançamentos’ de zagueiros. Essa enfase do Fernando Diniz no toque de bola, tem de servir pra o pessoal rever o conceito de futebol no brasil, é inadmissível um time bi campeão estadual não conseguir sair jogando e apelar tanto para os chutões, mesmo sendo opção “tática” na tentativa de aproveitar os espaços do adversário,
    Quanto ao time não gosto muito do picachu na pare defensiva, gostei da entrada do William, acho que ele pode fazer um bom meio campo, no futuro podemos ter Willian, Andrezinho, Felipe Gabriel e Jorge Henrique, com Thalles e Nenê na frente. Se Thales conseguir fazer o pivô para o Nenê vai ser interessante.

  17. Paulo Araujo

    Não sei “que jogo” vocês viram…
    Na minha ótica, fizemos um jogo ruim. MAIS UMA partida sem CRIATIVIDADE. Tenho minhas dúvidas se nosso gol foi uma “assistência” do Pikachu, ou uma (MAIS UMA) “ligação direta” (ou “bico pra frente”) que deu certo.
    Tirando a verdadeira assistência do Thales para o gol perdido pelo Nenê e uma boa trama que culminou com o arremate do Jorge Henrique (numa “chance” NÃO tão clara, pelo distância e pela posição), no 1° tempo, NÃO CRIAMOS MAIS NADA NO JOGO INTEIRO. Saímos “no lucro”, com o empate.
    O pênalti reclamado foi num escanteio, num segundo tempo em que, ainda mais do que no primeiro, fomos COMPLETAMENTE ENVOLVIDOS pelo adversário. se o Oeste tivesse uma “mão (ou PÉ) de obra” melhor qualificada, estaríamos com essa invencibilidade “meia-boca” encerrada; pois seus LENTOS atacantes ficaram mais de uma vez “de cara” para o Jordi (mas, permitiram a recuperação de nossa zaga).
    (Considero, SIM, “meia-boca” esta invencibilidade, porque tivemos APENAS cinco partidas na Série A de 2015, inseridas nas 32 partidas. E mesmo assim, em duas delas contra Coritiba e Joinville, ambos brigando contra o rebaixamento. As 27 partidas sem derrota restantes, estão situadas no RIDÍCULO torneio regional de VÁRZEA e no INFERNO da Série B (além de adversários de SÉRIE C, até aqui, na Copa do Brasil). Acho um SACRILÉGIO compará-la com a série invicta de nosso TIMAÇO de 1977, porque então o Campeonato Carioca era uma competição DE REAL DIFICULDADE E VALOR e disputávamos um brasileirão “idem-idem”. Assim, a “festejada” série invicta atual, NA REALIDADE, só serve para “casaquildo” ficar enganando OTÁRIOS e FINGINDO que a atual diretoria tem alguma competência. Estamos liderando a SÉRIE B. Ou seja, nossa REAL POSIÇÃO no cenário nacional, hoje, é VIGÉSIMO-PRIMEIRO LUGAR…!!! PONTO!)
    Como gosto de futebol, quero falar um pouco do Fernando Diniz. O estádio do Barueri, tem sua cabine de transmissão bem no alto. Assim, ficou fácil acompanhar a evolução das jogadas e achei muito interessante e OBJETIVA a articulação da equipe paulista. Mesmo correndo os riscos que correram, não vi o time deles ficar apelando para os “bicos pra frente” tão comuns e PERSISTENTES em nosso time.
    Fiquei bem impressionado com o time do jovem treinador. Gostaria de ver uma equipe com jogadores de boa qualidade, treinada pelo Fernando Diniz; que parece um OÁSIS na mesmice dos “professores” do futebol tupiniquim,

    • Carlos Couto

      E um Oásis copiar um sistema usado no Barcelona, que lá dá muito certo pelo nível dos jogadores e um tal de Messi. Aqui toca para lá e para cá e nada, grande coisa,de copista o mundo está cheio. Esse não é o futebol brasileiro, sempre que teimamos em copiar nos ferramos, temos um imenso complexo de vira-lata. Veja a seleção de 70 e perceba o que é futebol brasileiro, sem cópias ou complexos burros de inferioridade. SDV

      • JC Barbosa

        Acho que é mais por aí….

      • Paulo Araujo

        Sem o “nível” dos jogadores do Barcelona, MUITO LONGE DISSO (e bota LONGE nisso), o time paulista ENVOLVEU o nosso o JOGO INTEIRO. E só não venceu a partida, exatamente pela precária “qualidade” de seus jogadores. Se eles jogassem “só a metade” do que jogam os jogadores “não protagonistas” do “Barcelona”, hoje o Jordi já seria o goleiro “mais vazado” do campeonato.
        Em um esporte praticado há mais de um século, será “meio difícil” alguém NÃO COPIAR alguma coisa de alguém, Particularmente, como gosto DE VERDADE desta coisa chamada futebol, me reservo o direito de “preferir” assistir equipes que o fazem com eficácia, objetividade e “bom trato à pelota”, seja quem for o “pai da criança”. Portanto, apreciaria, MUITO, se o meu time, hoje, “copiasse” com eficiência o futebol bem jogado pelo mundo afora.
        Há quem goste mais dos “bicos pra frente” tão praticados pelo nosso time. Também têm o direito. Não concordo, mas RESPEITO.
        Vi a seleção da Copa de 70, que ganhamos MUITO MAIS NO TALENTO INDIVIDUAL do que em “esquemas táticos” (o técnico era o Zagallo; treinador de “um esquema só”), do que em “jeito de jogar”. Mas também ganhamos no PREPARO FÍSICO, porque outras seleções também tinham excelentes jogadores, que “abriram o bico” jogando às 13:00 horas no calor do verão mexicano. Além disso, amigo, a “intensidade” do futebol praticado naquela época, se comparado ao praticado hoje, equivaleria a uma corrida de um “kart contra um fórmula 1”. A seleção da Copa de 82 não ganhou, mas, nem por isso deixou de ser louvada (até hoje) como um excelente time de futebol. A seleção da Copa de 94, venceu o torneio com um time “sofrível”, praticamente no talento de um único jogador, mas praticava um futebol HORROROSO. Se me perguntassem, escolheria assistir novamente a um jogo da seleção de 82 e não assistiria a NENHUM do da seleção de 94. Apenas por gostar de “futebol bem jogado” (aqui, na Patagônia ou onde “o Judas perdeu as botas”).
        Sinceramente, não entendi “o que tem a bunda a haver com as calças”.
        Não sei “onde” você enxergou complexos “burros” de inferioridade ou de “vira-lata”, em meu comentário. Apenas “me permito” gostar de um futebol “bem jogado”, independente de “nacionalidades”. Sou brasileiro, mas não sou “obrigado” a gostar (ou me “contentar com”) pagode.
        Mas você tem todo o direito de achar “melhor” continuarmos fazendo do “nosso jeito atual”, do que “copiar”, ou “adequar”, o que tem sido feito com muito melhor qualidade e eficiência em centros MAIS EVOLUÍDOS (“em TODOS os sentidos”). Afinal não deve ser “tão ruim”, assim, tomar de “7×1”, em casa, a ponto de se desejar “fazer alguma coisa à respeito”, mudar a “mesmice”.
        Se o amigo não ficar “aborrecido”, continuarei preferindo assistir os jogos da “Premier League”, do que os praticados por aqui nos últimos anos.
        E não se preocupe. Não é uma “questão de complexos”. Apenas de “gosto pessoal”, mesmo.

      • JC Barbosa

        Paulo, do jeito que vc fala, parece que o Oeste colocou 4 bolas na trave, perdeu dois pênaltis e uns 15 chutes em cima do Jordi. Não foi bem assim. A superioridade dos caras na posse de bola se deu muito por conta de um monte de passes trocados na defesa. O número de finalizações certas dos caras foi o mesmo que o nosso (4 pra cada lado) e os melhores lances deles surgiram com erros da nossa defesa, invariavelmente perdendo a bola de bobeira ou simplesmente errando passes na intermediária.

        Dizer que o Oeste não venceu por conta de precariedade dos seus jogadores é meio redundante: excetuando as zebras, na maioria absoluta dos jogos vence o time que tem jogadores mais qualificados. E, ainda por cima, é apenas uma especulação. Chance de gol por chance de gol, as poucas do Vasco foram bem mais claras que as deles (que, aliás, nem lembro de nenhuma de cabeça).

        Isso sem falar no fato de que o gol deles surgiu em lance irregular e que houve um penal não marcado a nosso favor.

      • Paulo Araujo

        Se você puder rever o jogo (agora, “sem torcer”), JC, vai constatar a facilidade com que envolviam o nosso time. A “compilação” (You tube) do jogo que você postou, mostra apenas alguns dos “melhores momentos” (não mostra, por exemplo, o “quase gol’ do William). Mas, mesmo assim, mostra o time deles envolvendo com facilidade nossa defesa aos 3’26” – 3’56” – 4’30”. Se os atacantes adversários tivessem “mais intimidade e agilidade” com a bola, poderiam ter feito mais gols. Mesmo no lance que você reclamou do impedimento (“milimétrico”) no gol deles (5’01”), temos que concordar que foi uma jogada bem elaborada.
        Você está analisando “número de arremates” e se “esqueceu” que também fizemos nosso gol por erro da defesa deles. Poderíamos ter vencido a partida se o juiz tivesse marcado o penal, mas seria, TAMBÉM, um gol por erro (ABSURDO, BIZARRO) do zagueiro (maluco, burro) que só faltou “convidar o Rodrigo para dançar agarradinhos” (na cara do árbitro incompetente).
        Mas não é disso que estou falando. Se você me mandar um arquivo de vídeo em que “o mocinho morre”, mas o filme é bom, eu vou assistir. Se me mandar outro em que o “mocinho mata todos os bandidos”, mas o filme é ruim, eu deleto sem abrir o arquivo. Se me “convidar” para te pagar uma cerveja e revermos o Brasil perdendo para a Itália e saindo da copa em 1982, eu “tô dentro”. Se me disser que “paga a cerveja” mas iremos rever o Brasil ganhando a Copa de 94, da mesma Itália, nos pênaltis, eu “tô fora”.
        Apenas GOSTO de futebol bem jogado e RECONHEÇO o mérito de um treinador jovem, que, com PRECÁRIO MATERIAL HUMANO (no que se refere à QUALIDADE) e em TÃO POUCO TEMPO consegue fazer um time (limitado) jogar MELHOR do que o nosso; que, inegavelmente, tem PEÇAS MUITO MELHORES do que as do adversário, está “entrosada” desde o meio do ano passado.e, mesmo assim, não consegue “jogar bem” a esmagadora maioria das partidas disputadas até então. Não é verdade…?!

      • JC Barbosa

        O que acontece é apenas uma coisa: opiniões diferentes sobre o mesmo jogo.

        O Vasco foi envolvido algumas vezes sim (cito isso na resenha). Mas os 90 minutos não foram – na minha opinião, ao menos – o massacre que vc descreve.

        Percebo uma visão pessimista da sua parte ao ver sua análise dos lances dos dois gols: ignorando o impedimento no lance do gol do Oeste (que nem foi tão milimétrico assim, e mesmo que fosse, não justifica) não vejo como comparar os erros das defesas nos lances do nosso gol e no deles.

        No nosso gol, o “erro” da defesa deles foi esquecer os toques na saída de bola e apelar para um chutão quando houve uma marcação mais justa. Nesse chutão, Pikachu lançou para o Nenê e saiu o gol; No gol deles, há dois erros capitais da nossa defesa na mesma jogada: o jogador do Oeste ERRA o passe e Luan DEVOLVE a bola para o mesmo fazendo um corte mal feito. Na sequência, Pikachu consegue bloquear o chute e, ao invés de dar prosseguimento ao lance, para pra comemorar. Tivesse mantido a atenção, poderia ter corrido em direção à bola e evitar o outro chute, que nem tão forte foi. Resumindo, tivemos muito mais responsabilidade pelo gol do Oeste com as nossas falhas do que o contrário.

        E vc não está analisando todos os elementos na questão. O “tão pouco tempo” é relativo, já que metade do time do Oeste veio do Audax, que já treina com o Diniz desde o começo do ano. E o Vasco, pela ausência do dois dos seus três principais jogadores, está jogando no atual esquema há apenas TRÊS partidas. E mais, no jogo de terça, as “peças muito melhores” não foram tantas assim. Tirando obviamente o Nenê, podemos colocar nessa categoria o Pikachu e talvez (talvez!) o Luan e o Rodrigo. O resto, analisando friamente, leva mais a fama exatamente por isso: são mais conhecidos que os jogadores do Oeste. Ou vc acha que os atacantes do Oeste são “muito piores” no momento que Eder Luis e Thalles? Ou que Julio Cesar sobra com relação ao lateral deles? Ou que Marcelo Mattos e Julio dos Santos são melhores que os volantes que o Diniz tem em mãos?

        Mas mesmo que vc tenha ignorado isso tudo, ainda acho que há um exagero nas qualidades apontadas no Oeste e uma certa subestimada nas qualidades do Vasco. Mesmo não tendo jogado bem e tendo menos posse de bola, me parece claro que o Vasco esteve mais perto da vitória. Tocar a bola de forma estéril não adianta de nada. O que vale são chances criadas e bola na rede. Se no segundo ponto ficamos empatados, no primeiro o Vasco foi melhor.

    • Beto

      Excelente debate!

  18. Leon da Cruz

    Infelizmente, não pude assistir ao jogo. Mas confio nas grandes análises de JC.

    Pelos melhores momentos, nota-se que o Oeste deu trabalho, embora pouco eficiente nas finalizações (ainda bem!).

    JC, com mais esse jogo contra o Oeste não foi quebrado o recorde da série histórica de invencibilidade do time de 77?

  19. Gilberto SOARES SC

    O resultado não foi dos piores, mantemos nossa invencibilidade, que não é o mais importante lógico,mas está bom demais ficar tanto tempo sem perder. São 38 jogos, não vamos conseguir ganhar todos, é complicado manter motivação para todos os jogos de uma série B, mas o time está tentando, agora vamos pra cima do Goiás.

  20. BJ

    Eu não vou reclamar tanto de arbitragem pq , se na serie A os arbitros são ruins, imagine na serie B…
    Empate foi justo pelo que os dois times jogaram, Jorginho não soube lidar com o esquema tatico do adversario, fez algumas substituições malucas e terminamos o jogo com 3 laterais em campo.
    Tem que contratar, está faltando mais opções nesse banco.

  21. oliveira

    Nao estou gostando de certas coisas que o tecnico esta fazendo. O Rulio continua jogando sem efetividade e o Eder Luis ontem foi nulo. Ai vai o Jorginho e poe o Henrique de ponta esquerda??? Pq que ele nao poe o goleiro reserva de atacante? O Thalles nao esta recebendo nenhuma bola em condicoes pra marcar um gol. Entao pra que servem o JH e Eder Luis? Ai vai a torcida pegar no pe’ do Thalles…. o garoto tem que ser lapidado e merece criticas sobre o peso, mas o time tmbm tem que por ele em condicoes pra marcar gols. Alem do mais, o tecnico tem que parar de querer inventar, po!

  22. Vamos lamber os beiços com o 1X1, VASCO parecia time de Segunda divisão jogando contra o Barcelona. Fora Júlio dos Donos, Jorge Henrique, Eder Luís e Talles aquela baleia ORCA.

  23. Paulo Oliveira

    Grande JC.

    Boa análise. Só duas coisinhas:

    Acho que o Vasco, após o gol, pressionou bem a saída de bola do Oeste, de forma até diferente do que estamos acostumados. Acho que isso foi até visão do Jorginho, na análise do nosso adversário. O goleirão deles cansou de botar bola pela lateral.

    Infelizmente não concordo com a merecida titularidade do Pikachú. Ele é terrivelmente ruim na marcação, o que está desequilibrando nosso sistema defensivo.

    O Éder Luiz não entrou em campo, e junto com a inutilidade ofensiva do JH, prejudica muito o desempenho do Thalles.

    Saudações Vascaínas.

  24. carlos

    JC,

    Corrige no 3º parágrafo: “quando Caio Ribeiro” para Caio Monteiro.

    Caio Ribeiro da grobu?

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