O longo caminho de volta

IMG_0846Lá vai o Vasco começar mais uma vez sua via crucis de volta à elite. Apesar das expectativas dessa série B serem melhores que em 2009 e 2014 – já que temos comprovadamente uma equipe mais qualificada, entrosada e experiente que nessas oportunidades – não podemos deixar de pensar no lado negativo da queda no ano passado. Não é fácil para quem torce para o clube com a história mais bonita do futebol brasileiro ser também o que torce para o clube grande que mais vezes teve a mancha de um rebaixamento.

E como todo vascaíno infelizmente já sabe, a Série B não é tão fácil como apregoam. Se não pela técnica apurada dos concorrentes, mas pelas características da competição: viagens maiores, estádios menores, arbitragens ainda mais complicadas e, no caso do Vasco, o único dos grandes nessa edição de 2016, adversários que encararão cada partida como uma chance única para aparecer no mercado nacional da bola. Nós já entraremos não apenas com a responsabilidade de vencer a competição, mas também como “O” time a ser batido. Então precisaremos nos superar na disposição e nos acostumar com oponentes que darão a vida para nos vencer (seja nas retrancas mais brabas, seja na violência das marcações).

Na técnica, é fácil afirmar que o Vasco é favorito ao título. Caberá ao time mostrar que tem capacidade de superar essas outras dificuldades. Já tivemos uma amostra do que é estar fora da elite ao não permitirem que fizéssemos o reconhecimento de campo no Castelão. Mesmo que esse seja um exemplo extremo (esse tipo de situação dificilmente será corriqueira), o fato de ter acontecido já na primeira rodada mostra como seremos encarados pelos outros 19 clubes na competição.

Nosso adversário na estreia, o Sampaio Corrêa, já está há dois anos disputando a segundona e terminou a competição na oitava colocação em 2015. Pegando como exemplo seu desempenho contra um grande, o time maranhense empatou com o Botafogo em casa (2 a 2) e tomou um sacolejo de 5 a 0 no Rio. Daí podemos ver que, pelo menos em casa, o Sampaio Corrêa não deve ser a molezinha que muitos pensam.

Ao Vasco caberá se impor como favoritíssimo ao título, mas sem esquecer que precisamos saber utilizar as características da partida a nosso favor. Fazendo isso, temos totais condições de voltar ao Rio com os três primeiros pontos no Brasileiro e começar a caminhada rumo à elite com o pé direito.

Sampaio Corrêa X Vasco

Sampaio Corrêa X Vasco

Rafael; Léo Rodrigues, Mimica, Luiz Otávio e Guilherme Santos; Diego Lorenzi, Daniel Barros, Levi (Pimentinha) e Pedrinho; Edgar e Carlos Alberto.

Martín Silva (Jordi); Madson, Rafael Vaz, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Thalles) e Riascos.

Técnico: Dejane Petkovic.

Técnico: Jorginho.

Estádio: Castelão. Data: 14/04/2016. Horário: 16h. Arbitragem: Claudio Francisco Lima e Silva. Auxiliares: Marcio Gleidson Correia Dias e Vaneide Vieira de Gois.

O canal SporTV transmite para seus assinantes de todo país (exceto MA). O Canal Premiere transmite para todo Brasil no sistema pay-per-view.

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17 Comentários

Arquivado em Adversários, Pré-jogo

17 Respostas para “O longo caminho de volta

  1. Leon da Cruz

    Boa sorte ao Vascão! Nessa saga (uma vez mais) na qual nunca deveria ter entrado… Que os Deuses Vascaínos estejam conosco!

    Mas discordo do JC. Na minha opinião, o time de 2014 era melhor. Talvez fosse mais preguiçoso e tivesse menos garra do que o atual. Mas, tecnicamente, penso que era um bocado superior. Portanto, não será mesmo moleza alguma neste ano. Na verdade, uma série B nunca é. Mas há algo que pode ser ainda pior: aquele time de 2014 foi se acomodando, foi se tornando mais e mais preguiçoso ao longo da competição, por pura falta de motivação. Nada garante que o mesmo não acontecerá com o atual. E sendo inferior tecnicamente (ao de 2014), as coisas podem se tornar ainda mais difíceis.

    • JC Barbosa

      Um bocado superior? Pra mim, só a presença de Andrezinho e Nenê no time de hoje já não permitiriam afirmar isso…O time era só o Douglas, quando resolvia jogar.

      Acho o de 2014 um bocado superior ao que começou o Brasileiro do ano passado. O que começou esse Brasileiro de 2016, não.

      • Fabio Costa

        Aquele de 2014 era xexelento. Subiu às duras penas embaixo de vaia contra o poderoso I casa no Maracanã. Entre outros, ainda tinha o Kleber Gladiador. Aquele time dava raiva de ver, só chupador de sangue.

        Vamos subir. E invicto! Rs

      • Leon da Cruz

        Minha opinião, JC… Não tinha o Nenê. Mas tinha o Douglas. Não tinha ninguém como o Andrezinho. Ok. (Mas eu também não acho Andrezinho essa coisa toda. Já foi muito bom jogador. Hoje só engana.) Só que você falou somente desses dois jogadores e esqueceu de falar do resto… Para mim, os laterais eram melhores, os volantes eram melhores e o ataque era melhor (não pelo Kleber, mas pelo Maxi Rodriguez). Estou falando de qualidade técnica. Concordo que era um time acomodado e preguiçoso, como já disse antes. E, vá lá, talvez não fosse tão organizado taticamente quanto o time do Jorginho. Mas, em termos de qualidade técnica individual, continuo achando que era superior.

      • JC Barbosa

        Claro, cada um tem um ponto de vista. Mas achar que o Andrezinho só engana acho um pouco demais. Ele está pelo menos no nível do Nenê (e em muito jogos, se saiu melhor inclusive). De qualquer forma, além do Nenê já ser o suficiente – e de sobra – para considerarmos o meio de campo de hoje melhor que o de 2014, mesmo com o Andrezinho só enganando era melhor que qualquer outro meia daquele time.

        Agora…Por pior que o Madson seja – e eu nem gosto dele – não dá pra achar que o André Rocha seja melhor. Nem que o Marlon seja melhor que o Julio Cesar.

        O Maxi Rodriguez não é atacante, é meia-atacante. E acho que nem teve chances como titular. O ataque de 2014 era Kleber e Reginaldo. Será que a dupla Riascos/Jorge Henrique consegue ser pior que essa?

        Já com relação aos volantes, a dupla Guiña/Ken pode até ser mais eficiente no combate, mas mais técnica que Marcelo Mattos/Julio dos Santos? Discutível.

        Ainda assim, não vejo qualquer problema em considerar o time de 2014 mais técnico que o desse ano. O que não dá pra concordar é com o “um bocado superior“.

      • Leon da Cruz

        Respeito sua opinião, JC. Mas acho que o bicampeonato carioca deve estar provocando em você algum excesso de otimismo em relação ao time atual (muito curiosamente, pois não parece ser o seu perfil!) e algum esquecimento (talvez pela ausência de títulos) com relação àquele time de 2014. Rsrsrs.

        Os laterais que terminaram como titulares não foram esses que você mencionou. André Rocha e Marlon começaram como titulares, mas perderam a posição para Carlos César e Diego Renan. Estes, penso, eram superiores aos atuais. (E tenho sérias dúvidas de que o Julio César seja melhor do que o Marlon. Defensivamente, com toda certeza, não é.) No meio, tinham ainda Aranda e Fabrício, além de Ken e Guinãzu (este ainda um leão em campo, nada parecido com o do ano passado). Embora nunca tenha achado nenhum deles uma maravilha (apesar de gostar do Aranda e achar que ele foi muito mal utilizado no time), penso, sim, que qualquer configuração com os quatro era melhor do que Mattos e Julio dos Santos (que, para mim, são terríveis). Já no ataque, tínhamos ainda Edmilson e Thalles (este em fase e forma muito superiores à atual). Maxi Rodriguez foi, sim, titular de ataque em várias ocasiões (além de ter também atuado no meio), sendo na reta final do campeonato, se não me engano, titular em todos os jogos. Por fim, vou falar bem baixinho para ninguém ouvir… Douglas, por vezes, fazia em cinco minutos de jogo o que Nenê e Andrezinho juntos precisam talvez de uns cinco jogos para fazer. Mas, claro, Douglas era um preguiçoso, vivia fora de forma, adorava dar um migué, etc.

      • JC Barbosa

        Leon, vc falou do TIME. Quem terminou como titular é outra questão. Até pq, em algumas posições, não havia “titulares”. Um dos problemas daquele time era que ninguém se firmava na posição.

        André Rocha jogou 30 vezes e Carlos Cesar 17 (e foi substituído em seis dessas oportunidades) em 2014. Diego Renan jogou 47 vezes, mas ele atuou nas duas laterais. Marlon jogou 30 vezes. E, novamente é questão de opinião, acho o Julio Cesar melhor que os quatro citados. Compará-lo com o Marlon em qualquer função me parece um absurdo.

        Também acho que o Aranda foi mal aproveitado. Mas no Vasco ele não jogou nada. O Fabrício entregou mais de uma partida fazendo pixotadas. E como eu disse, Ken e Guiñazu foram até muito bem no combate…Ajudando na criação são nulos, coisa que o Julio (que todo mundo sabe não é alvo da minha simpatia) muitas vezes já fez. Vc falou em técnica, né? Vc acha MESMO que o Guiña tem mais técnica que o Julio?

        Sobre o ataque, a dupla que mais atuou junto foi Kleber e Thalles. O Kleber eu me recuso a falar qualquer coisa: por mim, nem teria vindo para o Vasco. O Thalles jogou 44 partidas em 2014 e marcou 10 gols. Esse ano, em 15, marcou 6. Estar numa forma muito superior à atual em 2014 é um mistério pra mim.

        O Edmilson, por mim, continuaria no time em 2015 e seria titular até hoje. Mas em 2014 ele se machucou na penúltima partida do Carioca, demorou a voltar e quando teve condições poucas chances teve como titular (apenas 8 partidas). O Maxi foi titular apenas 14 vezes pelo Vasco e pela contagem que fiz nos histórico do blog, em apenas 5 foi jogando no ataque.

        Por fim, o que vc falou pra ninguém ouvir é que deixa mais evidente que quem está excedendo no otimismo ao avaliar alguém aqui não sou eu. E isso porque vc não está levando em consideração que o Douglas disputou um carioca, uma série B e uma Copa do Brasil na qual nem chegamos a enfrentar um time da Elite. Por mim, nem precisaríamos do Nenê na comparação: o Andrezinho já fez mais pelo Vasco que o Douglas.

        Mas, é como já dissemos: é tudo questão de opinião. Mas, por enquanto, as estatísticas favorecem o time de 2016. Vamos ver ao fim desse ano como fica essa comparação.

      • Leon da Cruz

        Ok, JC. Obrigado pela longa e detalhada resposta. Realmente, discordamos em vários pontos (o que é, muitas vezes, saudável, e penso que isto se aplica a este caso).

        Mas só para encerrar a discussão, eu não estava falando bem de produtividade, mas de qualidade ténica individual. E talvez tenha me expressado mal ao falar do “time” como um todo. Portanto, posso concordar com você que Andrezinho e Nenê já fizeram muito mais pelo Vasco do que o Douglas, embora continue achando o Douglas superior tecnicamente aos dois. Como você estava fazendo uma projeção sobre o futuro do campeonato, pensei que estivesse falando apenas de qualidade técnica. Afinal, considerações sobre produtividade são normalmente retrospectivas e, quando são prospectivas, não passam de especulações (que não precisam ser infundadas, mas, ainda assim, especulações). Nada garante que o time atual continuará sendo produtivo, concorda? Mas parece que podemos comparar sua qualidade técnica com a de outros times, sem analisar resultados e produtividade, certo? Sendo assim, o time atual pode ser multi-campeão (e eu ficarei muito feliz), mas isso provavelmente não alterará minha opinião sobre a sua qualidade ténica (que, penso, é bem baixa).

      • JC Barbosa

        Mesmo usando apenas o critério técnico, ainda acho o time desse ano melhor. E, veja, nem acho que o time de 2016 seja um primor nesse critério (o que não falei em momento algum), apenas acho melhor que o de 2014. Mas se vc sinceramente acha que o Douglas é melhor tecnicamente que o Nenê, realmente não vamos conseguir convencer um ao outro nunca! RS

      • jota - ES

        Só o fato de nenhum jogador do Vasco “pensar” em deixar o clube, depois do rebaixamento, e se comprometerem em nos devolver o topo, me deixa à vontade para dizer: voltaremos à elite, sem dúvida.
        ________
        Não entendi: “O que começar esse, não.” Começar esse o quê, JC? Sinceramente, não entendi.
        SV

  2. BRUNO SILVEIRA

    É BI CAMPEÃO CARIOCA, 26 JOGOS INVICTO mas o que tem tomado de sufoco é para poucos corações suportarem.

    Todo jogo, aliás há muito tempo, é uma pachorra irritante: O cara pega a bola, cercado por 3, e fica querendo driblar, perde, é claro. E tome sufoco de contra ataque. E assim o tempo todo. Com time retranqueiro, botinudo é aplicar o sistema de jogo do saudoso Telê Santana : 2 toques : recebeu, passou e em velocidade.

    Não adianta firula. Viu Nenê ! Viu Riascos ! Viu Andrezinho ! Viu time do Vasco ! É SEGUNDONA, gente, futebol quase de várzea, se bobear leva porrada e ainda arrisca uma perna quebrada.

    Procuramos, agora temos que aguentar. É subir montanha de costas …
    E chega de 1×0 e 1×1, VAMOS FAZER GOL !!!

    VASCÃO SEMPRE !
    SDV.

  3. emerson

    “No caso do Vasco, o único dos grandes nessa edição de 2016, adversários que encararão cada partida como uma chance única para aparecer no mercado nacional da bola. Nós já entraremos não apenas com a responsabilidade de vencer a competição, mas também como “O” time a ser batido”
    Essa parte do seu texto foi perfeita se escrevesse só isso já definiria como seria essa serie B parabéns.

  4. ODILON C SILVA - RJ

    Vasco vai disputar segunda divisão, será que não existe algo de errado nisso não gente, afinal com Eurico Miranda o VASCO JAMAIS CAIRIA, jamais seria rebaixado, não era essa conversa.

    • jota - ES

      Na vida de cada um de nós permeiam sonhos auspiciosos e pesadelos nefastos. Mas nascemos gigantes, palmilhamos essa vocação, e não será esse tri rebaixamento que nos vai tornar menores, ou melhor, em vez de gigantes, liliputianos.
      SV

  5. BJ

    E depois da emoção do bicampeonato carioca voltamos a nossa realidade de encarar a terceira série B em menos de 8 anos. E a diretoria ainda tem a cara de pau de soltar uma notinha dizendo que não é vergonha disputar esse campeonato. Claro que é. O Vasco é gigante. Disputar esse campeonato não é o fim do mundo mas é uma vergonha e a obrigação do Vasco é voltar em primeiro e sem passar sufoco.
    Se a diretoria pretende priorizar mesmo a copa do brasil, é necessário que o Vasco comece atropelando seus adversarios nessas 10 primeiras rodadas e criar uma pontuação que permita nos permita dar o luxo de escalar times mistos no brasileirão quando estivermos nas fases decisivas da CB.

  6. Jonathas Barbosa

    JC, acho que você errou no horário da partida, será às 16:00hs e não às 21;45hs.

    SV,
    Jonathas Thiago

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